segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Desvendar o núcleo financeiro da classe capitalista transnacional

por Peter Phillips e Brady Osborne [*]


Neste estudo, decidimos identificar em pormenor as pessoas nos conselhos
de administração (CA) (boards of directors) das dez principais firmas de
administração de activo e as dez principais corporações mais centralizadas
no mundo. Devido a sobreposições, há um total de treze firmas, as quais
colectivamente têm 161 administradores nos seus CA. Pensamos que este
grupo de 161 indivíduos representa o núcleo financeiro da classe
capitalista transnacional do mundo. Eles administram colectivamente
U$23,91 milhões de milhões (trillion) em fundos e operam em praticamente
todos os países do mundo. Eles constituem o centro do capital financeiro
que movimenta o sistema económico global. Os governos ocidentais e os
corpos políticos internacionais trabalham de acordo com os interesses
deste núcleo financeiro a fim de proteger o fluxo irrestrito de capital de
investimento em qualquer lugar do mundo.
Uma breve história da investigação sobre a elite do poder americana
Uma longa tradição de investigação sociológica documenta a existência de
uma classe dominante nos Estados Unidos, cujos membros traçam directivas e
determinam prioridades políticas nacionais. A classe dominante americana é
complexa e competitiva, perpetuando-se através da interacção de famílias
de alto padrão social com estilos de vida, ligações corporativas e
pertença a clubes sociais e escolas privadas semelhantes. [1]

Já foi determinado há muito que a classe dominante americana é sobretudo
auto-perpetuante [2] , mantendo sua influência através de instituições
elaboradoras de políticas tais como a National Association of
Manufacturers, a US Chamber of Commerce, o Business Council, Business
Roundtable, o Conference Board, American Enterprise Institute for Public
Policy Research, Council on Foreign Relations, e outros grupos de política
centrados nos negócios [3] . Estas associações desde há muito dominaram as
decisões políticas dentro do governo estado-unidense.

No seu livro de 1956, The Power Elite , C. Wright Mills documentou como a
II Guerra Mundial solidificou a trindade de poder nos EUA que compreendia
corporações, militares e elites governantes numa estrutura de pode
centralizada pelos interesses de classe e a trabalhar em uníssono por
todos os "alto círculos" de contacto e acordo. Mills descreveu como a
elite do poder eram aqueles "que decidiam tudo o que fosse para ser
decidido" com consequências importantes [4] . Estes decisores do círculo
mais alto tendiam a estar preocupados com relacionamentos
inter-organizacionais e o funcionamento da economia como um todo, ao invés
da promoção dos seus interesses corporativos particulares [5] .

As elites políticas do círculo mais alto (higher-circle policy elites,
HCPE) constituem um segmento da classe superior americana e são os
principais decisores na sociedade. Embora estas elites mostrem alguma
noção do "senso de nós" (we-ness"), eles também tendem a ter desacordos
contínuos sobre políticas específicas e acções necessárias em várias
circunstâncias sócio-políticas. [6] Estes desacordos podem bloquear
respostas reaccionárias agressivas a movimentos sociais e distúrbios
civis, como no caso do movimento trabalhista na década de 1930 e o
movimento de direitos civis na década de 1960. Durante estes dois
períodos, os elementos mais liberais das HCPE tendiam a dominar o processo
de tomada de decisão e apoiou a aprovação das leis de Relações
Trabalhistas Nacionais e de Segurança Social em 1935, bem como as leis de
Direitos Civis e Oportunidades Económicas em 1964. Estas peças de
legislação eram vistas como concessões aos movimentos sociais em curso e a
inquietações civis, e foram implementadas ao invés de instituir políticas
mais repressivas.

Entretanto, durante período de ameaças vindas de inimigos externos, como
nas I e II Guerras Mundiais, elementos mais conservadores/reaccionários da
HCPE avançaram com êxito nas suas agendas. Durante e após a I Guerra
Mundial, os Estados Unidos instituíram respostas repressivas a movimentos
sociais, como por exemplo através dos Palmer Raids e da aprovação do
Espionage Act de 1917 e do Sediction Act de 1918. Após a II Guerra
Mundial, a HCPE permitiu e encorajou os ataques da era McCarthy contra
liberais e radicais e, em 1947, a aprovação do National Security Act e da
lei trabalhista Taft-Hartley. Nos últimos vinte e cinco anos, e
especialmente desde os eventos do 11/Set, a HCPE nos EUA tem estado unida
no apoio a um império americano de poder militar que mantenha uma guerra
repressiva contra grupos de resistência – tipicamente alcunhados como
"terroristas" – em todo o mundo. Esta guerra ao terror é muito mais acerca
de proteger a globalização transnacionais, a livre movimentação do capital
financeiro, a hegemonia do dólar e o acesso ao petróleo do que acerca da
repressão ao terrorismo. Cada vez mais, a Organização do Tratado do
Atlântico Norte (NATO) é uma associada dos interesses de dominação global
dos EUA. [7]

A classe capitalista transnacional (CCT)

Elites do poder capitalista existem em todo o mundo. A globalização do
comércio e do capital leva as elites do mundo a relacionamentos cada vez
mais interconectados – até o ponto em que sociólogos começaram a teorizar
o desenvolvimento de uma classe capitalista transnacional (CCT)
(transnational capitalist class). Num dos trabalhos pioneiros neste campo,
The Transnational Capitalist Class (2000), Leslie Sklair argumentou que a
globalização elevou as corporações transnacionais (TNC) a papéis mais
influentes, com o resultado de que nações-estado tornaram-se menos
significantes do que acordos internacionais desenvolvidos através da
Organização Mundial de Comércio (OMC) e outras instituições
internacionais. [8] A emergir destas corporações multinacionais estavam
uma classe capitalista transnacional, cujas lealdades e interesses, se bem
que ainda enraizadas nas suas corporações, eram cada vez mais de âmbito
internacional. Sklair escreveu:
A classe capitalista transnacional pode ser analiticamente dividida em
quatro fracções principais: (i) proprietários e controladores das TNC e
suas filiais locais; (ii) burocratas e políticos da globalização; (iii)
profissionais da globalização; (iv) elites promotoras do consumo
(comerciantes e media). Também é importante notar, naturalmente, que a
CCT e cada uma das suas fracções nem sempre está inteiramente sobre
todas as questões. No entanto, em conjunto, as pessoas principais nestes
grupos constituem uma elite do poder global, a classe dominante ou
círculo interno no sentido de que estas expressões têm sido utilizadas
para caracterizar as estruturas da classe dominante de países
específicos. [9]
Seguiu-se William Robinson em 2004 com o seu livro A Theory of Global
Capitalism: Production, Class, and State in a Transnational World. [10]
Robinson afirmou que 500 anos de capitalismo haviam levado a uma mudança
de época na qual toda actividade humana é transformada em capital. Deste
ponto de vista, o mundo tornou-se um mercado único (single market), o qual
privatizou relacionamentos sociais. Ele viu a CCT como a partilhar cada
vez mais estilos de vida, padrões de educação superior e consumo
semelhantes. A circulação global de capital está no cerne de uma burguesia
internacional, a qual opera em grupos (clusters) oligopólicos por todo o
mundo. Estes grupos de elites formam alianças transnacionais estratégicas
através de fusões e aquisições com o objectivo de concentração acrescida
da riqueza e do capital. O processo cria uma poliarquia de elites
hegemónicas. A concentração de riqueza e poder a este nível tende à
super-acumulação, levando a investimentos especulativos e guerras. A CCT
faz esforços para corrigir e proteger seus interesses por meio de
organizações globais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário
Internacional, o G20, o Fórum Social Mundial, a Comissão Trilateral, o
Grupo Bilderberg, o Banco Internacional de Pagamentos e outras associações
transnacionais. Robinson afirmou que, dentro deste sistema, nações-estado
tornam-se pouco mais do que zonas de contenção de população e que o poder
real jaz nos decisores que controlam o capital global. [11]

Uma visão mais profunda da classe capitalista transnacional é o que David
Rothkopf denomina a "super-classe". No seu livro de 2008, Superclass: The
Global Power Elite and the World They Are Making, Rothkopf argumentou que
a super-classe é constituída por 6000 a 7000 pessoas, ou 0,0001 por cento
da população mundial. [12] Elas são as que comparecem a Davos, voam em
jactos privados Gulfstream, pejados de dinheiro, integrados em
mega-corporações, elites construtoras da política do mundo, pessoas no
pico absoluto da pirâmide do pode global. São 94 por cento homens,
predominantemente branco e principalmente da América do Norte e da Europa.
Rothkopf afirmou que estas são as pessoas que estabelecem as agendas no
G8, G20, NATO, Banco Mundial e OMC. Elas são provenientes dos mais altos
níveis do capital financeiro, das corporações transnacionais, do governo,
dos militares, da academia, de organizações não governamentais, líderes
espirituais e outras elites sombra. (Elites sombra incluem, por exemplo, a
política profunda de organizações de segurança nacional em conexão com
cartéis internacionais de droga, os quais extraem 8000 toneladas de ópio
por ano das zonas de guerra dos EUA, então lavam US$500 mil milhões
através de bancos transnacionais, metade dos quais tem sede nos EUA.) [13]


A definição de Rothkopf da super-classe enfatizou sua influência e poder.
Embora haja mais de 1.500 bilionários no mundo, nem todo são
necessariamente parte da super-classe em termos de influência nas
políticas globais. Ainda assim estes 1.500 bilionários possuem duas vezes
tanta riqueza quanto os 2,5 mil milhões de pessoas menos ricas e eles
estão plenamente conscientes destas amplas desigualdades. Os bilionários
dentro da CCT são semelhantes a proprietários de plantações coloniais.
Eles sabem que são uma pequena minoria com vastos recursos e poder, além
disso devem preocupar-se continuamente com a possibilidade de massas
exploradas insubordinarem-se em levantarem-se em rebelião. Em consequência
destas inseguranças de classe, a CCT trabalha para proteger sua estrutura
de riqueza concentrada. A protecção do capital é a primeira razão porque
países da NATO agora representam 85 por cento da despesa mundial com
defesa, com os EUA a gastarem mais com militares do que o resto do mundo
somado. [14] Temores de rebeliões motivadas pela desigualdade e outras
formas de inquietação são a motivação da agenda global da NATO na guerra
ao terror. [15]

A NATO está a emergir rapidamente como a força policial ao serviço da
classe capitalista transnacional. Quando a CCT emergiu mais plenamente na
década de 1980, coincidindo com o colapso da União Soviética, a NATO
começo operações mais vastas. A NATO primeiro aventurou-se nos Balcãs,
onde permanece, e a seguir para o Afeganistão. A NATO arrancou com uma
missão de treino no Iraque em 2005, recentemente efectuou operações na
Líbia e em Julho de 2013 estava a considerar acção militar na Síria. A
utilização da NATO pela super-classe para a sua segurança global faz parte
de uma estratégia de expansão para a dominação militar dos EUA em todo o
mundo, pela qual o império militares EUA/NATO-indústria-média operam ao
serviço da CCT para a protecção do capital internacional em qualquer parte
do mundo. [16]

O trabalho mais recente sobre a CCT é The Making of a Transnational
Capitalist Class (2010), de William K. Carroll. [17] O trabalho de Carroll
focou a consolidação das redes de políticas corporativas transnacionais
entre 1996 e 2006. Ele utilizou uma base de dados os conselhos de
administração das 500 maiores corporações, mostrando a interligação
concentrada de corporações chave e uma diminuição do número de pessoas
envolvidas. De acordo com esta análise, a dimensão média dos conselhos de
administração caiu de 20,2 para 14,0 nos dez anos do seu estudo. Além
disso, organizações financeiras estão cada vez mais no centro destas
redes. Carroll argumentou que a CCT nos centros destas redes beneficiam de
laços extensos entre si, proporcionando portanto tanto a capacidade
estrutural como a consciência de classe necessária para solidariedade
política efectiva.

Um estudo de 2011 da Universidade de Zurique, terminado por Stefania
Vitali, James B. Glattfelder e Stefano Battiston no Swiss Federal
Institute of Technology relatou que um pequeno grupo de companhias –
principalmente bancos – exerce enorme poder sobre a economia global. [18]
Aplicando modelos matemáticos – habitualmente utilizados para modelar
sistemas naturais – às corporações transnacionais na economia mundial, o
estudo descobriu que 147 companhias controlavam cerca de 40 por cento da
riqueza do mundo. [19]

Embora teóricos da sociologia efectuem estudos da elite do poder mundial,
estes investigadores raramente identificam membros específicos da classe
capitalistas transnacional, preferindo ao invés construir teoria para
outros académicos lerem e discutirem, se bem que evitando os pormenores de
quem está realmente envolvido.

Os media corporativos do mundo não prestam absolutamente nenhuma atenção a
conceitos académicos como "classe capitalista transnacional". Assim, uma
pesquisa no LexisNexis de cobertura de noticiários, completada em 3 de
Junho de 2013, utilizando a expressão "classe capitalista transnacional",
retornou apenas três notícias na última década – duas de media
estrangeiros e a terceira uma carta ao editor de Leslie Sklair. O conceito
de uma classe capitalista transnacional está ausente de cobertura nos
noticiários corporativos, os quais tão pouco tratam de quem constitui esta
elite principal, o grupo poderoso.

Pensamos que o mundo precisa saber quem inclui a CCT e portanto quem toma
as decisões financeiras respeitantes ao capital global.

Isto é realmente um razoavelmente directo – ainda que de trabalho
intensivo – esforço de investigação: a maior parte da informação não é
pública como também está online. Começámos com as dez principais
companhias mais centralizadas a partir do estudo suíço de 2011 já citado.
[20] Isto identificou as mais centralizadas e interconectadas organizações
financeiras do mundo. Também quisemos considerar aqueles grupos que
administram os maiores volumes de capital financeiro, de modo que
acrescentámos as dez principais firmas de administração de activos de 2012
ao nosso conjunto de dados. [21] A tabela a seguir mostra as
classificações em milhões de milhões (trillions) de dólares de activos
administrados pelas 35 principais firmas de administração de activos do
mundo.

Tabela 1: As 35 principais firmas de administração de activos do mundo,
em milhões de milhões de dólares (2012)

1 BlackRock US $3,560
2 UBS Switzerland $2,280
3 Allianz Germany $2,213
4 Vanguard Group US $2,080
5 State Street Global Advisors (SSgA) US $1,908
6 PIMCO (Pacific Investment Management Company) US $1,820
7 Fidelity Investments US $1,576
8 AXA Group France $1,393
9 JPMorgan Asset Management US $1,347
10 Credit Suisse Switzerland $1,279
11 BNY Mellon Asset Management US $1,299
12 HSBC UK $1,230
13 Deutsche Bank Germany $1,227
14 BNP Paribas France $1,106
15 Capital Research and Management Company US $1,071
16 Prudential Financial US $961.0
17 Amundi France $880.0
18 Goldman Sachs Group US $836.0
19 Wellington Management Company US $719.8
20 Natixis Global Asset Management France $710.9
21 Franklin Resources (Franklin Templeton Investments) US $707.1
22 Northern Trust US $704.3
23 Bank of America US $682.2
24 Invesco US $646.6
25 Legg Mason US $631.8
26 Nippon Life Insurance Company Japan $600.0
27 Legal & General Investment Management UK $598.5
28 Generali Group Italy $581.5
29 Prudential UK $570.2
30 Ameriprise Financial US $543.6
31 T. Rowe Price US $541.7
32 Wells Fargo US $534.9
33 Manulife Financial Canada $513.8
34 Sun Life Financial Canada $496.3
35 TIAA-CREF US $481.0
Sete das dez principais firmas de administração de activos estavam entre
as dez principais firmas mais centralizadas do estudo suíço.

Decidimos identificar as pessoas nos conselhos de administração das dez
principais firmas de administração de activos e das dez corporações mais
centralizadas. Com sobreposições há um total de treze firmas no nosso
estudo: Barclays PLC, BlackRock Inc., Capital Group Companies Inc., FMR
Corporation: Fidelity Worldwide Investment, AXA Group, State Street
Corporation, JPMorgan Chase & Co., Legal & General Group PLC (LGIMA),
Vanguard Group Inc., UBS AG, Bank of America/Merrill Lynch, Credit Suisse
Group AG, and Allianz SE (Owners of PIMCO) PIMCO-Pacific Investment
Management Co. Os conselhos de administração destas firmas, totalizando
161 indivíduos, representam o núcleo financeiro da classe capitalista
transnacional do mundo (para mais pormenores, ver Apêndice).

Colectivamente, elas administram US$23,91 milhões de milhões em fundos e
operam em aproximadamente todos os países do mundo. Os US$23,91 milhões de
milhões não incluem os saldos de capital (equity balances) – os quais
contam-se em milhares de milhões de dólares – que cada uma destas firmas
possui em activos da companhia. Nem tão pouco incluem os US$18,8 milhões
de milhões controlados pelas vinte e cinco mais valiosas firmas seguintes
de administração de activos.

O banco Barclays, a mais rica corporação centralizada do mundo, vendeu sua
divisão de gestão de activos globais à BlackRock em 1009. O resultado é
que a BlackRock é agora a maior firma única de administração de activos,
embora o Barclays permaneça uma das mais ricas firmas centralizadas com
activos da companhia de US$2,41 milhões de milhões. [22]

Entender o núcleo financeiro da classe capitalista transnacional

Os 161 administradores das treze mais centralizadas/maiores firmas de
administração de activos representam o núcleo do capital internacional.
Como tais, estas 161 pessoas partilham um objectivo comum de máximo
retorno sobre investimentos para os seus clientes e procurarão alcançar
retornos por vezes por quaisquer meios necessários – legais ou não.

As autoridades têm considerado os maiores bancos como "demasiado grandes
para falirem" e têm respondido às actividades criminosas dos bancos com
reformas fracas e sem processos. [23] O governo americano recusou-se a
processar quaisquer responsáveis da multidão de bancos que têm lavado
milhares de milhões de dólares para cartéis ilegais de droga. Corporações
bancárias poderosas, tais como o JPMorgan Chase, têm continuamente
recusado cumprir com leis americanas anti-lavagem de dinheiro. [24]

Esta recusa em processar é frequentemente louvada como um movimento
honroso que serve para proteger todos os indivíduos da devastação. Assim,
o assistente do Procurador-Geral Lanny A.Breuer explicou a recusa em
processar o banco HSBC:
Se as autoridades dos EUA tivessem decidido insistir em acusações
criminais, o HSBC quase certamente perderia sua licença bancária nos
EUA, o futuro da instituição ficaria sob ameaça e todo o sistema
bancário teria sido desestabilizado. [25]
Estas poderosas corporações não são consideradas apenas "demasiado grandes
para falirem", elas parecem terem-se tornado demasiado grandes para se
distinguirem. Tradicionalmente, os bancos têm sido entendidos como
entidades separadas, a competirem uns contra os outros a fim de incitar
consumidores a depositarem fundos e investirem. Tal competição
teoricamente força bancos a competir para oferecer as melhores taxas.
Contudo, na realidade estes bancos descobriram que competir uns contra os
outros era menos lucrativo do que trabalharem em conjunto. Percebendo que
o seu interesse está no trabalho conjunto, o núcleo financeiro da CCT foi
altamente motivado para juntar forças – legalmente ou não – para manipular
leis, políticas e governos para o seu benefício.

As consequências da falta de competição na indústria bancária são
devastadoras. Considere-se, por exemplo, escândalos de fixação de preço
tais como o Libor ou ISDAfix. O JPMorgan Chase, o UBS e o Barclays (entre
treze outros) estiveram implicados no escândalo Libor, falsificando dados
que eram utilizados para criar taxas de referência (benchmark rates). [26]
Baseadas em dados falsificados, aquelas taxas afectaram os preços de tudo,
desde automóveis, casas e empréstimos a estudantes até cartões de crédito,
hipotecas e empréstimos comercias, e até mesmo o preço das próprias
divisas. A Financial Services Authority no Reino Unido multou o Barclays
em US$450 milhões e vários outros bancos ainda estão sob investigação.
[27]

SWAPS E MEDIDAS DE AUSTERIDADE

O escândalo ISDAfix parece-se um bocado com o caso do Libor. Os mesmos
bancos super-poderosos estão actualmente sob investigação para determinar
se sim ou não manipularam o ISDAfix, um número de referência utilizado
para calcular os preços das taxas de juro swaps globais. [28] Uma vez que
cidades e governos soberanos utilizam taxas de juro swaps para ajudar a
gerir suas dívidas, a manipulação daquelas taxas tem impactos de extremo
alcance, particularmente para os pobres e as classes trabalhadoras, pois
redes de segurança económica estão sujeitas a medidas de "austeridade" –
isto é, cortes orçamentais – que favorecem a protecção do capital
financeiro.

Não apenas taxas foram fixadas ilegalmente e dados falsificados como os
bancos infractores também utilizaram investimentos de consumidores
individuais para envolver-se em actividade criminosa. O Vanguard Group foi
acusado de investir dinheiro de clientes em sítios ilegais de jogo
offshore, o que motivou um processo judicial colectivo sob a lei Racketeer
Influenced and Corrupt Organizations (RICO). O Vanguard não negou tais
malfeitorias, mas um juiz determinou que quando os queixosos (os clientes
do Vanguard) foram prejudicados, eles perderam o seu dinheiro devido à
tomada de posição do governo sobre tal jogatina ilegal, e não devido ao
investimento do Vanguard em tais sítios. [29] Contudo, é claro que se o
Vanguard não houvesse investido dinheiro de clientes em aventuras ilegais,
não teria havido repercussões negativas da tomada de posição do governo.
Como declarou o jornalista Matt Taibbi: "Tudo está manipulado". [30] Na
verdade, parece que a super-poderosa elite corporativa nunca será feita
pagar pelos seus crimes contra os consumidores – ainda estamos para ver um
tal processo.

O Vanguard Group e BlackRock são grandes investidores na Sturm, Ruger &
Co., um importante fabricante de armas de fogo. [31] Embora não haja nada
ilegal acerca de tais investimentos, podemos nos perguntar acerca das
consequências de um tal emparelhamento. Com a expansão das companhias
policiais e militares privadas, a elite do poder aparentemente está a
investir nos meios violentos a fim de manter e promover o seu avanço.

Com o dinheiro vem poder, influência e propaganda. A BlackRock e numerosos
outros bancos e instituições da Wall Street estão a apoiar financeiramente
grupos como Parent Revolution e StudentsFirst, cujas agendas são
privatizar e a seguir transformar em negócio corporativo o sistema da
escola pública. [32] A classe capitalista transnacional está a lançar as
bases para a privatização do mundo. Se instituições democráticas públicas
– incluindo escolas, correios, universidades, militares e mesmo igrejas –
se tornarem entidades de propriedade privada, então os interesses
corporativos realmente dominarão. Então, tornar-nos-emos sociedades
neo-feudais onde o reinado de reis é substituído pela propriedade da
corporação privada e o povo tem a função de camponeses.

Nós não afirmamos que qualquer pessoa individual identificada neste
estudo, no conjunto dos 161 indivíduos no núcleo financeiro da CCT, tenha
feito qualquer coisa ilegal. Apenas destacamos que os planos
institucionais e estruturais dentro dos sistemas de administração do
dinheiro do capital global procuram implacavelmente meios de alcançar o
máximo retorno sobre o investimento e que as condições para manipulações –
legais ou não – sempre se mantêm. Quando estas instituições se tornam
"demasiado grandes para falirem", seu âmbito e interconexões pressionam
reguladores do governo a afastarem-se de investigações criminais, muito
menos de levá-las a tribunal. O resultado é uma classe semi-protegida do
povo com vastas quantias de dinheiro cada vez maiores, à procura de
crescimento e retornos ilimitados, com pouca preocupação pelas
consequências da sua busca económica sobre outros povos, sociedades,
culturas e ambientes.

As estimativas são de que o total da riqueza mundial anda próximo dos
US$200 mihões de milhões, com os EUA e a Europa a possuírem
aproximadamente 63 por cento do total; enquanto isso, a metade mais pobre
da população global possui em conjunto menos de 2 por cento da riqueza
global. [33] O Banco Mundial informa que 1,29 mil milhões de pessoas
estavam a viver em pobreza extrema em 2008, com menos de US$1,25 por dia,
e 1,2 mil milhões mais estavam a viver com menos de US$2,00 por dia. [34]
Trinta e cinco mil pessoas, principalmente crianças, morrem de fome
diariamente. [35] Assim, enquanto milhões sofrem, as elites financeiras da
CCT procuram retornos que especulam com a ascensão do custo da comida e
fazem-no em cooperação entre si num sistema global de poder e controle da
CCT.

Quem constitui o núcleo financeiro da classe corporativa transnacional?
Como indicado acima, o núcleo financeiro da CCT são administradores de
bancos e firmas de gestão de activos. Os 161 directores que administram as
treze firmas principais têm antecedentes e treino muito semelhante. (Ver
Apêndice para nomes e conexões. A lista completa e pormenorizada está
online em:
http://projectcensored.org/financial-core-of-the-transnational-corporate-class/
.

Núcleo financeiro da classe corporativa transnacional

Cento e trinta e seis dos 161 membros do núcleo (84 por cento) são homens.
Oitenta e oito por cento são brancos de descendência europeia (apenas
dezanove são pessoas de cor). Cinquenta e dois por cento possuem
licenciaturas – incluindo trinta e sete MBAs (master of business
administration), catorze JDs (Juris Doctor), vinte e um PhDs
(doutoramento) e doze MA/MS (licenciatura plena/mestrado).

Quase todos estiveram em colégios privados, com cerca da metade nas mesmas
dez universidades: Harvard University (25), Oxford University (11),
Stanford University (8), Cambridge University (8), University of Chicago
(8), University of Cologne (6), Columbia University (5), Cornell
University (4), Wharton School of the University of Pennsylvania (3), e
University of California–Berkeley (3), a qual é uma instituição pública.
Quarenta e nove são ou foram CEOs (chief executive officer), oito são ou
foram CFOs (chief financial officer); seis tiveram experiência anterior no
Morgan Stanley, seis nos Goldman Sachs, quatro no Lehman Brothers, quatro
no Swiss Re, sete no Barclays, quatro no Salomon Brothers, e quatro no
Merrill Lynch.

Pessoas de vinte e dois países constituem o núcleo financeiro central da
CCT. Setenta e três (45 por cento) são dos EUA; vinte e sete (16 por
cento) da Grã-Bretanha; catorze da França; doze da Alemanha; onze da
Suíça; quatro de Singapura; três da Áustria; três da Bélgica; três da
Índia; dois da Austrália; dois da África do Sul; e um de cada um dos
seguintes países: Brasil, Vietname, Hong Kong/China, Qatar, Holanda,
Zâmbia, Formosa, Kuwait, México e Colômbia. Eles vivem principalmente num
certo número de grandes cidades do mundo ou próximo delas: Nova York,
Chicago, Londres, Paris e Munique. [36]

Os membros do núcleo financeiro tomam parte activa em grupos de política
global e governamental. Cinco das trezes corporações têm como conselheiros
directores ou antigos empregados do FMI. Seis das trezes firmas têm
directores que trabalharam ou actuaram como conselheiros do Banco Mundial.
Cinco das trezes firmas mantêm-se como membros corporativos do Council on
Foreign Relations nos EUA. Sete das firmas enviaram dezanove directores
para participarem do World Economic Forum em Fevereiro de 2013. Sete dos
directores actuaram ou actuam numa administração do Federal Reserve, tanto
regional como nacional, nos EUA. Seis membros do núcleo financeiro actuam
no Business Roundtable nos EUA. Vários directores tiveram experiência
directa com ministérios financeiros de países da União Europeia, G8 e G20.
Quase todos os 161 indivíduos actuam como conselheiros de várias
organizações regulamentares, de ministros das Finanças, universidades e
corpos de planeamento político nacional ou internacional.

Estes 161 administradores fazem parte da super-classe de Rothkopf. Dado o
seu controle sobre US$23,91 milhões de milhões, governos ocidentais e
corpos políticos internacionais servem os interesses deste núcleo
financeiro da CCT. São iniciadas guerras para proteger seus interesses e
para promover o fluxo livre do capital global para investimento em
qualquer lugar onde seja possível retorno. Identificar as pessoas com tal
poder e influência é uma parte importante de qualquer movimento
democrático que procure proteger nossos bens comuns de modo a que todos os
humanos possam deles partilhar e prosperar. [37]


Apêndice

Citizenship, CB-Corporate Boards, PE-Prior Corporate Employment/
Boards, PC-Policy Councils & Government, E-Universities N=161
Barclays PLC (Assets $2.4 Trillion)
Antony Peter Jenkins , UK, CB-Group Chief Executive, Barclays PLC,
PE-Citibank, Visa Europe Ltd, Absa Group Limited, PC-World Economic
Forum-2013, Chartered Institute of Bankers, British-American
Business—International Council, E-Oxford University, Cranfield
Institute of Technology-MBA
Sir David Alan Walker, UK, CB-Chairman, Barclays, PE-International
Monetary Fund, Bank of England, CEGB, Reuters Venture Capital,
Morgan Stanley, Lloyds Bank, PC- World Economic Forum-2013, Group
of Thirty (G30), London Investment Bankers' Association, Assistant
Secretary at the Treasury, The Financial Services Authority (FSA)
UK, E-Queens College-MA Economics, Cambridge,
Frits van Paasschen, US, CB-CEO Starwood Hotels and Resorts
Worldwide, Inc., PE-Coors Brewing Company-CEO, Nike Inc., Disney
Consumer Products. Jones Apparel Group Inc., Oakley Inc., FPaasschen
Consulting, Mercator Investments, McKinsey & Company, Boston
Consulting Group, PC-World Economic Forum-2013, E-Amherst College,
Massachusetts, Harvard Business School-MBA
Michael Ashley, UK, CB-KPMG Europe LLP ('ELLP'), Deloitte Touche
Tohmatsu Limited, The Financial Reporting Council Limited,
PC-Institute of Chartered Accountants in England and Wales, HM
Treasury's Audit Committee, European Financial Reporting Advisory
Group,
Hugh E. "Skip" McGee III, US, PE-Lehman Brothers Holdings Inc., CIB
Americas, E- Princeton, University of Texas School of Law-JD
Tim Breedon, UK, CB- Index Funds PE-Legal & General Group plc,
Standard Charter Bank, Mithras Investment Trust plc. PC-Association
of British Insurers (ABI) UK Government's non-bank lending
taskforce, Investment Management Association, Ministry of Justice.
E-Oxford University, London Business School-MS-Business
Fulvio Conti, Italy, CB-CEO-Enel SpA, RCS MediaGroup, ENDESA SA,
AON PLC, Eurelectric, Trasmissione Elettricita Rete Nazionale SPA,
PE-Telecom Italia SpA, Montedison-Compart, Montecatini. Mobil Oil,
Wind Telecomunicazioni SpA, PC-World Economic Forum-2013,
Confindustria-Italian Employers' Federation, E- University of Rome
La Sapienza,
Ashok Vaswani Brysam, India, CB-Brysam Global Partners,
PE-Citibank, Consumer Bank, US Cards Business, PC-S. P. Jain
Institute of Management Singapore, E-Bombay University, Sydenham
College of Commerce and Economics- Institute of Chartered
Accountants of India
Diane de Saint Victor , French, CB-ABB Limited, Baldor Electric Co.,
PE-EADS, SCA Hygiene Products, Honeywell International, General
Electric, Thales, Lyon-Caen, Fabiani & Thiriez, PC-International Bar
Association, E- Pantheon-Assas University, Paris Law School-JD,
Shaygan Kheradpir Ph.D ., UK, PE-Verizon Communications, GTE
PC-National Institute of Standards & Technology E-Cornell
University-Ph.D. Electrical Engineering,
David George Booth, US, CB-East Ferry Investors Inc., PE-Morgan
Stanley, Discount Corporation of New York E-University of Kansas,
University of Chicago-MBA
Simon John Fraser, UK, CB - Fidelity International, Fidelity
European Values PLC, Fidelity Japanese Values PLC., Ashmore Group
Plc. H. Lundén Kapitalförvaltning AB, The Edinburgh Investment Trust
Plc, PE-FIL Investments International, Investment Solutions Group
Ltd. E-University of St. Andrews, Columbia University-MBA
Reuben Jeffery III, US, CB-CEO of Rockefeller & Co, PE-US Under
Secretary of State for Economic, Energy and Agricultural Affairs,
Goldman Sachs & Co, Davis Polk & Wardwell, Morgan Guaranty Trust
Company, PC-National Security Council, Council on Foreign Relations,
World Economic Forum, Center for Strategic & International Studies
in Washington DC, Commodity Futures Trading Commission,
International Advisory Council of the China Securities Regulatory
Commission (CSRC), E-Yale University, Stanford University-JD,
Dambisa Moyo, Ph.D., Zambia, CB- SABMiller PLC, Barrick Gold
Corporation, Lundin Petroleum AB, PE-World Bank, Goldman Sachs,
PC-World Economic Forum, Bilderberg Group, E-St Antony's College,
Oxford-Ph.D., Harvard-Kennedy School of Government-MPA, American
University-MBA
Sir Michael Rake , UK, CB-BT Group PLC, easyJet PLC., PE-KPMG
International, McGraw-Hill Companies, PC-World Economic Forum-2013,
The Prince of Wales's Charitable Foundation, Chatham House-Royal
Institute of International Affairs, British-American
Business—International Council, Confederation of British Industry,
UK- Department of Trade and Industry, International Business Leaders
Forum, Oxford Advisory Board, E-Wellington College
Sir John Sunderland, UK, CB-Chancellor of Aston University, Merlin
Entertainments Limited, AFC Energy plc., PE-Cadbury Schweppes PLC,
CVC Capital Partners, PC- Confederation of British Industry,
Financial Reporting Council, Chartered Management Institute,
Business in the Community, Governor of Reading University,
E-University of St. Andrews.
Maria Ramos, South Africa, CB- Absa Group Ltd, PE-Transnet Limited
PC- Director-General of the National Treasury, Business Trust (South
Africa), International Business Council, World Economic Forum-2013,
World Bank Chief Economist Advisory Panel, Business Leadership South
Africa, Banking Association of South Africa, E-University of the
Witwatersrand (Wits), University of London-MS, Fortune-World's 50
Most Powerful Women in Business
BlackRock Inc. (Inc. Assets $22.3 billion)
Assets in management: $3.7 trillion
Laurence Fink , US, CB- PNC Financial Services Group Inc., Innovir
Laboratories Inc., York Stock Exchange, Inc., PE-The First Boston
Corporation, VIMRx Pharmaceuticals Inc., E-University of California
Los Angeles, Awards-CEO of the Decade-Financial News 2011
Robert S. Kapito, US, CB-icruise.com, PE-Bain & Co ,PC- Trustee,
University of Pennsylvania, International Monetary Conference, The
Financial Services Roundtable, E- Harvard Business School-MBA,
Wharton School of the University of Pennsylvania.
James Rohr, US, CD-CEO, PNC Bank, EQT Corporation (Equitable
Resources Inc.) Mercantile Bankshares Corp., PC-Trustee of Carnegie
Mellon University, The RAND Corporation, Federal Reserve Bank of
Cleveland, Bohemian Club, E-Notre Dame, Ohio State-MBA,
Hsueh-Ming Wang , Taiwan, PE-Goldman Sachs, The Paulson Institute
Murry S. Gerber, US, CD-Halliburton, United States Steel Corp,
PE-CEO of EQT, Corporation, Shell Energy North America,
PC-Pennsylvania Business Council, Trustee-Augustana College,
E-Augustana College, University of Illinois-MA Geology
Thomas H. O'Brien, Jr., US, CB-CEO-PNC, McMahon Capital Advisors,
LLC, PNC Financial Services Group Inc., US Airways Group Inc,
Confluence Technologies Inc., Verizon New England Inc., Porcelain
Industries Inc., HMR Acquisition Company Inc., Cavert Wire Company
Inc., Viasystems Inc., PE-Pittsburgh National Bank, Hilb Rogal &
Hobbs, Westinghouse Credit Corp. Co, PC-Trustee of University of
Pittsburgh. E-Boston College, University of Notre Dame, Harvard-MBA,
University of Pittsburgh
Sir Deryck Charles Maughan, UK, CB-Kohlberg Kravis Roberts & Co.,
Nikko Securities Co., Glaxosmithkline PLC, Thomson Reuters
Corporation, PE-Salomon Brothers Inc., The Goldman Sachs Group Inc.,
Salomon Smith Barney, Citicorp., PC- Trilateral Commission, British
American Business Inc. British-American Business Council, New York
Stock Exchange, Advisory Councils at Harvard and Stanford
Universities, E- King's College, University of London, Graduate
School of Business, Stanford University-MS
David Komansky, US, CD-Fieldpoint Private Bank & Trust, AEA
Investors LP, AEA Investors LLC, Burt's Bees, Discover Financial
Services, Schering-Plough, PE-BofA Merrill Lynch, Pierce, Fenner &
Smith Incorporated, EP Technologies, Inc., Automated Security
(Holdings) PLC., New York Stock Exchange, NYSE Euronext, Inc., WPP
Group PLC, PC-British American Business Council, Trustee of
Tsinghua University in Beijing, E-University of Miami
James Grosfeld, US, CB-Copart, Inc. Interstate Bakeries
Corporation, Addington Resources Inc., PE-Pulte Homes, Inc.,
Championship Liquidating Trust, PC- Federal National Mortgage
Association, E-Amherst College, Columbia Law School-JD
William S. Demchak, CB-CEO-PNC Financial Services Group Inc.,
Hilliard Lyons Research Advisors, The RBB Fund, Inc. Senbanc Fund,
PE-J.P. Morgan Chase & Co., PC-World Affairs Council of Pittsburgh,
The Financial Services Roundtable, E- Allegheny College, University
of Michigan-MBA
Susan Lynn Wagner, US, CB- RBB Fund, Inc.. Bogle Small Cap Growth
Fund, Director of DSP BlackRock Investment Managers, India,
PE-Lehman Brothers, Founding Partner BlackRock, E-Wellesley
College, University of Chicago-MBA Finance
Dennis D. Dammerman, US, CB-Capmark Financial Group, Inc., General
Electric Capital Corp., Swiss Re Ltd., PE-Kidder Peabody Group Inc.,
Montgomery Ward Holding Corp., Genworth Financial Inc., PC-Trustee
of Skidmore College, E-University of Dubuque.
Mathis Cabiallavetta, Swiss, CB-Union Bank of Switzerland, Swiss Re
Ltd, Philip Morris International, Inc., General Atlantic Partners,
Altria, PE-Marsh & McLennan Companies, Inc., PC-US Federal Reserve,
Swiss American Chamber of Commerce, British-American Business
Council, E-University of Montreal, Queen's University,
Kingston-MA-Economics, Ontario,
Abdlatif Al-Hamad, Kuwait, PD-Morgan Stanley, Marsh & McLennan
Companies, Inc., American International Group, Inc., National Bank
of Kuwait, PC-Arab Fund for Economic and Social Development, Arab
Planning Institute, Banking Advisory Board Group (World Bank),
Minister of Finance and Minister of Planning of Kuwait, United
Nations Committee for Development Planning, Commission on Global
Governance, E-Claremont College, Harvard International Affairs
Program,
John Silvester Varley, UK, CB-CEO-Barclays PLC, British Grolux
Investments Limited, Rio Tinto Ltd. & Rio Tinto Plc, Astrazeneca
PLC, PC-International Advisory Panel of the Monetary Authority of
Singapore, Trustee-Prince of Wales's Charitable Foundation, E- Oriel
College, Oxford, London's College of Law.
Ivan Seidenberg, US, CB-Perella Weinberg Partners LP,
PE-CEO-Verizon Communications, Cellco Partnership, Inc., American
Home Products Corporation, Wyeth, LLC Honeywell Technology
Solutions, Viacom, PC-Chairman of Business Roundtable, New York
Academy of Sciences, President's Export Council for U.S., E-City
University of New York, Pace University-MBA,
Thomas Montag, US, CB-Bank of America Corporation/Merrill-Lynch, GS
Financial Products, PE- Goldman Sachs Group Inc., First National
Bank of Chicago, PC-World Economic Forum-2013, The Partnership for
New York City, Director of Securities Industry and Financial Markets
Association, E-Stanford University, Northwestern University-MBA,
Marco Antonio Slim Domit , [1] Mexico, CB-CEO-Grupo Financiero
Inbursa, S.A.B. de C.V, Impulsora del Desarrollo y el Empleoen
America Latina, S.A.B. de C.V, Impulsora del Desarrollo y el
Empleoen America Latina, S.A.B. de C.V, Afore Inbursa, S.A. de C.V.,
Arrendadora Financiera Inbursa, S.A. de C.V., Operadora Inbursa de
Sociedades de Inversion, S.A. de C.V., Seguros Inbursa, S.A., Sears
Roebuck, America Telecom, America Movil, S.A. the C.V., Carso Global
Telecom S.A. de CV., U.S. Commercial Corp., S.A. the C.V., CompUSA
and Grupo Carso S.A. de C.V. PE-Director of Telefonos de Mexico,
S.A.B. de C.V, E-Universidad Anahuac,
[1] Filho de Carlos Slim Helú classificado como a pessoa mais rica
do mundo pela revista Forbes — riqueza estimada em US$70 mil
milhões.
Fabrizio Freda, Italy, CB-CEO-The Estée Lauder Companies Inc.,
PE-Procter & Gamble Company, P&G/The Coca-Cola Company LLC,
E-University of Naples,
Jessica P. Einhorn, Ph.D., US, CB-Dean at Paul H Nitze School of
Advanced International Studies of the Johns Hopkins University, Time
Warner Inc., PE-Clark & Weinstock, International Monetary Fund,
World Bank, United States Treasury, United States State Department,
International Development Cooperation Agency of the United States,
Pitney Bowes Inc., PC-Trilateral Commission, Council on Foreign
Relations, Trustee for the Rockefeller Brothers Fund., Peterson
Institute for International Economics, Center for Global
Development, National Bureau of Economic Research, E-Barnard College
at Columbia University, SAIS-John Hopkins-MA, Princeton
University-Ph.D. Political Science
Capital Group Companies Inc.
Assets Management: $1.07 Trillion
David Isador Fisher, US, CB-Colonial First State (FirstChoice),
Capital International Global Share, Capital Guardian and Trust
Company, AEGON/Transamerica Series Trust-Capital Guardian Global
Portfolio, JNL Series Trust-JNL/UBS Large Cap Select Growth Fund,
Vantagepoint Growth & Income Fund, Pacific Select Fund-Equity
Portfolio; John Hancock Trust-Overseas Equity Trust, PE-Smith Barney
& Co, General Electric Company, PC-International Monetary Fund
Retirement Plan, Monetary Authority of Singapore, Trustee-Lowe
Institute, Harvard-Westlake School, Claremont McKenna College, UCLA
School of Public Policy and Social Research, E-University of
California at Berkeley, University of Missouri-MBA,
Martin E. Diaz Plata , Columbia, CB-Managing Partner Capital Group,
PE-Donaldson, Lufkin & Jenrette (now Credit Suisse), DLJ Merchant
Banking Partners, Corporacion Financiera del Valle in Bogota
E-Universidad Externado de Colombia, Columbia University Graduate
School of Business-MBA
Ashley Dunster , Australia, CB-Managing Partner Capital Group,
PE-European Bank for Reconstruction and Development, L|E|K
Partnership, E-University of Melbourne, Oxford University
Koenraad Foulon , Belgium, CB-Managing Partner Capital Group,
PE-Shearson Lehman Global Asset Management, Posthorn Global Asset,
Morgan Guaranty Trust Company Banque DeGroof in Brussels,
E-University of Louvain, Belgium.
Shaw B. Wagener, US, CB-Capital Group International, Capital
Guardian Trust Company, PC-Los Angeles Society of Financial Analyst,
E-Claremont McKenna College
Leonard L. Kim , Singapore, CB-Managing Partner Partner Capital
Group, PE-Peregrine Capital Limited, Kimbaco Limited-Korea, The
First Boston Corporation, E-Stanford University
Guilherme Lins , Brazil, Managing Partner Capital Group,
PE-JPMorgan, Matuschka Group, E-Universidade Federal do Rio de
Janeiro, École des Hautes Études Commerciales-HEC
Lam Nguyen-Phuong , Vietnam (US), CB-Managing Partner Capital Group,
PE-Ermgassen & Co. Ltd, JP Morgan & Co., RepublicBank Dallas. École
Centrale (Paris, France), Stanford University-MBA
FMR Corporation: Fidelity Worldwide Investment (Family Controlled)
Assets Management: $1.7 Trillion
Edward Crosby Johnson III, US, CB-CEO-Fidelity, Trustee of Fidelity
Commonwealth Trust, FMR Corp, ARI Holdings Inc., Greenery
Rehabilitation Group Inc., Premier BanCorp Inc, Crocker Realty
Investors Inc, Dr. Solomon's Group PLC, and ForSoft Ltd., Regal
Communications Corp., E-Harvard,
Abigail Pierrepont Johnson, US, CB-President-Fidelity Financial
Services, L.L.C. PE-Booz Allen & Hamilton, PC-Trustee of Fidelity
Commonwealth Trust, Massachusetts Institute of Technology, E-Hobart
and William Smith Colleges, Harvard Business-MBA
Ned C. Lautenbach, US, CB-Clayton, Dubilier & Rice, Inc., PE-IBM,
Covansys Corp., Acterna Corp., Providian Corp., Eaton Corp., Italtel
Holding S.p.A, Axcelis Technologies Inc., Sony Corp., PC-Council on
Foreign Relations, Trustee of Fairfield University, University of
Cincinnati Foundation, Board of Governors State University Florida,
E- University of Cincinnati, Harvard Business-MBA,

AXA
Assets Management: $1.4 Trillion
Claude Bébéar , France, CB-Honorary Chairman of AXA, Vivendi, BNP
Paribas, Schneider Electric, PC-Institut Montaigne, E-Institute of
Actuaries of France
Henri de Castries, France, CB-CEO-AXA, Nestlé, PE-French
Treasury Department, Rhône-Poulenc Group, E-Ecole des Hautes Etudes
Commerciales,
Norbert Dentressangle , France, CB-Financière Norbert Dentressangle,
Dentressangle Initiatives (SAS) (formerly Financière de Cuzieu
(SAS)), ND Investissements (SAS), SEB SA, Vivendi, SOFADE.
PE-FINAIXAM.
Jean-Pierre Clamadieu, France, CB-Solvay, Rhodia. Faurecia, SNCF,
PE-Ministry of Labour, PC-World Economic Forum 2013,
Franco-Brazilian Business Council, Int'l MEDEF. European Chemical
Industry Council. Member, Int'l Chemical Industry Council; E-Ecole
Nationale Supérieure des Mines of Paris, Ingénieur du Corps des
Mines, Awards: National Order of Merit, 2009,
Denis Duverne, France, CB-MONY Life Insurance Company, PE-Corporate
Taxes Department for the French Ministry of Finance, Compagnie
Financière IBI., Banque Colbert, E-École des Hautes Études
Commerciales (HEC), École Nationale d'Administration (ENA),
Jean-Martin Folz , France: CB-Eutelsat Communications,. Compagnie de
Saint-Gobain, ONF-Participations (SAS), Société Générale, Solvay
(Belgium), PE-Peugeot SA
E-École Polytechnique and ingénieur des Mines
Anthony Hamilton, UK, CB-MONY Life Insurance Company (United
States), Tawa plc (United Kingdom), Binley Limited (United Kingdom),
Swiss Re Capital Markets Limited (United Kingdom) PE- Schroders,
Morgan Grenfell, and Wainwright, Fox-Pitt & Kelton, PC- The Game &
Wildlife Conservation Trust (United Kingdom), E-Oxford University
Isabelle Kocher , France, CB-Arkema, Suez Environnement,
International Power Plc (IPR) (United Kingdom), PE-GDF SUEZ.,
PC-Advisor on Industrial Affairs of the French Prime Minister
Office, E-Ecole Normale Supérieure, Rue d'Ulm, Paris, France;
Engineer of the Corps des Mines; DEA (postgraduate degree) in
quantum optics and aggregation in Physics
Suet Fern Lee, Singapore, CB-Stamford Law Corporation (Singapore),
Sanofi, Macquarie International Infrastructure Fund Ltd (Bermuda),
Rickmers Trust Management Pte Ltd (Singapore), Nanyang Technological
University, National University of Singapore Business School,
PE-IPBA (Singapore), China Aviation Oil, Corporation Limited, ECS
Holdings Limited, Richina Pacific Limited (Bermuda), SembCorp
Industries Limited (Singapore), Sincere Watch (Hong Kong) Limited
(Hong Kong), Transcu Group Limited, E-Cambridge University-Law
Stefan Lippe, German, CB-German Insurance Association for
Vocational Training (BWV) (Germany), Acqupart Holding AG, Acqufin
AG., Extremus Insurance Ltd. PE- Bavarian Re., Swiss Re., PC-World
Economic Forum, E-University of Mannheim,
François Martineau, France, CB-SCP Lussan & Associés, Associations
Mutuelles Le Conservateur, Bred Banque Populaire, Ecole Nationale de
la Magistrature (ENM), PE- Law and Political Sciences School of Lima
, Peru, PC-Council of Europe, Law Consultant Eastern Europe,,
E-University Paris IV (Philosophy Degree), University Paris I (Law
Master), l'Institut d'Études Politiques de Paris,
Deanna Oppenheimer , US-UK, CB-CameoWorks, NCR Corporation, Tesco
PLC (UK) PE-Washington Mutual, Barclays, Catellus, Plum Creek,
E-University of Puget Sound, Kellogg School of Management at
Northwestern University
Ramon de Oliveira, France, CB-Investment Audit Practice, LLC,
JACCAR Holdings SA (Luxembourg), MONY Life Insurance Company,
Quilvest (Luxembourg), Taittinger-Kobrand, PE-Logan Pass Partners
LLC, Kauffman Foundation, American Century Company, Inc., JP Morgan,
SunGard Data Systems, The Hartford Insurance Company, The Red Cross,
E-University of Paris, Institut d'Études Politiques (Paris)
Michel Pébereau , France, CB-BNP Paribas, Compagnie de Saint-Gobain,
Total, Banque Marocaine pour le Commerce et l'Industrie (BMCI)
(Morocco), BNP Paribas SA (Switzerland), EADS N.V. (Netherlands),
Pargesa Holding S.A. PE-Crédit Commercial de France, BNP Paribas,
PC-Conseil d'Orientation de l'Institut de l'Entreprise, Aspen
Institute, Fédération Bancaire Européenne, Institut de l'Entreprise,
Lafarge, E-École Polytechnique, École Nationale d'Administration
(ENA).
Dominique Reiniche, France, CB-ECR Europe (Belgium), PE-The
Coca-Cola Company Europe, Procter & Gamble, PC-MEDEF (French
Employer Federation), UNESDA (Union of European Beverages
Associations) (Belgium), Vice-Chairman, FDE (Food & Drink Europe)
E-ESSEC Business School in Paris
Marcus Schenck Ph,D,. Germany, CB- E.ON AG (Germany),
Commerzbank AG (Germany), SMS Group GmbH (Germany), HSBC Trinkaus &
Burkhardt AG (Germany), PE-Goldman, Sachs & Co., oHG, McKinsey & Co,
PC-Berlin Center of Corporate Governance (Germany)Capital Markets
Advisory Council to the German Finance Minister (Germany)
E-University Bonn, UC Berkeley, University of Cologne,
State Street Corporation
Assets management: $1.9 trillion
Joseph (Jay) L. Hooley, US, CB-President-State Street Corp., Boston
Financial Data Services, National Financial Data Services, PC-Boston
College Center for Asset Management, Corporate Advisory Board, The
Boston Club, E-Boston College
Kennett F. Burnes, US, CB-CEO-Cabot Corporation, Watts Water
Technologies, PE- Choate, Hall & Stewart, E-Harvard University BA-JD

Peter Coym Ph.D., Germany, PE-Lehman Brothers Holdings Inc.,
Salomon Brothers AG, Magix AG, (Börsenrat), Eurex, PC-Association of
Foreign Banks, German Deposit Protection Fund, German Central
Capital Market Committee, Advisor-German Bundesbank & German
Minister of Finance, E-University of Hambur
Patrick de Saint-Aignan , US-France, CB-European Kyoto Fund, Allied
World Assurance Company Holdings AG, PE-Morgan Stanley, IXIS
Corporate and Investment, Bank of China Limited, Natixis Corporate &
Investment Bank, E-Ecole des Hautes Etudes Commerciales, Harvard
University-MBA,
Dame Amelia C. Fawcett , US-UK, CB- Guardian Media Group plc,
Investment AB Kinnevik, PE-Morgan Stanley, Sullivan & Cromwell,
Pensions First LLP, PC-Hedge Fund Standards Board, Prince of Wales's
Charitable Foundation, Governor, London Business School,
Commissioner, US-UK Fulbright Commission, E-Wellesley College,
University of Virginia-JD, Awards-Dame Commander of the Order of
the British Empire-2010
David P. Gruber , US, CB-Stone Panels, Inc., Nanocomp Technologies
Inc., PE-CEO-, Wyman-Gordon Company, Cambridge Semantics Inc.,
PC-Trustee, Manufacturers Alliance for Productivity and Innovation,
E-Ohio State University
Linda A. Hill Ph.D., US, CB-Harvard Business School: Wallace Brett
Donham Professor of Business Administration, Cooper Industries,
Harvard Business Publishing, PC-Trustee, Bryn Mawr College, The
Bridgespan Group, Nelson Mandela Children's Fund USA, E-Bryn Mawr
College, University of Chicago-Ph.D.
Robert S. Kaplan , US, CB-Professor of Management Practice,
Harvard Business School, Berkshire Partners LLC, Indaba Capital
Management, LLC, PE-Goldman Sachs Group, Bed, Bath & Beyond, Inc,
PC-Harvard Management Company, Draper, Richards, Kaplan Foundation,
Trustee, Ford Foundation, E-MIT-MS-Electrical Engineering, Cornell
University-Ph.D.
Richard P. Sergel. US, CB-Emera, Inc., PE-CEO-North American
Electric Reliability Corporation, New England Electric System
(National Grid USA), PC-Director of The Greater Boston Chamber of
Commerce, Consortium for Energy Efficiency, E-Florida State
University, North Carolina State University, University of
Miami-MBA,
Ronald L. Skates , US, CB-Raytheon Company, Courier Corporation,
Gilbane, Inc., PE-CEO-Data General Corp., PricewaterhouseCoopers,
Cabot Microelectronics Corp. E-Harvard, BA-MBA
Gregory L. Summe, US, CB-Global Buyout, Carlyle Group, Automatic
Data Processing, Inc., PE-Goldman Sachs Capital Partners,
PerkinElmer, Inc., General Aviation Avionics, AlliedSignal
(Honeywell International), General Electric, McKinsey & Co.
PC-Conference Board, E-University of Kentucky, University of
Cincinnati, Wharton School of the University of Pennsylvania-MBA
Robert E. Weissman, US, CB-Pitney Bowes Inc., Information Services
Group, Inc., Cognizant Technology Solutions Corp., Shelburne
Investments, Nielsen Media Research Inc., Director of Gartner Group,
Inc., EntreCap Financial LLC, PE-IMS Health Inc., of Dun &
Bradstreet Corp., E-Babson College,

J. P. Morgan Chase & Co.
Assets management: $1.34 Trillion
James A. Bell , US, CB-The Boeing Company, PE-Rockwell, Dow
Chemical, PC- Trustee at Center for Strategic and International
Studies Inc, World Business Chicago, Chicago Economic Club,
E-California State University at Los Angeles.
Crandall C. Bowles, US, Springs Industries, Inc., Deere & Company
of Sara Lee Corporation, PE-Wachovia Corporation, PC-The Business
Council, Trustee-Brookings Institution, Global Research institute of
UNC-Chapel Hill, The Committee of 200, Economic Club of New York,
The University of North Carolina Press, E-Wellesley College,
Columbia University-MBA,
Stephen B. Burke, US, CB-NBCUniversal, LLC, Comcast Corporation,
Berkshire Hathaway, PE-Walt Disney Company-ABC
Broadcasting-President, E-Colgate University, Harvard Business
School-MBA,
David M. Cote , US, CB-Honeywell International Inc.,
Advisor-Kohlberg Kravis Roberts & Co., PE-CEO-TRW Inc., General
Electric, PC-Business Roundtable, National Commission on Fiscal
Responsibility and Reform, U.S.-India CEO Forum, E-University of New
Hampshire
James S. Crown, US, CB-Henry Crown and Company, General Dynamics
Corporation,
Sara Lee Corporation, JPMorgan Chase Bank, N.A, Bank One Corp.,
First Chicago NBD Corp., PE-Salomon Brothers Inc., Capital Markets
Service Group, Hillshire Brands Company, PC-World Business Chicago,
PEC Israel Economic Corp., The Aspen Institute-trustee, University
of Chicago-trustee, E-Hampshire College, Stanford University Law
School,
James Dimon, US, CB-CEO-JP Morgan Chase, PE-Citigroup Inc.,
Travelers Group, Commercial Credit Company, American Express
Company, PC-The Federal Reserve Bank of New York, World Economic
Forum-2013, Trustee-New York University School of Medicine, E-Tufts
University, Harvard Business School-MBA,
Timothy P. Flynn , US, CB-Wal-Mart Stores, Inc., PE- KPMG LLP,
PC-World Economic Forum's International Business Counsel, Business
Roundtable, Financial Accounting Standards Board, The Prince of
Wales' International Integrated Reporting Committee, E- University
of St. Thomas, St. Paul, Minnesota,
Ellen V. Futter, US, CB-Consolidated Edison, Inc., PE- President of
Barnard College, Milbank, Tweed, Hadley & McCloy, American
International Group Inc., Bristol-Myers Squibb Company, Viacom, AIG
Aviation Inc., CBS Inc., PC-Council on Foreign Relations, The
American Ditchley Foundation and NYC & Company, Federal Reserve Bank
of New York, President of the American Museum of Natural History,
E-Barnard College, Columbia Law School
Laban P. Jackson, Jr ., US, CB- Clear Creek Properties, Inc., Gulf
Stream Home, Garden, Inc., TBN Holdings, PE-Home Depot, SIRVA, IPIX
Corporation, Bank One, PC-Federal Reserve Bank of Cleveland,
E-United States Military Academy
Lee R. Raymond Ph.D., US, CB-Advisor-Kohlberg Kravis Roberts & Co.,
Decision Sciences Corporation, PE-CEO- ExxonMobil, PC- Business
Council for International Understanding, National Petroleum Council,
American Enterprise Institute, Roundtable's Policy Committee, The
Business Council, The Business Roundtable, Council on Foreign
Relations. President's Export Council, National Petroleum Council,
E-University of Wisconsin, University of Minnesota-Ph.D. Chemical
Enginnering,
William C. Weldon, US, CB-Chairman-Johnson & Johnson, PE-Korea
McNeil, Ltd, Ortho-Cilag Pharmaceutical, Ltd., Janssen
Pharmaceutica, Ethicon Endo-Surgery, PC- US-China Business Council,
The Business Council, Business Roundtable, Pharmaceutical Research
and Manufacturers of America, E-Quinnipiac University

Legal & General Group PLC (LGIMA)
Assets management: $598 Billion
John Morrison Stewart, Australian, CB-Chairman-Legal & General
Group PLC, Telstra Corporation, Court of the Bank of England,
PE-CEO-Woolwich, Deputy CEO-Barclays, National Australia Bank,
PC-Australian Federal Attorney General's Business Advisory Group,
Scottish Enterprise's International Advisory Board, Australian Prime
Minister's Task Group on Emissions Trading, Business Council of
Australia, E-BA, ACII and FCIB Degrees
Nigel Wilson Ph.D., UK, CB-The Capita Group plc, PE-United Business
Media PLC, Halfords Group Plc, Dixons Group Plc, Guinness Peat
Aviation (G.P.A.), Stanhope Properties Plc, McKinsey & Co, Deloitte
Haskins & Sells,, E-Warwick University, MIT-Ph.D. Kennedy Scholar,
Mark Zinkula, US, CB-CEO-LIGMA, PE-Principal Financial Group,
Cornell College, PC-Investment Management Association, E-University
of Iowa, BA-MBA, London School of Economics.
Mark Gregory, UK, PE-Kingfisher Plc and ASDA. E Chartered
Accountant with PwC.
John Pollock, UK, E-Strathclyde University.
Henry Staunton, UK, CB-Standard Bank Plc, The Merchants Trust Plc,
New Look Retailers Limited and Capital & Counties Properties Plc.,
WH Smith PLC, PE-Price Waterhouse, Media Ventures at ITV plc., Box
clever Technology, ITV Plc, Granada Group Plc, Ashtead Group Plc,
EMAP PAP Plc, Independent Television News Limited, Vector
Hospitality Plc, Ladbrokes Plc., New Look Group Limited, PC-Xfi
Centre for Finance and Investment, E-Exeter University
Mike Fairey, UK, CB-Horizon Acquisition Company Plc, Vertex Data
Science, Northern Rock Plc, Danske Bank AS, Vertex Group Limited,The
Energy Saving Trust Limited, Lloyds TSB Group Pension Trust
Ltd.-Chairman, PE-Deputy Group Chief Executive, Lloyds TSB Group
Plc, Barclays Bank, Northern Rock plc, PC-British Quality
Foundation, Trustee-Consumer Credit Counselling Service, E-AIB
-Associate, Chartered Institute of Bankers
Rudy Markham, UK, CB-Standard Chartered Plc United Parcel Service
Inc, UCL Partners Ltd, AstraZeneca Plc, Legal & General Group Plc, A
Brain Co., Ltd., JohnsonDiversey Holdings, Inc., CSM nv,
PE-CEO-Unilever Plc-Japan-Australia, PC- Financial Reporting
Council, NHS Foundation Trust, E- Christ's College, Cambridge
University MS-Natural Sciences
Stuart Popham, UK, CB-EMEA Banking for Citigroup Inc, Legal &
General Insurance, The Barbican Centre Trust, PE-Senior Partner of
Clifford Chance LLP, PC- Confederation of British Industry's (CBI),
Royal Institute of International Affairs, Chairman of City UK,
Advisor-Saïd Business School-University of Oxford, Council of the
RNLI, Birkbeck University of London, Member of Chatham House, London
Council of the CBI-Chair, E Southampton University-Law
Nick Prettejohn, UK, CB- Brit Insurance Limited, Legal & General
Group Plc, Egg Plc., Brit Insurance Holdings N.V. PE-Chief Executive
of Lloyd's of London, CEO-Prudential UK & Europe, Prudential Plc.,
Bain and Company, Director of Anglo & Overseas PLC, PC-Oxford Union
Society, Financial Services Practitioner Panel, E- Taunton School,
Somerset, Balliol College, Oxford
Julia S. Wilson, UK, CB-3i Group plc, PE-3i Group plc, Finance at
Cable & Wireless Communications Plc., Arthur Anderson, Hanson PLC ,
Tomkins PLC., PC-ICAEW The Institute of Chartered Accountants in
England and Wales (ACA), Chartered Institute of Taxation.
E-University of Surrey
Lindsay Tomlinson, UK, CB- BlackRock Advisors (UK) Limited.
PE-Barclays Global Investors, BZW Asset Management, Provident
Mutual, Woolwich Unit Trust Managers Ltd, PC-Chairman of the Code
Committee of the Takeover Panel, Limited Chairman of the UK's
National Association of Pension Funds, Investment Management
Association-Chair, Financial Reporting Council, National Association
of Pension funds-NAPF, Investment Council, E-Cambridge University

Vanguard Group Inc.
Assets management: $2.1 Trillion
F. William McNabb III, US, PC-Investment Company Institute's Board
of Governors. Zoological Society of Philadelphia, United Way of
Greater Philadelphia and Southern New Jersey, E- Dartmouth College,
M.B.A.-Wharton School of the University of Pennsylvania.
Emerson U. Fullwood, US, CB-Minett Professor at the Rochester
Institute of Technology, North Carolina A&T University, SPX
Corporation, Amerigroup Corporation, PE-Xerox Corporation, General
Signal Corporation, PC-United Way of Rochester, University of
Rochester Medical Center, Monroe Community College Foundation, Urban
League, Colgate Rochester Crozier Divinity School, E-North Carolina
State University, Columbia University-MBA
Rajiv L. Gupta, India-US, CB-New Mountain Capital, Delphi
Automotive LLP, Tyco International, Ltd., Hewlett-Packard Company,
PE-President-Rohm and Haas Co., Scott Paper Company, Ducolite
International, PC-The Conference Board-Trustee, American Chemistry
Council, Society of Chemical Industry, Drexel University-Trustee, E-
Indian Institute of Technology, Cornell University, Drexel
University-MBA
Amy Gutmann Ph.D., US, CB- President of the University of
Pennsylvania, PC- Carnegie Corporation of New York, National
Commission on the Humanities and Social Sciences. National
Constitution Center-Trustee, Presidential Commission for the Study
of Bioethical Issues, Global Colloquium of the University
Presidents-advisors to the Secretary General of the U.N.,
E-Harvard-Radcliffe College, London School of Economics, Harvard
University-Ph.D. Political Science
JoAnn Heffernan-Heisen, US, CB-Skytop Lodge Corporation, PE-Johnson
& Johnson, Primerica Corporation. Kenmill Textile Corporation, Chase
Manhattan Bank, PC-Robert Wood Johnson Foundation, University
Medical Center at Princeton, Maxwell School of Citizenship and
Public Affairs at Syracuse University, Center for Talent Innovation,
E- Syracuse University
F. Joseph Loughrey, US, CB-Hillenbrand, Inc., SKF AB, PE- Cummins
Inc., PC- National Association of Manufacturers, Kellogg Institute
for International Studies at the University of Notre Dame, Chicago
Council on Global Affairs, Lumina Foundation for Education, Oxfam
America, E-University of Notre Dame,
Mark Loughridge, US, CB-CFO-IBM, IBM's Retirement Plan Committee,
IBM Credit LLC., E-Stanford University, University of Chicago-MBA,
Ecole Nationale Superieure de Mecanique in Nantes, France,
Scott C. Malpass, US, CB-Manager-Notre Dame's $3.5 billion
endowment, PE-St. Joseph Capital Corp. The Bank of New York Mellon,
Irving Trust Company, PC- Round Table Healthcare Management, LLC.,
The Investment Fund for Foundations, E-University of Notre
Dame-BA-MBA
André F. Perold, US-South Africa, CB-HighVista Strategies, Rand
Merchant Bank, PE- Professor of Finance and Banking at the Harvard
Business School, Author-The Global Financial System: A Functional
Perspective, 1995, E-University of the Witwatersrand, Johannesburg,
Stanford University Ph.D.,
Alfred M. Rankin, Jr., US, CB-CEO- NACCO Industries, Goodrich
Corp., Hamilton Beach Brands, Inc., The Kitchen Collection, LLC, The
North American Coal Corporation, PE-Eaton, McKinsey and Company,
Standard Products Co., Reliance Electric Company, PC- National
Association of Manufacturers, Federal Reserve Bank of
Cleveland-Chairman, E-Yale-BA-JD,
Peter F. Volanakis, US, CB- SPX Corporation, CCS Holding, Inc.,
PE-CEO-Corning Incorporated, PC-Overseer School of Business
Administration at Dartmouth College, E- Dartmouth College-BA-MA,

UBS AG
Assets management: $2.3 Trillion
Axel A. Weber Ph.D., German, PE-German Bundesbank-President,
Professor for international economics University of Cologne,
Professor for monetary economics Goethe University, PC-European
Central Bank, Bank for International Settlements, International
Monetary Fund, G7, G20, World Economic Forum-2013, European Systemic
Risk Board, Financial Stability Board, German Council of Economic
Experts, E-University of Constance, University of Siegen-Ph.D.
Michel Demaré, Belgian, CB-ABB-CFO, Syngenta AG, Global Markets,
PE-Baxter International Inc., Dow Chemical Company, Continental
Illinois National Bank of Chicago, PC-IMD Foundation, E-Université
Catholique de Louvain, Katholieke Universiteit Leuven- Belgium-MBA
David Sidwell, US-UK, CB-Apollo Global Management-AGM LLC, MSCI
Inc. Oliver Wyman, PE-Morgan Stanley-CFO, Investment Bank, J.P.
Morgan & Co. Inc., PricewaterhouseCoopers, PC-Director of Fannie
Mae, National Council on Aging, Federal National Mortgage
Association, International Accounting Standards Committee
Foundation, E-Cambridge University, Institute of Chartered
Accountants in England and Wales
Rainer-Marc Frey, Swiss, CB- Horizon21 AG, DKSH Group, PE-RMF
Investment Group-CEO, Man Group plc, Invision Private Equity AG.,
Salomon Brothers, Merrill Lynch, Capital Dynamics AG, PC-World
Economic Forum-2013, Frey Charitable Foundation, Freienbach,
E-University of St. Gallen
Ann F. Godbehere, UK-Canada, CB-AllSource Global Management
AGM-LLC., Prudential plc, Rio Tinto, Rio Tinto Limited, Atrium
Underwriters Ltd., Atrium Underwriting Group Ltd., Arden Holdings
Ltd., Bermuda. British American Tobacco plc., PE-Northern Rock-CFO,
Swiss Re Group-CFO, Sun Life Financial, Canada) E- Certified General
Accountants Association of Canada
Axel P. Lehmann Ph.D., Swiss, Zurich Financial Services, Farmers
Group, Inc., PE- Zurich American Insurance Company-CEO, Swiss Life
in Zurich, PC-World Economic Forum-2013, International Financial
Risk Institute Foundation, Economiesuisse, E- University of St.
Gallen, Wharton Advanced Management Program-MBA-Ph.D.
Post-grad-Harvard Business School, Arizona State University
Wolfgang Mayrhuber, Austrian, CB-Infineon Technologies AG, Munich
Re Group, BMW Group, Lufthansa Technik AG, Austrian Airlines AG.,
HEICO Corporation, PE- Deutsche Lufthansa AG-CEO, PC-Acatech
(Deutsche Akademie der Technikwissenschaften), American Academy of
Berlin-Trustee, Technical College in Steyr, Austria, E-Bloor
Collegiate Institute in Canada-Mechanical Engineer, Massachusetts
Institute of Technology-Management Training
Helmut Panke Ph.D., German, CB-Microsoft Corporation, Singapore
Airlines Ltd., Bayer AG., PE-BMW Group-CEO, McKinsey & Company, E-
University of Munich, Swiss Institute for Nuclear Research_Ph.D.
William G. Parrett, US, CB-Eastman Kodak Company, the Blackstone
Group LP, Thermo Fisher Scientific Inc., PE-Deloitte Touche
Tohmatsu-CEO, PC-United States Council for International Business,
United Way Worldwide, E-St. Francis College, NY-CPA,
Isabelle Romy Ph.D. , Swiss, CB-Law Professor-University of
Fribourg, Federal Institute of Technology in Lausanne (EPFL), SIX
Swiss Exchange, PE-Swiss Federal Supreme Court, Boalt Hall School
of Law, University of California, E- University of Fribourg-Ph.D.,
University of Lausanne-Law JD,
Beatrice Weder de Mauro Ph.D., Swiss-Italian, CB-Professor of
Economics-Johannes Gutenberg University of Mainz, Roche Holding
Ltd., Basel, ThyssenKrupp AG, Essen, Deutsche Investitions- und
Entwicklungsgesellschaft, Köln, PE-International Monetary Fund
(IMF), National Bureau of Economic Research, Centre for Economic
Policy Research in London, World Bank, PC-Federal Reserve Board-NY,
World Economic Forum 2013, German Council of Economic Experts,
E-Cambridge, MA, Harvard University, University of Basel-Ph.D.
Joseph Yam Chi-kwong , Hong Kong, CB-China Society for Finance and
Banking-VP, Advisor- People's Bank of China, China Construction
Bank, Macroprudential Consultancy Limited, Johnson Electric Holdings
Limited., PE-Hong Kong Monetary Authority-CEO, PC-Global Economics
and Finance at the Chinese University of Hong Kong, Hong Kong
Institute of Bankers, China Society for Finance and Banking, E-St.
Paul's College, University of Hong Kong
Luzius Cameron Ph.D., Swiss and Australian, PE-Investment Bank
Warburg Dillon Read, Global Rates Business in Zurich, Swiss Bank
Corporation, Institute of Astronomy at the University of Basel and
European Southern Observatory, E-University of Basel-Ph.D.
Astrophysics,
Sergio P. Ermotti, Swiss, CB-CEO-UBS AG, Bayerische Hypo- und
Vereinsbank AG, Bank Austria Wohnbau Gewinnscheine. PE-UniCredit,
Milan, Bank Polska Kasa Opieki Spolka Akcyjna , Merrill Lynch,
Darwin Airline SA, Corner Bank SA, Citibank, BofA Merrill Lynch,
PC-London Stock Exchange Group , World Economic Forum 2013,
E-Oxford University, Swiss Certified Banking Expert
Bank of America/Merrill Lynch
Assets management: $2.3 trillion
Charles O. Holliday, Jr., US, CB-DuPont Qualicon Inc.-CEO, Royal
Dutch Shell plc, CH2M HILL Companies, Ltd, John Deere Credit
Company, Pioneer Hi-Bred International Inc., HCA Inc., Lafarge SA.,
PE-EI DuPont de Nemours & Co.-CEO, Catalyst Inc., PC-The Business
Roundtable, World Business Council for Sustainable Development,
Business Council, Society of Chemical Industry, International
Business Council, National Infrastructure Advisory Council, National
Infrastructure Advisory Council, E-University of
Tennessee-Engineering,
Susan S. Bies Ph.D., US, CB- Horizon National Corp.-VP, Zurich
Financial Services AG, PE- Professor of Economics, Rhodes College
Professor of Economics at Wayne State University, PC- Securities
and Exchange Commission, Board of Governors of the Federal Reserve
System, Federal Reserve Bank of St. Louis, Financial Accounting
Standards Board, Financial Executives Institute, End Users of
Derivatives Association, American Bankers Association, Bank
Administration Institute, American Economic Association, Institute
of Management Accountants, International Women's Forum, American
Economic Association, E-State University College at Buffalo,
Northwestern University-Ph.D.
Frank P. Bramble, Sr, US, CB-MBNA Corp., Constellation Energy Group
Inc., Lecturer-Towson University, PE-Maryland National Bank, MNC
Financial Inc., Allfirst Financial Inc., Allfirst Bank-CEO, Allied
Irish Banks, p.l.c, Wilmington Trust Retirement and Institutional
Services Company, E-Towson University
Arnold W. Donald, US, CB-Atlas Holdings LLC., Wind Point Partners.,
Russell Brands, LLC, Carnival plc, Crown Holdings, Bridgewell
Resources LLC., BJC Health System, Inc., BMO Financial Corp., PE-
Monsanto Company-VP, TransCanada Corp.-CEO, Merisant Company-CEO,
Tabletop Holdings-CEO, Bank of Montreal, Harris Financial
Corporation, Efficas, Inc. Scotts Miracle-gro Co., Belden Inc., The
Laclede Group Inc., DHR International, Inc., Oil-Dri Corp., Global
Velocity Inc., PC- Boards of Carleton College & Washington
University, Grocery Manufacturers of America, United States Russia
Business Council, Eurasia Foundation, President's Export Council,
Kennedy School of Government-Dean's Council, E-Washington
University, Carleton College, University of Chicago Graduate-MBA,
Charles K. Gifford , US, CB-FleetBoston Financial Corp.-CEO,
Massachusetts Mutual Life Insurance Co., Stone Canyon Venture
Partners, LP., CBS Corporation, PE- BankBoston, N.A., PC-Presiding
Trustee at NSTAR, Trustee of Northeast Utilities, Trustee of
Northeastern University, WGBH Public Broadcasting, E-Princeton
University
Monica C. Lozano, US, CB-ImpreMedia, LLC. S, CEO-Publisher-La
Opinión L.P., Lozano Communications, Inc., The Walt Disney Co.,
UnionBanCal Corporation, SunAmerica Asset Management Corporation,
PE-Tenet Healthcare Corp., PC-Council on Foreign Relations, Trustee
of the University of Southern California, Regent-University of
California, California HealthCare Foundation, The Rockefeller
Foundation, National Council of La Raza, President's Council on Jobs
and Competitiveness, E-University of Oregon

Thomas J. May , US, CB-CEO-President Northeast Utilities, NSTAR
Electric & Gas Corporation, NSTAR Communications, Inc., BEC Funding
II, L.L.C., Connecticut Light and Power Company, Public Service
Company of New Hampshire, Liberty Mutual Holding Company, Inc.,
Liberty Financial Companies Inc., New England Business Service Inc.,
DELUXEPINPOINT, PE-Cambridge Electric Light Company-CEO, Boston
Edison Company-CEO, Bankboston Corp., RCN Corporation, PC-Financial
Executives International, E-Stonehill College, Bentley College-MS
Finance, Harvard Business School's Advanced Management Program
Brian T. Moynihan, US, CB-CEO-President-BofA, Chairman of Merrill
Lynch & Co Inc., General Partner of BofA Merrill Lynch Preferred
Capital Trust III, BofA Merrill Lynch Preferred Capital Trust IV,
BofA Merrill Lynch Preferred Funding V LP and BofA Merrill Lynch
Preferred Funding IV LP, BlackRock Inc., PC-Brown
University-Trustee, E-Brown University, University of Notre Dame Law
School-JD, Miami University-MA,
Lionel L. Nowell, US, CB-Pepsico, Inc.-VP, Reynolds American Inc.,
American Electric Power Service Corporation, AEP Texas Central
Company, PE-RJR Nabisco, Inc., Diageo PLC, Pillsbury North
America-CFO, Pizza Hut, Church & Dwight Co. Inc., Bottling Group,
LLC, PC-Executive Leadership Council, Financial Executive Institute,
American Institute of Certified Public Accountants, E-Ohio State
University
Sharon Allen, US, PE-Deloitte LLP, Deloitte Touche Tohmatsu
Limited, Catalyst, Inc., PC-National Board of the YMCA-Chair,
President's Export Council, Women's Leadership Board at the John F.
Kennedy School of Government at Harvard, E- University of Idaho
Jack Bovender, US, CB-HCA Holdings, Inc., HCA Realty, Inc., EP
Health, LLC, Montgomery Regional Hospital, Inc., Brookwood Medical
Center of Gulfport, VH Holdings Inc. and Women's and Children's
Hospital, Inc., PE-HCA Inc.-CEO, Tennessee Valley Ventures, L.P.
PC-Business Council, Committee for the Preservation of Capitalism,
American Hospital Association and the Federation of American
Healthcare SystemsDuke University-Trustee, E- Duke University-BA-MA,

Linda Parker Hudson, US, CB-BAE Systems Inc.,-CEO, Tanzania at BAE,
PE- General Dynamics Corp., Martin Marietta, Lockheed Martin, Ford
Aerospace, Harris Corporation, PC-Aerospace Industries
Association-Board, International Women's Forum and C200 E-University
of Florida-Engineering
David Yost, US, CB-AmerisourceBergen Corp.-CEO, Exelis, Inc., Tyco
International Ltd., Marsh & McLennan Companies, Inc., HP Enterprise
Services, LLC, Aetna Inc., PC- International Federation of
Pharmaceutical Wholesalers, University of Pennsylvania-Trustee,
E-United States Air Force Academy, University of California at Los
Angeles-MBA,
Credit Suisse Group AG
Assets management: $1.8 Trillion
Urs Rohner, Swiss, PE-ProSiebenSat.1 Media AG, Unterfoehring, Lenz
& Staehelin, Attorneys at Law, Zurich, Sullivan & Cromwell LLP, New
York, PC-Institute for International Finance, World Economic Forum
2013, Institute International d'Etudes Bancaires, E-University of
Zurich,
Peter Brabeck-Letmathe, Austrian, CB-Chairman-Nestlé SA L'Oréal SA,
Paris, Exxon Mobil Corporation, Delta Topco (Formula 1), PC-World
Economic Forum 2013, European Round Table of Industrialists,
E-University of World Trade, Vienna.
Jassim Bin Hamad J.J. Al Thani, Qatar, CB-Chairman-Qatar Islamic
Bank, QInvest, Damaan Islamic Insurance Co. (BEEMA); Q-RE LLC,
CEO-Al Mirqab Capital LLC, Qatar, Qatar Navigation Company, Qatar
Insurance Company, Arcapita Bank, Bahrain, E-Royal Military Academy
in England.
Iris Bohnet, Swiss, PC-World Economic Forum, Professor of Public
Policy at the Harvard Kennedy School, Massachusetts, Academic Dean
of the Harvard Kennedy School, Haas School of Business at the
University of California at Berkeley, Advisory Board of the Vienna
University of Economics and Business Administration, E-University of
Zurich
Noreen Doyle, US, CB-Newmont Mining Corporation, QinetiQ Group
Plc., Rexam Plc, Macquarie European Infrastructure Fund, Macquarie
Renaissance Infrastructure Fund, PE-European Bank for
Reconstruction and Development (EBRD) Bankers Trust Company,
PC-Women in Banking and Finance in London E-College of Mount Saint
Vincent, New York, Dartmouth College-MBA, Marymount International
School, London
Jean-Daniel Gerber , Swiss, CP-Lonza Group, Swiss Investment Fund,
PC-World Bank Group, World Trade Organization, Economic and
Financial Affairs at the Swiss Embassy in Washington D.C. Swiss
Swiss Federal Council to State Secretary, State Secretariat for
Economic Affairs, Swiss Federal Office of Migration (1994 to 2004),
E-University of Berne, Switzerland,
Walter B. Kielholz, Swiss, CB- Corsair Capital Ltd. Avenir Suisse,
PE-General Reinsurance Corporation, Zurich, PC-World Economic Forum
2013 International Business Council, European Financial Services
Roundtable, Monetary Authority of Singapore, Advisory Council of the
Mayor of Shanghai, Credit Suisse Research Institute, E-University of
St. Gallen, Switzerland,
Andreas N. Koopmann, Swiss, CB-Georg Fischer AG, CSD Group, Nestlé
SA, Alstom (Suisse) SA, PE-Bobst Group S.A., Swiss Federal
Institute of Technology, International Institute for Management
Development (IMD), PC-Swissmem—Association of Swiss Mechanical and
Electrical Engineering Industries
Jean Lanier, French, PE-Euler Hermes, Pargesa Group Lambert
Brussells Paribas Group, PC-La Fondation Internationale de l'Arche,
Ecole Centrale des Arts et Manufactures, Paris, E-Cornell
University, Awards-Chevalier de la Légion d'Honneur in France
Kai S. Nargolwala, Singapore, CB-Singapore Telecommunications Ltd,
Prudential Plc., Clifford Capital Pte. Ltd, Duke-NUS Graduate
Medical School of Singapore, PE-Bank of America, Peat Marwick
Mitchell & Co., E-University of Delhi,
Anton van Rossum, Dutch, CB-Fortis, Royal Vopak NV, Solvay SA PE-
McKinsey and Company, PC-Netherlands Economics Institute, American
European Community Association, European Roundtable of Financial
Services, E-Erasmus University-BA-MBA
Richard E. Thornburgh, US, CB-Corsair Capital, Credit Suisse First
Boston, Reynolds American Inc., Winston-Salem, McGraw-Hill, New Star
Financial Inc., PE-First Boston Corporation, E-University of
Cincinnati, Harvard Business School-MBA Finance
John Tiner, UK, CB-Lucida plc, Friends Life, Corsair Capital,
PE-FSA, PC-Committee of European Insurance and Occupational Pensions
Regulators, European Securities Regulators E-Kingston University,
Awards-2008-Commander of the British Empire

Allianz SE (Owners of PIMCO)
Assets Management; $ 2.3 Trillion
e
PIMCO-Pacific Investment Management Company
Assets Management; $1.8 Trillion
Michael Diekmann , German, CB - Allianz SE (CEO) Siemens AG, BASF
Wall Systems Inc., Lufthansa AG PE- Dresdner Bank AG, Linde AG, BASF
SE., Riunione Adriatica Di Sicurta Spa, PC-World Economic Forum
2013, Geneva Association; European Financial Services Round Table
(EFR), EVIAN (Franco-German Roundtable), International Business
Leaders Advisory Council for the Mayor of Shanghai (IBLAC),
Pan-European Insurance Forum (PEIF), Stifterverband für die Deutsche
Wissenschaft, Monetary Authority of Singapore (MAS), E-Göttingen
University
Oliver Bäte , German, CB-Allianz SE-CFO, PE-Westdeutsche Landesbank,
McKinsey & Company, New York, Professor at University of Cologne,
German Air Force, PC- Chairman of CFO Forum, E-University of
Cologne, New York University-MBA.
Manuel Bauer , German, PE-Zagrebacka Banka D.D., Bajaj Allianz
Life Insurance Company Ltd., ROSNO Group, E-Technical Engineering
College-Vienna.
Gary C. Bhojwani , India, PE-Intercargo Corporation & Intercargo
Insurance; Trade Insurance Services, Avalon Risk Management-CEO,
Fireman's Fund Insurance Company, Lincoln General Insurance
Company-CEO, E-University of Illinois at Champaign-Urbana,
University of Chicago-MBA.
Clement B. Booth , South Africa, CB-ACORD Corporation, PE- Chairman
and CEO, Aon Re International, London, PC-Director of Association of
British Insurer, E- University of Witwatersrand Business
School-Executive Development Program
Dr. Helga Jung , German, CB-UniCredit S.p.A. PE-Professor at the
University of Augsburg, E-University of Augsburg, Administration
Doctorate.
Christof Mascher JD, Austrian, E-University of Vienna, University
of Innsbruck-Doctorate Law.
Jay Ralph , US, PE-Arthur Andersen & Company, Northwestern Mutual
Life Insurance Company, Centre Re Bermuda Ltd., Zurich Re, Fireman's
Fund Insurance Company. E- University of Wisconsin, University of
Chicago-MBA Finance.
Dieter Wemmer Ph.D., Hope you are doing well.
Werner Zedelius Ph.D., German , CB-Europe General Insurance-CFO,
PE - Zurich Financial Services AG-CFO, Zurich Re, Agrippina, Zurich
Versicherung Aktiengesellschaft, Oxford, PC-Economiesuisse
E-University of Cologne-Ph.D. Mathematics.
Maximilian Zimmerer Ph.D., German, CB-Allianz Dresdner Bauspar AG,
Allianz Immobilien GmbH and Hauck & Aufhäuser Banquiers Luxembourg
S.A., PE-Dresdner RCM Global Investor, Landesbank
Baden-Wuerttemberg, PC-Federal Finance Ministry, World Economic
Forum 2013, German Equity Institute, Bundesanstalt für
Finanzdienstleistungsaufsicht (Federal Security Authority)
E-University of Cologne-Law.


Notas
1. Ver G. William Domhoff, Who Rules America? , 5th ed. (New York:
McGraw Hill, 2006), e Peter Phillips, "A Relative Advantage: Sociology of
the San Francisco Bohemian Club," 1994,
library.sonoma.edu/regional/faculty/phillips/bohemianindex.php .
2. Estudos anteriores de Charles Beard, publicados como An Economic
Interpretation of the Constitution of the United States (1913),
estabeleceram que as elites económicas formularam a Constituição dos EUA
para servir seus próprios interesses especiais. Henry Klein, num livro de
1921 intitulado Dynastic America and Those Who Own It, argumentou que a
riqueza na América tem um poder nunca antes conhecido no mundo e estava
centrada nos 2 por cento do topo da população, a qual possuía cerca de 60
por cento do país. Em 1937, Ferdinand Lundberg publicou America's Sixty
Families , o qual documentava o casamento da mesma classe entre si, a
auto-perpetuação das famílias, para quem a riqueza era o "indispensável
subordinado do governo". Em 1945, C. Wright Mills determinou que nove de
cada dez membros da elite dos negócios desde 1750 até 1879 vinha de
famílias prósperas ("American Business Elites," Journal of Economic
History , December 1945).
3. Ver Robert A. Brady, Business as a System of Power (New York:
Columbia University Press, 1943); e Val Burris, "Elite Policy Planning
Networks in the United States," Research in Politics and Society , 4th
ed. Gwen Moore and J. Allen Whitt (Greenwich, Connecticut: JAI Press,
1992), 111–134, pages.uoregon.edu/vburris/policy.pdf .
4. C. Wright Mills, The Power Elite (New York: Oxford University Press,
1956).
5. Ver Michael Soref, "Social Class and Division of Labor within the
Corporate Elite," Sociological Quarterly 17 (1976); e duas obras de
Michael Useem: "The Social Organization of the American Business Elite and
Participation of Corporation Directors in the Governance of American
Institutions," American Sociological Review 44 (1979), e The Inner
Circle (New York: Oxford University Press, 1984).
6. Thomas Koenig and Robert Gogel, "Interlocking Corporate Directorships
as a Social Network," American Journal of Economics and Sociology 40,
no. 1 (1981); e Peter Phillips, "The 1934–35 Red Threat and the Passage of
the National Labor Relations Act," Critical Sociology 20, no. 2 (1994).
7. Para uma discussão dos pontos principais na HCPE que busca a dominação
militar dos EUA sobre o mundo como sua agenda chave, ver Peter Phillips,
Bridget Thornton, and Celeste Vogler, "The Global Dominance Group: 9/11
Pre-Warnings & Election Irregularities in Context,"
www.projectcensored.org/top-stories/articles/the-global-dominance-group .
8. Leslie Sklair, The Transnational Capitalist Class (Oxford, UK:
Blackwell, 2001).
9. Leslie Sklair, "The Transnational Capitalist Class and the Discourse of
Globalization," Cambridge Review of International Affairs 14, no. 1,
(2000), 67-85 www.lse.ac.uk/...
10. William I. Robinson, A Theory of Global Capitalism: Production,
Class, and State in a Transnational World (Baltimore: John Hopkins
University Press, 2004).
11. Ibid., 155–156.
12. David Rothkopf, SuperClass: The Global Power Elite and the World They
are Making (New York: Farrar, Straus, and Giroux, 2008).
13. Peter Dale Scott, American War Machine, Deep Politics, the CIA Global
Drug Connection, and the Road to Afghanistan (Lanham, MD: Rowman &
Littlefield Publishers, 2010). Ver também Censored story #22, "Wachovia
Bank Laundered Money for Latin American Drug Cartels," Censored 2013:
Dispatches from the Media Revolution , Mickey Huff and Andy Lee Roth with
Project Censored (New York: Seven Stories Press, 2012), 66–68.
14. David Rothkopf, Superclass, Public Address: Carnegie Endowment for
International Peace , April 9, 2008.
15. "Defense Against Terrorism Programme of Work (DATPOW)," North Atlantic
Treaty Organization, September 24, 2012 www.nato.int/... .
16. Nazemroaya, Mahdi Darius, The Globalization of NATO (Atlanta:
Clarity Press, 2012).
17. William K. Carroll, The Making of a Transnational Capitalist Class:
Corporate Power in the 21st Century (London and New York: Zed Books,
2010).
18. Stefania Vitali, James B. Glattfelder, and Stefano Battiston, "The
Network of Global Corporate Control," PLoS ONE , October 26, 2011,
www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995 . Ver
também Censored story #6, "Small Network of Corporations Run the Global
Economy," Censored 2012 , 69–70.
19. Mais pormenores sobre este estudo da Universidade de Zurique, e a
lista das 25 companhias de topo entre as 147 super-conectadas, estão
impressos na totalidade no trabalho de Mickey Huff e Andy Roth with
Project Censored, Censored 2013 , 247–248.
20. Vitali, et al., "Network of Global Corporate Control."
21. "The Top Asset Management Firms 2012, Banks around the World," June
30, 2012, www.relbanks.com/rankings/largest-asset-managers .
22. "Barclays Total Assets: 2.426T for Dec. 31, 2012,"
ycharts.com/companies/BCS/assets .
23. Ver o Censored News Cluster, "Iceland, the Power of Peaceful
Revolution, and the Commons," neste volume, para covertura da Islândia
como uma excepção notável à tendência internacional de bancos não serem
responsabilizados por má conduta sistemática.
24. Dylan Murphy, "Money Laundering and The Drug Trade: The Role of the
Banks," Global Research, May 7, 2013, www.globalresearch.ca/... Ver também
Scott, American War Machine.
25. Ibid.
26. Kylie MacLellan e Matthew Tostevin, "Factbox: Banks drawn into Libor
rate-fixing scandal," Reuters, July 11, 2012, www.reuters.com/...
27. "Barclays Fined for Attempts to Manipulate Libor Rates," BBC News,
June 27, 2012, http://www.bbc.co.uk/news/buisness-18612779.
28. Matthew Leising, Lindsay Fortado e Jim Brunsden, "Meet ISDAfix, the
Libor Scandal's Sequel," April 18, 2013, Bloomberg Businessweek,
businessweek.com/articles/2013-04-118/meet-isdafix-the-libor-scandes-sequel

29. Dan Margolies and Ross Kerber, "Vanguard Sued again for 'Illegal
Gambling' Investments," Reuters, April 8, 2010,
www.reuters.com/article/2010/04/08/vanguard-lawsuit-idUSN0818833420100048
30. Matt Taibbi, "Everything is Rigged: The Biggest Price-Fixing Scandal
Ever," Rolling Stone, April 25, 2013, www.rollingstone.com/...
31. John Rudolf e Chris Kirkham, "Gunmaker Investments Under Review By
California Teachers' Fund After Newton Massacre," Huffington Post
Business , December 18, 2012,
huffingtonpost.com/2012/12/118/gunmaker-investments-newton_n_2325323.html
32. Yasha Levine, "Exposed: The Billionaire-Backed Group Strong-Arming
Parents into Destroying Their Kids' Public Schools," AlterNet , April 26,
2013, www.alternet.org/education/... Sobre esforços para privatizar a
educação pública, ver também: Adam Bessie, "GERM Warfare: How to Reclaim
the Education Debate from Corporate Occupation ," Censored 2013 , 271–296.

33. Tyler Durgen, "A Detailed Look at Global Wealth Distribution, " Zero
Hedge, October 11, 2010,
http://www.zerohedge.com/article/detailed-look-global-wealth-distribution
.
34. "World Bank Sees Progress Against Extreme Poverty, but Flags
Vulnerabilities," The World Bank, February 29, 2012,
www.worldbank.org/en/news/...
35. Mark Ellis, "The Three Top Sins of the Universe,"
http://www.starvation.net .
36. Favor ver
www.projectcensored.org/financial-core-of-the-transnational-corporate-class
para uma tabela pesquisável dos membros da super-classe.
37. Sobre a herança dos bens comuns, ver www.fairsharecommonheritage.org .



13/Setembro/2013

[*] Peter Phillips: professor de sociologia na Sonoma State University e
presidente da Media Freedom Foundation/Project Censored.
Brady Osborne: investigador associado de nível senior na Sonoma State
University.
Kimberly Soeiro, Katelyn Clatty e Garrett Lyons da Sonoma State University
proporcionaram assistência investigativa neste estudo. Partes da
literatura revista neste capítulo foram anteriormente publicadas em
anteriores Censored yearbooks.
Este artigo é um capítulo do livro mais recente da Project Censored:
Project Censored 2014: Fearless Speech in Fateful Times

O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... e em
www.projectcensored.org/financial-core-of-the-transnational-corporate-class


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

16/Set/13
http://www.resistir.info/varios/a_classe_dominante_transnacional.html

sábado, 14 de setembro de 2013

Argentina. Fabricaciones Rosario. De la quiebra a la cooperativa: “Un triunfo de la clase obrera”


Juane Basso (REDACCIÓN ROSARIO)

Cinco meses después de iniciar la toma pacífica de Fabricaciones Rosario, una
empresa productora de repuestos para la industria automotriz llevada a la
quiebra por su patronal, veintidós trabajadores reabrieron este jueves la planta
tras formar una cooperativa y conseguir la autorización del magistrado que lleva
la causa judicial.

“Veníamos luchando desde hace tiempo para poner en marcha la cooperativa, ya
estaba formada como corresponde, y hoy finalmente firmamos con el juez Marcelo
Bergia, de la 9ª Nominación, quien nos autorizó a abrir las puertas de las
empresa y a operar por seis meses en forma provisoria”, informó sin ocultar su
orgullo Héctor Vara, antiguo delegado de la empresa por el gremio de los
trabajadores metalúrgicos, y flamante cooperativista.

“Hoy fue un día especial para todos nosotros, a las 8 de la mañana firmamos los
22 socios de la cooperativa en el juzgado la autorización para volver a
producir”, comentó a Redacción Rosario el trabajador.

“Vamos a ser monitoreados por la facultad de Ciencias Económicas de la UNR, pero
hoy los 22 trabajadores ya nos pusimos en marcha la fábrica y estamos
trabajando, la cooperativa se llama Cooperativa de Trabajo Fabricaciones de
Rosario Limitada”, añadió Vara.

El vocero de los operarios agradeció a los ministerios de Trabajo de la
Provincia y la Nación, “a las diversas personas e instituciones que nos
ayudaron” y “al acompañamiento de la abogada cooperativis Marcela Macellari”.

Vara recordó que luego de definirse por la conformación de la cooperativa
debieron “presentar un proyecto de viabilidad ante el juez de la quiebra”, y
celebró que “gracias a Dios hoy, después de tanto ir y venir, el juez nos
autorizó a comenzar a trabajar”

“Ya abrimos las puertas, ya pueden pasar a ver como está la empresa –ubicada en
Presidente Perón 7415– en funcionamiento”, contó exultante el metalúrgico.
“Apenas llegamos los 22 y ya nos pusimos la ropa de trabajo y nos pusimos a
producir lo que nosotros hacemos, que son válvulas de carga, de cilindro,
electroválvulas, todo lo concerniente a la industria automotriz de la parte GNC,
inclusive para máquinas agrícolas y piezas específicas según nos piden diversas
empresas”, detalló.

El operario precisó que la empresa ya tienen numerosos pedidos “de importantes
clientes de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza y Salta”, entre otros. Vara precisó
que las que producen “son todas piezas de alta calidad” para el mercado de GNC,
al cual calificó como “muy amplio” y con una demanda “constante”.

El trabajador metalúrgico se mostró confiado de que el nuevo emprendimiento será
monitoreado mes por mes”, tanto por el juzgado como por la facultad de Ciencias
Económicas, aunque también apuestan a tener la autorización definitiva de la
planta y las maquinarias. “Ahora todo depende de nosotros”, remarcó.

Con respecto a la propiedad de las herramientas de producción, Vara explicó que
los trabajadores son “depositarios judicial de las maquinarias” y agregó:
“podemos usarlas por el momento, pero luego vamos a tratar comprarlas en la
quiebra, con la indemnización que nos corresponde, tenemos más de veinticinco
años de trabajo en la empresa, y luego vamos a ponerlas a nombre de la
cooperativa”.

“Fue un triunfo de la clase obrera. Los últimos 12 meses no tuvimos obra social,
cobertura médica, aportes previsionales, y hoy nos ponemos en marcha con todo
como corresponde”, reflexionó Vara.

El 7 de mayo de este año, veintidós trabajadores de Fabricaciones Rosario,
comenzaron la toma pacífica “en el marco del abandono realizado por parte de los
empresarios y su intento de vaciamiento”, según la definieron los propios
empleados.

Tras presentar el pedido para reabrir la fábrica bajo la gestión cooperativa los
trabajadores, desde el juzgado se les había solicitado “un plan de
factibilidad”, que fue presentado en junio y que contó con la supervisión de la
facultad de Ciencias Económicas de la Universidad Nacional de Rosario, que fue
convocada por el juez para evaluar nuestra propuesta.

“La patronal primero dejó de pagar sueldos y aportes patronales entre otras
cosas, luego cortaron la compra de insumos, no reinvirtieron fondos y finalmente
se borraron”, recapituló Vara en diálogo con este medio. Detalló también que
desde la empresa les hacían “los descuentos en el sueldo por aportes
previcionales, seguro, obra social, pero después no los pagaban. No sé cuanto
dinero se le debe al sindicato”.

Rubén de Jesús, otro de los empleados de la fábrica, remarcó por su parte:
“Permanecimos en huelga pacífica adentro de la planta todo este tiempo,
defendiendo nuestra fuente laboral, pero debimos pasar muy duros momentos”.

“Nos ayudaron mucho nuestras familias, los clientes de la fábrica, que siempre
se mostraron interesado en que sigamos, y las empresas recuperadas de Rosario,
de cooperativas como Cooperar, Mil Hojas y otras, que con su solidaridad nos
alentaron a seguir adelante”, agregó De Jesús.

De acuerdo al relato de los obreros, la situación de la empresa entró en un cono
de sombras desde hace más de fines de 2012 cuando Carlos Auyero, el dueño
original les comunicó que había vendido la compañía a Fernado Miguel Godoy.
“Nunca quedó muy en claro ese supuesto traspaso, y no lo hemos podido confirmar
con ningún documento”, subrayó Vara.

Los ex empleados denunciaron además que los empresarios “se habían llevado el
dinero, vendieron toda la producción pero no invirtieron en nueva materia
prima”.

El 28 de mayo el Juzgado de Primera Instancia en lo Civil y Comercial de la 9a
Nominación de Rosario dispuso la quiebra de la empresa. Con su representantes
legales, y con el apoyo del sindicato más los ministerios de Trabajo Provincia y
Nación, los trabajadores lograron tres días después la suspensión de una orden
de desalojo y secuestro de maquinarias ante la justicia.

Tras confirmar la autorización de la justicia para reabrir la fábrica, Héctor
Vara realizó este jueves un “agradecimiento especial para la cooperativa
Cooperar 7 de Mayo de Villa Constitución por su apoyo”, también a la Federación
de cooperativas de la República Argentina (Fecotra), y a las cooperativas
rosarinas a Mil Hojas y La Cabaña. “Yo creo que el cooperativismo hoy en la
República Argentina ha dado un paso muy importante”, concluyó el metalúrgico.
***
In
Argenpress
http://www.argenpress.info/2013/09/argentina-fabricaciones-rosario-de-la.html
13/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A economia, o capitalismo e a guerra

por Juan Torres Lopez [*]

"Não podemos construir um carro decente nem um televisor ... já
não temos siderurgia, não podemos fornecer cuidados de saúde aos
nossos idosos, mas, isso sim, podemos bombardear o teu país até o
fazer em merda, especialmente se o teu país está cheio de
morenos...".
George Carlin

Muita gente identifica o capitalismo com a existência dos mercados e até
mesmo das empresas, mas isso é um grave erro. Ambos existiram muito antes
do capitalismo e continuarão a existir quando ele desaparecer, embora seja
verdade que em cada sistema económico funcionam com características e
funções diversas.

A característica distintiva do capitalismo é que, primeiro, incorporou na
esfera do mercado recursos antes utilizados fora dele, como o tempo de
trabalho e a terra. Antes podia-se comprar ou vender às pessoas mas não
adquirir o seu trabalho em troca de um salário e a terra conquistava-se ou
transmitia-se, mas não se intercambiava em mercados como se faz no
capitalismo. Esse facto, e o de que mais tarde foram mercantilizadas até
mesmo as expressões mais íntimas da vida humana e social, fazem com que o
capitalismo se distinga não por haver criado, como às vezes se acredita
equivocadamente, a economia de mercado, mas a sociedade de mercado. E,
portanto, submeter toda a vida social no seu conjunto à ânsia do lucro.

A utilização do trabalho assalariado e de grandes volumes de capital
(físico e em dinheiro) no seio das empresas permite multiplicar a
capacidade de produção e gerar uma grande acumulação que resultou, é justo
dizê-lo, num progresso inegável. Mas, ao mesmo tempo, cria contradições
fortes e problemas sociais muito graves.

Embora possa parecer um simples jogo de palavras, o que acontece no
capitalismo é que para poder obter lucros há que obter cada vez mais
lucros, o que obriga a produzir continuamente e a fazê-lo com cada vez
menos custo. Basta que não cresça o investimento, mesmo que não caia, não
só estagnam os rendimentos e os lucros como também se reduzem
multiplicadamente.

Mas, para obter cada vez mais lucros produzindo sem parar, é preciso
reduzir ao máximo o custo salarial. Isso muitas vezes provoca a falta de
sintonia entre o preço que se queria pagar pelo trabalho e a possibilidade
de vender tudo o que se põe á venda. Se os capitalistas fossem tão
numerosos que pudessem comprar tudo o que produzem seria possível pagar
aos trabalhadores uma ninharia, mas se estes são os que compram a maior
parte da produção, como na realidade ocorre, acontece que, à medida que se
lhes paga menos menor é a capacidade global da economia para comprar a
produção. Isso significa que, queiram ou não, quando os capitalistas
poupam nos salários algum pode ganhar mais, individualmente, mas, em
geral, o que provocam é que se esgote a capacidade geral de absorver a
produção que geram entre todos. E daí vem a maioria das crises que, de
forma recorrente, vêm ocorrendo desde que o capitalismo existe.

Para evitar isso os capitalistas têm de recorrer a vários remédios (que
não vou comentar aqui) e um deles é conseguir que a sua produção seja
adquirida por quem não depende do salário para comprar, principalmente o
sector público. É mais um paradoxo do capitalismo: os capitalistas
rejeitam a actividade estatal mas apenas quando favorece outros, porque
constantemente reivindicam ao sector público que adquira o máximo da sua
produção ou que salve as empresas quando a sua estratégia de poupar
salário produz uma crise.

Uma dessas vias é o gasto militar. Praticamente todas as grandes empresas
mundiais, sem excepção, têm uma boa parte de seus negócios dedicada a
fornecimento de bens ou serviços ao Estado e, mais especificamente, às
suas forças armadas. É uma forma muito rentável e não dependente de
salários para realizar a sua produção. E não importa que a produção
militar, por vezes, se vá simplesmente armazenando ou que destrua recursos
quando se utiliza, porque sob o capitalismo a produção não é levada a cabo
em função de ser mais ou menos útil, mas que proporcione lucros.

É por isso que se estimula o crescimento contínuo dos gastos militares,
ainda que já seja tão alto (1,33 milhões de milhões de euros em 2012) que
até seja claramente desnecessário, pois muitíssimo menos que isso seria
suficiente para destruir várias vezes todo o planeta. Uma despesa tão
alta, irracional e desproporcionada (ou melhor, um negócio tão sumarento)
só pode ser justificada se se generaliza a ideia e se convence a população
de que vivemos em constante perigo e que há inúmeros inimigos prontos a
nos atacar, quando na verdade o que se passa não é outra coisa que o
desejo incontrolável de ganhar mais e mais dinheiro por parte das grandes
empresas multinacionais.

Todos sabemos que a grande maioria dos conflitos bélicos que se
verificaram na história da humanidade deveram-se a razões económicas e
também agora é o caso. As últimas guerras no Iraque ou no Afeganistão, ou
aquelas em menor escala que se desenvolvem em outras partes do mundo, têm
a sua origem, cada vez menos dissimulada, em interesses económicos. Mas,
além disso, o que acontece no capitalismo é que a guerra e os gastos
militares não servem apenas os interesses económicos e na verdade
converteram-se num interesse económico em si mesmo.

No capitalismo, a guerra não é apenas uma maneira de produzir satisfação e
dar poder a quem a vence, como sempre, mas também se recorre a ela para
resolver os problemas produzidos pela ânsia de lucro que lhe é inerente e
as contradições derivadas da tentativa contínua para reduzir salários.

A conclusão é óbvia. Ainda que para se saber o que está por trás e o
porquê das guerras sempre tenha sido preciso descobrir os nomes daqueles
que dela se beneficiam, hoje em dia é também necessário entender como
funciona uma economia que só visa o lucro privado de uma parte da
sociedade à custa dos rendimentos dos demais. E a previsão subsequente é
igualmente óbvia: enquanto isto ocorrer, enquanto o capitalismo sobreviver
e a estratégia económica dominante seja poupar nos salários, não vão
deixar de rufar os tambores da guerra nem se acabarão de contar os mortos
que produz.

06/Setembro/2013
[*] Professor de Teoria Económica na Universidade de Sevilha.

O original encontra-se em
juantorreslopez.com/impertinencias/la-economia-el-capitalismo-y-la-guerra/
. Tradução de GC.
********************
O trabalho assalariado ou a galinha dos ovos de ouro do sistema
********************
In
http://www.resistir.info/espanha/lopez_06set13_p.html
11/Set/13

domingo, 8 de setembro de 2013

A indústria da mentira como parte da máquina de guerra do imperialismo

por Domenico Losurdo


Na história da indústria da mentira, parte integrante do aparelho
industrial militar do imperialismo, 1989 é um ano de viragem. Nicolae
Ceausescu ainda está no poder na Roménia. Como derrubá-lo? Os meios de
comunicação ocidentais difundem de modo maciço junto à população romena
informação e imagens do "genocídio" cometido em Timisoara pela polícia por
indicação de Ceausescu.

1. Os cadáveres mutilados

O que acontecera na realidade? Beneficiando da análise de Debord sobre a
"sociedade do espectáculo", um ilustre filósofo italiano (Giorgio Agamben)
sintetizou de modo magistral a história de que aqui se trata:
"Pela primeira vez na história da humanidade, cadáveres sepultados ou
alinhados sobre mesas das morgues foram desenterrados às pressas e
torturados para simular frente às câmaras o genocídio que devia
legitimar o novo regime. O que o mundo viu em directo como verdade real,
no écran da televisão, era a não verdade absoluta. Embora a falsificação
fosse óbvia, ela todavia era autenticada como verdadeira pelo sistema
mundial dos media, porque estava claro que agora a verdade não era senão
um momento do movimento necessário do falso. Assim, a verdade e a
mentira tornaram-se indiscerníveis e o espectáculo legitimava-se
unicamente mediante o espectáculo.

Timisoara é, neste sentido, a Auschwitz da sociedade do espectáculo: e
como já foi dito que depois de Auschwitz é impossível escrever e pensar
como antes, da mesma forma, depois de Timisoara não será mais possível
ver um écran de televisão do mesmo modo" (Agamben, 1996, p. 67).
No ano de 1989 a transição da sociedade do espectáculo para o espectáculo
como técnica de guerra manifestou-se à escala planetária. Algumas semanas
antes do golpe de Estado, ou seja, da "revolução Cinecittà" na Roménia
(Fejtö 1994, p 263), a 17 de Novembro de 1989, a "revolução de veludo"
triunfava em Praga agitando uma palavra de ordem de Gandhi: "Amor e
Verdade". Na realidade, um papel decisivo coube à divulgação da notícia
falsa de que um aluno fora "brutalmente assassinados" pela polícia. Vinte
anos mais tarde, revela satisfeito um "jornalista e líder da dissidência,
Jan Urban", protagonista da manipulação: a sua "mentira" havia tido o
mérito de suscitar a indignação em massa e o colapso de um regime já
periclitante (Bilefsky 2009).

Algo semelhante acontece na China: em 08 de Abril de 1989 Hu Yaobang,
secretário do PCC até há um par de anos, sofreu um enfarte durante uma
reunião da Comissão Política e morreu uma semana depois. Para a multidão
na Praça da Paz Celestial a sua morte está ligada ao duro conflito
político verificado no decorrer naquela reunião (Domenach, Richer, 1995, p
550.), De qualquer modo ele se torna vítima do sistema que se tenta
derrubar. Em todos os três casos, a invenção e a denúncia de um crime são
chamados a suscitar a onda de indignação de que o movimento de revolta tem
necessidade. Se se consegue o êxito completo na Checoslováquia e na
Roménia (onde o regime socialista havia-se seguido ao avanço do Exército
Vermelho), esta estratégia falhou na República Popular da China que brotou
de uma grande revolução nacional e social. E aqui é que tal fracasso se
torna o ponto de partida de uma nova e mais maciça guerra mediática, que é
desencadeada por uma superpotência que não tolera rivais ou potenciais
rivais e que ainda está em pleno desenvolvimento. Fica definido que o
ponto da viragem histórica está em primeiro lugar em Timisoara, "a
Auschwitz da sociedade do espectáculo".

2. A "anunciar bebés" e o corvo marinho

Dois anos depois, em 1991, verificou-se a primeira Guerra do Golfo. Um
corajoso jornalista estado-unidense explicou como se deu "a vitória do
Pentágono sobre o media", ou seja, a "derrota colossal dos media por obra
do governo dos Estados Unidos" (Macarthur 1992, pp. 208 e 22).

Em 1991, a situação não era fácil para o Pentágono (nem para a Casa
Branca). Tratava-se de convencer da necessidade da guerra um povo sobre o
qual ainda pesava a memória do Vietname. E então? Espertezas várias
reduziram drasticamente a possibilidade de jornalistas falarem
directamente com os soldados ou reportarem directamente a partir da
frente. Na medida do possível, tudo deve ser filtrado: o fedor da morte e
sobretudo o sangue, o sofrimento e as lágrimas da população civil não
devem invadir as casas dos cidadãos dos EUA (e dos habitantes do mundo
inteiro) como no tempo de guerra Vietname. Mas o problema central mais
difícil de resolver era outro: como demonizar o Iraque de Saddam Hussein,
que ainda há alguns anos era considerado digno aos olhos dos EUA,
agredindo o Irão que brotara da revolução islâmica e anti-americana de
1979 e inclinado a fazer proselitismo no Oriente Médio. A demonização
teria sido muito mais eficaz se ao mesmo tempo a sua vítima fosse
angelical. Operação nada fácil, e não apenas pelo facto de no Kuwait ser
dura e impiedosa a repressão de todas as formas de oposição. Havia algo
pior. Para executar as tarefas mais humildes os imigrantes eram sujeitos a
uma "escravatura de facto" e uma escravatura de facto que muitas vezes
assumia formas sádicas: não despertou particular emoção casos de "servos
arremessado a partir do terraço, queimados ou cegados ou espancados até a
morte " (Macarthur 1992, pp. 44-45).

E ainda assim... Generosamente ou fabulosamente recompensada, uma agência
de publicidade encontra remédio para tudo. Essa denunciou o facto de que
os soldados iraquianos cortavam as "orelhas" dos kuwaitianos que
resistiam. Mas o golpe de teatro desta campanha era outro: os invasores
haviam irrompido num hospital, "removendo 312 bebés das suas incubadoras e
deixando-os morrer no chão frio do hospital de Kuwait City" (Macarthur
1992, p 54). Proclamada repetidamente pelo presidente Bush Sr., confirmado
pelo Congresso, endossado pela imprensa de referência, e até mesmo pela
Amnistia Internacional, esta notícia tão horripilante, mas mesmo assim
circunstanciada para indicar com precisão o número de mortes, não poderia
deixar de provocar uma onda avassaladora de indignação: Saddam Hussein era
o novo Hitler, a guerra contra ele era não só necessária como também
urgente e aqueles que se opusessem a ela ou fossem recalcitrantes deveriam
ser considerados como cúmplices mais ou menos conscientes do novo Hitler!
A notícia era obviamente uma invenção habilmente produzida e distribuída,
mas foi para isso que a agência de publicidade bem merecera o seu
dinheiro.

A reconstrução desta história está contida em um capítulo do livro aqui
citado com um título adequado: "Publicitar bebés" (Selling Babies). Na
verdade, o "anunciado" não foram apenas os bebés. Logo no início das
operações militares foi difundida por todo o mundo a imagem de um corvo
marinho que se afogava no petróleo a jorrar de poços explodidos pelo
Iraque. Verdade ou manipulação? A causa da catástrofe ecológica era
Saddam? E há realmente corvos marinhos naquela região do globo e naquela
estação do ano? A onda de indignação, autêntica e habilmente manipulada,
varreu a última resistência racional.

3. A produção do falso, o terrorismo da indignação e o desencadeamento da
guerra

Façamos um novo salto alguns anos em frente e chegamos assim à dissolução,
ou melhor, ao desmembramento da Jugoslávia. Contra a Sérvia, que
historicamente fora a protagonista do processo de unificação deste país
multi-étnico, nos meses que antecederam o bombardeamento total
desencadeou-se uma onda de bombardeamentos multimedia. Em Agosto de 1998,
um jornalista americano e um alemão
"Referem-se à existência de valas comuns contendo 500 cadáveres de
albaneses, incluindo 430 crianças, perto de Orahovac, onde se combateu
duramente. A notícia foi retomada por outros jornais ocidentais com
grande destaque. Mas era tudo falso, como evidenciado por uma missão de
observação da UE " (Morozzo Della Rocca 1999, p. 17).
Nem por isso a fábrica de falsificações entrava em crise. No início de
1999, os meios de comunicação ocidentais começaram a bombardear a opinião
pública internacional com fotografias de cadáveres empilhados no fundo de
um penhasco e, por vezes, decapitados e mutilados; as legendas e artigos
que acompanhavam tais imagens proclamavam que se tratava civis albaneses
inermes massacrados pelos sérvios. Só que:
"O massacre de Racak é horrendo, com mutilações e cabeças decepadas. É
um cenário ideal para despertar a indignação da opinião pública
internacional. Mas alguma coisa parece estranha nesta modalidade de
carnificina. Os sérvios matam habitualmente sem fazer mutilações [...]
Como ensina a guerra na Bósnia, as denúncias de brutalidade sobre
corpos, sinais de tortura, decapitações, são uma arma da propaganda
difundida [...] Talvez não fossem os sérvios, mas sim os guerrilheiros
albaneses que mutilaram os corpos" (Morozzo Della Rocca 1999, p. 249).
Ou, talvez, os corpos das vítimas de um dos inumeráveis confrontos entre
grupos armados tivessem sido submetidos a um tratamento sucessivo, a fim
de fazer acreditar numa execução a frio e num desencadeamento de fúria
bestial, da qual era imediatamente acusado o país que a NATO se preparava
para bombardear (Saillot 2010, pp. 11-18).

A encenação de Racak foi apenas o culminar de uma campanha de
desinformação obstinada e cruel. Alguns anos antes, o bombardeamento do
mercado de Sarajevo havia permitido à NATO erguer-se como suprema
autoridade moral, que não se podia permitir deixar impune a "atrocidade"
sérvia. Hoje em dia pode-se ler, mesmo no Corriere della Sera, que "foi
uma bomba de paternidade muito duvidosa a fazer o massacre no mercado de
Sarajevo provocando a intervenção da NATO" (Venturini 2013). Com este
precedente anterior, Racak aparece hoje como uma espécie de reedição de
Timisoara, uma reedição prolongada por alguns anos. E no entanto, também
neste caso, houve êxito. O ilustre filósofo que em 1990 havia denunciado
"o Auschwitz da sociedade do espectáculo" verificado em Timisoara, cinco
anos depois alinhava-se ao coro dominante, trovejando de forma maniqueísta
contra "o deslizamento repentino da classe dirigente ex-comunista no
racismo mais extremo (como na Sérvia, com o programa de limpeza étnica)"
(Agamben 1995, pp. 134-35). Depois de haver agudamente analisado a trágica
indiscernibilidade da "verdade e falsidade" na sociedade do espectáculo,
ele acaba, involuntariamente, por confirmá-la, aceitando de modo
precipitado a versão (ou seja, a propaganda de guerra) difundida no
"sistema mundial dos media", que anteriormente apontara como a fonte
principal da manipulação. Depois de ter denunciado a redução do
"verdadeiro" para "momento do movimento necessário do falso", feito pela
sociedade do espectáculo, ele limitava-se a conferir uma aparência de
profundidade filosófica a esse "verdadeiro" reduzido a "momento do
movimento necessário do falso".

Por outro lado, um elemento da guerra contra a Jugoslávia, mais do que em
Timisoara, nos leva de volta à primeira Guerra do Golfo. É o papel
desempenhado pelas relações públicas:

"Milosevic é um homem tímido, não gosta de publicidade, não gosta de se
mostrar ou fazer discursos em público. Parece que aos primeiros sinais de
desagregação da Jugoslávia, a Ruder&Finn, empresa de relações públicas que
trabalhara para o Kuwait, em 1991, apresentou-se a oferecer os seus
serviços. Foi recusada. A Ruder&Finn foi ao invés contratada de imediato
pela Croácia, pelos muçulmanos da Bósnia e pelos albaneses do Kosovo por
17 milhões de dólares por ano, a fim de proteger e promover a imagem dos
três grupos. E ela fez um óptimo trabalho!

James Harf, diretor da Ruder&Finn Global Public Affairs , afirmou numa
entrevista [...]:
"Fomos capazes de fazer coincidir na opinião pública sérvio e nazista
[...] Nós somos profissionais. Tínhamos um trabalho a fazer e fizemos.
Não somos pagos para fazer moral" (Toschi Marazzani Visconti 1999, p.
31).
Chegamos agora à segunda Guerra do Golfo: nos primeiros dias de
Fevereiro de 2003, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, mostrava
à plateia do Conselho de Segurança da ONU as imagens de laboratórios
móveis para a produção de armas químicas e biológicas que o Iraque
dispunha. Algum tempo depois o primeiro-ministro britânico, Tony Blair,
redobrava a dose: não só Saddam tinha essas armas como já havia feito
planos para usá-las e era capaz de activá-las "em 45 minutos." E mais uma
vez o espectáculo, nada mais que o prelúdio para a guerra, constituía o
primeiro acto de guerra, pondo em guarda contra um inimigo de que o género
humano se devia absolutamente desembaraçar.

Mas o arsenal das armas da mentira executadas ou prontas para o uso foi
muito além disso. A fim de "desacreditar o líder iraquiano aos olhos do
seu próprio povo", a CIA propunha-se a "divulgar em Bagdad, um filme
revelando que Saddam era gay. O vídeo devia mostrar o ditador iraquiano
tendo relações sexuais com um garoto. "Devia parecer feito a partir de uma
câmara oculta, como se fosse uma gravação clandestina". A ser estudada
estava também "a possibilidade de interromper a transmissão da televisão
iraquiana com uma pretensa edição extraordinária do telejornal contendo o
anúncio de que Saddam havia renunciado e que todo o poder fora retirado de
seu filho Uday, temido e odiado" (Franceschini 2010).

Se o Mal deve ser mostrado e marcado em todo o seu horror, o Bem deve
aparecer em todo o seu esplendor. Em Dezembro de 1992, fuzileiros navais
dos EUA desembarcaram na praia de Mogadiscio. Para maior exactidão,
desembarcaram duas vezes e a repetição da operação não se deveu a
dificuldades militares ou logísticas imprevistas. Era preciso mostrar ao
mundo que, mesmo antes de ser um corpo militar de elite, os fuzileiros
eram uma organização beneficente e caridosa que trazia esperança e um
sorriso ao povo somali devastado pela miséria e pela fome. A repetição do
desembarque-espectáculo destinava-se a emendá-lo nos seus pormenores
errados ou defeituosos. Um jornalista e testemunha explicou:
"Tudo o que está a acontecer na Somália e que se verá nas próximas
semanas é um show militar-diplomático [...] Uma nova época na história
da política e da guerra começou realmente, na noite bizarra de
Mogadíscio [...] A "Operação Esperança" foi a primeira operação militar
não apenas filmada em directo pelas câmaras, mas pensada, construída e
organizada como um show de televisão" (Zucconi 1992).
Mogadíscio era a contrapartida de Timisoara. Há alguns anos de distância
da representação do Mal (o comunismo que finalmente desmoronou) seguiu-se
a representação do Bem (o império americano, que emergia do triunfo
alcançado na Guerra Fria). São agora claros os elementos constitutivos da
guerra-espectáculo e do seu êxito.
Referências bibliográficas

Giorgio Agamben 1995
Homo sacer. Il potere sovrano e la nuda vita, Einaudi, Torino

Giorgio Agamben 1996
Mezzi senza fine. Note sulla politica, Bollati Boringhieri, Torino

Dan Bilefsky 2009
A rumor that set off the Velvet Revolution, in International Herald
Tribune del 18 novembre, pp. 1 e 4

Jean-Luc Domenach, Philippe Richer 1995
La Chine, Seuil, Paris

François Fejtö 1994 (em colaboração con Ewa Kulesza-Mietkowski)
La fin des démocraties populaires (1992), tr. it., di Marisa Aboaf, La
fine delle democrazie popolari. L'Europa orientale dopo la rivoluzione del
1989, Mondadori, Milano

Enrico Franceschini 2010
La Cia girò un video gay per far cadere Saddam, "la Repubblica", 28
maggio, p. 23

John R. Macarthur 1992
Second Front. Censorship and Propaganda in the Gulf War , Hill and Wang,
New York

Roberto Morozzo Della Rocca 1999
La via verso la guerra, in Supplemento al n. 1 (Quaderni Speciali) di
"Limes. Rivista Italiana di Geopolitica", pp. 11-26

Fréderic Saillot 2010
Racak. De l'utilité des massacres, tome II, L'Hermattan, Paris

Jean Toschi Marazzani Visconti 1999
Milosevic visto da vicino, Supplemento al n. 1 (Quaderni Speciali) di
"Limes. Rivista Italiana di Geopolitica", pp. 27- 34

Franco Venturini 2013
Le vittime e il potere atroce delle immagini, in Corriere della Sera del
22 agosto, pp. 1 e 11

Vittorio Zucconi 1992
Quello sbarco da farsa sotto i riflettori TV, in la Repubblica del 10
dicembre

04/Setembro/2013
O original encontra-se em http://www.domenicolosurdo.blogspot.it/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

08/Set/13

In:
http://www.resistir.info/losurdo/industria_da_mentira_04set13.html

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Trabajadores toman Unidad de Producción Agrícola Prudencio Vásquez en Yaracuy

Trabajadores toman Unidad de Producción Agrícola Prudencio Vásquez en Yaracuy

Hace ya una semana y 4 días que trabajadores, trabajadoras, campesinos y
campesinas de Yaracuy, decidieron realizar una lucha en las empresas del estado
ubicadas en Urachiche, estado Yaracuy donde se pide mayor participación en la
toma decisiones y en la planificación de las empresas socialistas apoyándose en
los artículos 57, 132, 135 de la Constitución Nacional.

Por tal razón en horas de la tarde de este jueves tomaron a resguardo dichas
instalaciones, ya que por el camino que van las mismas tienden a desaparecer,
por el mal manejo que se le ha dado.

Niegan rotundamente que el diputado Braulio Alvarez, tenga alguna
responsabilidad con ésta toma, pretendiendo con ello
deslegitimar la acción del movimiento campesino organizado en Yaracuy.

Rechazan las denuncias contra obreros y obreras de la empresa socialista Pedro
Camejo y de la empresa socialista
Leguminosas del Alba así como contra campesinos de los fundos zamoranos ante la
fiscalía agraria.

Critican la pésima gestión de la directiva ya que los trabajadores de la planta
empaquetadora de granos José Prudencio Vasquez tienen un conjunto de derechos
laborales que les han sido incumplidos, entre los cuales destaca el aumento
decretado en mayo de este año.

Finalmente los trabajadores piden sean escuchadas sus propuestas para el buen
funcionamiento de estos espacios y no provocar
la quiebra en una empresa donde laboran 200 trabajadores.

Los miembros del Consejo de Trabajadores Jeiver Oropeza, Carlos Torres, Freddy
Rivero, Jesús Velásquez y Quinci Morelis en nombre de los trabajadores
solicitaron el cese a las imposiciones, a los atropellos y amenazas, "decimos no
a la corrupción y decimos si al control obrero y a la alianza campesina obrera
para el perfecto manejo de los medios de producción".
**************
In:
Aporrea.org
http://www.aporrea.org/desalambrar/n235723.html
5/9/2013