quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Movimiento Nacional por el Control Obrero

Movimiento Nacional por el Control Obrero y los CSTT se reúne en Yaracuy


Por: Prensa Movimiento Nacional por el Control Obrero y los CSTT

Tal como estaba previsto, el Movimiento Nacional por el
Control Obrero y los Consejos Socialistas de Trabajadores y Trabajadoras (CSTT),
se reunió este sábado en las instalaciones de la Empresa Socialista Pedro
Camejo, en Urachiche, estado Yaracuy; para darle seguimiento y continuar
fortaleciendo el plan de lucha establecido en el Congreso Nacional, realizado en
Ciudad Guayana, estado Bolívar, el pasado mes de junio.

Voceros y voceras de diferentes organizaciones obreras de Caracas, Zulia,
Portuguesa, Lara, Bolívar y de la entidad anfitriona, se congregaron para
discutir, entre otros temas, la autoorganización de la clase obrera, gestión y
consejos de trabajadores y trabajadoras, formación y democratización del saber,
además del análisis de la realidad actual de la nación y la Ley Especial de los
Consejos de Trabajadores y Trabajadoras.

Carlos Vargas, vocero del referido movimiento por el estado Lara, destacó la
importancia de que la clase obrera esté articulando acciones en función de sus
objetivos comunes y estratégicos, en este caso, “la construcción del socialismo
que nos permita alcanzar una sociedad más justa, solidaria, igualitaria y
humana”, apuntó.

Según la información suministrada por Vargas, a nivel nacional se está
desarrollando un plan de acción que incluye movilizaciones, foros, escuelas
itinerantes de formación y entre las más recientes, resaltó las jornadas de
discusión de la Ley Especial de los Consejos de Trabajadores y Trabajadoras,
realizadas de forma simultánea en los estados Monagas, Portuguesa y también en
Caracas.

“Los resultados de las discusiones de la Ley Especial, están siendo
sistematizados, para socializarlos en todos los espacios posibles y por
supuesto, hacerlo llegar ante la Asamblea Nacional, de modo que sean tomadas en
consideración para el enriquecimiento de este estamento jurídico que dará base
legal a los consejos de trabajadores y trabajadoras”, agregó.

Asimismo, el portavoz obrero anunció para el 19 de noviembre próximo en todas
las regiones en las que esta organización tiene presencia, actividades de
agitación tales como esquinas calientes, marchas, foros debates abiertos,
entrega de volantes, entre en otras, en contra de la campaña de
desabastecimiento y la especulación, “que es la agenda clara y anunciada de la
derecha fascista venezolana para desestabilizar al país”, aseguró.

En ese mismo orden, Vargas informó e invitó a los trabajadores y trabajadoras a
la movilización del 26 de noviembre, hacia la Asamblea Nacional, en Caracas;
para solicitar la discusión de la Ley Especial de los Consejos de Trabajadores.

“Creemos que sólo a partir de un movimiento obrero fortalecido y claro en sus
objetivos de clase, podremos avanzar y avanzar se trata, justamente, de ir más
allá de lo reivindicativo. Para nosotros, como Movimiento por el Control Obrero
y los Consejos Socialistas de Trabajadores y Trabajadoras, avanzar significa
derrumbar las bases del actual sistema capitalista, de explotación y saqueo, por
un nuevo modelo de gestión socialista, basado en los principios de respeto,
solidaridad, cooperación, igualdad y valoración del ser humano”, subrayó.

Por último, afirmó que la organización de la clase trabajadora continua ganando
espacios que le permite visualizar con mayor claridad la situación actual de la
nación y contar con la moral suficiente para seguir denunciando, en cualquier
nivel, la corrupción, el burocratismo y hacer las críticas necesarias para la
construcción y el avance del proceso revolucionario en Venezuela.

In
Aporrea
http://www.aporrea.org/endogeno/n239260.html
4/11/2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

FBES:mobilização contra criminalização das organizações da sociedade civil

Economia Solidária (FBES) :: FBES em mobilização contra criminalização das organizações da sociedade civil e movimentos sociais



O Fórum Brasileiro de Economia Solidária vem a público solicitar apoio dos
parceiros e manifestar-se contra a criminalização das organizações da
sociedade civil e dos movimentos sociais pelo atual governo federal.
Mais um episódio está aberto com a paralização dos convênios e projetos da
Secretaria Nacional de Economia Solidária (MTE) com organizações da
sociedade civil.

Apoios a carta até quarta-feira (06.10) para o email forum@fbes.org.brEste
endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de
Javascript habilitado para vê-lo
Acesse a carta abaixo ou pelo link:
http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1811&Itemid=99999999

Carta à presidenta Dilma com relação as parceiras da SENAES/MTE com
organizações da sociedade civil

Excelentíssima Senhora
DILMA ROUSSEFF,
Presidenta da República Federativa do Brasil
A Plataforma pelo Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade
Civil (OSCs), do qual o Fórum Brasileiro de Economia Solidária é
integrante, vem avançando desde 2011 na construção de uma proposta de
legislação para aperfeiçoamento do marco legal e de medidas visando mais
transparência sobre a atuação das OSCs, buscando diálogo com a Secretaria
Geral da Presidência da República e Vossa Excelência. Atualmente segue em
andamento no Senado o substitutivo ao Projeto de Lei 649/2011 sobre o
tema.
As organizações da Sociedade Civil têm desempenhado um papel fundamental
na construção, gestão, execução e controle social das políticas públicas,
contribuindo significativamente com sua execução de forma ágil, eficaz,
ética e comprometida com resultados qualitativos e quantitativos. Vossa
Excelência afirmou a necessidade de uma relação jurídica mais adequada
entre o Estado e as OSCs, reconhecendo que, para cumprirem suas funções,
“as entidades devem ser fortalecidas sem que isso signifique reduzir a
responsabilidade governamental, em um ambiente regulatório estável e
sadio”.
Assim como Vossa Excelência, acompanhamos com preocupação as denúncias
sobre irregularidades em convênios firmados entre o Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) e entidades sem fins lucrativos, principalmente a maneira
como tais fatos vêm sendo tratados por setores de gestão pública e pela
mídia. Isso compromete a imagem pública de uma infinidade de organizações
e faz com que a opinião pública julgue sem critérios e se volte contra
todas as organizações, entre elas as que têm prestado relevantes serviços
à democracia e ao desenvolvimento deste país.
Repudiamos diversas ações que vem sendo realizadas por este governo que
criminalizam as organizações da sociedade civil e os movimentos sociais,
colocando todas as parcerias, convênios e repasses de recursos sob
suspeita. O governo deve ter uma atuação para apurar os fatos denunciados
relativos ao Ministério do Trabalho e Emprego, bem como de outros
ministérios, e não bloquear a relação com todo o conjunto das OSCs, o que
gera uma penalidade injusta das mesmas, como a atual suspensão de todos os
repasses de recursos dos termos de adesão e convênios celebrados pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, incluindo os da Secretaria Nacional de
Economia Solidária (Portaria 1.409/MTE). Isso traz o risco de interrupção
dos projetos e ações de economia solidária em andamento, visto que se até
final de novembro o MTE não celebrar os convênios, os recursos retornam
para os cofres da União.
Esperamos maior proximidade do governo junto a sociedade, os movimentos
sociais e as organizações da sociedade civil para fortalecer a democracia,
superar as desigualdades e combater a pobreza. Os programas e projetos de
economia solidária, ainda com pequeno e limitado orçamento, são
prioritários na superação da pobreza e da miséria, fortalecendo práticas
de organização coletiva do trabalho, educação popular cidadã, finanças
solidárias, produção, comercialização e consumo, organização de redes,
entre outros, que atendem milhares de trabalhadores e trabalhadoras
brasileiras.
Repudiamos o não andamento das políticas públicas de economia solidária, o
cancelamento de projetos em andamento ou qualquer outra penalização
injusta de parceiras da Secretaria Nacional de Economia Solidária
(SENAES/MTE) com as organizações da sociedade civil, as quais já passaram
por um rigoroso e burocrático processo público de conveniamento e
contratação com entidades reconhecidas dos movimentos sociais, sociedade e
pelos serviços que prestam.
Apoiamos o trabalho da SENAES que desde 2003 atua para fortalecer as
práticas de economia solidária em conjunto com a sociedade e o movimento
social da economia solidária, a qual nunca esteve envolvida em denúncias e
escândalos por desvios de recursos públicos. Sem a sociedade civil
organizada, os programas e políticas públicas de economia solidária, da
agroecologia, mulheres, povos e comunidades tradicionais, e tantos outros,
não teriam seus objetivos alcançados com a mesma agilidade e
comprometimento para fortalecer estas práticas e contribuir
significativamente no processo de desenvolvimento justo, solidário e
sustentável deste país.
Brasília, 01 de novembro de 2013.

In:
FBES
http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7928&Itemid=62
1/11/2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A Nova Ordem Mundial



Rui Namorado Rosa


Com a publicação deste estudo, acrescentamos um muito importante documento ao
acervo de análises sobre um tema central: a evolução e alteração da correlação
de forças económicas e financeiras no plano global. Alteração que terá
necessariamente repercussões em todos os aspectos das relações internacionais e
nas organizações internacionais, as que integram o “Sistema das Nações Unidas” e
outras. E que porá à prova a sua capacidade de acolher contradições que se
agudizam.

O velho Mundo Ocidental é o retrato do capitalismo decrépito que oprime e agride
os povos em todo o mundo. Mas esses povos não se resignam, levantam a sua voz e
as suas forças e, da Ásia à América, resistem para se libertarem e unirem em
novas solidariedades, senhores dos seus destinos. Este rearranjo, em consonância
com projetos de desenvolvimento e progresso social em cada um deles, é um passo
de um demorado caminho para uma nova ordem mundial.
O diplomata brasileiro Roberto Azevedo assumiu o mandato de Diretor-Geral da
Organização Mundial do Comércio em 1 de Setembro passado. Ao contrário do
Diretor-Geral cessante, antigo Comissário Europeu do Comércio Pascal Lamy de má
memória e oponente convicto ao ingresso da Rússia e da China na OMC, o novo
Diretor-Geral não enjeita alinhar-se com os colegas dos BRICS. A diplomacia
brasileira logrou angariar apoios bastantes entre os estados membros,
comprometendo-se em particular a dar à China e ao continente africano voz e
posições relevantes no seio da OMC, e logrou neutralizar a oposição dos EUA e da
UE. Este facto singular é sintomático das profundas transformações que abalam a
economia e a finança no mundo, mais um sinal da desagregação da velha ordem
mundial.ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: DE ONDE E PARA ONDEA Organização das
Nações Unidas (ONU) foi estabelecida em 26 de Junho de 1945, tendo como
estatutos a Carta das Nações Unidas, inicialmente subscrita por 51 países,
compreende atualmente 193 estados membros, a quase totalidade dos existentes.
Ficou sedeada em Nova Iorque.
Sob a sua alçada foi sendo constituído um agora vasto “Sistema das Nações
Unidas” - conjunto de programas, agencias, institutos, convenções, etc. -
coordenado por um Conselho Económico e Social. Aí se integram as de vocação mais
diretamente económica e financeira: o Fundo Monetário Internacional e o Banco
Mundial (FMI/BM), criados em 1945 e com suas sedes em Washington; a Organização
Mundial do Comércio (OMC), estabelecida em 1947 (ainda enquanto GATT) com sede
em Genebra; umas e outra no cumprimento e sequência das conferências de Bretton
Woods (1944). O poder económico e militar dos EUA, associado ao privilégio
internacional do dólar, preservado como moeda de referência quase universal para
fins de reserva e pagamento, têm conferido a esta potência a capacidade de
influenciar os acontecimentos e as políticas internacionais muito para além do
que legitimamente caberia a um só país no concerto das nações. Para tal também
tem contribuído ativamente a singularidade de muitas das organizações do
“Sistema das Nações Unidas” estarem sediadas nos EUA e estes deterem a maior
quota do seu financiamento. Estas circunstâncias têm proporcionado uma postura
intervencionista, frequentemente unilateral e por vezes abertamente para além ou
contra a autoridade das Nações Unidas, por parte dos EUA (e seus aliados mais
íntimos). O Conselho de Segurança coletivamente tem permitido, até por vezes
autorizado, intervenções de contestada legitimidade. As guerras do Vietname, a
Guerra do Golfo contra o Iraque, a Guerra dos Balcãs contra a R.F. Jugoslávia, a
agressão e ocupação do Afeganistão, a agressão à Líbia, são casos trágicos de
intervencionismo imperial e de incapacidade das Nações Unidas em proteger a paz
e a soberania de povos que não sejam grandes potencias e não se sujeitem a ser
protetorados. O agravamento da crise financeira e económica mundial denuncia
vícios essenciais do capitalismo que os atuais instrumentos e instituições
internacionais se têm revelado incapazes de enfrentar, atenuar e muito menos
superar. Esta crise também se caracteriza pela ascensão de denominadas
“potências emergentes” - pelo seu potencial económico e demográfico, recursos,
progresso social e capacidade técnica -, a par da erosão do poder económico
relativo das “velhas” potências, o que evidencia uma viragem da correlação de
forças no plano internacional no curso da última década.
A constituição, objetivos e meios de novas organizações regionais ou de
cooperação, cuja influência se tem acentuado e começado a influir nas relações e
na ordem internacional, são testemunhos dessa viragem. Temos presentes os BRICS
(Brasil, Rússia, Índia, China e República da África do Sul), a OCS (Organização
de Cooperação de Shangai), a ASEAN (associação de Nações do Sudeste Asiático), a
ALBA, a MERCOSUR, entre as mais evidentes e atuantes.
Estas alterações profundas e de grande alcance apelam quer à determinação quer à
prudência, em vista das grandes tensões e do risco de estas poderem conduzir a
conflitos violentos. A presente crise no Próximo Oriente e particularmente na
Síria oferece um exemplo da multiplicidade de fatores, protagonistas, riscos e
impactos em jogo, e do papel insubstituível dos instrumentos diplomáticos na sua
eventual superação. O “Sistema das Nações Unidas” tem sido e será insubstituível
enquanto fórum e quadro legal e institucional para enquadrar pacificamente as
transformações em curso e seus desenvolvimentos futuros. Porém, ao mesmo tempo,
a ONU deverá ela mesma refletir e acomodar essas mesmas transformações.
A recomposição do Conselho de Segurança é uma dessas questões centrais, pois a
sua constituição necessita refletir a renovada correlação de forças. Por outro
lado, a persistente crise que abala o sistema económico-financeiro mundial
evidencia a urgente necessidade de reformar as correspondentes instituições do
“Sistema das Nações Unidas”, designadamente FMI/BM e OMC. Aqui se compreendendo
a recomposição do cabaz de divisas nacionais e quotas sobre que repousam as
reservas dos bancos centrais (presentemente dólar, euro, libra e yen) e com que
são liquidados e remunerados os fluxos comerciais internacionais de mercadorias
e serviços. A VELHA ORDEM MUNDIAL DA FINANÇANo quadro da constituição do FMI foi
concebido e criado pelos estados membros um instrumento financeiro designado
“Direitos Especiais de Saque” (SDR) tendo em vista apoiar a estabilidade das
taxas de câmbio, como preconizadas pelos acordos de Bretton Woods, e assegurar
liquidez nos pagamentos internacionais. O valor do SDR foi inicialmente (1969)
identificado com 1/35 de onça de ouro, então equivalente a 1 US$. Em julho de
1974, o FMI declarou dissociar o SDR do ouro (na sequencia de ato unilateral dos
EUA relativamente ao dólar no mesmo sentido), e atribuir-lhe um valor
determinado por uma certa combinação ponderada de moedas num cabaz selecionado
de moedas de países membros. Em 1980 esse cabaz foi reduzido a apenas cinco:
dólar, yen, libra, Marco Alemão e Franco Francês. Estava instalado um sistema
dissociado de referências económicas concretas, que em breve daria lugar ao
crescimento desordenado de produtos e fluxos financeiros que são uma das
manifestações da insanidade do sistema capitalista.
Em 2001, com a União Económica e Monetária Europeia, o euro substituiu o Marco e
o Franco. O cabaz de divisas ficou constituído por dólar, euro, yen e libra na
proporção 45: 29: 15: 11 %. Após um reajustamento em 2005 e um outro em 2010,
essa proporção foi revista para: 41,9: 37,4: 9,4: 11,3%. Mas as moedas nacionais
das maiores “potências emergentes” designadas pelo acrónimo BRICS – real, rublo,
rupia, renminbi/yuan e rand – continuam excluídas do cabaz das moedas que
formalmente servem de base às reservas dos bancos centrais. A China tornou-se
entretanto na segunda maior economia mundial, o primeiro maior exportador, o
segundo maior importador, o país com a maior reserva de divisas estrangeiras; e
a sua moeda, o renminbi/yuan, adquiriu larga circulação no seio da ASEAN.
O facto de o sistema FMI/BM discriminar os principais países emergentes denuncia
a prevalência da estratégia protecionista e agressiva das velhas potências
hegemónicas no sistema capitalista mundial. Nova-York, Londres, Tóquio,
Frankfurt, Paris, e poucas mais, persistem enquanto “as” metrópoles do comércio
financeiro. COMÉRCIO MUNDIAL: AS NOVAS POTÊNCIAS ECONÓMICAS A Organização
Mundial do Comércio (OMC) é uma organização multilateral com sede em Genebra que
tem por missão promover o livre comércio entre países, a redução das tarifas
aduaneiras e a eliminação de outras barreiras ao comércio internacional. Os
países que aderem à OMC comprometem-se a efetuar e manter reduções nas tarifas
impostas às importações. A Organização fornece um fórum para a resolução de
litígios comerciais entre governos, e tem o poder de aplicar multas em caso de
ocorrência de violações dos acordos comerciais.
No historial das negociações de adesão mais demoradas distinguem-se as da
Rússia, que durou 19 anos, e da China (República Popular da China, não incluindo
Hong–Kong, Macau e Taipei, estas afiliados autonomamente), que durou 15 anos.
Também sintomaticamente, o Irão é atualmente a maior economia mundial ainda fora
desta Organização.
O quadro descrito é inteiramente compatível com denúncias feitas de forte
enviesamento protecionista a favor de interesses industriais e agrícolas do
designado Mundo Ocidental – quadro que promete mudar durante os próximos anos.
Registe-se que, no decurso da vigência de instituições responsáveis pelo
comércio mundial (GATT e depois OMC, de 1948 a 2013), o respetivo cargo de
Diretor-Geral esteve nas mãos de europeus durante 59 dos 65 anos. Porém, facto
relevante, o atual Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio, é o
anterior embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevedo. Ao contrário do
Diretor-Geral cessante, Pascal Lamy, um eurocrata opositor convicto ao ingresso
da Rússia e da China, o novo Diretor-Geral não enjeita alinhar-se com os colegas
dos BRICS. A diplomacia brasileira logrou angariar apoios bastantes entre os
estados membros, comprometendo-se a dar voz aos países em desenvolvimento e
emergentes no seio da OMC, incluindo posição relevante à China, e logrou
neutralizar a oposição dos EUA e da UE.
Roberto Azevedo é desde 1 de Setembro de 2013 o sexto Diretor-Geral da OMC, para
um mandato de quatro anos. Os quatro Adjuntos que nomeou são Yonov Frederick
Agah da Nigéria, Karl Brauner da Alemanha, David Tubarão dos Estados Unidos e Yi
Xiaozhun da China, cuja nomeação é efetiva desde 1 de Outubro. O mundo parece
virar-se do avesso. Esta alteração é significativa. A China teve de aguardar 15
longos anos desde que submeteu a sua candidatura, em 1986, até aceder à OMC, o
que só veio a acontecer em Dezembro de 2001. Teve que relaxar mais de 7000
tarifas, quotas e outras barreiras comerciais, impôs-se tarifas em média mais
baixas do que o Brasil, a Índia e a maioria dos grandes exportadores e – na
opinião de muitos observadores – sujeitou-se à ameaça da concorrência
estrangeira na agricultura e, na indústria. A China manteve, ainda, uma baixa
taxa de câmbio do renminbi.
Porém, de 2002 a 2012, a China exibiu uma das melhores décadas da história
económica mundial. O seu PIB (aferido em US$) quadruplicou e as suas exportações
quase quintuplicaram. Enquanto isso, o investimento direto estrangeiro na China
arrecadou enormes lucros, colhendo retornos de 13,5%.
A admissão da China no seio da Organização Mundial do Comércio não era nada
pacífica para as potências ocidentais que de facto controlavam a Organização. O
então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, ao procurar obter o apoio do
seu Congresso, em 2000, recorreu aos argumentos de que estava convencido e eram
“convenientes” para conseguir convencer os céticos. A admissão da China, disse
ele, seria suscetível de trazer um profundo impacto sobre os direitos humanos e
a liberdade política naquele país; e a adesão à OMC iria acelerar a diminuição
do peso económico do setor estatal o qual seria “uma grande fonte de poder do
Partido Comunista”. Opiniões que foram reforçadas no Ocidente por comentários de
alguns dissidentes chineses. Todavia, as autoridades chinesas não compartilhavam
a crença de Clinton no que ele chamou a mudança extraordinária que a OMC traria
para a China, tanto política como economicamente.
O zelo reformista do então primeiro-ministro chinês Zhu Rongji (1998-2003)
também ajudou a alimentar a visão de um país disposto a correr consideráveis
riscos políticos a fim de criar uma economia mais dinâmica e inserida no mercado
global. Mas Zhu Rongji partilhava as preocupações internas relativas aos
esforços ocidentais para minar o governo do Partido Comunista da China. “Forças
ocidentais hostis continuam a promover a sua estratégia de ocidentalizar e de
vergar o nosso país.” Entretanto, os funcionários do partido incrementaram o
esforço de estimular a criação de células nas empresas privadas; e vários
governos locais cobraram descontos nas folhas de pagamento de empresas privadas,
destinados a patrocinar as atividades das respetivas células.
Os denominados liberais queixam-se, agora, que as empresas estatais ainda
controlam as alavancas da economia, a par do partido. Mas os avanços económicos
e sociais prosseguem ainda avassaladoramente.
Quanto à Rússia conseguiu finalmente aceder a membro pleno da OMC só
recentemente, em Agosto de 2012, após quase duas décadas de persistentes
negociações. A Rússia percorreu essa via-sacra desde 1993, após celebração de
acordos em separado com todos os então 153 Estados-membros, o último dos quais a
Geórgia. Os parceiros da Rússia nos BRICS apoiaram reiteradamente a sua rápida
adesão à OMC, designadamente em declaração conjunta emitida no final da cimeira
de líderes dos BRICS realizada em Sanya, China, em Abril de 2011.
A Rússia, o maior produtor mundial de energia, com um PIB equivalente a US$ 2
milhões de milhões era, até há um ano atrás, a maior economia fora da OMC, e o
seu ingresso na Organização assinala o maior passo na liberalização do comércio
mundial desde o ingresso da China em Dezembro de 2001. Esta adesão é também
percecionada pelas empresas e investidores do resto do mundo como um sinal de
que o sistema político-económico russo estabilizou e se afirma como uma grande
potência respeitada, depois de humilhada, no concerto das nações. PORÉM ELA
MOVE-SE: OS BRICS EM ACÇÃOOs BRICS – rede de cooperação político-económica
estabelecida entre o Brasil, Rússia, Índia, China e República da África do Sul -
são membros assíduos dos G-20, onde são ouvidos como porta-vozes dos países em
desenvolvimento. Os BRICS ameaçam atingir as economias desenvolvidas Ocidentais
em termos de participação no PIB mundial e, conjuntamente, já ultrapassam os EUA
em PIB e muitos outros indicadores económicos. Comandando 25 por cento da área
geográfica do mundo, 44 por cento da população e já 33 por cento do PIB global,
os BRICS são entendidos, pelos países desenvolvidos ocidentais, como um
obstáculo emergente que contraria o seu próprio favor e presente predomínio nas
esferas de interesses globais, concretamente económicos.
É à luz desta tendência que podemos compreender que os cinco países do BRICS
tenham pela primeira vez sido simultaneamente membros do Conselho de Segurança
da ONU em 2011; não terá sido um acaso. Pela primeira vez também, o
Diretor-Geral da OMC que agora iniciou o seu mandato é oriundo dos BRICS; poderá
ser visto como uma ameaça ao status-quo. Nas várias instâncias de intervenção
diplomática, os BRICS têm assumido posição conjunta sobre a reforma do sistema
monetário internacional e sobre vias para estabilizar os preços das commodities
nos mercados mundiais. Quer no âmbito das instituições da ONU quer nas cimeiras
do G20, os BRICS têm procurado abrir uma discussão ampla e franca sobre o papel
dominante do dólar nas finanças internacionais; e particularmente a Rússia e a
China têm manifestado aspirar a que as suas moedas nacionais sejam igualmente
adotadas como divisas de reserva bancária e pagamento internacional.
Negociações realizadas em 2008 e 2010, no âmbito do FMI, acordaram dotar a
generalidade dos países em desenvolvimento com maior poder de voto nessa
instituição, e elevar de 9 para 14% o poder de voto do conjunto dos BRICS -
ainda muito aquém da sua participação de cerca de 30% na produção económica
mundial; enquanto isso, os EUA, que já detêm 17% de direito de voto, contribuem
22% para a produto mundial. Porém, o acordo alcançado em 2010, não foi
implementado ainda, porque o Congresso dos EUA ainda não o aprovou. Quer dizer
que, comparando os BRICS com os EUA, poder económico o poder de voto mantêm-se
escandalosamente invertidos.
Rompendo esse muro por ora inamovível, em Nova Deli, Março de 2012, na sua
quarta cimeira, o topo da agenda dos BRICS foi ocupado com a criação de um
“Banco BRICS”, a primeira instituição própria de sua iniciativa. Os líderes dos
cinco avançaram essa ideia para afirmar a influência diplomática coletiva das
economias emergentes e suportar o exercício do seu crescente poder económico;
uma iniciativa que deverá reunir recursos para financiar projetos e
infraestruturas nos países em desenvolvimento, e também ser um veículo
facilitador de empréstimos a longo prazo.
As “potências emergentes” aspiram a tornar-se menos dependentes da moeda de
reserva global, o dólar, e a posicionar as suas próprias moedas como divisas de
reserva e de transação no comércio internacional, e já adotaram o propósito de
realizar o comércio entre elas nas suas próprias moedas. Dois acordos, assinados
entre os bancos centrais do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul,
estabelecem que serão facultados empréstimos em moeda própria em apoio ao
comércio entre os cinco. Ao partilharem o comércio nas próprias moedas, os cinco
vão também diversificar suas reservas cambiais. Os BRICS promoverão assim a
convertibilidade e tornarão mais acessível a utilização do real, rublo, rupia,
renminbi/yuan e rand entre si, sem necessidade de recurso ao dólar dos EUA. O
processo político acelerou com a profundidade e persistência da crise
económico-financeira. A quinta cimeira dos BRICS, em Março de 2013, em Durban,
Africa do Sul, decidiu a criação de mais uma estrutura permanente - “Brics
Business Council” – e enunciou uma gama de áreas temáticas e projetos a serem
objeto de desenvolvimento conjugado, incluindo rede de telecomunicações, banca e
seguros, tecnologia e industria, recursos minerais.
Meio ano volvido, em Setembro de 2013, realizou-se em São Petersburgo a sexta
cimeira dos BRICS, na sequência de mais uma cúpula dos G20. Nesta reunião dos
G20 pesaram a denúncia do programa de espionagem global levado a cabo pela
Agência Nacional de Segurança dos EUA, e a intervenção externa na guerra civil
na Síria, muito embora o principal ponto da agenda inicial fosse a crise
financeira e os equilíbrios cambiais. Aí os BRICS propuseram a criação de um
fundo, denominado “Reserva de Contingência”, um instrumento com vista a proteger
os vários países de repercussões negativas das políticas monetárias das
economias avançadas.
Nesta sexta cimeira dos BRICS, estes reafirmaram o propósito de entre si criarem
o seu próprio banco de desenvolvimento e de um fundo de reservas, prestador de
último recurso em contexto adverso de especulação internacional. Foram acordadas
questões gerais e operacionais relativas à sua criação, em conformidade com os
acordos alcançados na antecedente cimeira de Durban, e o capital inicial desse
fundo foi fixado no equivalente a US $100 mil milhões a ser realizado na
seguinte proporção: China 41%, Brasil, Índia e Rússia 18% cada, África do Sul
5%. O grupo também concordou dotar o banco de desenvolvimento com o equivalente
a US$ 50 mil milhões de capital-semente.
A concertação e movimentação dos BRICS desde 2010 têm, pacífica mas
determinadamente, afirmado e procurado o reconhecimento do seu real poder
económico e angariar o correspondente nível de intervenção na comunidade
internacional no seio das instituições do “sistema das Nações Unidas”. Poder
económico que traz consigo vastos recursos produtivos, demográficos e naturais,
e alcança vasta influência diplomática e militar. A ORDEM ECONÓMICO-FINANCEIRA
EM RÁPIDA TRANSFORMAÇÃO A República Popular da China é um protagonista chave na
cooperação estratégica entre os BRICS e entre estes e os países em
desenvolvimento. Isso porque detém um elevado peso político, económico e militar
que contribui para conferir aos BRICS e à OCS capacidade de diálogo e de manobra
que não podem ser suprimidos por quaisquer outros grupos de cooperação ou blocos
político-económicos. As praças de Londres, Luxemburgo, Paris, Frankfurt e
Zurique, todas elas têm pretendido assumir-se como principal centro do comércio
europeu da moeda chinesa. Disputando essa qualidade entre os centros asiáticos
colocam-se Hong-Kong, Singapura, Taipei e Sydney. Habilmente, Pequim tem feito
por atrair um a um todos esses pretendentes ao comércio do renminbi (Rmb)/yuan.
Quanto mais ampla a dispersão da divisa chinesa, quanto mais amplo o pool da sua
liquidez no estrangeiro, melhor para o seu reforço e difusão internacional.
Notória é a ausência de Nova-York. A competição monetária, desafiando a
hegemonia do dólar, preocupa o governo dos EUA. Mas com Pequim a persuadir, mês
após mês, os maiores mercados a se atrelarem ao comboio do renminbi, muitos
analistas consideram que é só uma questão de tempo até os EUA entrarem também a
bordo. “À medida que o renminbi se desenvolve em outros centros, Nova-York, mais
cedo ou mais tarde, terá de se juntar ao processo de internacionalização”,
afirmou Zhang Ming da Academia Chinesa das Ciências Sociais.Neste mês de Outubro
de 2013, foi anunciado que o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Popular da
China (BPC) haviam estabelecido um acordo de swap entre as respetivas moedas, a
mais recente de uma série de medidas para estimular o uso global da moeda
chinesa. Este acordo foi estabelecido no contexto do rápido crescimento do
comércio bilateral e do investimento entre a zona euro e a China, visando
garantir a estabilidade dos mercados financeiros (na linguagem do BCE). Num
montante de Rmb 350 mil milhões, equivalente a € 45 mil milhões, será o terceiro
maior swap após outros semelhantes estabelecidos pelo BPC em Hong-Kong e na
Coreia do Sul; e segue-se a acordos semelhantes já estabelecidos com o Reino
Unido, Austrália e Brasil. Tendo estabelecido a referida linha de swap de moedas
com o Banco Central Europeu, o Banco Popular da China concedeu à City de Londres
uma quota de Rmb 80 mil milhões para investir em ativos chineses denominados em
renminbi.
Um comunicado do Banco Popular da China declara, a propósito, que esta
iniciativa deverá ajudar a fornecer liquidez para o desenvolvimento do mercado
do renminbi/yuan na Europa e a promover o seu uso no exterior do espaço chinês,
para além de facilitar o comércio e o investimento estrangeiros. A moeda chinesa
está a tornar-se cada vez mais importante para os investidores, e o volume
diário da sua transação já duplicou no decurso deste ano de 2013.
Também em meados de Outubro de 2013, em Londres, após conversações com o seu
homólogo chinês vice-primeiro ministro Ma Kai, o chanceler britânico George
Osborne anunciou o objetivo de atrair mais comércio do reminbi/yuan para o
mercado Londrino, que atualmente é destino de 41% das trocas cambiais mundiais.
O saber científico-técnico e o poder económico da Republica Popular da China
tem-se afirmado em múltiplas realizações. Para além de avanços em larga escala
nos domínios da educação, investigação científica, inovação e patentes, e de
realizações nos domínios aeroespacial, microeletrónica, telecomunicações,
informática, tenologias industriais, etc., as empresas chinesas contam-se entre
as mais dinâmicas e influentes em todos os ramos e continentes. Elas assumem-se
como entidades empresariais com dimensão técnica, económica, comercial e
financeira, mas de igual modo com dimensão diplomática, norteadas por uma
estratégia sob o comando do governo chinês.
Neste mês de Outubro a SINOPEC – petrolífera chinesa que ocupa a quinta posição
entre as maiores corporações do mundo - tornou-se na segunda empresa da China
continental a adquirir no mercado de obrigações de Londres dívida denominada em
euros, € 550 milhões, enquanto vendendo bonds denominados em dólares, US$ 2,75
mil milhões. Essa emissão segue-se a uma operação semelhante da sua rival
estatal CNOOC que, no mês anterior, fora a primeira empresa chinesa a adquirir
dívida em euros. Ainda em Outubro, a SINOPEC também abordou a corporação
energética espanhola Repsol com vista à aquisição da respetiva participação de €
4,7 mil milhões na Gás Natural, companhia gasista espanhola.
Também neste mês de Outubro, o chanceler britânico George Osborne, de visita à
central nuclear de Taishan, em construção na China, anunciou a intenção de
acolher a futura participação chinesa na construção de centrais nucleares na
Grã-Bretanha. A central de Taishan, uma das maiores centrais nucleares do mundo,
utiliza reatores de desenho Europeu - Areva 1750 MW EPR (European Pressurized
Reactor) - e está a ser construída em parceria entre a empresa francesa EDF e a
chinesa CGNPC - China General Nuclear Power Group. Esta é uma das cerca de 30
novas centrais nucleares que a China tem presentemente em construção ou projeto,
e que virá a ser uma das maiores do mundo. O Reino Unido tem em consideração
reforçar o seu parque electroprodutor com uma réplica tecnológica de Taishan, a
ser construída em Hinkley Point C, Somerset, pelo mesmo consórcio, por cerca de
€ 19 mil milhões.
Além de oferecer uma opção de financiamento para as empresas chinesas que
procuram reduzir a dependência face ao dólar, os mercados de outras divisas
oferecem também outras opções para as empresas que pretendem investir no
exterior. Empresas do sector energético e mineiro, apoiadas pelo estado chinês,
têm sido particularmente agressivas na procura de oportunidades de aquisição e
investimento por todo o mundo, parte da estratégia mais ampla de Pequim em
assegurar uma sólida base de recursos naturais para a sua indústria e
rentabilidade para os seus capitais.Em Portugal, a China Development Bank
atribuiu um empréstimo de € 1000 milhões à EDP em 2012. Esse empréstimo
verificou-se na sequência de compromissos assumidos no âmbito de uma dita
parceria estratégica acordada entre a EDP e a China Three Gorges Corporation,
anunciada no final de 2011. Na altura, o presidente da EDP declarou que aquele
era o primeiro financiamento atribuído por aquele banco a uma empresa não
chinesa fora da China. Entretanto, a China Three Gorges, tendo adquirido 21% do
capital social da EDP, tornou-se no seu maior acionista e prometeu vir a
realizar mais investimentos com a EDP e em Portugal.
Em Setembro de 2013, a Galp Energia e a SINOPEC anunciaram a intenção de
reforçar a parceria já existente entre as duas. A petrolífera chinesa já era
parceira da Galp após ter adquirido em 2012, por € 2,7 mil milhões, 30% do
capital da unidade brasileira detida pela petrolífera portuguesa. Já no início
de 2013, a China National Petroleum Corp (CNPC), outra grande petrolífera
chinesa, anunciou o propósito de entrar no consórcio liderado pela italiana ENI,
constituído para a prospeção e exploração de gás natural no norte de Moçambique
e no qual a portuguesa GALP já participa com 10% do capital. EPÍLOGOA correlação
global de forças político-económicas avança e vai moldando a paisagem política -
com suas feições sociais, culturais, técnicas e económicas – por diversas vias e
por toda a parte. É uma transformação tectónica – tanto particular como coletiva
– tanto material quanto ideológica - que progride com expressão própria em cada
país e abarca o mundo, no sentido de superar o capitalismo decrépito e de
oferecer projetos de um futuro luminoso.
As experiências de construção do socialismo e o ideal comunista foram e são
instrumentos inspiradores destas transformações e, explicita ou implicitamente,
animaram e animam muitos dos seus protagonistas.
A concertação multilateral entre forças sociais e estados, sem abdicar das
convicções e das forças de cada um, é uma chave para a via de superação, tão
pacífica quanto possível, das enormes contradições mundiais entre opressores e
oprimidos e, em particular, será também através do sistema das Nações Unidas que
herdámos que podemos lutar por alcançar o sistema das Nações Unidas dum mundo
novo. 31.10.2013 DOCUMENTAÇÃOhttp://www.unric.org/pt/informacao-sobre-a-onu
http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-os-direitos-humanos/
http://www.unsceb.org/directory
http://www.imf.org/external/pubs/ft/exrp/differ/differ.htm
http://www.imf.org/external/np/exr/facts/sdr.htm
http://www.wto.org/english/thewto_e/whatis_e/tif_e/org6_e.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_member_states_of_the_World_Trade_Organization
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/rankorderguide.html
http://theworldoutline.com/2013/05/wto-new-director-general-roberto-azevedo/
http://www.cciee.org.cn/thinktanken/NewsInfo.aspx?NId=2798
http://www.zerohedge.com/news/brics-bank-rival-world-bank-and-imf-and-challenge-dollar-dominance
http://www.livemint.com/Politics/jwQOCJ64fmaEYyuXGE3I6H/BRICS-100-billion-fund-recalls-useless-Chiang-Mai.html
http://www.theguardian.com/politics/2013/oct/16/osborne-chinese-banks-mps-check-city
http://www.ft.com/intl/cms/s/0/236651ca-3185-11e3-817c-00144feab7de.html#axzz2htb8xIa0
http://www.ft.com/intl/cms/s/0/2d66bd1c-315e-11e3-b478-00144feab7de.html#axzz2iAThs4qb
http://www.ft.com/intl/cms/s/0/b7ea287c-4066-11e3-bd57-00144feabdc0.html
http://www.cciee.org.cn/thinktanken/Article_List.aspx?columnID=227
http://www.economist.com/node/21541461
http://www.economist.com/node/21541448
http://www.bbc.co.uk/news/world-asia-china-24575430
http://www.bbc.co.uk/news/business-24604218
http://www.power-technology.com/projects/taishan-nuclear-power-plant/
http://indrus.in/articles/2011/11/16/whats_in_russias_wto_entry_for_india_13255.html
http://www.tutor2u.net/blog/index.php/economics/
http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/05/11/new-brazil-wto-chief-to-tilt-towards-china/
http://economico.sapo.pt/noticias/edp-paga-55-por-emprestimo-de-mil-milhoes-de-banco-chines_149215.html
http://expresso.sapo.pt/gen.pl?words=Ovar&p=kwds#ixzz2iJ7XksRz
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/americo_amorim_diz_que_galp_vai_reforcar_parceria_com_os_chineses_da_sinopec.html
http://www.ccilc.pt/pt/china-quer-explorar-gas-em-mocambique-com-galp Imprimir

In
http://www.odiario.info/?p=3078
5/11/2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Fagor Electrodomésticos no esperaba la negativa

Fagor Electrodomésticos no esperaba la negativade la Corporación Mondragón


Por Naiz.info

Representantes del Gobierno de Gasteiz, la Diputación de Gipuzkoa y ayuntamientos de los municipios
afectados se reunirán este lunes con responsables de Fagor Electrodomésticos y
del Grupo Mondragón en Arrasate para analizar la situación.
El director general de Fagor Electrodomésticos, Sergio Treviño, reconoce que no
esperaba la negativa de la Corporación Mondragón para rescatar a la cooperativa,
lamenta la falta de explicaciones y denuncia que se exija ahora a la empresa
unas decisiones que no se quisieron adoptar en el pasado.
Treviño que asumió la dirección general de Fagor Electrodomésticos hace tan solo
seis meses y repasa, en una entrevista que publica el diario ‘El País’, la grave
crisis de esta cooperativa, que presentará el concurso de acreedores en un plazo
de siete o diez días si no encuentra los 170 millones de euros de financiación
que necesita y que le ha negado el Grupo Mondragón, al entender que su proyecto
empresarial no es viable.
Sergio Treviño insiste en que «el condicionante más importante para la
viabilidad del proyecto es la financiación» y asegura que si el grupo les
hubiera dicho que en el plan de viabilidad hay elementos que se deban corregir,
la cooperativa estaba dispuesta a modificarlos para ajustarse a su criterio y
recibir así la ayuda económica.
Sin embargo, «no ha habido ningún apunte en ese sentido», recalca Treviño, quien
indica que el plan presentado requiere un importante aporte de dinero para
abordar la reestructuración industrial con el cierre de 7 de las 14 plantas y
una «reducción de plantilla que permita cerrar el año que viene sin destrucción
de la caja operativa».
El director general de Fagor cree que la adquisición en 2005 de Brandt -la
filial francesa- fue una «buena decisión» porque, de lo contrario, «Fagor
estaría hoy peor por la fuerte caída del mercado español», aunque también
subraya que entonces se tenía que haber afrontado una «reorganización más
profunda».
Treviño dice ser «agradecido» y asegura que «la Corporación ha ayudado a Fagor
en muchas ocasiones, de la misma forma que Fagor lo ha hecho con otras
cooperativas».
«Entrar en una guerra de quién ha hecho más por el otro sería injusto por ambas
partes», comenta Treviño, al tiempo que lamenta que en el momento en el que se
iba a poner en marcha un «plan que corta de forma radical la hemorragia de Fagor
se decida parar», sin dar explicaciones concretas sobre el plan propuesto.
Treviño cree que afirmar que la crisis de Fagor Electrodomésticos no afectará a
otras cooperativas es «negar una realidad que ya se está produciendo».
Reunión en Arrasate
Fagor sigue inmersa en la búsqueda de otras posibles vías de financiación, ya
que precisa de 170 millones para garantizar su futuro. Para analizar la
posibles conscuencias de esa decisión y buscar posibles soluciones, sobre todo,
desde el punto de vista del empleo, representantes de Lakua, Diputación de
Gipuzkoa, municipios afectados y responsables de Fagor y Mondragon van a
reunirse este lunes.
Al encuentro asistirán, entre otros, la consejera de Desarrollo Económico y
Competitividad, Arantza Tapia, el diputado general de Gipuzkoa, Martín Garitano,
y el de de Innovación, Jon Peli Uriguen, además de alcaldes de Debagoiena y
Urola.
El objetivo de esta reunión es analizar de manera conjunta las aportaciones que
pueden hacer, cada uno desde su ámbito, para garantizar el futuro del
cooperativismo y «poner los instrumentos necesarios sobre la mesa para poder
resolver el problema de Fagor Electrodomésticos».
http://www.naiz.info/eu/actualidad/noticia/20131103/fagor-electrodomesticos-no-esperaba-la-negativa-de-la-corporacion-mondragon

In
Kaosenlared
http://www.kaosenlared.net/component/k2/item/72771-fagor-electrodomésticos-no-esperaba-la-negativa-de-la-corporación-mondragón.html
3/11/2013

sábado, 2 de novembro de 2013

La Universidade Popular de Ciempozuelos

Universidad Popular de Ciempozuelos, porque el saber es de todos y se hace en comun

La Universidad Popular de Ciempozuelos nace, con intención de tener vida propia,
como un proyecto de la Asamblea Popular de Ciempozuelos y Titulcia (15M), para
fomentar y aglutinar actividades y talleres de aprendizaje, debate y reflexión
en el ámbito de Ciempozuelos, sin olvidar su inserción en un espacio cultural,
social y político más amplio.

Buscamos generar y compartir el conocimiento teórico y práctico de una forma
colectiva, horizontal y autogestionada, como cauce para un desarrollo personal
en libertad y para la libertad y como medio para la transformación social y
política de nuestro entorno. Entendemos que la formación, el aprendizaje, el
análisis y el debate, son elementos fundamentales para la formación de una
conciencia crítica y que sin ellos no hay verdadera libertad ni fortalecimiento
de la convivencia ciudadana. El saber es un bien común y se construye en común,
y sólo así puede ser un instrumento para la libertad. Por eso entendemos que su
desarrollo no puede fiarse a la actuación horizontal de las instituciones o del
mercado.

La Universidad Popular de Ciempozuelos es, por eso, un espacio abierto para el
aprendizaje y la convivencia, para el análisis y la discusión, para las
propuestas y para su puesta en práctica, que pretende fomentar un desarrollo
ciudadano y comunitario en el que la igualdad, la participación y la libertad,
sean las únicas normas de la vida social. La Universidad Popular de Ciempozuelos
no es una academia ni un centro de enseñan­za: es un espacio para la formación
mutua, para compartir el saber y para producirlo.

¿Dónde está la Universidad Popular de Ciempozuelos?

La Universidad Popular de Ciempozuelos desarrolla inicialmente sus actividades
en el CSOA “La Matriz” con el apoyo de su asamblea: un espacio libre y
autogestionado en el que las actividades de la UPCI pueden desarrollarse sin
interferencias interesadas de instituciones o de otros grupos de presión.
Para un futuro más o menos cercano, la Universidad Popular de Ciempozuelos no
renuncia a disponer de otros espacios más estables o más confortables, propios o
cedidos, siempre que se garantice en ellos la independencia de sus actividades y
la autogestión de su funcionamiento y de sus líneas de investigación y
actuación.

¿A quién van dirigidas las actividades de la Universidad Popular de
Ciempozuelos?

Las actividades de la UPCI van dirigidas a todas las personas que, habitantes de
Ciempozuelos o de su entorno, estén interesadas en una formación crítica, en
colaboración y en común, sin prejuicios y sin discriminaciones.
Las actividades, por motivos obvios, no están dirigidas a quienes pretendan
logras en ellas una titulación oficial, ni a quienes busquen una formación
confesional, ni a quienes piensen que el saber y la formación es una cosa
privada.

¿Cuáles son las áreas de formación que pretende poner en marcha la Universidad
Popular de Ciempozuelos?

La UPCI pretende funcionar mediante la organización de talleres organizados
temáticamente en 5 categorías o áreas de formación:
Área de titulación
Área de herramientas básicas
Área de intercambio de saberes
Área de producción simbólica
Área de análisis y pensamiento
Salvo en el caso de los talleres del área de titulación (en los que se intentará
atender a todas las peticiones de asistencia), inicialmente, los diversos
talleres se llevarán a cabo siempre que haya entre un mínimo de 3 y un máximo de
8 personas interesadas en su realización. Esta limitación no es arbitraria: se
establece como consecuencia de la propia limitación del espacio físico
disponible.

Inicialmente se prevé la organización de un solo grupo para cada taller, pero se
estudiará para cada uno de ellos, la posibilidad de la coexistencia de varios
grupos.
Área de titulación:
La Universidad Popular de Ciempozuelos no es una academia ni un centro de
enseñanza. Sin embargo, una mirada a la realidad social de Ciempozuelos y su
entorno hace evidente la gran cantidad de jóvenes que necesitan preparar las
pruebas de acceso a los ciclos formativos de grado superior y no encuentran la
forma de hacerlo sin acudir a la enseñanza privada.
Esto así, la UPCI, como una intervención especial (aunque con intención de
continuidad), organizará talleres orientados al aprendizaje de los contenidos
que permiten superar las exámenes para el acceso al ciclo superior de la
formación profesional.

Estos talleres serán impartidos por licenciados o graduados universitarios
especialistas en esas materias, que son o están en disposición de ser enseñantes
de la escuela pública y que desempeñarán esas tareas de manera solidaria, sin
recibir ninguna remuneración a cambio.

Puesto que se trata de garantizar el aprendizaje de los contenidos que exigen
las pruebas oficiales, habrá 6 talleres: matemáticas, Lengua y literatura
castellanas, Inglés, Ciencias sociales, Ciencias naturales y Tecnología, de
manera que los “alumnos” participantes tendrán 6 clases semanales, una por cada
una de las materias, cada una de 2 horas de duración. Así, tendrán un “horario
lectivo” de 4 horas diarias durante 3 días a la semana.

A medio plazo, estamos estudiando la posibilidad de organizar también las
enseñanzas para las pruebas libres para obtener el título de Graduado en ESO
Área de herramientas básicas

El área de herramientas básicas está formado por un total de 4 talleres, cada
uno de los cuales será dirigido por un coordinador de taller, que realizará esa
tarea de manera solidaria y sin recibir ninguna remuneración. Se trata en este
caso de cubrir la formación básica en destrezas no adquiridas previamente.
Los talleres, inicialmente, se realizarán en una sesión semanal de 2 horas de
duración

Los talleres que forman parte del área de herramientas básicas son:
o Taller de alfabetización: enfocado a la adquisición de las destrezas de
lectura y escritura para personas adultas. Se dirige específicamente a personas
que no aprendieron en la infancia a leer y escribir.
o Taller de castellano para extranjeros: enfocado fundamentalmente al
conocimiento y uso adecuado de la lengua y de sus expresiones básicas en los
distintos contextos de la vida cotidiana o del mundo laboral.
o Taller de informática e internet: enfocado a la adquisición de los
conocimientos y destrezas básicos para manejar, “a nivel de usuario”, las
principales herramientas informáticas e Internet.
o Taller de destrezas para la construcción: enfocado al aprendizaje y práctica
de las principales destrezas que se utilizan en la construcción: ladrillos,
pladur, cemento, yeso, alicatados, solados, fontanería…

Área de intercambio de saberes
El área de intercambio de saberes está formado por un total de 7 talleres, cada
uno de los cuales será dirigido por un coordinador de taller, conocedor o
experto en la temática del mismo, que realizará esa tarea de manera solidaria y
sin recibir ninguna remuneración.
Los talleres, inicialmente, se realizarán en una sesión semanal de 2 horas de
duración. En el caso de los talleres de lengua inglesa, el criterio para
participar en uno u otro nivel, será determinado por los coordinadores de taller
correspondientes. En el caso del taller de lengua árabe, inicialmente sólo
existirá un grupo inicial, pero se podrán incorporar diversos niveles en
“cursos” sucesivos.
Los talleres que inicialmente forman parte del área de herramientas básicas son:
o Taller de lengua árabe: enfocado a la adquisición de un conocimiento básico
de los rudimentos del árabe común, que permita la comunicación oral y escrita en
ese idioma.
o Taller de lengua inglesa A (nivel inicial): enfocado al conocimiento más
básico de la lengua inglesa, de manera que se puedan emitir y comprender en ese
idioma mensajes sencillos, tanto orales como escritos, con corrección y
pronunciación adecuada.
o Taller de lengua inglesa B (nivel medio): enfocado al conocimiento medio de
la lengua inglesa, de manera que se puedan emitir y comprender en ese idioma los
mensajes habituales en diversas esferas de la vida cotidiana, tanto orales como
escritos, con corrección y pronunciación adecuada.
o Taller de lengua inglesa (conversación): enfocado a la práctica de la
conversación en lengua inglesa, de manera fluida.
o Taller de cuidado y mantenimiento del cuerpo: enfocado al conocimiento y
cuidado del cuerpo mediante diversos ejercicios corporales que aumenten su
flexibilidad y fortaleza.
o Taller Hack-lab: enfocado tanto al montaje de equipos informáticos como a
un conocimiento medio o avanzado de sus posibilidades de utilización en diversos
sistemas operativos.
o Taller de medios digitales: trabajo práctico de equipo de redacción de la
publicación digital madridsuralternativo.org, que puede incluir el trabajo
en/con más medios digitales ya creados o por crear (como, por ejemplo, el de la
propia Universidad Popular de Ciempozuelos)

Área de producción simbólica:

El área de producción simbólica está formado por un total de 6 talleres, cada
uno de los cuales será dirigido por un coordinador de taller, conocedor o
experto en la temática del mismo, que realizará esa tarea de manera solidaria y
sin recibir ninguna remuneración.
Los talleres, inicialmente, se realizarán en una sesión semanal de 2 horas de
duración
Los talleres que forman parte del área de producción simbólica son:
o Taller literario / tertulia literaria: dedicado tanto al análisis y
comentario de la producción literaria como al conocimiento de sus autores más
representativos contando, si fuera posible, con la presencia de los autores o de
expertos en las obras analizadas. La producción de textos literarios propios del
taller no se excluye.
o Taller ilustración: dedicado al conocimiento de distintas técnicas de
ilustración y a la práctica sobre cada una de esas técnicas. No se excluye la
realización completa de proyectos de ilustración.
o Taller de teatro: dedicado al conocimiento y la utilización de los
elementos básicos de la práctica teatral, y al montaje, ensayo y representación
de piezas teatrales.
o Taller de radio: dedicado al conocimiento de los diferentes momentos que
componen una programación de radio y a la realización de programas de radio en
diversos formatos, para los que se buscará una difusión adecuada.
o Taller de fotografía: dedicado al conocimiento y práctica de las técnicas
fotográficas básicas, fundamentalmente en formato digital (aunque no se excluye
la utilización de la fotografía analógica y el conocimiento y práctica de las
técnicas de revelado y positivado que le son propias).
o Taller de video: dedicado al conocimiento y práctica de las técnicas
básicas de producción de video y a la realización de videos de diverso formato,
desde la fase de guión hasta la producción final.

Área de análisis y pensamiento:

El área de análisis y pensamiento está formado por 2 tipos de talleres, estando
cada uno de ellos dirigido (o no) por un coordinador de taller o por un equipo
de coordinación, conocedor o experto en la temática del mismo, que realizará esa
tarea de manera solidaria y sin recibir ninguna remuneración.
Cuando hablamos aquí de 2 tipos de talleres, queremos indicar que su número
variará dependiendo de los intereses manifestados por los participantes en los
mismos y de la programación que realice el equipo de coordinación.
Las líneas maestras de la programación (trimestral o anual) de estos talleres
deberán ser aprobadas por la asamblea de la UPCI, y de ellas (como de los actos
concretos en los que se materialice) se dará la publicidad adecuada.
Los tipos de talleres que componen este área son:
o Talleres de lectura colectiva de obras del pensamiento crítico: estos
talleres, inicialmente, se realizarán en una sesión semanal de 2 horas de
duración. Consistirán en sesiones de análisis y discusión colectiva a partir de
la lectura de una obra del pensamiento crítico que suscite el interés de los
participantes en cada taller. Estos talleres tendrán la duración (medida en
semanas, meses o años) que los componentes del taller necesiten para su lectura
colectiva y podrán formarse a) dirigidos por un coordinador de taller experto en
el libro elegido o en su autor, o b) sin contar con la presencia de coordinador
si así lo deciden los miembros del taller de lectura. No habrá más límite para
la creación de estos talleres que la disponibilidad de espacio y la existencia
de al menos 4 personas interesadas en la lectura propuesta para cada uno de los
talleres.
o Conferencias, mesas de discusión, ciclos temáticos o cursos temáticos: para
la organización de estos talleres se formará en la asamblea de la UPCI un equipo
de coordinación que propondrá a la misma para su aprobación una programación de
conferencias, mesas de discusión, ciclos temáticos o cursos temáticos, dedicados
a analizar y comprender tanto la estructura sistémica como la coyuntura del
Sistema Mundo y de sus manifestaciones internacionales, nacionales o locales,
con un enfoque crítico y alternativo.
¿Cómo se puede participar en las actividades de la Universidad Popular de
Ciempozuelos?
Todas las personas interesadas en participar en las actividades de la UPCI,
tanto si quieren asistir a los talleres que se organizan como si desean
compartir sus conocimientos como coordinadores de taller, pueden ponerse en
contacto con la UPCI por alguno de los siguientes medios:
En el número de teléfono 668849119, de lunes a viernes desde las 10 horas
hasta las 12 horas.
Enviando un e-mail a la dirección universidadpopularciempozuelos@gmail.com
Preguntando a alguno de los miembros de la Asamblea Popular de Ciempozuelos y
Titulcia (15-M)

In
http://universidadpopularciempozuelos.wordpress.com/
13/10/2013
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Manifestación multitudinaria contra el cierre de Fagor


Manifestación multitudinaria contra el cierre de Fagor y en apoyo a sus trabajadorxs



por Kaosenlared

Miles de personas se han manifestado en la localidad guipuzcoana de Arrasate "a
favor del futuro" de Fagor Electrodomésticos que se encuentra al borde del
concurso de acreedores. La manifestación ha partido a las 18.00 horas desde la
planta del barrio de San Andrés.
Miles de personas han participado hoy en Arrasate en una manifestación convocada
por los órganos representativos de Fagor Electrodomésticos para exigir el
mantenimiento del empleo de la cooperativa vasca, que se encuentra al borde del
concurso de acreedores. La manifestación ha partido a las 18.00 horas desde la
planta de Fagor Electrodomésticos del barrio de San Andrés de Arrasate, tras una
pancarta en euskera en la que se podía leer "A favor del futuro", firmada por
Fagor y Edesa, la planta del grupo ubicada en la localidad vizcaína de Basauri.
La marcha, mucho más numerosa que la que se celebró el pasado 18 de octubre,
tras conocerse la situación de preconcurso de la cooperativa, ha contado esta
vez con la presencia institucional de los alcaldes de la comarca del Alto Deba y
del diputado de Política Social de Gipuzkoa, Ander Rodríguez, natural de
Arrasate.
La manifestación ha sido convocada por el Consejo Rector -órgano de gobierno de
la cooperativa- y el Consejo Social -que representa a los socios-trabajadores-
de Fagor Electrodomésticos y se celebra un día después de que la Corporación
Mondragón, a la que pertenece la empresa, haya decidido no destinar más fondos a
rescatar la empresa, que presentará en los próximos días el concurso de
acreedores.
La protesta, que ha discurrido entre consignas contra los actuales gestores de
la cooperativa y contra el cierre de las fábricas del grupo, ha recorrido las
calles céntricas de la localidad hasta finalizar ante el Ayuntamiento de
Arrasate, donde el presidente del Consejo Social de Fagor Electrodomésticos,
Exabier Arrieta, ha leído el comunicado que hizo público ayer este organismo.
Los representantes de la cooperativa han advertido de que la falta de
financiación del plan de viabilidad desarrollado provocará que la empresa
presente un "inminente" concurso de acreedores, lo que conllevará indirectamente
la pérdida de más de 4.000 empleos en el País Vasco.
Los convocantes se han mostrado convencidos de que si Fagor presenta finalmente
el concurso "desaparecerán todas las actividades de la empresa y todos sus
puestos de trabajo, sin solución de continuidad".

In:
http://www.kaosenlared.net/component/k2/item/72591-manifestación-multitudinaria-contra-el-cierre-de-fagor-y-en-apoyo-a-sus-trabajadorxs.html
1/11/2013

Lara: trabajadores reactivan empresa Intercerámica bajo control obrero

Por: Radio comunitaria Tamunangue Libre 95.3FM

Trabajadores de Intercerámica toman el control de la empresa

El martes 29 de octubre del 2013, en la zona industrial II del oeste de
Barquisimeto, se verificó la situación e impresiones de los obreros de la
empresa INTERCERAMIC.C.A quienes luego de una ardua lucha contra el patrono,
decidieron reactivar la productividad de la empresa que estaba paralizada por un
cierre ilegal y fraudulento por parte de sus propietarios.

Dicha empresa dedicada a la rama alfarera (pisos, fachada, techos entre otras
piezas de arcilla) fundada en los años 70s y perteneciente a los empresarios del
apellido Almirales, decidieron el día 31 de agosto del 2012 y vía skype, desde
España, dirigirse a los trabajadores anunciándoles que la empresa estaba
liquidada y que ellos ya no eran trabajadores de la misma.

En respuesta a este anuncio, los trabajadores y trabajadoras decidieron no
reconocer tales acciones de este empresariado y emprender una lucha en las
instalaciones la planta. Teniendo fe en la toma de las empresas por parte de la
clase trabajadora, 14 meses después, en resistencia y sin cobrar un solo bolívar
de sus sueldos, arrancaron bajo control obrero el día de ayer (lunes) las
maquinas de la empresa, contando con el apoyo, presencia y la solidaridad de la
clase trabajadora de: IOSA, SOUTO, ALTUSA, CONVECAUCHO, CRAFT, LEMO, SERVIGAS,
PDVSAGAS entre otras organizaciones como la CENTRAL BOLIVARIANA SOCIALISTA DE
TRABAJADORES Y TRABAJADORAS.

Teniendo la capacidad para trabajar un estimado de 8 meses con las reservas de
arcilla que tienen en la planta, quieren colaborar con la fabricación de hogares
de la GRAN MISION VIVIENDA VENEZUELA, ya que cuentan con la capacidad para ello,
respondiendo a esta necesidad social.

De la voz de Pablo Torres, perteneciente al Sindicato Bolivariano de
Trabajadores y Trabajadoras y Afiliados (SINBOTRA.ALF) el cual actúa en la
planta, dio a conocer: “estamos en resguardo de las instalaciones, el material
que fabricamos acá es de gran importancia para la fabricación de viviendas y ya
arrancamos con el encendido del horno en su primera fase. Hemos recibido el
apoyo y respaldo de otras organizaciones y trabajadores de otras empresas para
que la planta sea reactivada lo más pronto posible. Nosotros elaboramos un
proyecto para la apertura y capacitación de la maquinaria para la creación de
bloques y poder contribuir con la creación de 300 viviendas al mes y ayudar con
la construcción de las COMUNAS y la GMVV. En la actualidad hay 2 trabajadoras
que forman parte de esta lucha, son madres de familia y entre sus dificultades
se mantienen en pie de lucha con nosotros como compañeras de trabajo y
resistencia”

Manteniendo su lucha por los puestos de trabajo la toma de la empresa y la
productividad con una visión social, combaten en contra de la guerra económica
emprendida por estos sectores empresariales, que afecta al pueblo en general. No
solo quieren producir el material tradicional, si no que creen también en la
habilitación del espacio para otras cosas, como para la capacitación de otras
personas y enseñar el trabajo de la alfarería y también para las milicias
obreras.

Los obreros en resistencia alzaron su voz, como la de Uvaldo Alvarado: “acá
estamos en lucha contra los empresarios, que son unos corruptos. Yo tengo 13
años trabajando acá en esta empresa y de esto dependen mis hijas que no se han
podido graduar por esta situación y hago el llamado a que no unamos para
derrotar a esos corruptos que son una cuerda de ladrones”. También Osvaldo
Rodriguez trabajador de ALTUSA empresa perteneciente al mismo grupo (ALMIRALES)
estaba presente ayudando a sus compañeros trabajadores: “estamos constantemente
luchando contra un patrono que golpea a la clase trabajadora. Los dueños de
estas empresas están en sabotaje sin hacerle inversión a las empresas. En ALTUSA
duramos 10 meses paralizados y gracias a la lucha de la clase trabajadora en
conjunto con la federación se logro solucionar el problema y estamos esperando
repuestas del ministerio del trabajo e industrias. Llamamos al pueblo a que se
sume a la lucha en contra de este sabotaje a trabes de la unidad”.

Comprendiendo que estamos en una lucha de clases y en medio de una guerra
económica, estos trabajadores y trabajadoras se mantienen en pie de lucha en su
empresa y llaman a la población a no tener miedo y mantener la unidad contra ese
patrón nefasto e irresponsable que busca crear caos en nuestra sociedad.
Incentivan a la organización de la clase obrera para lograr la victoria en
nuestras empresas y el control obrero de las mismas en pro de la construcción de
nuevas relaciones en la producción y en construcción de una nueva sociedad.

In
http://www.aporrea.org/trabajadores/n239076.html
31/10/2013
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