segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A universidade brasileira sem reforma e o seu atraso renovado


       por Henrique Júdice Magalhães [*] 

       1 
      A América Latina, em geral, e a Argentina, em particular, comemoram, em
       2018, o centenário da rebelião estudantil que, com epicentro na
       Universidade de Córdoba, levou à  reforma universitária naquele país e
      abalou o cenário acadêmico do continente.
       Os estudantes cordobeses padeciam, em 1918, o domínio de sua universidade
      pela Corda Frates, que manipulava a designação de dirigentes e professores
      no interesse pessoal de seus membros e na conveniência ideológica do
      obscurantismo clerical. A esse problema particular, deram soluções
      universais: admissão de professores por concurso com participação
      discente; liberdade para qualquer pessoa dar cursos em sua área de
      conhecimento; representação paritária de professores, estudantes e
       egressos nas deliberações internas; ensino baseado na crítica; interação
      com o extramuros. Conquistas que mudaram as universidades argentinas e de
      outras nações onde o movimento teve eco (México, Peru, Cuba) e se fazem,
      ainda hoje, ausentes no Brasil.
       Porém, o mais importante efeito da rebelião dividia seus participantes e
      só veio a se concretizar plena e oficialmente em 1953: o fim do
      vestibular.

       2 
      De início, o acesso à educação superior dependia – lá e aqui – de um exame
      de suficiência: entravam todos os que atingissem uma nota previamente
      definida. Mas a falta de transparência sobre conteúdos e critérios tolhia
      o acesso das classes não privilegiadas.
       Nos anos 20, quando as universidades argentinas, sob o impulso
      democratizante de 18, se abrem aos setores sociais remediados, o Estado
      oligárquico brasileiro autoriza suas escolas superiores (universidade, só
      havia a atual UFRJ) a limitar vagas. Nos 50, quando isso se torna um
      problema social no Brasil, a Argentina extingue o vestibular e fixa como
      único requisito de acesso ao ensino superior o diploma secundário.

       3 
      "Fomos aprovados, queremos estudar" era a palavra de ordem de um dos
       pontos altos do movimento estudantil brasileiro: a tomada da Faculdade de
       Filosofia, Ciências e Letras da USP (1968). Pouco antes (1961-64), uma
       das reformas de base reivindicadas com a simpatia do governo  João
      Goulart era a universitária.
       O contínuo crescimento do número de jovens que obtinham a nota de
       aprovação no vestibular, mas não as poucas vagas (os ditos "excedentes"),
      tornara a democratização do acesso ao curso superior uma bandeira
      estudantil com forte respaldo social.
       Duas contrarreformas a frustraram, consolidando e aprofundando o
      afastamento entre a universidade pública e o povo e sujeitando o ensino
      superior brasileiro a uma mistura única no mundo entre clientelismo e
       acumulação de capital. Uma foi promovida pela ditadura de 1964; a outra,
      pelo PT. Graças a elas, só temos a "comemorar", hoje, a renovação dos
      vícios de um sistema universitário que reflete e realimenta os desta
      sociedade.

       4 
      Uma contrarreforma dá ao problema gerador da reivindicação de reforma uma
      resposta capaz de preservar os interesses que esta atingiria. Modifica
      estruturas para que sigam atendendo, com mais eficácia, aos mesmos fins.
      Tal se deu aqui nos anos 60/70 com o acesso das classes médias ao ensino
      superior e nos 2000/2010 com o das classes populares.

       5 
      A ditadura de 64 e as agências de inteligência dos EUA sabiam do potencial
      explosivo da questão dos excedentes e que não a contornariam só com
      repressão nem podiam depender de uma estrutura universitária incapaz de
      formar a quantidade de profissionais necessária a uma economia urbana em
      expansão e ao próprio Estado.
       Mas temiam abrir a universidade pública às massas quando os estudantes
      organizados dentro dela ou pela reivindicação de nela entrar compunham,
      junto aos operários que reerguiam a fronte em Contagem, Osasco e Cabo de
      Santo Agostinho, a vanguarda política do povo brasileiro (em 1969, na
      Argentina, a aliança operário-estudantil enterrou, com o Cordobazo, outra
      ditadura).

       6 
      Ao mesmo tempo, criaram-se novas universidades estatais, sobretudo no
      interior; ampliaram-se vagas nas já existentes, com novos cursos; e
      abriram-se cursos superiores nas escolas técnicas federais, também em
       expansão. O desvirtuamento dessas ações (positivas em princípio) pela
      concepção ideológica congênita às novas instituições, sobre as quais o
       dispositivo burocrático do poder central e as oligarquias locais exerciam
      um controle bem maior que sobre as preexistentes, era o problema menor,
      embora grave.
       Muito pior foi o gordo subsídio ao ensino superior privado, que absorveu
       muito mais matrículas que o estatal. Com isso, escoaram-se milhões de
      jovens para escolas sem organização discente, reduzindo-se a base social
      do movimento estudantil e a pressão sobre o Estado. E azeitaram-se as
      relações da facção que o geria com os donos delas (igrejas, sobretudo a
      católica; esquemas políticos regionais; e meia dúzia de capitalistas
      típicos).
       À questão social da escassez de vagas, ofereceram-se penosas soluções
      individuais: obter bolsas também pré-limitadas, encarando colegas,
      sobretudo os da mesma origem social, como concorrentes; endividar-se; usar
      o salário para pagar mensalidades, etc.
       Não é acidental que se tenha dado a essas escolas, para ministrar uma
      formação em geral restrita, dinheiro capaz de custear número maior de
      vagas nas públicas. A formação dos quadros dirigentes e funcionários mais
      graduados do Estado e das empresas manteve-se em poucas instituições,
      cabendo às demais formar mão-de-obra em ambiente despolitizado e devolver
      aos artífices dessa política parcela do dinheiro que eles fazem jorrar
      para elas.

       7 
      O tópico 6 descreve também a ação do PT em seu ciclo de gerenciamento do
      Estado (2003-16), que se completa com financeirização e formação de
      monopólios no sistema privado e reserva de cotas para estratos sociais não
       privilegiados.

       8 
      Em 12/04/2004, na  Folha de São Paulo,  Marta Salomon e Luciana
      Constantino mostraram ser possível duplicar as vagas das universidades
      federais com os impostos e contribuições que as particulares
      "filantrópicas" não pagam.
       Em 16/05, no mesmo jornal, o então ministro da Educação, Tarso Genro, e
      seu então adjunto e logo sucessor,  Fernando Haddad (FH-2), responderam
      que a ideia de que o ensino privado seja mantido por quem o usa, e não por
      toda a população via Estado, é neoliberal e elevaria mensalidades. Em
      defesa do subsídio às "instituições educacionais de assistência social",
      base do  ProUni , alegaram que "a desoneração tributária do pão não
      favorece o padeiro, mas quem tem fome". (Em 2013, quando caía a carga
      fiscal das empresas de ônibus e subiam as passagens, Tarso, então
      governador do RS, e FH-2, prefeito de São Paulo e associado para tal fim
      ao então governador Geraldo Alckmin, responderam via PM [Polícia Militar]
      com balas de borracha, cassetetes e gás lacrimogêneo aos jovens
      trabalhadores e estudantes que questionavam a aparente incoerência).

       9 
      Nos anos 50, o embate sobre entrega de recursos públicos a escolas
       privadas opusera Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira a Carlos Lacerda. O PT
       optou por Lacerda. E fez pior.
       O dispositivo da lei de educação de 1961 que permitiu isso obrigava os
      destinatários dessas verbas a ter gratuitamente alunos pobres "no valor
      correspondente ao recebido". A de 1971 dispôs que a subvenção se daria
      quando custasse menos que abrir escolas públicas. E, no auge ideológico do
      privatismo (1998), condicionou-se a imunidade fiscal das  pilantrópicas 
      [1] à reversão de no mínimo 20% de seu faturamento total à gratuidade e
      limitou-se a isenção previdenciária ao valor das mensalidades de que
      abrissem mão.
       Já o ProUni só requer delas a reserva de 10% das vagas a bolsistas
      integrais e ainda estende as isenções de imposto de renda [2] , PIS e
      contribuições sociais sobre o faturamento e o lucro líquido às
      assumidamente mercantis, caso ofereçam em bolsas (mesmo parciais) 8,5% do
      que faturam com mensalidades. Se Lacerda, Médici e Fernando Henrique
      Cardoso (FH-1) foram verdadeiras mães para o ensino privado, FH-2 foi uma
      avó.
       De 2004 a 2015, o Estado injetou no ensino superior privado mais de R$ 80
      mil milhões – uns 10% via renúncia fiscal do ProUni e 90%, por meio do 
      Fies . O Brasil passou de 3,9 milhões de matrículas universitárias (2003)
      a 8 milhões (2015); a participação das instituições públicas caiu de 29
      para 25%, o inverso da Argentina, onde tinham 77% em 2014.

       10 
      O ProUni e o Fies levaram a coisas como "a compra da Somos Educação
      (editoras Ática, Scipione, Atual, Bemvirá e Saraiva, PH, Anglo, Maxi,
      Colégio Motivo, Plurall, Sigma, Ético, Geo, Red Ballon, SER, Chave do
      Saber, Alfacon, Integrado) pela  Kroton (Anhanguera, Unime, Unopar,
      Uniderp, Unic, Pitágoras, LFG e Fama). O maior grupo de ensino superior do
      Brasil (Kroton) acaba de comprar o maior de educação básica. O grupo
      resultante também tem negócios em editoras e cursinhos para concursos. O
      valor da operação foi de R$ 4,6 mil milhões. Os maiores acionistas da
      Kroton são os fundos  BlackRock [3] , JP Morgan Asset Management, Capital
       World, Invesco e Coronation" – escreveu Gustavo Gindre. Em 2017, a Kroton
      tentara comprar a Estácio de Sá, numa das oito operações que o Conselho
      Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vetou entre 4,5 mil analisadas
      desde 2011. Interlocutores privilegiados da socialdemocracia alemã que
      tantos revolucionários matou (Rosa Luxemburgo, por exemplo) em 1918-19 e
      1974-77, Tarso e FH-2 promoveram a demonstração empírica da tese do melhor
      economista que ela teve: Rudolf Hilferding, que, antes de renegar o
      marxismo, concluiu que a dependência do crédito leva à fusão entre o
      capital bancário e o industrial (ou, no caso, de serviços) sob controle
       dos operadores financeiros e à monopolização total de cada ramo de
      atividade.
       Com um crescimento de 22.130% no lucro da Kroton de 2010 a 2015, dois de
      seus sócios, Walfrido Mares Guia e Antonio Carbonari Netto foram os maior
       doadores do caixa 1 das campanhas, respectivamente, de FH-2 à prefeitura
       de São Paulo, em 2016, e de Maria do Rosário – casada com um capanga que
      Tarso levou ao MEC e serviria também a FH-2, Eliezer Pacheco – à Câmara
      federal, em 2010 (em 2014, o doador foi a própria Kroton). Já a
      Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) contratou o chefe de gabinete de
      Tarso e adjunto de FH-2 na secretaria executiva do MEC, Jairo Jorge, assim
      que ele deixou o cargo, pagando-lhe, em valores de hoje, R$ 20 mil mensais
      e R$ 800 mil por "consultoria", como revelou Naira Hofmeister no  Extra
      Classe  de 12/2009.
       Aos estudantes, o Fies proporciona um diploma e uma dívida – ou só a
      dívida, caso não concluam o curso.

       11 
      Na cidadela do capitalismo (os EUA), é considerado um problema grave que
       os jovens se formem devendo dezenas ou centenas de milhares de dólares e
       precisem aceitar empregos que, de outro modo, recusariam. Aqui, farsantes
      como FH-2 dizem que isso é uma conquista.
       Quem faz isso possível? Uma direita tão ou mais canalha, para quem o mal
      que o PT fez foi dar vida mansa às vítimas desse arranjo e que defende
      agora, pela boca de Geraldo Alckmin e Gustavo Franco, a cobrança de
      mensalidades no ensino público; e uma "esquerda" incapaz de exigir uma
      reforma que a Argentina fez entre 100 e 65 anos atrás.
       O livre ingresso (e, em sua falta, o exame de suficiência) não são pautas
      maximalistas. Não garantem sequer possibilidade plena de concluir o curso
      ante as barreiras que o capitalismo impõe até em seus países centrais (a
      alta evasão subsiste na França). Nem tocam no problema central da
      universidade brasileira, que não é de onde seus alunos vêm, mas para onde
      vão, a quem servem após formados. Muito menos na iniquidade de ser aqui o
       ensino superior caminho quase único da ascensão social e esta a única via
      para melhorar de vida, como se os filhos de operários e camponeses não
      tivessem direito a viver melhor em sua classe de origem, mas só saindo
      dela – algo que deveria ser escolha guiada pela vocação, não imperativo
      material ou de status.
       São apenas o mínimo a esperar de um reformismo digno desse nome, até
      porque a Constituição preconiza o exame de suficiência ao assegurar o
      acesso ao ensino superior (graduação e pós) "segundo a capacidade de cada
       um" (art. 208, V), e não segundo o número de alunos que a burocracia
      universitária estatal queira ter.

       12 
      Nenhuma outra instituição do Estado brasileiro decide quantas pessoas
      atenderá. É indefensável que a universidade se interponha entre a demanda
      social por profissionais e o anseio das pessoas por formação. Na
      Argentina, apenas a ditadura genocida de 1976-83 fez isso: nem Onganía e
      Menem foram além de permitir os exames de suficiência que o reformismo de
      Cristina Fernández de Kirchner tornaria a abolir em 2015.
       A história da restrição do acesso ao ensino superior público brasileiro é
      também a da recusa da burocracia docente a sair da guilda e viver na
      república. Ela se mantém coesa pela escassez de seus membros e pelo férreo
      controle sobre a seleção deles.
       O que areja a universidade argentina e sustenta as conquistas da reforma
      de 18 é a amplitude do acesso. Ela torna necessário um número muito maior
      de professores, tirando de pessoas e grupos o monopólio de disciplinas,
      reduzindo seu poder sobre os estudantes e inviabilizando o grau de tirania
      que professores mais antigos e titulados exercem aqui sobre colegas mais
      jovens e alunos de pós-graduação – nível no qual tampouco vigora, lá, o
      sistema de número fechado, embora haja seleção por suficiência.
       As próprias perspectivas profissionais dos pós-graduandos – que, em
      geral, aspiram a um cargo docente – são afetadas pela perversa pirâmide em
      que se reestruturou, nos governos petistas, o ensino superior brasileiro.
      Hoje, o doutorado é um requisito inelidível para as pouquíssimas vagas
      docentes das universidades federais e um obstáculo intransponível a um
      emprego nas particulares incubadas pelo Fies/ProUni: só em 2011, a Kroton
      demitiu 1.500 doutores e mestres para reduzir custos e aumentar o lucro de
      seus acionistas.

       13 
      Só à luz da iniquidade do regime de número fechado se pode avaliar a
      política de cotas e a conduta das frações liberais e petistas do movimento
      negro, que defendem um sistema em que entram  alguns  negros (por certo,
      mais que antes) na universidade pública, e não outro em que entrariam
       todos  os negros – e brancos, orientais, indígenas e mestiços – que o
      desejassem ou, ao menos, que atingissem a nota mínima.
       O mesmo se aplica às cotas para alunos de escolas públicas e com renda
      [2] familiar até 1,5 salário mínimo  per capita.  Elas mudaram o perfil do
      alunado de alguns cursos (outros já tinham esse setor social como seu
      público), mas a distribuição mais justa de vagas escassas teve por
      premissa a renúncia a reverter a injustiça maior, que é a própria
      escassez.
       NR
       [1] Pilantrópica: amálgama de pilantra+filantrópica
       [2] No Brasil chamam de renda a qualquer tipo de rendimento.
       [3] BlackRoch: Trata-se do mesmo fundo abutre que em Portugal comprou o
      Novo Banco (ex-BES) por preço negativo. 
      [*] Jornalista.
       O original encontra-se em  anovademocracia.com.br/... 
In
RESISTIR.INFO
https://www.resistir.info/brasil/universidade_07set18.html#asterisco
8/9/2018

sábado, 8 de setembro de 2018

Trump enfrentado al Estado Profundo



 Wim Dierckxsens y Walter Formento 
  
La llegada a la Casa Blanca de un defensor del capitalismo productivo está
estremeciendo el orden internacional en detrimento de los adeptos del
capitalismo financiero transnacional, ya sean los pro-globalistas o los
contientalistas. Podríamos preguntarnos si actuando de este modo, Trump no se
revela como un revolucionario en los límites y términos de un antiimperialismo
financiero globalista. Al menos se observa que es un “guerrero” que lucha contra
el globalismo unipolar. La situación actual puede describirse como un
enfrentamiento entre una clase dirigente globalista y, por el otro, gobiernos
responsables ante sus pueblos y naciones respectivas.
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La batalla de Trump con la OTAN globalista
 La llegada a la Casa Blanca de un defensor del capitalismo productivo está
estremeciendo el orden internacional en detrimento de los adeptos del
capitalismo financiero transnacional, ya sean los pro-globalistas o los
contientalistas. Podríamos preguntarnos si actuando de este modo, Trump no se
revela como un revolucionario en los límites y términos de un antiimperialismo
financiero globalista. Al menos se observa que es un “guerrero” que lucha contra
el globalismo unipolar. La situación actual puede describirse como un
enfrentamiento entre una clase dirigente globalista y, por el otro, gobiernos
responsables ante sus pueblos y naciones respectivas.
El globalismo se apoya en los aparatos burocráticos de carácter internacional a
los cuales les impone un su interés transnacional imprimiéndole su carácter
pro-globalista, enfrentado a lo nacional no solo desde la administración de la
OTAN, sino también desde el Banco de Pagos Internacionales (el Banco central de
los bancos centrales), también desde la Comisión Europea (gobierno) de la Unión
Europea, ambas ubicadas en Bruselas (…) y desde la ONU a través del consejo de
seguridad y alguna secretaria. El «pensamiento único» de los globalistas ha
venido imponiéndose a todos a través de las principales redes de comunicación
social y medios bajo su control.
En la cumbre entre Putin y Trump en Helsinki, el 16 de julio de 2018 no fue
Estados Unidos quien concluyó un acuerdo con la Federación Rusa. Fue sólo la
Casa Blanca, contra su oponente común que es la fracción de poder del estado
profundo globalista, que goza aun de autoridad en Estados Unidos, gracias en
buena medida al control económico y político sobre las principales plataformas
digitales de comunicación en EE.UU. y en el mundo entero. Ese grupo social
global, transnacional, había logrado hacernos creer que ya no había ideologías,
que habían muerto y que estábamos ante el fin de la Historia. Esa clase global
(compuesta por dueños de acciones controlantes de directorios de bancos
comerciales y fondos financieros globales de inversión y sus altos gerentes
ejecutivos, CEO´s) se considera el verdadero representante de los intereses de
Estados Unidos, aunque ese papel en lo formal-institucional legal pertenece al
presidente. Por ello, es que los globalistas no han vacilado en acusar al
presidente Trump de traición (a sus intereses estratégicos). Algo que Trump
siempre manifestó que se opondría y los electores de EE.UU. votaron.
La cumbre Trump-Putin significo también la ratificación para que Moscú y Damasco
permanezcan en el asiento del conductor y establezcan los términos para la
salida de la guerra y el proceso de estabilización de Siria. Con ello podríamos
ser testigos del capítulo diplomático final de esta “oscura” guerra de siete
años. En los últimos meses no solo se logró parar la desestabilización y
destrucción sino reiniciar la recuperación de la capacidad de gobierno en Siria.
Hay incluso alegaciones sobre un acuerdo “secreto” negociado entre Rusia, Israel
y Siria. Incluso Netanyahu ahora dice, de regreso de su visita a Moscú, que
Putin acordó contener a Irán en Siria y que en última instancia Assad recuperará
toda Siria.
Con estos hechos Trump ha puesto patas para arriba a la fracción globalista del
llamado “estado profundo” en EEUU. Sus decisiones y acciones expresan claramente
un alejamiento de las “alianzas enredaderas” que se emplearon para promover las
políticas hegemónicas pro-globalistas, o sea, del grupo globalista dentro la
Elite Occidental en la OTAN. Y más importante aún es que Trump ha logrado
“quebrar” la retórica de los “progres” socio-liberales globalistas (subyugados
por la postura de Clinton, Obama y la cúpula financiera del Partido Demócrata),
al subrayar la importancia de tomar en cuenta el papel de Rusia en la
geopolítica. Lo que plantea sobre Siria es lo suficientemente relevante para
dejarlo en claro. Aunque siguen las discrepancias sobre Ucrania (Donbás) y los
gasoductos que “marchan” de Rusia a la UE, se ha entrado en una nueva fase en
las negociaciones y eso se manifestará con mucha mayor claridad después de las
elecciones intermedias de noviembre en EE.UU.
Las profundas transformaciones que han modificado el mundo durante los 26
últimos años (desde 1992) han logrado “transferir” una parte no solo importante
sino también central del poder de decidir de los gobiernos a otras entidades
administrativas, ya sean “públicas” o “privadas”, al control transnacional
financiero global. Desde el momento de inicio de la guerra en Bosnia-Herzegovina
–en 1992–, la alianza entre la OTAN y el ´islam político´, luego conocido como
EI o ISIS, abrió el camino a la destrucción del mundo musulmán (Dierckxsens,
1998). La OTAN, el brazo armado globalista a partir de ese momento, coordino
todos los elementos sauditas e iraníes en Europa. Lo cual asumió la forma en que
Al-Qaeda combate en Libia y en Siria bajo las órdenes de la OTAN. No hubo
“choque” ni «guerra de civilizaciones», sino solo una operación de publicidad de
la antinomia política que pregonaba el pro globalista Samuel Huntington en su
clásico libro de 1996. En el marco de este cambio de carácter de la situación
mundial, el Irán chiita paso de ser parte de la alianza a enfrentar a la OTAN,
bajo cuyas órdenes había luchado en Yugoslavia, y se alió con la Rusia ortodoxa
para “salvar” la Siria multiconfesional.
 En la cumbre de la OTAN del 25 de mayo de 2017, Trump impuso que esta incluyera
la lucha contra el terrorismo particularmente en Medio Oriente, contrario a los
objetivos globalistas de la alianza atlántica. En la reunión del G7 de junio de
2018, la administración de la OTAN trató de preservar los objetivos imperiales
del globalismo, pero Trump se negó a firmar la Declaración Final y dejó en claro
que esta reunión de jefes/as de estado de las 7 potencias centrales ya no es
relevante en la geopolítica de post febrero de 2018. Trump tampoco considera ya
relevante a la OTAN, por ello desde que asumió en 2017 se dio una política
directa en este objetivo y lo fundamenta políticamente en que “fue una
organización que perdió su misión al terminar la guerra fría cuando se
desintegró el bloque soviético” coincidiendo en esto con Putin, en la reunión
del Helsinki en 2018.
La guerra fría no es la Tercera Guerra Mundial.
 Tampoco terminó con la derrota de la Unión Soviética sino con su derrumbe sobre
sí misma. El fin de la guerra fría no dio paso a la creación de nuevas
estructuras sino a la “integración” subordinada de las naciones ex soviéticas a
organizaciones ya existentes. La Tercera Guerra Mundial comenzó en Yugoslavia en
1992, continuó en Afganistán, Irak, Georgia, Libia y Yemen para terminar en
Siria a partir de la gran “batalla de Alepo”. Su campo de batalla se
circunscribió a los Balcanes, el Cáucaso y lo que ahora se designa como el
«Medio Oriente ampliado». Ha tenido sin embargo un gran costo en vidas para
innumerables poblaciones musulmanas o cristianas ortodoxas. Y esta guerra
mundial globalista está concluyendo y dando sus últimos pasos desde que Putin y
Trump realizaron su encuentro cumbre en Helsinki.
Se superpone con lo anterior, otro proceso que se inicia claramente a partir de
la crisis financiera global del mundo financiero unipolar del 2008 (Walter
Formento, 2011). Una crisis financiera o “guerra financiera global”, como modo
de manifestarse la crisis o guerra financiera entre fracciones del unipolarismo
financiero, que ya se había manifestado en EE.UU. en 2001 con la “caída” de las
Torres del World Trade Center, como un choque entre fracciones del unipolarismo
financiero, lo cual fue denominado desde el estado profundo como “choque de
Civilizaciones” para imponer una mirada que hiciera centro en una supuesta
guerra civilizatoria contra el “terrorismo” en el “medio oriente ampliado”.
Donde el terrorismo real era impulsado y pertrechado por formaciones especiales
de mercenarios paramilitares al servicio de la OTAN pro-globalista y de las
Transnacionales financieras globales. Y el terrorismo ficticio o de ficción,
planteado e impuesto desde la realidad virtual de la comunicación, lo componían
o personificaban los países del gran medio oriente, de Siria a Egipto y de
Turquía a Irán, que son los países donde no solo se encuentra una de las grandes
reservas de petróleo y gas (la otra es el área del mar caribe, de México a
Venezuela) sino también el puente terrestre que une el Asia-pacifico del
multipolarismo de China-Rusia-India-Pakistán, con la Unión Europea de Alemania,
Francia e Italia incluido el Reino Unido.
Claro está que en 1992, cuando la confrontación entre unipolarismos financieros
estaba recién insinuada, el plan se inicia con el objetivo de desmembrar, ocupar
y apropiarse de las áreas de influencia de Rusia en el área geográfica soviética
y sus riquezas. Pero en septiembre de 2001, es la confrontación entre las
fracciones del unipolarismo financiero transnacional la contradicción que pasa a
ocupar el lugar de la contradicción principal que ordena todos los conflictos y
enfrentamientos.
En la cumbre de la OTAN del 25 de mayo de 2017, Trump impone que la OTAN incluya
la lucha contra el terrorismo, particularmente en Medio Oriente, enfrentándose a
los objetivos globalistas de la alianza atlántica. En el G7 de junio de 2018, la
administración de la OTAN trató de preservar los objetivos imperiales del
globalismo, pero Trump se negó a firmar la Declaración Final. La administración
de la OTAN forzó la firma del esbozo de la Declaración Común en la apertura de
la cumbre en vez de al final, así no habría discusión sobre la doctrina
anti-rusa. Consciente de la trampa que se le tendía, Trump decidió tomar
desprevenidos a sus funcionarios al cuestionar la ´razón de ser´ de la alianza:
la protección contra la amenaza Rusa (soviética). También hizo venir al
secretario general de la OTAN, Jens Stoltenberg, a la residencia del embajador
estadounidense en Bruselas, en presencia de la ´prensa´ globalista, y le hizo
notar que Alemania alimenta su economía con gas del socio y ´amigo´ ruso
mientras pide a la OTAN que la protejan de su ´enemigo´ ruso. El planteo del
presidente Trump estuvo dirigido contra la OTAN, y su secretario general, más
que contra Alemania. Trump relegaba así, a un segundo plano, la cuestión del
financiamiento de la OTAN, pero sin abandonarla.
Lo mismo se pudo observar en el modo en que Trump resolvió el escenario de
confrontación en la península de Corea con Corea del Norte, donde si bien sus
discursos cotidianos, y el de su canciller Tillerson, hacían a la escalada en la
tensión militar nuclear, por otro lado designo a personal de su estrecha
confianza para que avanzara en acuerdos de paz para la región que incluye a no
solo a las Coreas sino también a China, Rusia y Japón. Todo lo cual concluyo en
un acuerdo marco de pacificación de la región, acuerdos de comercio y con el
reemplazo del Exxon-Mobil canciller Tillerson, quien había asumido posiciones
belicistas, no solo contra Corea del Norte sino contra Venezuela, y quien
confronto y desmintió y confronto públicamente que hubiera una negociación
subterránea de acuerdo de paz con Corea del Norte.
Contrariamente a los discursos que hablan de independencia de la unión europea,
esas dos estructuras (la UE y la OTAN), el Tratado de Maastricht deja en claro
que una fracción de intereses en la UE está al servicio de la OTAN, subrayando
el papel de lacayos de los países de la UE y complicando su mirada hacia el
Este. Claro que esta situación empezó a cambiar con la crisis que implico el
desarrollo de la iniciativa Brexit de la Corona Británica, y Teresa May desde
junio de 2016, la decisión de Inglaterra y el Reino Unido de avanzar en un
proceso de recuperación de soberanía enfrentada a una UE liderada aun por el
unipolarismo financiero desde la City de Londres y enfrentada a la City de
Londres misma.
La ratificación del Brexit en marzo de 2017 y profundización en marzo de 2018
consolidan la posición de pérdida de poder del unipolarismo globalista, no solo
en la OTAN sino también en la UE y en el RU. Lo cual se va a observar en la
pérdida de apoyo en la UE a las posiciones pro-OTAN, y el fortalecimiento de las
posiciones a favor de unas fuerzas armadas europeas, decisiones que muestran
cada vez mayores grados de independencia de la UE respecto del proyecto del
unipolarismo globalista y de profundización de los “diálogos” con el
multipolarismo pluriversal. Posiciones que se fortalecen con las decisiones de
Trump de avanzar en el respaldo del acuerdo 5+1 con Irán, de avanzar también con
los acuerdos entre Rusia-Alemania en el gasoducto northstream II, el retiro de
los apoyos de los EE.UU. a los tratados globalistas TTP, TISA y TTIP, a los
acuerdos de Paris de reducción de emisiones de Dióxido de Carbono, etc.
En una digresión necesaria, es importante también poner de relieve como se
manifiesta esto en la relación entre Trump y el unipolarismo financiero
continentalista pro-ALCA del estado profundo republicano. En relación con este
punto fue central la crisis que le produce al TLCAN que impacto en la línea de
flotación del unipolarismo globalista pero también en el unipolarismo
continentalista. En relación con éste último es importante tener presente el
desarrollo de la crisis de los dos partidos políticos mexicanos, del PAN y del
PRI, que implico. Bipartidismo que expresaba en forma dominante los intereses
del unipolarismo continentalista.
El desarrollo de la crisis del bipartidismo pro-financiero, facilito la
consolidación del espacio político MORENA, conducido por Andrés López Obrador,
como opción lo cual se manifestó en el triunfo electoral de julio de 2018.
Logrando la mayoría electoral y la presidencia de nación, mayoría en el senado y
mayoría en el legislativo. Logrando con esto que se quebra la capacidad de
fraude electoral que impedía desde 2006, que una opción alternativa y López
Obrador pudieran ser reconocidos como ganadores y no el fraude. Esta crisis en
el bipartidismo pro-unipolarismo financiero continentalista tiene relación
directa con un cambio y crisis en la situación de poder al interior del
unipolarismo financiero transnacional que se manifiesta primero que nada en el
triunfo electoral de Trump, contra el estado profundo republicano y contra el
estado profundo demócrata en las elecciones de EE.UU. de 2016, y en la
consolidación del Brexit Británico a partir de marzo de 2017.
Esta realidad de crisis en los unipolarismos financieros es lo que permite que
la principal área geoestratégica de recursos de petróleo y gas que se encuentra
en el Mar Caribe, de México a Venezuela pasando por Cuba, las Antillas y
Colombia, pueda profundizar sus grados de libertad que se manifiestan en un
distanciamiento respecto de estos y en la consolidación de su aproximación a los
multipolarismos. Claro está que el Unipolarismo continentalista republicano, y
el comando sur del pentágono con organizaciones irregulares narcoterroristas,
están en una clara y definida política de asegurar el control de México, América
central, el Caribe y Suramérica, hasta las islas Malvinas, la Antártida y el
pasaje bioceánico sur-sur. Lo cual se manifiesta en las distintas acciones de
golpe de estado en Honduras, Nicaragua, Colombia, Ecuador, Perú, Argentina y
Brasil. Y en la diseminación de bases militares de apoyo en todos los puntos
estratégicos, por recursos naturales o pasos bioceánicos, de cada país.
Ahora retomando el eje central de este trabajo, Trump ya ha iniciado
discretamente discusiones con su homólogo ruso para retirar las tropas a ambos
lados de la frontera rusa, con ello también las tropas de la OTAN de la actual
línea de confrontación cerca de sus fronteras. La OTAN para Trump es considerada
una reliquia de la Guerra Fría, una organización para una guerra que ya no
existe. Y si ya no existe ¿por qué mantener a 35.000 soldados en Alemania?
Porque eso es un desembolso dinero que paga EEUU, no Alemania. Sitúa así a la
OTAN como una institución que “derrocha” dinero en gastos que ya no se
justifican.
Trump caracteriza así a la OTAN como obsoleta para una guerra fría que ya no
existe porque caduco con la caída de la URSS, y lo hace para justificarse ante
el gran público norteamericano principalmente. Pero, en el fondo, Trump piensa
que la OTAN debe ser desarticulada porque está al servicio de los intereses del
unipolarismo globalista desde que los gobiernos pro-globalistas de Clinton y
Obama la subordinaron a esa estrategia e interés desde 1993 en adelante. Por
ello Trump sigue y dice, si hay que derrochar, que se lo haga invirtiendo en la
producción de armas estadounidenses que pueden venderse bien en el exterior
generando ingresos pero no en soldados y bases militares que solo cuestan dinero
y mucho dinero. Es probable que después de las elecciones de noviembre de 2018
se lleve a cabo la retirada de las bases norteamericanas de Europa. Solo a
partir de entonces la Unión Europea tendrá, Trump y Putin mediante, la
posibilidad de mirar hacia el Este e integrarse a la Nueva Gran Formación Social
que se desarrolla bajo liderazgo de China y Rusia.
El acercamiento de Trump a Putin tiene un relieve muy importante. Ha sido la
escenificación más clara de que EE.UU. no se enfrenta a un enemigo mortal. Igual
situación observamos ya con Corea del Norte. Así hay que leer la gira de Trump
por Europa y Helsinki. Trump, necesita tiempo para su campaña electoral a fin de
poder tomar decisiones más drásticas y no perder votos en el Congreso y el
Senado al precipitarse. Lo necesita para irse deshaciendo de todos los
funcionarios parasitarios de Washington y Bruselas. Solo en Bruselas la OTAN
tiene 4.000 funcionarios y todos viven de la “amenaza rusa”. Si se destierra la
amenaza, estos 4000 funcionarios deben regresar a EE.UU. Putin y Trump coinciden
más que todo en lo siguiente: quieren centrarse en el frente interno antes que
en el externo y este es el mensaje central de la reunión de Helsinki.
Está claro que los globalistas temen que Putin y Trump lleguen a un acuerdo que
concluya por cambiar el orden mundial globalista. Las razones de estos no tienen
nada que ver con los intereses estadounidenses, más bien lo contrario. La cumbre
de Helsinki es literalmente una oportunidad para detener una nueva Guerra Fría
globalista con la invasión planificada de EE.UU. y Europa a través de fuerzas
mercenarias que están batallando hoy en los países del Medio Oriente ampliado,
que incluye a África del norte. Esto es para desestabilizarlos a fin de evitar
el avance de la Nueva Gran Formación Social bajo liderazgo del multipolarismo
chino, con su Nueva Ruta de Seda y la consecuente integración de Eurasia, África
y la Sudamérica hispana (que va desde México a la Antártida). El proyecto
multipolar, opuesto a esta guerra devastadora que costó ya millones de muertos,
defiende la idea de que para escoger su destino los seres humanos deben poder
organizarse a partir de sus Naciones, a partir de criterios pluriversales de
incluir en un todo que debe sintetizar-no-subordinando sino reconociendo lo
propio de cada nación, nacionalidad, territorio, religión, historia en un
proyecto común. Por consiguiente, el multipolarismo tiene su punto de partida y
apoyo en lo nacional y en lo economías nacionales en su enfrentamiento con el
unipolarismo global y su agente el capital financiero global, en relación de
tensión creativa entre lo cada nacional con lo pluriversal/universal concreto de
una Nueva Formación Social que se está constituyendo en Eurasia, África y la
América no anglosajona, por el primer impulso de liderazgo y motor de la China
multipolar.
En noviembre de 2018, Trump tiene como horizonte hacer del Partido Republicano
“su” partido, que ahora no lo es, al derrotar con mayor contundencia al Partido
Demócrata, copado desde su cúpula desde 1992/94 por los globalistas. A partir de
ese momento todo lo demás podrá ser secundario según él, y por ello, se supone
pospone hoy las decisiones más drásticas sobre el futuro de NAFTA, proyecto del
ala más conservadora y financiera del partido Republicano, el Tea Party en
parte.
Trump enfrentado a los bancos globalistas
 En febrero, Jerome Powell, quien fue elegido a dedo por Trump, se convirtió en
el jefe de la Reserva Federal y con ese nombramiento, más las renuncias de
Yellen y Stanley Fisher, los directivos de la Fed ya tendrían mayoría
republicana, para mal de los intereses demócratas globalistas. Para ello es
importante, recordar la gran corrida financiera contra Trump que se propició
desde la presidencia de la Fed de Yellen en febrero de 2018. Hecho que fue
repelido por la acción conjunta de Trump y de la China multipolar, que incluso
llego a poner a su disposición las toneladas de oro necesarias para que éste
pueda regresar al patrón oro-dólar pre-1973.
En el mes de junio, la Reserva subió la tasa de referencia por segunda vez en
2018 y proyecta dos aumentos más para este año. El presidente Donald Trump
criticó el 18 de julio la labor del director de la Reserva Federal, Jerome
Powell, diciendo que no estaba contento con el reciente aumento en las tasas de
interés de la FED. Trump pretende y necesita mantener bajos la tasa de interés
para avanzar con sus grandes proyectos de infraestructura a crédito. También
quiere un dólar que tienda a devaluarse para llevar la ´guerra de monedas´ con
China. Al mantener bajas las tasas de interés no habría mucha demanda de dólares
y podría mantener débil (bajo) al dólar. Trump manifestó su descontento con los
aumentos en la tasa de interés justo en la fecha a partir de la cual la Fed
tiene prohibida pronunciarse públicamente, sobre la conveniencia o no de cambiar
las tasas de interés. En la reunión del 1 de agosto la Fed “decidió” no aumentar
la tasa de interés.
Es un hecho que la política de la Fed, al igual que las políticas de todos los
bancos centrales, son dictadas por la administración central del banco central
de todos los bancos centrales, el Banco de Basilea (BIS), donde son dominantes
los intereses del globalismo financiero unipolar. Por lo tanto, la pregunta
lógica era si la Fed seguirá los lineamientos del BIS o seguiría la voluntad de
Trump. Sabemos que el BIS y con ello la inmensa mayoría de los bancos centrales
en el mundo, están alineados con las políticas globalistas y que su política
actual no es salvar al dólar ni a la economía de EE.UU., más bien apunta a hacer
colapsar la economía norteamericana y al dólar por todos los medios, para
imponer su propia moneda a través del FMI. Por ello su objetivo principal es
forzar una bancarrota en EE.UU., antes de las elecciones en noviembre.
Pretenden hacerlo mediante una política agresiva de alzas en las tasas de
interés y esto es así desde el momento mismo en que Trump asumió la presidencia
como ya hemos tratado en artículos anteriores. Una serie acelerada de alzas en
la tasa de interés (desde el 0,5% al 3%) conllevarían a la bancarrota a una
economía que esta sostenida a pura deuda pública y privada (tarjetas de crédito,
hipotecas, crédito para autos, para estudios, etc.) de emisión sin respaldo.
Todas estas deudas se tornan impagables a partir de constantes alzas en las
tasas de interés (tal y cual ya lo observamos con las decisiones del secretario
de estado Henry Paulson/Godman-Sachs en relación a la crisis financiera global
del 2007/8). Los globalistas podrían así responsabilizar a Trump por el
“desastre económico”, creando el terreno propicio para (los demócratas
globalistas) ganar y arrasar en las elecciones de noviembre intermedia de 2018 y
poder forzar su ´impeachment´, su “salida” del gobierno. Al haber mantenido la
tasa de interés sin cambios la Fed pareciera ¿NO-tener? el camino allanado para
alinear sus decisiones con los intereses globalistas.
Trump sabe, como la mayoría de los analistas, que tarde o temprano habrá un
colapso financiero. Él procura que este colapso se realice después de las
elecciones y que el motivo sea a partir del mal rendimiento de las empresas
globalistas en la bolsa de valores. Desde los últimos días de julio hasta el 1
de agosto, hubo un colapso en las acciones líderes en la bolsa de Nueva York
(Nasdaq). Las acciones FANG (Facebook, Amazon, Netflix y Alphabet (Google)
perdieron 220 mil millones de dólares en solo tres días. Trump lleva una guerra
contra dichas empresas globalistas líderes por haber desplazado y concentrado la
estructura productiva de estos productos y servicios fuera de EE.UU.,
específicamente en China (Ver Michael Snyder, Tech Stock Bloodbath,
www.silverdoctors.com, 2 de Agosto de 2018). Un colapso en la bolsa y, además,
una crisis económica y social, después de las elecciones de noviembre debido al
mal comportamiento de las acciones líderes de Wall Street, afectaría
directamente a los intereses globalistas.
Con ese resultado, a casi 20 años después que el Congreso demócrata la
eliminara, la ley Glass–Steagall estaría en condiciones para regresar. La ley
original Glass–Steagall de 1933, en medio de la Gran Depresión posterior al
estallido de la guerra/crisis financiera de 1929, prohibió a los bancos
comerciales realizar también la actividad de alto riesgo y no regulada
internacionalmente de la banca financiera o de inversión y decidió separar ambas
actividades, para no proteger todos los ahorros de la población. Sin embargo, el
Congreso derogó esta legislación en 1999, allanando el camino para la creación
de los gigantes bancarios como Citigroup, JPMorgan Chase y el Bank-of-América.
Las peticiones para reinstalar la ley de 1933, alcanzaron ya un punto crítico de
fiebre después de la crisis financiera de 2008. La plataforma del Partido
Republicano pide hoy explícitamente el regreso de la Glass-Steagall y el clímax
para implementarla sería un colapso bursátil pos elecciones de noviembre. A
partir de entonces, el capital ficticio, parasitario y especulativo de la gran
banca globalista estaría muy atado a las decisiones de políticas nacionales. Lo
cual volvería a reducir a un mínimo la fuerza del capital financiero
globalizado.
Guerra comercial y Guerra de monedas
 El hecho que la Fed no aumentó el 1 de agosto las tasas de interés, y al no
aumentarlo en lo que resta del año, tiene un impacto en la guerra comercial y la
monetaria. Pues los inversores extranjeros no se interesarán particularmente más
por los bonos norteamericanos, al no aumentar sus rendimientos por encima de los
vigentes en la UE, Japón e incluso China. Un alza en la demanda de dólares
hubiese significado un alza en la cotización del dólar frente a las otras
monedas. Trump necesita un dólar débil que tienda a devaluarse y solo lo
lograría con tasas de interés comparativamente bajas.
Los recientes ataques verbales del presidente de los EEUU, Donald Trump, a la
gradual subida de tipos de la Reserva Federal (Fed) y a la consecuente fortaleza
del dólar le llevan a la ofensiva proteccionista. Ante la actual guerra
comercial con China, a partir de aranceles sobre productos importados desde esa
nación. Sin embargo, Trump teme que China pueda avanzar con mayores
devaluaciones del Yuan. Como China no realiza importaciones en un porcentaje
importante desde EE.UU., la nación asiática no podrá competir en la guerra
comercial con una guerra de aranceles a los productos norteamericanos. Una
política más efectiva para China está en el terreno de la guerra de monedas,
devaluando el Yuan lo cual hace más baratos todos los productos chinos y más
caros los norteamericanos.
El curso del yuan chino retrocedió con respecto al dólar el jueves 12 de julio
de 2018 en un 1,1 % —la más fuerte caída en un día desde enero de 2016— y cotizó
a razón de 6,7249 la unidad luego de la intervención del banco central del
gigante asiático para devaluar la divisa nacional, informa Bloomberg. Las
últimas dos veces que China devaluó su moneda fue en Agosto y en diciembre de
2015. El resultado fue una caída del 11% en la Bolsa de Wall Street, que es la
Bolsa de Nueva York, y particularmente las tecnológicas son las primeras
víctimas de una devaluación china donde las marcas de este último país saldrían
más que todo beneficiadas porque ganan competitividad a partir de la devaluación
de su moneda. Esto sucede en el momento donde la batalla estratégica en la
guerra científico-tecnológica por el dominio y control del campo de la
Inteligencia Artificial se está librando.
Como respuesta Trump tiene la idea de colocar aranceles a todos los bienes
chinos sin excepción. A Trump le han preguntado por la posibilidad de que caigan
las bolsas tras sus políticas arancelarias. Su respuesta fue: “Si cae, que
caiga”. No estoy haciendo esto por política, estoy haciéndolo para hacer lo
correcto por nuestro país. La crisis de 2007-2008 ha desembocado en una Larga
Depresión económica que lleva ya una década.
 El proteccionismo de Trump expresa de una manera enmascarada por la grosería de
su personaje y su discurso, la necesidad de recuperar la rentabilidad de la
producción estadounidense. La apuesta de Trump y de los sectores del capital no
globalista que lo respaldan en estas medidas, es que de provocarse una nueva
gran crisis como la de 2007/2008 por las medidas que está aplicando, los
principales perdedores sean los globalistas. No es la ignorancia ni el delirio
del personaje lo que explica esta dinámica, es la crisis y el conflicto entre
fracciones de clase del capital financiero que muestra que es una clase superada
por la historia.
Este es el contenido que encierra el despliegue de la crisis mundial, que fue
primero una crisis por la “caída” de la torres financieras gemelas en nueva york
en 2001 mediante el uso de fuerzas militares mercenarias, que luego en 2007/2008
con la caída del Lehman Brothers se transforma en crisis financiera global a
partir de la decisión de la misma fracción que detono en 2001 la situación, es
entonces la que detona la caída del globalista Lehman Brothers no facilitando su
rescate por el City Group y si autoriza el de Merrill Lynch y Bears Stearns por
los continentalistas Bank-of-America y JPMorgan-Chase respectivamente.
Este es el antecedente de la nueva crisis por estallido de burbuja financiera
que pretenden imponer los actores del globalismo unipolar antes de noviembre de
2018 a la que se refiere Trump, a partir de lo cual plantea que el escenario es
conducir el proceso para poder ganar la elecciones intermedias en noviembre y
luego elegir el momento para que esta crisis de la burbuja financiera se
produzca bajo su control. Del mismo modo que Henry Paulson condujo el escenario
de la crisis a través de los aumentos en la tasa de interés que autorizo que Ben
Bernanke hiciera llevándola de un 1% al 5%, donde la deuda inmobiliaria se tornó
incobrable y, por lo tanto, basura. Lo cual inicio el estallido de la burbuja
financiera que se armó a partir de los bonos de deuda inmobiliaria. Una burbuja
la del 2008 que es 15 veces más pequeña que la de 2018, y que se armó a partir
de la emisión gubernamental de dinero sin respaldo, al 0% y absorbiendo la deuda
basura de las corporaciones financieras privadas.
 La propuesta de un capitalismo industrial productivo nacional de Trump es lo
que observamos en la confrontación principalmente con el unipolarismo financiero
global tal y como lo observamos en el G7, en la reunión por el Tratado de Paris,
en la reunión con Corea de Norte, en la desarticulación de los Tratados
globalistas TTP. Y especialmente en la confrontación con la Fed de Yellen y
Stanley Fisher en febrero de 2018, y en los límites impuestos al actual
presidente de la Fed.
Pero también lo vemos particularmente en sus acciones contra la OTAN Globalista
que hacen a debilitar su posición en la región del “Gran Medio Oriente”, que
contiene la segunda área Geoestratégica de la energía, petróleo y gas; pero
también lo vemos en la confrontación con unipolarismo continentalista
debilitando su posición en México y en Venezuela, en la principal área
geoestratégica de la energía, petróleo y gas, del Mar Caribe. Áreas
Geoestratégicas de la energía que fueron la base de sustentación de la crisis
del patrón monetario Dólar-Oro y su reemplazo por el Petro-Dólar en 1967/73 por
iniciativa de las corporaciones multinacionales de origen estadounidense, alemán
y japonés que desplazaban ya su centro de gravedad del país central de origen al
mercado mundial. Y que hoy son parte de ese pasaje de la crisis del patrón
monetario unipolar Petro-Dólar al esquema monetario multipolar Petro-Yuan-Oro.
 Los hechos de Trump en el gran medio oriente, que guardan relación con sus
diálogos con Putin y Xi Ximping, que tienden también están en relación con
desarticular eso que aparece con la “guerra de los 7 años en Siria”, una guerra
para imponer el “gran medio oriente” que es el proyecto globalista que impulsa a
través de Israel y Arabia Saudita como puntos de apoyo. Un proyecto que desde el
2012 tiene un objetivo estratégico que es bloquear el desarrollo de la
iniciativa multipolar de la “nueva Ruta de la Seda” que articula el
Asia-pacifico y al Asia-pacifico con la Unión Europea y el Reino Unido pos
Brexit anti-globalista. Iniciativa estratégica multipolar industrialista central
en la confrontación contra el Globalismo financiero unipolar.
Bibliografía consultada
 Diario de Octubre, 18 de julio de 2018 ¿Y si Trump fuese un revolucionario?,
https://diario-octubre.com.
Jim Rickards, 27 de julio de 2018, Prepare For A MAXIMUM Chinese Yuan
Devaluation. www.silverdoctors.com 27 de Julio de 2018.
John Moran Robleda, 16 de julio de 2018, La Cumbre Trump – Putin: ¿Rehaciendo el
Mundo en Helsinki?, https://criterio.hn
Thierry Meyssan, 17 de julio de 2018, Trump y la burocracia de la OTAN, Red
Voltaire.
Voz de América, 20 de julio de 2018, Trump critica aumento de las tasas de
interés, https://www.voanoticias.com
Paul Eberhart, 23 de Julio de 2018, The Ball Is In The Fed’s Court: Will The
Empire Strike Back?, www.silverdoctors.com 23 de Julio de 2018.
Brandon Smith, 27 de Julio de 2018, Globalist Agenda: America Will Be Sacrificed
At The NWO Altar By The Fed, www.silverdoctors.com
Wim Dierckxsens, 1998, Los límites de un capitalismo sin ciudadanía. Editorial
DEI, Costa Rica
Walter Formento et al., 2011, Crisis Financiera Global, Ed. Peña Lillo, Buenos
Aires
Wim Dierckxsens - Walter Formento, 2016, Geopolítica de la Crisis Económica
Mundial, Ed Fabro, Buenos Aires.
Wim Dierckxsens - Walter Formento, 2018, La Crisis Mundial: Trump, Brexit,
BRICS, Francisco. Ed Fabro, Buenos Aires.

In
Dierckxsens
http://mariwim.info/?p=95
Agosto 18

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Um triste Brasil para os trabalhadores


Elaine Tavares





O jogo do toma-lá-dá-cá entre o governo de Temer e o Judiciário garantiu mais um gol de placa para a classe dominante: a terceirização irrestrita. Com isso, o Brasil volta ainda mais no tempo, alcançando a era em que os trabalhadores não tinham qualquer direito garantido e podiam ser movidos ao bel prazer dos patrões.

A decisão do Superior Tribunal Federal, pouco depois de garantir aumento salarial de 16% para seus membros, permite que a partir de agora mesmo as atividades-fim possam ser terceirizadas. Até então apenas as atividades-meio como limpeza, transporte e segurança eram permitidas. Mas, agora, vale para qualquer função. Ou seja, uma empresa pode funcionar sem nenhum empregado contratado, com cada tipo de trabalhador vindo de uma empresa diferente.

Essa decisão abre-se também uma porta gigantesca para o fim do serviço público tal como o conhecemos, com concurso para os trabalhadores e com estabilidade, evitando assim, os bota-fora a cada governo de plantão. Afinal, ali também a terceirização já vem sendo implantada, com empresas gerindo hospitais, creches e instituições de assistência. Logo, logo, a máquina pública também poderá terceirizar todos os trabalhadores.

Importante lembrar que a terceirização não diminui custos, pelo menos não no serviço público. A empresa leva uma bolada de dinheiro enquanto paga uma mixaria para os trabalhadores, como é hoje com as empresas de limpeza. O resultado é sempre o mesmo: os donos cheios de grana e os empregados na maior precariedade.

A votação no STF foi de sete votos a favor e apenas quatro contra. Os argumentos dos que votaram a favor seguem o mesmo padrão dos do governo: "com a terceirização aumentarão os empregos". O que eles não dizem é que os empregos que existirão serão quase uma escravidão, já que não contarão mais com qualquer amparo. A reforma trabalhista, aprovada pelo Congresso, já tratou de eliminar todos os possíveis “gastos” que a classe patronal possa ter com trabalhadores. Sobra então, o emprego precário, sem direitos, sem férias, sem 13º, sem nada. A pessoa pega ou larga, e pronto. Salários baixos, nenhuma garantia, é o salvem-se quem puder. Carteira assinada, nem pensar.

A terceirização está apta também a entrar no serviço público. Professores poderão ser contratados por hora, médicos, enfermeiros, dentistas, qualquer um. Não precisará mais de concurso, apenas contrato temporário. Viveremos a mais brutal exploração do trabalho humano, comparada talvez aos primórdios do capitalismo, quando as pessoas, apesar de trabalharem 15 ou 18 horas por dia, morriam de fome.

O cinismo dos togados, que recebem mais de 30 mil de salário e ainda gozam de imunidade sob todos os aspectos, inclusive de crítica, não tem mais limites. O ministro Celso Mello declarou que “pode a terceirização constituir uma estratégia sofisticada e eventualmente imprescindível para aumentar a eficiência econômica, promover a competitividade das empresas brasileiras e, portanto, para manter e ampliar postos de trabalho”. Tudo às claras. O que importa é garantir mais e mais lucros para os empresários. Os trabalhadores são mero detalhe. Como se não fossem eles, e somente eles, os que podem gerar valor.

A vida vai ficar ainda bem pior para os trabalhadores, sejam eles qualificados pelo ensino formal ou não. O mundo “mad-max” ao vivo e a cores. Os “jogos vorazes” estarão abertos, com as pessoas que têm apenas sua força de trabalho para vender se digladiando entre si, enquanto o 1% que detém a riqueza assiste, inebriado pelo champanhe e pelo sadismo, em nome do lucro e da competitividade.

O capitalismo na sua fase mais perversa, da superexploração exacerbada. O paraíso do empresariado predador e especulador.

Todos os dias cai um direito. Todos os dias a classe dominante avança mais sobre os trabalhadores, sugando feito vampiro até a última gota.

E as ruas estão quietas. E alguns esperam as eleições.

Elaine Tavares é jornalista e colaboradora do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC.
Blog: Eteia.


In
CORREIO DA CIDADANIA
http://www.correiocidadania.com.br/2-uncategorised/13442-um-triste-brasil-para-os-trabalhadores
4/9/2018

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Do fim da URSS à atual russofobia

 

   

       Notas de Dmitri Rogozin, um embaixador russo junto à NATO (2)

       por Daniel Vaz de Carvalho 

      "Uma permanente marca de desonestidade. Esta a essência antinacional dos
      liberais"
       "O cinismo da NATO ultrapassa os piores cínicos deste mundo"
       3 - Os "liberais"
       4 - As guerras civis
       5 - A NATO, a UE e a atual russofobia 
        3 - Os "liberais" 
       Dmitri Rogozin (DR) fala do liberalismo como uma doutrina do roubo. [1] O
      nosso Oliveira Martins já havia dito algo semelhante nos finais do século
      XIX. O mais adequado seria DR referir-se a neoliberalismo, não confundindo
      a raiz popular e revolucionária do início do século XIX que, inspirada nos
      ideais da Revolução Francesa, realizou em Portugal a Constituição de 1820
      e combateu o absolutismo. O que existe atualmente é o neoliberalismo, a
      mais completa perversão daqueles ideais sob uma fachada democrática
       permitida pela social-democracia e o dito socialismo democrático. 
       Conceitos que eram meras hipóteses no Ocidente foram aceites com toda a
       fé e indiscutíveis na Rússia. Cada teoria europeia  (leia-se UE)  era
      primeiro transformada em axioma, depois em dogma e então em nova realidade
      política.(44)
       Em resultado das privatizações um pequeno grupo de aventureiros que
      formavam o círculo de "reformadores" de Yeltsin, arrebatou recursos
      naturais e indústrias. Estes "heróis" eram regularmente convidados para
      conferências em Londres, Davos, etc, quando o mais apropriado seria
      ouvi-los no gabinete do procurador e mandá-los para a Sibéria, não para a
      Suíça.(116)
       Os liberais depois de destruírem a URSS provocaram a guerra da Chechénia
      e empurraram os povos da Rússia uns contra os outros. Destruíram a moral e
      a ética públicas e corromperam o poder das Forças Armadas. Devido às suas
      atividades criminosas o conceito de liberalismo, tornou-se sinónimo de
      traição nacional.(119) Devido aos esforços dos liberais a palavra patriota
       estava a ser considerada uma palavra suja: "o patriotismo é o último
      refúgio de um patife".(260)
       Os liberais não representavam uma ideologia definida. Os seus apologistas
      eram jovens e diligentes mediocridades dos anos 80. Doutorados de fresca
      data que atacavam com toda a segurança a economia política do socialismo e
      estudos do comunismo. Estavam simplesmente a ser solicitados pelo regime
      de Yeltsin.(288)
       A insídia ia ao ponto de argumentarem perante críticas que "tínhamos de
      ser amigos do Ocidente mesmo quando eles estão errados".(238)
       A imprensa liberal tornou-se uma envenenadora. No início dos anos 90, a
       anterior imprensa soviética foi deixada sem meios de existência acabando
      nas mãos dos oligarcas.(104) Jornalistas que em privado não deixavam de
      lamentar a sua triste sorte, escravizados pelos patrões, em público
      reagiam com indignação quando as suas "sujas sugestões" eram negadas. Tal
      é a "liberdade de opinião", fórmula adotada pelos multimédia globais como
      ferramenta para distorcer os factos, condimentada com veneno vindo de
      figuras "progressistas". Tal era o jornalismo liberal. A verdade passou a
      ser uma mentira multiplicada inúmeras vezes pelos pasquins. Desta forma
      nações inteiras foram  (e são!)  sujeitas a abusos e insultos.(105)
       A mente de milhões de pessoas nos EUA, UE, e no resto do mundo, foram
       criminosamente manipuladas contra a sua vontade por fazedores de notícias
      profissionais.(106) Os cavaleiros sem vergonha do jornalismo exploraram
      trágicos acontecimentos e conceberam o seu próprio ritual de guerra no
      qual um agressor se torna vítima e uma vítima o agressor.(108)
       Agora os nossos liberais preferem viver sob as instruções do Comité de
      Washington e juntam-se com "ideias originais" à caça de votos. Ora,
      ora.(120)
        4 - As guerras civis 
       DR descreve as diversas guerras civis, invasões e agressões contra o
      território russo, em particular as da Chechénia e a sua intervenção como
      mediador em várias situações com vistas ao restabelecimento da paz e
      salvaguarda das populações. 
       As últimas guerras na Europa estão ligadas ao colapso da URSS e da
      Jugoslávia. A NATO cometeu um ato de agressão selvagem para provocar a
      desintegração da Jugoslávia.(327)
       A história da sangrenta desintegração dos Balcãs que terminou com os
      bombardeamentos da NATO sobre Belgrado é idêntica ao fim da URSS. A única
      diferença é que a Rússia possui armas nucleares. Apenas esta circunstância
      nos salvou de uma intervenção dos "poderes democráticos" que de outra
      forma ter-se-iam apressado a apoiar os rebeldes da Chechénia.(175)
       As calamidades começaram no Ngorno-Karaback, Geórgia, Republicas Bálticas
      e Uzbequistão e depois por toda a parte. Em meados dos anos 90, no
      Tajiquistão. 1500 russas foram literalmente feitas em pedaços pelos
      islamistas. Mulheres foram obrigadas a despir-se completamente e a andar
      em círculo acompanhadas por tiros e risadas dos agressores. As vítimas em
      vão esperaram solidariedade de Yeltsin.  (ou do Prémio Nobel da Paz,
      Gorbachov)  Os noticiários omitiam os factos para "não excitar ódios
      étnicos". A verdade foi escondida para que a nação não exigisse uma ação
      de resposta.(24)
       Antes de ser iniciada a guerra na Chechénia bandidos de todas as
       nacionalidades foram acolhidos  (tática semelhante seguida na Síria e na
      Líbia)  , ante a passividade das autoridades. Em 1992, generais russos,
      cometeram um ato de traição sem precedentes entregando a unidades ilegais
       armamento, aviação, mísseis.(143, 147)
       Durante os quatro anos de regência do separatista Dudayev na Chechénia,
      procedeu-se à aniquilação da população russa. Em 1994 registou-se o
      assassinato de 2000 cidadãos. A propaganda ocidental retratava estes
      "senhores da guerra" como "combatentes da liberdade". (146, 149) Apesar do
       rapto de mulheres, de crianças e adolescentes torturados e mortos pelos
       "combatentes da liberdade" e isto ser do conhecimento de Yeltsin e da sua
      equipa nada foi feito. Nem uma palavra contra Dudayev lhes saiu da
       boca.(150) A Arábia Saudita financiava estes gangs.(167)
       Milhões de toneladas de petróleo foram roubadas e o lucro depositado nas
      contas pessoais de Dudayev e dos seus apoiantes clandestinos em Moscovo
       (governo "liberal reformista" de Gaidar).  (148)
       DR foi acusado criminalmente de fazer propaganda da guerra ao propor a
       intervenção armada para defender cidadãos russos, o que está previsto na
      ordem internacional e foi usado inúmeras vezes pelos países da NATO.(261)
       Jaba Iosseliani, um ladrão de bancos, tornou-se líder de um grupo
       paramilitar na Geórgia pesadamente armado, famoso pelos massacres na
       Abkásia.(95)
       Em 2002 comandos dos EUA participaram nas agressões da Geórgia,
       deteriorando de forma grave as relações entre a Rússia e os EUA. (261) Em
      2008, tropas da Geórgia treinadas por instrutores dos EUA atacaram a
      Ossétia do Norte expulsando a população russa. Em Beslan 350 crianças de
      uma escola foram mortas.(213 e 340).
       As tropas russas intervieram e em cinco dias o exército georgiano põe-se
      em debandada "para vergonha dos seus instrutores". Toneladas de mentiras
      foram debitadas no Ocidente, acusando a Rússia de uso de força
      desproporcional como se os bombardeamentos da NATO sobre a Jugoslávia  (ou
      sobre o Iraque, Líbia, etc)  fossem "proporcionais".(341) Nas capitais
      europeias foram organizadas manifestações contra a Rússia supervisionadas
       pelos serviços secretos da Geórgia.(342)
       Filofascistas declarados assumiram o poder na Roménia com apoio do
       Ocidente(74). A ordem do governo de Moscovo para o exército estacionado
       em Tiraspol foi: "não se envolver" perante a agressão fascista
      romeno-moldava na Transnítria. Foi como proferir uma sentença de morte
      para 150 mil habitantes. Em 22 de junho de 1992, comemorando a agressão
      nazi contra a URSS a aviação moldava bombardeou território russo.(83, 84).
      Nos Estado Bálticos realizavam-se marchas de nazis e veteranos das Waffen
      SS. (89) Em 2009, o presidente da Roménia, Besesku, assumia como seu ídolo
       o ditador nazifascista Antonescu.(77)
       Enquanto todas estas tragédias se desenrolavam o "Ocidente" olhava para o
      lado e os "enviados especiais" dos media teciam loas ao fim da URSS e
      acusavam – e acusam – o poder soviético de todas as malfeitorias. 
        5 - A NATO, a UE e a atual russofobia 
       Em 24 de maio de 1941 escrevia Goebbels no seu diário: "A Rússia deve ser
      dividida nos seus componentes. Não se pode tolerar a existência a Oriente
      de um Estado tão vasto". [2]
       Este texto exprime o pensamento da atual russofobia, De facto, as teses
      de Goebbels fazem escola no mundo dirigido pelo imperialismo. 
       Nos Estados Bálticos instaurou-se desde logo um poder fascizante,
       assumindo-se não apenas contra a URSS, mas desde logo a russofobia
       retirando direitos aos cidadãos russos, privando-os de direitos
       políticos, fechando escolas, proibindo às crianças falarem russo nas
      escolas.(86) Como afirmou a DR um diplomata de um dos Estados Bálticos,
      seria uma forma do "seu pequeno país obter apoios do Ocidente e da UE".
      Isto vai para além do cinismo.(89)
       Em visita que realizei recentemente à Estónia, a guia turística
      referiu-se assim à história do seu país: "fomos independentes entre 1917 e
      1944, quando fomos invadidos pelos russos". Omitia que o seu país esteve
      ocupado pela Alemanha nazi, donde partiram ataques à URSS e foram formadas
      unidades locais SS e realizados massacres sobre a população. Na Finlândia,
      que foi base nazi e participou na agressão contra a URSS, foi dada a mesma
       versão da "invasão russa" em 1944. É esta a visão NATO da 2ª Guerra
      Mundial: a libertação dos povos da agressão e da barbárie nazi é
      transformada em "invasão russa"... 
       A NATO assumiu pela primeira vez na sua história o direito de conduzir
       operações fora da sua zona de responsabilidade. O papel da ONU em todo
      este processo foi lamentável.(180)
       As tropas da NATO despejaram na Sérvia 23 toneladas de urânio 238
       empobrecido (depleted uranium), causando doenças por radiação a meio
       milhão de pessoas. Porque é que os seres que protegiam as suas casas da
      violência são levados a tribunal e não a NATO ou os terroristas do Kosovo,
      verdadeiros criminosos.(185) A prisão de Milosevic e Karadzic, deixa os
      liberais de Belgrado com uma permanente marca de desonestidade. Esta a
      essência antinacional dos liberais.(186)
       No final do século XX os EUA posicionaram-se a si próprios como um
      hiperpoder que aspira a ter o monopólio sobre a regulação global de
      processos de autodeterminação e direitos de soberania. Washington
      empreendeu reajustar o mapa político global atomizando grande países ou
      então diluindo a sua soberania com organizações internacionais de cariz
      imperial, de que a NATO é um exemplo.(329)
       A expansão da NATO para leste é um projeto de natureza essencialmente
      trotsquista que mina a Europa mais do que se nenhuma ação fosse feita. O
      domínio sobre os países do leste europeu não teve impacto positivo. A UE
      não está a crescer, pelo contrário, está a reduzir-se num genérico sentido
      cultural e espiritual. A segurança não foi reforçada, pelo contrário saiu
      enfraquecida. Qualquer ação é suposta ter um sentido e um objetivo. Qual é
       o objetivo da expansão a leste: "Democracia, reforço dos direitos
      humanos, etc?" Tudo isto é demagogia. A NATO é uma aliança militar.
      Veja-se a crise permanente na Ucrânia e a falência da Geórgia.(317, 318)
       Os EUA e aliados assaltaram o Iraque provocando a morte a imensas
      pessoas. Porquê? Será que podemos aceitar como razão para uma guerra que
      uma nação não goste da outra? Esta guerra evidenciou que se Saddam
      possuísse efetivamente armas de destruição maciça os EUA nunca teriam
      enviado a sua tropa para lá. (319, 320)
       Quanto à UE contemporânea, caracteriza-se por fraca força de vontade e
      ausência de princípios. Os seus dirigentes são apenas bombeiros que tentam
      apagar fogos políticos quando e se se desencadearem. Têm falta de visão
      quanto ao futuro e de memória histórica também.(47)
       No conflito da Chechénia o Conselho da Europa e o Parlamento Europeu
       assumiram o papel de instigadores do conflito.(237) Embora a contribuição
      da Rússia correspondesse a 13% do orçamento do Conselho da Europa
      limitava-se a poder enviar uma delegação de 36 membros quatro vezes por
      ano, ás suas custas, e serem tratados como colegiais sucessivamente
      falhados. A russofobia levou mesmo a que fossem feitas propostas em
      diversas circunstâncias para impedir a Rússia de votar e mesmo de falar da
      tribuna.(317)
       A atitude de confronto, a cruzada em curso contra a Rússia não ajudou a
      resolver um único problema internacional do Ocidente. Excesso de fluxos de
      emigrantes, drogas ilegais, máfias, problemas ambientais, desintegração
      moral.(323)
       Não importa quão intensa seja a campanha para retratar o nacionalismo
      russo como ameaça fascista. No meu país a ideologia nazi nunca terá lugar:
      pagou um preço terrível – 27 milhões de vidas humanas – para libertar o
      mundo da peste castanha. (117)
       O nosso objetivo é prevenir a restauração do poder dos anos 90 e da sua
      liberal roubalheira. (283) A Rússia tem os seus próprios meios e métodos
      independentes de assegurar a sua segurança. Não temos intenção de ceder a
      nossa soberania nem entregar a salvaguarda da nossa independência a um tio
      do outro lado do Atlântico.(321)
       As relações de cooperação entre Estados têm de se basear em princípios de
      igualdade, integridade, segurança e confiança mútua. (322) A visão
      hipócrita da comunidade global liderada pelos EUA deve ser tomada por
      aquilo que é: uma manifestação de hipocrisia e um acessório das ações de
      política estrangeira.(77) Na verdade, o cinismo da NATO ultrapassa os
      piores cínicos deste mundo.(341) Contudo a NATO nunca entrará em guerra
      contra a Rússia. Mas certamente há um "se":   se a Rússia permanecer um
      poder forte e soberano. (326)
       [1]  The hawks of peace , Glagoslav Publications, Londres, 2013.   Entre
      parêntesis os números da páginas a que se referem os textos.   Em itálico
      algumas notas ou comentários aos textos de DR.
       [2] Elena Rzhevskaia, O fim de Hitler, Ed. Arcádia, p. 50 
       A primeira parte deste artigo encontra-se em 
      https://v_carvalho/rogozin_resenha_1.html 
       Este artigo encontra-se em  https://resistir.info/ .  

In
RESISTIR.INFO
https://www.resistir.info/v_carvalho/rogozin_resenha_2.html#notas
5/9/2018

Destruição do Museu Nacional: crime contra a Humanidade


O Poder Popular


Estamos novamente num momento de luto e de luta.
O incêndio do Museu Nacional, o mais antigo museu do Brasil e o maior do seu
tipo na América Latina, é um símbolo do projeto político em curso no Brasil. O
corte de verbas, a austeridade permanente, o desmonte das políticas públicas na
área da educação, cultura e ciência e tecnologia, as ideologias da “Escola sem
partido” são responsáveis por essa tragédia.
Sim, uma tragédia. A destruição cultural de nossa história e do patrimônio do
povo brasileiro. O símbolo de uma dominação burguesa cada vez mais bárbara,
reacionária e obscurantista.
Os mentores intelectuais do crime têm nome: a classe dominante brasileira e seus
gerentes – tipos como Cabral, Pezão, Temer e quadrilhas como o MDB, PSDB, DEM e
associados.
Anos sucessivos de subfinanciamento e descaso foram os responsáveis por mais
esse golpe. Desde os tempos de FHC opera-se a destruição da memória, ciência e
cultura. As direções do Museu Nacional já vinham alertando há tempos sobre a
necessidade e urgência de restaurações e manutenções das instalações do prédio,
além da conservação do acervo com 20 milhões de itens. Nos últimos anos os
repasses federais têm diminuído drasticamente, e por várias ocasiões o Museu
teve de fechar as portas para visitação, assim como em função de greve dos
funcionários terceirizados, por falta de pagamento de salários.
O prédio que completou 200 anos neste ano de 2018 estava sendo mantido a duras
penas pelo esforço denodado de pesquisadores, estudantes, visitantes e da
comunidade acadêmica da UFRJ, instituição que, responsável por sua manutenção,
sofre com a redução das verbas federais, em consequência de uma política de
desmonte das universidades e institutos federais, com o propósito de promover a
privatização completa do ensino superior público. O descaso e a
irresponsabilidade para com a história e a memória do nosso país e da
humanidade, com o patrimônio cultural construído de forma coletiva por inúmeras
gerações de trabalhadores, trabalhadoras e por diferentes povos, além do
desrespeito constante para com estudantes e pesquisadores da instituição, tudo
isso faz parte de um projeto político onde história, educação e cultura são
absolutamente desprezados, pois não dão lucro para os banqueiros e as grandes
empresas.
O incêndio no Museu Nacional foi um crime contra nossa memória, nossa ciência,
nossa história.
Mais do que nunca, a luta pela revogação da EC 95 deve ganhar força para que
gerações futuras não sejam tão duramente golpeadas. A política do “teto dos
gastos”, adotada pelo governo golpista de Temer a partir de dezembro de 2016,
após a aprovação da Emenda Constitucional (EC) nº 95, prevê que, durante 20
anos, as despesas primárias do orçamento público ficarão limitadas à variação
inflacionária, congelando as verbas destinadas às despesas primárias, ou seja,
os gastos de custeio com serviços públicos e as despesas com investimentos. A EC
95 não só congelou, mas de fato reduziu os gastos sociais.
Mais do que nunca é preciso resistir e cobrar que seja apurada a
responsabilidade pelo acontecido!
Somos todos Museu Nacional! Pela preservação da memória do Museu Nacional!
Pela imediata revogação da EC 95!
Socialismo ou Barbárie!


sábado, 1 de setembro de 2018

Back in the (Great) Game: The Revenge of Eurasian Land Powers


             What is left roaming our wilderness of mirrors depends on the mood
            swings of the Goddess of the Market. No wonder an effect of Eurasia
            integration will be a death blow to Bretton Woods and “democratic”
            neoliberalism, says Pepe Escobar.

            By Pepe Escobar


            August 31, 2018 "Information Clearing House" -   Get ready for a
             major geopolitical chessboard rumble: from now on, every butterfly
            fluttering its wings and setting off a tornado directly connects to
            the battle between Eurasia integration and Western sanctions as
            foreign policy.
            It is the paradigm shift of China’s New Silk Roads versus America’s
            Our Way or the Highway. We used to be under the illusion that
            history had ended. How did it come to this? 
            Hop in for some essential time travel. For centuries the Ancient
            Silk Road, run by mobile nomads, established the competitiveness
            standard for land-based trade connectivity; a web of trade routes
            linking Eurasia to the – dominant – Chinese market.
            In the early 15th century, based on the tributary system, China had
            already established a Maritime Silk Road along the Indian Ocean all
            the way to the east coast of Africa, led by the legendary Admiral
            Zheng He. Yet it didn’t take much for imperial Beijing to conclude
             that China was self-sufficient enough – and that emphasis should be
            placed on land-based operations.
            Deprived of a trade connection via a land corridor between Europe
            and China, Europeans went all-out for their own maritime silk roads.
            We are all familiar with the spectacular result: half a millennium
            of Western dominance.
            Until quite recently the latest chapters of this Brave New World
            were conceptualized by the Mahan, Mackinder and Spykman trio.
            The Heartland of the World
             Halford Mackinder’s 1904 Heartland Theory – a product of the
            imperial Russia-Britain New Great Game – codified the supreme Anglo,
            and then Anglo-American, fear of a new emerging land power able to
             reconnect Eurasia to the detriment of maritime powers.
             Nicholas Spykman’s 1942 Rimland Theory advocated that mobile
            maritime powers, such as the UK and the U.S., should aim for
             strategic offshore balancing. The key was to control the maritime
            edges of Eurasia—that is, Western Europe, the Middle East and East
             Asia—against any possible Eurasia unifier. When you don’t need to
            maintain a large Eurasia land-based army, you exercise control by
            dominating trade routes along the Eurasian periphery.
            Even before Mackinder and Spykman, U.S. Navy Admiral Alfred Thayer
            Mahan had come up in the 1890s with his Influence of Sea Power Upon
            History – whereby the “island” U.S. should establish itself as a
             seaworthy giant, modeled on the British empire, to maintain a
            balance of power in Europe and Asia.
            It was all about containing the maritime edges of Eurasia.

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            In fact, we lived in a mix of Heartland and Rimland. In 1952, then
            Secretary of State John Foster Dulles adopted the concept of an
            “island chain” (then expanded to three chains) alongside Japan,
            Australia and the Philippines to encircle and contain both China and
            the USSR in the Pacific. (Note the Trump administration’s attempt at
            revival via the  Quad–U.S., Japan, Australia and India).
            George Kennan, the architect of containing the USSR, was drunk on
            Spykman, while, in a parallel track, as late as 1988, President
            Ronald Reagan’s speechwriters were still drunk on Mackinder.
            Referring to U.S. competitors as having a shot at dominating the
            Eurasian landmass, Reagan gave away the plot: “We fought two world
            wars to prevent this from occurring,” he said.
            Eurasia integration and connectivity is taking on many forms. The
            China-driven New Silk Roads, also known as Belt and Road Initiative
            (BRI); the Russia-driven Eurasia Economic Union (EAEU); the Asia
             Infrastructure Investment Bank (AIIB); the International
            North-South Transportation Corridor (INSTC), and myriad other
             mechanisms, are now leading us to a whole new game.
            How delightful that the very concept of Eurasian “connectivity”
            actually comes from a 2007 World Bank report about competitiveness
            in global supply chains.
            Also delightful is how the late Zbigniew “Grand Chessboard”
            Brzezinski was “inspired” by Mackinder after the fall of the USSR –
            advocating the partition of a then weak Russia into three separate
            regions; European, Siberian and Far Eastern.
            All Nodes Covered
            At the height of the unipolar moment, history did seem to have
            “ended.” Both the western and eastern peripheries of Eurasia were
            under tight Western control – in Germany and Japan, the two critical
            nodes in Europe and East Asia. There was also that extra node in the
            southern periphery of Eurasia, namely the energy-wealthy Middle
             East.
            Washington had encouraged the development of a multilateral European
            Union that might eventually rival the U.S. in some tech domains, but
            most of all would enable the U.S. to contain Russia by proxy.
            China was only a delocalized, low-cost manufacture base for the
            expansion of Western capitalism. Japan was not only for all
            practical purposes still occupied, but also instrumentalized via the
            Asian Development Bank (ADB), whose message was: We fund your
            projects only if you are politically correct.
            The primary aim, once again, was to prevent any possible convergence
            of European and East Asian powers as rivals to the US.
            The confluence between communism and the Cold War had been essential
            to prevent Eurasia integration. Washington configured a sort of
            benign tributary system – borrowing from imperial China – designed
            to ensure perpetual unipolarity. It was duly maintained by a
            formidable military, diplomatic, economic, and covert apparatus,
             with a star role for the  Chalmers Johnson-defined Empire of Bases
             encircling, containing and dominating Eurasia.
            Compare this recent idyllic past with Brzezinski’s – and Henry
            Kissinger’s – worst nightmare: what could be defined today as the
            “revenge of history”.
            That features the Russia-China strategic partnership, from energy to
            trade:  interpolating Russia-China geo-economics; the concerted
            drive to bypass the U.S. dollar; the AIIB and the BRICS’s New
             Development Bank involved in infrastructure financing; the tech
            upgrade inbuilt in  Made in China 2025; the push towards an
             alternative banking clearance mechanism (a new SWIFT); massive
            stockpiling of gold reserves; and the expanded politico-economic
             role of the Shanghai Cooperation Organization (SCO).
            As Glenn Diesen formulates in his brilliant book,  Russia’s
            Geo-economic Strategy for a Greater Eurasia, “the foundations of an
             Eurasian core can create a gravitational pull to draw the rimland
            towards the centre.”
            If the complex, long-term, multi-vector process of Eurasia
            integration could be resumed by just one formula, it would be
             something like this: the heartland progressively integrating; the
            rimlands mired in myriad battlefields and the power of the hegemon
            irretrievably dissolving. Mahan, Mackinder and Spykman to the
            rescue? It’s not enough.
            Divide and Rule, Revisited
            The same applies for the preeminent post-mod Delphic Oracle, also
            known as Henry Kissinger, simultaneously adorned by hagiography gold
            and despised as a war criminal.
            Before the Trump inauguration, there was much debate in Washington
            about how Kissinger might engineer – for Trump – a “pivot to Russia”
            that he had envisioned 45 years ago. This is how I framed the
             shadow play at the time.
            In the end, it’s always about variations of Divide and Rule – as in
            splitting Russia from China and vice-versa. In theory, Kissinger
            advised Trump to “rebalance” towards Russia to oppose the
            irresistible Chinese ascension. It won’t happen, not only because of
            the strength of the Russia-China strategic partnership, but because
            across the Beltway, neocons and humanitarian imperialists ganged up
            to veto it.
            Brzezinski’s perpetual Cold War mindset still lords over a fuzzy mix
            of the Wolfowitz Doctrine and the Clash of Civilizations. The
            Russophobic Wolfowitz Doctrine – still fully classified – is code
             for Russia as the perennial top existential threat to the U.S. The
            Clash, for its part, codifies another variant of Cold War 2.0: East
            (as in China) vs. West.
            Kissinger is trying some  rebalancing/hedging himself, noting that
             the mistake the West (and NATO) is making “is to think that there
            is a sort of historic evolution that will march across Eurasia – and
            not to understand that somewhere on that march it will encounter
             something very different to a  Westphalian entity.”
            Both Eurasianist Russia and civilization-state China are already on
             post-Westphalian mode. The redesign goes deep. It includes a  key
            treaty signed in 2001, only a few weeks before 9/11, stressing that
            both nations renounce any territorial designs on one another’s
            territory. This happens to concern, crucially, the Primorsky
            Territory in the Russian Far East along the Amur River, which was
            ruled by the Ming and Qing empires.
            Moreover, Russia and China commit never to do deals with any third
            party, or allow a third country to use its territory to harm the
            other’s sovereignty, security and territorial integrity.
            So much for turning Russia against China. Instead, what will develop
            24/7 are variations of U.S. military and economic containment
            against Russia, China and Iran – the key nodes of Eurasia
            integration – in a geo-strategic spectrum. It will include
             intersections of heartland and rimland across Syria, Ukraine,
            Afghanistan and the South China Sea. That will proceed in parallel
            to the Fed  weaponizing the U.S. dollar at will.
            Heraclitus Defies Voltaire
            Alastair Crooke took a  great shot at deconstructing why Western
             global elites are terrified of the Russian conceptualization of
            Eurasia. It’s because “they ‘scent’…a stealth reversion to the old,
            pre-Socratic values: for the Ancients … the very notion of ‘man’, in
            that way, did not exist. There were only men: Greeks, Romans,
            barbarians, Syrians, and so on. This stands in obvious opposition to
            universal, cosmopolitan ‘man’.”
            So it’s Heraclitus versus Voltaire – even as “humanism” as we
            inherited it from the Enlightenment, is de facto over. Whatever is
             left roaming our wilderness of mirrors depends on the irascible
            mood swings of the Goddess of the Market. No wonder one of the side
            effects of progressive Eurasia integration will be not only a death
            blow to Bretton Woods but also to “democratic” neoliberalism.
            What we have now is also a remastered version of sea power versus
            land powers. Relentless Russophobia is paired with supreme fear of a
            Russia-Germany rapprochement – as Bismarck wanted, and as  Putin and
            Merkel recently hinted at. The supreme nightmare for the U.S. is in
            fact a truly Eurasian Beijing-Berlin-Moscow partnership.
            The Belt and Road Initiative (BRI) has not even begun; according to
            the official Beijing timetable, we’re still in the planning phase.
            Implementation starts next year. The horizon is 2039.
            This is China playing a long-distance game of go on steroids,
            incrementally making the best strategic decisions (allowing for
            margins of error, of course) to render the opponent powerless as he
            does not even realize he is under attack.
            The New Silk Roads were launched by Xi Jinping five years ago, in
            Astana (the Silk Road Economic Belt) and Jakarta (the Maritime Silk
            Road). It took Washington almost half a decade to come up with a
             response. And that amounts to an avalanche of sanctions and
            tariffs. Not good enough.
            Russia for its part was forced to publicly announce a show of
             mesmerizing weaponry to dissuade the proverbial War Party
            adventurers probably for good – while heralding Moscow’s role as
             co-driver of a brand new game.
            On sprawling, superimposed levels, the Russia-China partnership is
            on a roll; recent examples include summits in  Singapore, Astana and
            St. Petersburg; the  SCO summit in Qingdao; and the  BRICS Plus
            summit.
            Were the European peninsula of Asia to fully integrate before
            mid-century – via high-speed rail, fiber optics, pipelines – into
            the heart of massive, sprawling Eurasia, it’s game over. No wonder
             Exceptionalistan elites are starting to get the feeling of a silk
            rope drawn ever so softly, squeezing their gentle throats.
            Pepe Escobar is the correspondent-at-large for Hong Kong-based Asia
            Times. His latest book is  2030. Follow him on  Facebook.
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http://www.informationclearinghouse.info/50154.htm
August 31, 2018