Ex-lutador de jiu-jitsu, Bebianno era conhecido por seus hábitos
saudáveis — não bebia nem fumava — e por seu histórico de boa saúde.
O Código 12 foi usado pela ditadura para vigilância e eliminação
disfarçada de opositores, com técnicas francesas e americanas.
Plano “Punhal Verde e Amarelo” visava assassinato de Lula, Alckmin e
Moraes em 2022, com presos ligados ao Exército e Polícia Federal.
Mortes suspeitas de figuras como Bebianno e Adriano da Nóbrega levantam
dúvidas sobre execuções e queima de arquivo no Brasil recente.
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Resumo gerado por Inteligência artificial
*Peça 1 – os métodos dos porões*
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Brasil e do Mundo
A falta de uma justiça de transição deu sobrevida ao que de pior a
ditadura gerou: os assassinos dos porões. Uma de suas especialidades era
a de liquidar adversários com uma técnica de disfarce do assassinato.
O *Código 12* foi a designação utilizada pelo regime militar brasileiro
(1964–1985) dentro do sistema de informações e repressão política.
Era um *código de classificação de prioridade de vigilância* usado pelos
órgãos de segurança do Estado — especialmente o SNI (Serviço Nacional de
Informações), o DOPS e o DOI-CODI — para catalogar e monitorar
indivíduos considerados “subversivos” ou ameaças ao regime.
O código indicava que a pessoa era alvo de *atenção especial e
permanente* dos aparatos de repressão.
O sistema de fichas e códigos era parte da *doutrina de segurança
nacional*, importada em grande medida da Escola Superior de Guerra e
influenciada pela Escola das Américas (EUA). Cada órgão repressor
mantinha arquivos cruzados sobre militantes, jornalistas, religiosos,
artistas e qualquer pessoa suspeita de oposição ao regime.
Os repressores brasileiros foram formados por duas escolas.
*A Escola das Américas*
A Escola das Américas foi fundada em 1946 no Panamá. Dedicava-se a
desenvolver métodos de contrainformação, interrogatórios com torturas,
execução sumária, guerra psicológica, inteligência militar. Oficiais e
soldados de países latino-americanos eram ensinados a subverter a
verdade, silenciar sindicalistas, militantes do clero e jornalistas.
A estrutura intelectual americana veio da *National War College* de
Washington, que serviu de modelo direto para a criação da *Escola
Superior de Guerra* (ESG) brasileira — onde se formulou a Doutrina de
Segurança Nacional que depois virou lei em 1968.
*A escola francesa*
Foi desenvolvida na guerra da Argélia. O cérebro foi o coronel Roger
Trinquier, maior ideólogo francês de guerra suja, cujo argumento central
era que “a tortura é um elemento importante na guerra moderna
contrarrevolucionária”.
Os historiadores que estabeleceram os nexos entre as práticas aplicadas
durante esses conflitos e as que se viram depois na Argentina, Uruguai,
Chile e Brasil chegam a uma conclusão clara: o aperfeiçoamento do choque
elétrico, a radiografia das agendas dos detidos, os sequestros em plena
noite, a tortura sistemática, a guerra psicológica, os desaparecimentos,
o uso de arquivos e os voos da morte são técnicas transmitidas pelos
oficiais franceses.
A técnica do assassinato sem deixar pistas foi importada diretamente da
Guerra da Argélia (1954–1962), onde foi sistematizada pelo general
francês *Paul Aussaresses* e teorizada pelo coronel *Roger Trinquier*.
Aussaresses esteve no Brasil em 1973, a convite da ditadura, como adido
militar à embaixada da França. Um de seus amigos mais íntimos era o
então coronel João Batista Figueiredo, do SNI. O general francês também
conviveu com o delegado Sérgio Fleury. E deu aulas de tortura e
desaparecimento de opositores políticos em Brasília, Manaus e outros
lugares.
O Destacamento de Operações Internas (DOI) do Brasil remonta ao /
Détachement Opérationnel de Protection/ (DOP) de criação francesa.
O pesquisador Rodrigo Nabuco de Araújo, autor de /Diplomatas de Farda/,
conclui que “a doutrina da guerra revolucionária foi um elemento-chave
para preparar a organização e a estruturação dos serviços de informação
brasileiros, que foram calcados nos serviços de informações franceses
durante a Guerra da Argélia”. Os militares do 2º Exército em São Paulo
se inspiraram amplamente nas sessões administrativas especiais da guerra
colonial francesa para estruturar a Operação Bandeirantes.
Os receptores brasileiros foram General João Figueiredo e delegado
Sérgio Fleury, que aplicaram as teses no DOI-CODI e no esquadrão da morte.
*Peça 2 – as mortes suspeitas*
Há um conjunto de mortes, no mesmo espaço de tempo, dadas como acidentes
ou doenças. Com o tempo, apurou-se que em algumas delas ocorreu
assassinato comprovado. Outras ainda estão sob investigação.
* Morte de Zuzu Angel em acidente de carro. A estilista Zuzu tornou-se a
maior ativista brasileira contra a ditadura.
* Morte de JK, em acidente de carro.
* Morte de Carlos Lacerda, de infarto agudo.
* Morte de João Goulart, de infarto agudo. Nos dois casos, há suspeitas
da troca de remédios.
* Atentado no Riocentro: a intenção era promover o atentado e atribuir
às forças de esquerda.
* Assassinato de Vladimir Herzog, passando por suicídio.
*Peça 3 – o Código 12 em 8 de janeiro*
A técnica foi mantida ao longo das décadas entre o fim do regime militar
e o golpe de 8 de janeiro.
A Polícia Federal revelou um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”,
elaborado com nível técnico militar detalhado, cujo objetivo era
assassinar o presidente eleito Lula, o vice-presidente eleito Alckmin e
o ministro Alexandre de Moraes. A data fixada para a execução era 15 de
dezembro de 2022 — três dias após a diplomação de Lula no TSE e antes da
posse.
Os alvos eram identificados por codinomes: Lula era “Jeca”, Alckmin era
“Joca” e Moraes era “Professora”.
O documento com o planejamento operacional foi elaborado pelo general
Mário Fernandes e impresso no Palácio do Planalto em 9 de novembro de
2022 — quando Bolsonaro ainda residia no Palácio da Alvorada, para onde
o material foi levado. Uma segunda impressão foi feita no Planalto em 6
de dezembro de 2022.
Em 3 de dezembro de 2022, foram habilitados chips telefônicos utilizados
na ação criminosa “Copa 2022”, em nomes de terceiros, em uma Lojas
Americanas de Uberlândia. O grupo se comunicava via Signal com codinomes
para dificultar o rastreamento.
*Os métodos planejados*
*Para Lula — envenenamento*
Para a execução do presidente Lula, o plano considerava, “dada sua
vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de
utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso
orgânico”. O método planejado para Lula é tecnicamente idêntico ao que
laudos periciais argentinos identificaram no caso de Jango em 1976, e ao
que foi ensinado pelos instrutores franceses como técnica de eliminação
“sem rastros”.
*Para Moraes — arsenal de guerra*
O documento especificava o armamento a ser utilizado na captura e
execução de Moraes: uma metralhadora, quatro fuzis, quatro pistolas e um
lança-granada. Também foram consideradas outras condições para o
assassinato, como uso de artefato explosivo ou envenenamento.
*Os presos e a cadeia de comando*
Foram presos quatro integrantes dos “kids pretos” — elite de combate do
Exército treinada para operações sigilosas e ambientes politicamente
sensíveis — e um policial federal: o general de brigada da reserva Mário
Fernandes, o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, o major Rafael Martins
de Oliveira, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o policial federal
Wladimir Matos Soares.
Investigações apontam que reuniões estratégicas ocorreram na casa do
general Braga Netto, ex-ministro e aliado de Bolsonaro. Participaram
dessas reuniões Mauro Cid e outros militares. A liderança do grupo seria
atribuída aos generais Braga Netto e Augusto Heleno, que coordenariam um
“Gabinete de Crise” para gerenciar o país após a execução do golpe.
*Peça 4 – as mortes inexplicadas*
A partir desse histórico, há a necessidade de uma releitura de algumas
mortes do período.
*Gustavo Bebbiano*
*Gustavo Bebianno* foi o primeiro ministro de Bolsonaro (Secretaria-
Geral da Presidência) e um dos principais articuladores da campanha de
2018. Foi demitido dois meses após a posse, tornando-se um crítico
aberto do governo.
Bebianno morreu na madrugada de 14 de março de 2020, vítima de infarto
fulminante, quando estava em seu sítio em Teresópolis (RJ), acompanhado
do filho e do caseiro. Foi levado ao hospital, mas não resistiu. Tinha
56 anos.
Ex-lutador de jiu-jitsu, Bebianno era conhecido por seus hábitos
saudáveis — não bebia nem fumava — e por seu histórico de boa saúde.
Dias antes de morrer, planejava concorrer à Prefeitura do Rio pelo PSDB
nas eleições de 2020.
Em dezembro de 2019, disse que se sentia ameaçado: “O presidente Jair
Bolsonaro é uma pessoa que tem muitos laços com policiais no Rio de
Janeiro. Policiais bons e ruins. Me sinto, sim, vulnerável e sob risco
constante.”
No programa Roda Viva, 11 dias antes de morrer, Bebianno revelou o plano
de Carlos Bolsonaro de montar uma “Abin paralela”.
*Em síntese:* um homem saudável, que dizia temer pela própria vida, que
guardava material comprometedor e morreu dias depois de sua última
aparição pública. A causa oficial é infarto, sem indício forense de
crime. O caso permanece, na prática, sem resposta definitiva.
*Adriano da Nóbrega*
Segundo Paulo Emílio Catta Preta, advogado do miliciano, em 5 de
fevereiro de 2020 — quatro dias antes de ser morto — Adriano lhe
telefonou para relatar “medo de um plano de queima de arquivo” e alegou
que “queriam matá-lo, não prendê-lo”.
O advogado declarou: “Ele me ligou e disse que não adiantaria se
entregar porque ninguém queria a sua prisão, mas sim a sua morte.”
No domingo 2 de fevereiro de 2020, uma semana antes da operação que
resultou em sua morte, a esposa Júlia Mello Lotufo declarou à revista
Veja que ele seria assassinado: “Meu marido foi envolvido numa
conspiração armada pelo governador do Rio, Wilson Witzel, que queria
matar o Adriano como queima de arquivo.”
Conversas telefônicas grampeadas pela Polícia Civil, no âmbito da
Operação Gárgula do MP do Rio, revelaram que parentes de Adriano também
temiam queima de arquivo. Numa das conversas, uma irmã elogia a postura
de Bolsonaro no caso e diz que a morte de Adriano teria sido ordenada
pelo governador Witzel.
Adriano era o elo central de uma rede que conectava crime organizado e
poder político:
*Caso Marielle* — era apontado pelo MP como chefe do “Escritório do
Crime”, organização de onde partiu o assassinato da vereadora. Ronnie
Lessa, condenado pelo crime, era subordinado da mesma estrutura.
*Rachadinha de Flávio Bolsonaro* — segundo o MP do Rio, Flávio Bolsonaro
financiou e lucrou com construções ilegais erguidas pela milícia com
dinheiro de rachadinha. Contas bancárias controladas por Adriano foram
usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.
*Conexão direta com a família* — a mãe e a esposa de Adriano trabalharam
no gabinete de Flávio até novembro de 2018, quando a investigação
estourou. Queiroz admitiu que as demitiu justamente para evitar a
ligação pública.
A operação teve início no dia 8 de fevereiro com cerca de 70 homens, mas
foi finalizada no dia seguinte com a participação de somente 3 homens,
destacados para enfrentar o ex-capitão — conhecido atirador de elite.
*Os laudos contradizem a versão policial*
Com base nas fotos post-mortem e no laudo de necrópsia, especialistas
concluíram que os tiros que atingiram Adriano foram disparados à
curtíssima distância. As fotos revelam um ferimento na cabeça logo
abaixo do queixo que pode ter sido um tiro dado quando ele já estava caído.
Um especialista em medicina legal, sob anonimato, apontou como possível
sinal de execução o disparo na lateral do corpo, provavelmente feito
quando ele estava com os braços erguidos, em sinal de rendição. Uma
queimadura no lado esquerdo do peito indica que o cano de uma arma de
grosso calibre foi encostado no local — e havia reação vital ao redor,
indicando que Adriano ainda estava vivo nesse momento.
Um laudo posterior revelou que Adriano foi atingido por uma bala quando
estava deitado — informação que contradiz diretamente a versão dos três
policiais envolvidos de que teria ocorrido troca de tiros.
Relatórios de inteligência da Polícia Civil do Rio obtidos pelo
Intercept <https://www.cartacapital.com.br/justica/apos-mencao-a-
bolsonaro-mp-suspende-grampo-no-caso-adriano-da-nobrega/> revelaram que
ao menos duas pessoas ligadas a Adriano mencionaram o presidente Jair
Bolsonaro em diálogos grampeados sobre a situação do ex-PM. Após essas
menções, o MP do Rio suspendeu os grampos — sem encaminhar as
informações à PGR, que teria prerrogativa de investigar o presidente.
*Peça 5 – os riscos futuros*
Esta semana houve uma boa celebração nos jornalões, com a informação que
o Datafolha registrara empate técnico entre a candidatura de Lula e cada
um dos candidatos da direita. A rigor, não quer dizer muita coisa, pois
Lula ainda não colocou sua candidatura em campo. Mas a comemoração dos
jornais mostra esse lado terrível da irracionalidade brasileira.
Não se trata de uma disputa civilizada, entre PT e PSDB, como ocorreu em
outras fases da história. Trata-se do risco concreto de colocar no
comando do país uma milícia, com táticas de assassinatos que remontam os
porões da ditadura.
Em
JORNAL GGN
https://jornalggn.com.br/politica/a-morte-de-bebianno-e-a-tecnica-do-assassinato-sem-rastro/
13/4/2026

El mundo está siguiendo con suma expectación los acontecimientos y la patente debilidad del Imperio puede producir reestructuraciones de relaciones y alianzas.
Andres Piqueras, profesor senior de la Universidad Jaume I
Realmente estamos ante el final de una civilización y del Orden Mundial político-militar que la ampara. Pero ese final no será corto.
La derrota en curso de Estados Unidos con su brazo sionista en Irán, supone otro aldabonazo en el camino de su involución a potencia media. Ya con su vergonzosa salida de Afganistán, ese camino empezó a marcarse perceptiblemente para los ojos de casi todas las poblaciones del mundo. Es cierto que desde entonces Estados Unidos ha compensado en parte esa huida con el afianzamiento de su presencia militar en Asia occidental, especialmente tras la destrucción de Siria.
A través de su brazo armado más terrorista, la entidad sionista, ha convertido a Gaza en escombros y ahora quiere hacer lo mismo con Líbano. El plan que alberga el Imperio desde hace décadas (más allá de quién esté en la Casa Blanca, a pesar de todos los análisis simplistas que al respecto hacen nuestros medios y “sesudos/as todólogos/as mediáticos/as”), es la expansión sionista en Asia occidental, con vistas a despejar la espalda del CENTCOM en centro Asia, para su enfrentamiento final con China, dejando de apoyo a la V Flota. USA debe unir sus comandos CENTCOM e INDOPACOM para la definitiva Batalla del Pacífico. Objetivo para el que necesita primero, como sea, deshacerse de Irán.
Y aquí es donde puede que el Imperio y su brazo más terrorista estén mordiendo un hueso demasiado grande para su ya gastada dentadura.
Irán (con el apoyo de Rusia y China) es un enemigo para el que ambos no tienen ni recursos militares ni, sobre todo, económicos (así lo está comprobando USA también en otro frente de su Guerra Total contra el Mundo Emergente: el de Ucrania, como agente proxy contra Rusia). Pero eso no quiere decir que vayan a dejar de morder.
Vamos, pues, a analizar los puntos que dicen haberse acordado hoy, para ver qué escenario puede ser el más posible en el futuro inmediato.
Los tres primeros puntos pueden mantenerse de facto durante el supuesto plazo de dos semanas que dicen haberse dado las partes, porque no altera nada que no hubiera antes de iniciada la agresión yanki-sionista (más allá de la reputación como hegemón de EE.UU.):
- Compromiso de no agresión
- El mantenimiento del control de Irán sobre el estrecho de Ormuz
- Reconocimiento del derecho de Irán al enriquecimiento de uranio
Los cuatro siguientes puntos son más difíciles de cumplirse, en cuanto que ello supondría una rendición de Estados Unidos ante el mundo, y de momento el Imperio no está tan débil como para eso:
- Levantamiento de todas las sanciones primarias
- Levantamiento de todas las sanciones secundarias
- Derogación de todas las resoluciones del Consejo de Seguridad de la ONU
- Revocación de todas las resoluciones de la Junta de Gobernadores
- Pago de una indemnización a Irán
El punto 9º directamente exige a la potencia imperial que, además de reconocer ante el mundo su derrota, deje de serlo, es decir, deje de ser imperial (lo cual es como mandar al alacrán que deje de picar):
- Retirada de las fuerzas de combate estadounidenses de la región
Este punto sólo podría tener alguna verosimilitud si los Estados árabes sionizados de la zona empiezan a darse cuenta de que su subordinación al eje imperial-sionista puede comenzar a reportarles más pérdidas que beneficios. Tal hipotética retirada estadounidense de la región sí que reestructuraría todo el Orden Mundial, confinando de hecho a Estados Unidos cada vez más en “su” hemisferio occidental (incluidos en él sus súbditos europeos).
No es verosímil en el corto plazo, aunque algunas muestras de descontento y retirada (por necesidad y debilidad propias) puedan empezar a darse (parece que Qatar ha sido el primero en manifestarse en ese sentido, pero está por confirmar primero que sea así, y segundo que ese paisillo dócil –aunque enfrentado a otros del Golfo- tenga fuerza para llevar a cabo una resolución de esa índole, máxime cuando está embarcado en sus propias guerras sucias en la región -Yemen sobre todo-, hasta el Cuerno de África y Sudán).
Pero el que a todas luces se ve aún menos probable es el 10º punto:
- Alto el fuego en todos los frentes, incluido el del Líbano
El cumplimiento de este punto iría contra toda la geoestrategia anglosajona del último siglo y medio. Frenar la expansión destructiva del ente sionista en la región, ahora que tiene a la mayor parte del territorio sirio en el bolsillo y ha masacrado la “retaguardia” palestina, es altamente improbable.
No hubieran iniciado (el Imperio y su brazo sionista) la matanza de Gaza para detenerse aquí. Serán únicamente las luchas de los pueblos las que puedan frenar los delirios sionistas y del Imperio que los acicatea y protege (incluidos los subordinados europeos o la parte bufona hoy del Imperio Occidental de 500 años).
Así que ¿qué viene?
Estados Unidos, como siempre, jugará a hacer trampa en las negociaciones mientras diseña una nueva estrategia de agresión y muy seguramente seguirá con las sanciones de peso. Probablemente continuará presionando a sus subordinados para hacer esa agresión conjuntamente. Pero si el Imperio sigue fracasando aun así, empezará a dejar ver más y más sus costuras y parches, y a disparar la desconfianza en su fuerza entre cada vez más de sus subordinados, y ya se sabe que “las ratas son las primeras que abandonan el barco cuando empieza a hundirse”.
En ese sentido, para los/las líderes europeos/as podría ser un momento inmejorable para comenzar a autonomizarse respecto del amo (el mismo que tiene ocupada la península europea de Asia desde la Segunda Guerra Mundial, no lo olvidemos), pero a juzgar por su mediocridad y bajeza política, es difícil que lo hagan por el momento (como Rutte, von der Leyen y Kallas se dedican a mostrar todos los días, pleitesía incluida).
El conjunto del planeta está siguiendo con suma expectación los acontecimientos, y de la patente debilidad del Imperio es muy posible que se deriven reestructuraciones de muchas relaciones y alianzas.
También nuevas iniciativas regionales. América, hoy por hoy, lleva la peor parte, por ser componente ineludible del «hemisferio occidental» que se reserva Washington. La estrategia de las luchas allí debe ajustarse a esta terrible circunstancia acentuada.
Para Irán sería algo próximo a un suicidio dejar en el aire el punto 10, pues eso supondría que el ente sionista se pueda encargar de masacrar a su aliado libanés (y al yemení), con lo que luego el país persa quedaría aún más aislado en la región.
Parece que sus últimos movimientos van en la dirección de desconocer los acuerdos mientras el ente sionista persista en sus matanzas y agresión de Líbano (una agresión que no tiene nada fácil, por cierto, de ahí que se dedique a lo que mejor sabe hacer y para lo que sí tiene fuerza: asesinar civiles).
De manera que no es previsible que las cosas se detengan así. Es mucho lo que se juegan ambas partes. Irán puede que su existencia como país soberano, pero Estados Unidos se juega la suya como hegemón imperial. Lo que quiere decir que está en el aire también la continuidad del ente sionista y su régimen de apartheid.
Aquí los que parecen ganar de momento son China y Rusia, sobre todo la primera (¿PREPARADOS PARA EL FIN DE LA CIVILIZACIÓN DEL PETRÓLEO (Y DE LOS RECURSOS FÓSILES)? /// ¿LISTOS PARA EMPEZAR A DEJAR ATRÁS AL CAPITALISMO? – El blog de Andrés Piqueras), formaciones estatales que decidieron no trazar una línea roja con Irán, prefiriendo pasar a tener al país alimentado infraestructural, logística y militarmente, para desgaste de la potencia imperial (versión contraria de la que esta última –con sus subordinados europeos- ha venido haciendo en Ucrania contra Rusia).
Para estas potencias, como para Irán, “resistir es vencer”, pero aun así los costos en vidas humanas y riqueza social son siempre demasiado altos y quizás podrían haber sido evitados con una geopolítica más protagonista por parte de aquéllas.
La gran Victoria de Irán, humillando a la vez al Imperio, a su brazo más terrorista sionista y a los países sionizados de la región, no puede hacernos descuidar que la agresión contra el país está lejos de acabar. En general, la Guerra Total del Imperio contra el Mundo Emergente seguirá su curso de mil maneras diferentes, desgraciadamente, en cuanto que Guerra Sistémica Permanente.
Cuidado de nuevo, en ese sentido, el Caribe, si Estados Unidos se desocupa momentáneamente en Asia.
No es momento, pues, de dejar de luchar en todas partes. La PAZ digna, contra el imperialismo, es nuestra mejor arma como sociedad.
Nos jugamos todo. No se puede dejar de insistir en ello.
OBSERVATORIO DE LA CRISIS
9/4/2026


