https://www.youtube.com/watch?v=bw5KuV368Eo
*por Guillaume Suing [*]
* *
*/"O Capital tem horror à ausência de lucros. Quando fareja um
benefício razoável, o Capital torna-se ousado. A 20% fica
entusiasmado. A 50% é temerário. A 100% espezinha todas as leis
humanas e a 300% não recua perante nenhum crime". /
Karl Marx, /O Capital, / Livro 1, capítulo 22. *
Big Pharma. *Uma análise marxista pode ser tudo exceto "conspirativa" *
Identificar os conflitos de interesse e os tráficos de influência que
atravessam uma qualquer crise, quer seja sanitária, económica,
geoestratégica ou ambiental, não é cair na "conspiração". Não é preciso
imaginar a criação deliberada de um vírus sintético para explicar que a
Big Pharma gera mais-valias excecionais ou que os estados capitalistas
reduzem drasticamente os nossos direitos democráticos.
Pelo contrário, reconhecer que todos os "acidentes" da História podem
ser para a cadeia imperialista mundial agonizante a oportunidade duma
ressurreição, duma caça ao lucro máximo inesperado, é articular o "acaso
e a necessidade" na muito sinuosa luta de classes internacional. É
retomar uma visão dialética e materialista da História, que tanto tem
sido menosprezada.
O capital não orquestrou na sombra a crise de 1929 para submeter uma boa
parte dos povos europeus ao fascismo nos anos 30. Foi atingido por uma
crise congénita, que surgiu tão inevitavelmente como um tremor de terra
iminente numa região sísmica há muito adormecida, mas sempre no momento
em que menos se esperava… Depois da crise de 1929, o capital adaptou-se,
procurando que os trabalhadores paguem a crise, qualquer que fosse o
custo social. O fascismo é a forma terrorista que o capital assume,
quando, ferido de morte, fica assustado e dissimula o seu desespero
estratégico (intimamente ligado à anarquia da produção que o sustenta)
sob uma política de violência social em todas as direções.
Baralhar as cartas é um "jogo" permanente do processo capitalista e não
podemos espantar-nos ingenuamente por, paralelamente a uma queda
evidente do PIB e a um salto prodigioso da dívida pública, o CAC40 [NT]
<#nt> francês, por exemplo, ter assistido em novembro a uma subida
recorde desde 1988. Os gigantes da distribuição decuplicam os seus
lucros enquanto assistimos à exterminação sistemática do pequeno
comércio pelos /ukases / [NT] <#nt> tão injustos como incoerentes. Uma
comparação entre o confinamento da primavera e o do outono permite
perceber como, com base numa necessidade sanitária (que pode ser tratada
de mil maneiras, conforme os países), passámos duma paragem brutal, sem
preparação, até certo ponto suicidária e forçosamente temporária da
economia, para um estranho "semiconfinamento" durante o qual apenas o
artesanato, o pequeno comércio e o setor cultural são sacrificados
enquanto que o conjunto dos superlucros dos grandes setores industriais
e financeiros se mantêm no mesmo ritmo. As escolas não foram fechadas,
os transportes públicos não sofreram diminuição de frequência, os
supermercados nunca estiveram tão apinhados, a uberização [NT] <#nt> de
setores inteiros da economia, como a generalização da venda por
correspondência, são a partir de agora "setores de ponta". Em suma: As
formas mais residuais do capitalismo pré-imperialista foram
progressivamente erradicadas enquanto todos os locais de contaminação se
mantêm deliberadamente abertos… para que as "grandes empresas" funcionem.
Cabe ao povo realizar o máximo esforço e sofrer todas as restrições:
nada de saídas, nada de tempos livres, nada de laços sociais, nada de
ajuntamentos… Que boas notícias para as burguesias ocidentais
desesperadas, que não conseguem rivalizar com os países emergentes senão
ao preço da submissão brutal das suas classes trabalhadoras. Neste
processo, têm subsistido contradições entre a ideologia "liberal" das
últimas décadas e as tentações fascistas de determinados Estados, se bem
que uma gera sempre potencialmente a outra, com algumas hesitações e em
condições bem determinadas. A desconfiança mais ou menos profunda das
populações para com os seus Estados determinou o grau de recuo dos
direitos democráticos efetuado. O /ausweiss / [cartão de identificação,
NT] de saída em França durante os confinamentos, um raro exemplo do
género, foi uma ilustração disso, assim como a negação total dos
problemas psíquicos gerados pelos "conselhos de guerra" sanitários: vaga
de suicídios, aumento de ansiolíticos e antidepressivos, aumento das
violências vulgares, da delinquência, ou mesmo dos atentados terroristas.
Trata-se de uma contingência de dimensão mundial (uma pandemia, como
houve na Idade Média, com a Peste ou, mais recentemente, no início do
século XX, com a gripe espanhola que, é bom reconhecê-lo, teve uma
virulência muito maior do que a de hoje), progressivamente incorporada
no processo geral da crise do capitalismo imperialista. Tal como uma
fome de origem climática revelou o rosto da monarquia feudal na véspera
da revolução francesa, tal como a ocupação alemã mostrou o grau de
traição do segundo Império na véspera da Comuna de Paris, tal como a
carnificina da "Grande Guerra" industrial desmascarou o horror do
imperialismo predador na véspera da revolução de outubro de 1917, assim
é cada vez mais evidente que esta crise sanitária já abalou o mundo
atual e as relações geoestratégicas que organizaram a hegemonia
americana pós-soviética… reveladora duma incapacidade do capitalismo
agonizante para gerar as catástrofes, para o pior… ou para o melhor.
A fascização passa também, no plano ideológico, por uma sábia ditadura
do medo, com argumentos de autoridade que mascaram a sua "união sagrada"
antiparlamentar com um "consenso científico" fraudulento,
reconhecidamente eficaz para condicionar uma população que ignora os
desafios da investigação científica. Na Assembleia Nacional, o ministro
da Saúde, Olivier Véran, berrou aos deputados hostis a determinados
aspetos do protocolo sanitário: "Se não querem ouvir, saiam daqui!"
(4/novembro/2020).
O "conselho científico" de Emmanuel Macron, conselho que alardeou a
inutilidade das máscaras e dos testes quando a França não os tinha em
/stock, / país que, para um dos confinamentos mais rigorosos da Europa,
apresenta a mortalidade mais elevada (mais elevada mesmo do que a da
Suécia que, no entanto, não confinou!), país que decretou a proibição
governamental da hidroxicloroquina no dia a seguir à famosa publicação
da [revista] /Lancet / (que acabou por ser desmentida), que afirmou até
dezembro que o vírus não sofreria nenhuma mutação, nunca deixou de
mentir… mas continua a pregar impunemente, tapando com um verniz
pseudo-científico os decretos do regime. Quem apontar as mentiras deles,
é apelidado de conspirador.
Toda a dissonância no seio da comunidade científica assume aspetos de
debate nacional e aqueles que, em Marselha, registaram a mortalidade
mais baixa da França para as grandes metrópoles, passam a ser quase
criminosos, por intermédio de um trabalho político-mediático de grande
fôlego. Nesta inversão acusadora especialmente suspeita, é conveniente
voltar aos factos. E antes dos escândalos quanto à questão dos
tratamentos, a polémica em torno da "segunda vaga" é muito instrutiva
neste aspeto.
*"Segunda vaga" de um vírus que não sofre mutação, ou sazonalidade? *
Aquando do primeiro desconfinamento, na primavera passada, procurou-se
assustar a população com a iminência duma segunda vaga. Esta ameaça
durou até ao outono, vigiando-se ao microscópio todos os sobressaltos da
epidemia mesmo quando os serviços de reanimação se mantinham vazios. No
entanto, a curva dos testes positivos tinha baixado continuamente, tanto
antes como depois da data do desconfinamento, como se essa baixa
inexorável respondesse a uma lógica interna independente de todas as
medidas sanitárias, depois de passado o pico. Com efeito, nesse verão
não houve "segunda vaga" (como as "bossas de camelo").
Persistiu um ruído de fundo no que se refere a casos positivos, como
para muitas epidemias "clássicas" dos coronavírus. Observaram-se
aumentos relativos nomeadamente nas datas de reabertura das fronteiras
na Europa Ocidental (junho), depois dos desconfinamentos, ou aquando do
regresso de residentes que tinham contraído o vírus fora do país (ou a
entrada de doentes de dupla nacionalidade regressados a França para
serem legitimamente tratados). Mas tudo isso nunca constituiu uma vaga
epidémica.
Em contrapartida, a partir de junho, Didier Raoult, que afirmara que não
se previa nenhuma "segunda vaga", falou pela primeira vez da
possibilidade duma mutação que tornava o vírus sazonal e, portanto, de
um possível regresso no outono. Em perfeita contradição com as ameaças
do conselho científico, eis o que Didier Raoult dizia em junho passado:
"É uma epidemia tradicional em curva. Mas o futuro a Deus pertence.
Entre os coronavírus, alguns desaparecem pura e simplesmente. Outros
assumem um ritmo sazonal: é o caso de quatro coronavírus endémicos.
Ninguém pode prever isso, tal como não pudemos prever o resto. (…) Os
coronavírus endémicos acabam por se instalar, é o que acontece
geralmente. Determinados parâmetros permitirão saber se a doença
regressa ou não. Se passar a ser uma doença sazonal, há uma hipótese de
vê-lo no hemisfério sul antes de voltar a vê-lo aqui, porque o inverno
começa agora no hemisfério sul. (…) Se formos inteligentes, observamos o
que se passa no outro hemisfério para saber se voltará para aqui". (D.
Raoult, "Finalement la chloroquine", VIDEO IHU Méditerranée, 13jun2020).
Com efeito, a partir do fim do mês de junho, uma forte vaga epidémica
atravessava a Austrália, por exemplo (que, aliás, não conhece hoje
nenhuma vaga em novembro/dezembro, ou seja, no verão no hemisfério sul).
Será que a vaga que surgiu em outubro é uma vaga sazonal e não o
resultado da nossa "falta de civismo", denunciada com zelo de junho a
setembro? Mesmo assim, é preciso olhar de perto para os números e para
as curvas. O "ruído de fundo" dos contágios em agosto e em setembro
permitiu alimentar o medo e sobretudo atribuir aos comportamentos
individuais o inquietante recrudescimento. Ora, a vaga outonal
instalou-se na Europa com um sincronismo incrível. O aumento exponencial
dos casos declarou-se ao mesmo tempo em todos os países na primeira
semana de outubro, qualquer que fosse a situação de cada um deles. Em
certos países uma maré de subida lenta podia levar a crer na iminência
de um limiar ou de um salto qualitativo (Itália, Alemanha), mas esse
salto declarou-se ao mesmo tempo noutros países em que o número de casos
se mantinha estável sem subir (França, Reino Unido), ou mesmo baixava
nitidamente já há quinze dias (Espanha, Dinamarca)! Como cereja em cima
do bolo, na Itália, citada diariamente nos meios de comunicação francesa
pelo seu comportamento exemplar no respeito pelo protocolo sanitário, a
vaga acabou por ser idêntica (e sincronizada) com todas as outras vagas
da Europa ocidental…
Só por uma simplificação extrema e injusta se pôde acusar o professor
Raoult de falsas previsões quanto à segunda vaga. Na realidade, ele
apenas previu a ausência de um "salto" no verão, e a possibilidade de
uma mutação tornar este vírus sazonal… Ora, mesmo a possibilidade duma
mutação do vírus, apesar de demonstrada pelos genomas realizados
periodicamente no IHU Méditerranée, foi rejeitada, inclusivamente
durante a vaga outonal. Como, na cabeça das pessoas, uma mutação
significa renunciar à esperança de uma vacina milagrosa, e sobretudo
porque se escapa às lógicas acusadoras e punitivas quanto à origem das
vagas epidémicas, o governo, o conselho científico, os /media /
ridicularizaram essa possibilidade e acusaram Didier Raoult de
charlatanismo quando ele o demonstrou cientificamente a partir do mês de
setembro, apoiado pelos genomas.
Segundo a mesma lógica, escondeu-se que a baixa desta vaga outonal não
estava ligada ao confinamento (visto que este só foi posto em prática
depois do pico epidémico, quando o refluxo começava a medir-se pelas
águas usadas das grandes cidades). Tratava-se visivelmente duma variante
sazonal que evoluía numa "curva em sino" (as variantes formam picos
sucessivos que se sobrepõem uns aos outros). Didier Raoult explicou em
outubro: "Os vírus estão sempre em mutação, mas sofrem mutações duma
forma mais ou menos brutal. As duas que são frequentes atualmente [vaga
outonal] são 'Marselha 4' e 'Marselha 5'. Para o 'Marselha 4', vemos um
salto que corresponde a toda uma acumulação de mutações. Ocorreu um
salto que explica que já não se trata de uma simples mutação, mas duma
variante diferente. É esta variante que está epidémica atualmente e que
provoca 75% dos casos em Marselha. (…) Os coronavírus são conhecidos,
como os rinovírus [as duas famílias são responsáveis por numerosas
rinites sazonais. Ndla], por se recombinarem entre vírus. São muito
próximos e, portanto, é possível que se façam recombinações com esses
rinovírus". (D. Raoult, "Mutations, variants, ce que les génomes nous
apprennent", VIDEO IHU Méditerranée, 27/outubro/2020).
É desconcertante ler, no mesmo período, no INSERM [NT] <#nt> , que "os
coronavírus, que são vírus com ARN, são mais estáveis porque produzem
uma enzima que corrige erros, chamada 'exoribonuclease'. O SARS-Cov-2
sofreria mudanças duas vezes menos rapidamente que os vírus gripais"
("Mutações que tornam o SARS-CoV-2 mais perigoso, realmente?"
Presse.inserm.fr, 12 outubro 2020). Sem, evidentemente, pôr em causa a
existência de uma tal resistência às mutações, é forçoso constatar que,
apesar disso, surgiram variantes… dado que isso é hoje afirmado muito
claramente por ocasião da "terceira vaga".
Evidentemente. Esta terceira vaga de inverno surge em pleno protocolo
sanitário, simultaneamente em todos os países europeus (com um certo
avanço nos países setentrionais, onde parece ter nascido esta variante)
e dificilmente se pode imputar à falta de civismo das massas…. É preciso
pois aceitar a existência duma nova variante… embora ela tenha sido
rejeitada quando Didier Raoult falou disso durante a vaga outonal!
O discurso científico não se tornou mais acessível ao grande público
neste ano de 2020. Pelo contrário, foi obscurecido, aquando de mais esta
pandemia, por um pensamento oficial de ordem essencialmente política. É
esse pensamento único, rejeitado incessantemente pelos factos, que
embaciou a imagem da ciência aos olhos das pessoas, e não os discursos
dissonantes como o de Didier Raoult e da sua equipa. Em que campo se
situam então os verdadeiros defensores da ciência? Do lado da ilusão
ingénua de um consenso científico (que nunca existiu na História das
ciências) contra o qual qualquer desvio seria uma prova de
charlatanismo? Ou do lado de determinadas dissonâncias, quando elas são
cientificamente apoiadas e até certo ponto dignas de confiança dado que
estão isentas das influências devastadoras da Big Pharma?
*A obsolescência programada das moléculas, vitória do capital sobre a
investigação *
Didier Raoult não é marxista nem profeta. Pode ter errado na sua
carreira como qualquer outro investigador, mesmo entre os mais
"reconhecidos" (de que faz parte). Pode ter-se enganado, inclusivamente
no início desta pandemia. No entanto, é evidente que as suas
comunicações mostraram, em retrospetiva, ser mais sérias no plano
científico, do que as comunicações político-sanitárias oficiais e
mediáticas e não é por acaso que uma boa parte da população, sem
obrigatoriamente conhecer os problemas da investigação nem a História
das ciências, aderiu a ele e à sua equipa, com os possíveis exageros
conspiratórios que conhecemos (e o desprezo burguês pelo povo expresso
em nome duma luta contra o "populismo científico"). Mas não se avalia
uma análise científica pelo auditório que ela atrai, sem cair num
"moralismo" popperiano totalmente idealista.
Também não são as ideias políticas do epidemiologista que nos interessam
aqui e, por uma questão de objetividade, quase poderíamos dizer que dar
razão a Raoult, conhecido /gaulliste, / é uma prova de imparcialidade,
contrariamente a todos aqueles, inclusive na comunidade científica [1]
<#notas> , que enfileiraram resolutamente a partir de março, no combate
/ad hominem / contra o "charlatão" e a "lamentável imagem da ciência que
ele dá"… insistindo na sua arrogância ou na sua atitude desagradável
para com os seus empregados.
Mas, para lá das querelas pessoais entre investigadores que se conhecem
ou se detestam há muito, a realidade da luta que se trava no mundo da
investigação, um mundo custoso que depende de financiamentos públicos e
privados colossais e opacos, é a das "novas moléculas" muito caras (como
o remdesivir da gigantesca farmacêutica americana Gilead), contra as
moléculas genéricas "reposicionadas" (medicamentos já existentes e
conhecidos há muito tempo, como a hidroxicloroquina). Num plano teórico,
que permite compreender o que está em jogo atualmente e no futuro,
incluindo a questão das vacinas, é uma investigação que se apoia na
estimulação do sistema imunitário (reposicionando frequentemente),
contra a alta tecnologia molecular substitutiva de obsolescência
programada ("novas moléculas"). Sejamos mais precisos: de um lado as
moléculas de "grande espetro", que reforçam o nosso sistema imunitário
contra uma infeção, do outro lado as moléculas específicas, pontuais,
que rejeitam as reações e a evolução natural do agente infeccioso contra
o qual elas atuam.
Houve claramente uma frente comum entre os detratores de Raoult no seio
da comunidade científica e os lobistas mais ou menos dissimulados da
Gilead, e de outros gigantes da indústria farmacêutica. Uns,
frequentemente estatísticos afastados do terreno ou físicos, químicos
mais ou menos mediáticos, exprimiam com isso a sua adesão ao ideal de
uma ciência "pura", "moral", incorruptível por definição. Por outras
palavras, exprimiam o seu "cientismo" ou o seu "formalismo"
epistemológico. Os outros, muito mais discretos, financiaram maciçamente
o descrédito do "tratamento Raoult", quer através de estudos
"metodologicamente" válidos, mas baseados em protocolos manipulados,
quer através de estudos baseados em dados reais mas construídos sobre
comparações apressadas e amálgamas. [2] <#notas>
Esta frente comum aguentou-se, apesar do escândalo do "Lancetgate"… ou
seja, a amplidão do ódio acumulado contra o epidemiologista marselhês.
Melhor ainda: os "honestos" sábios anti-Raoult chegaram a afirmar que o
desmentido do famoso estudo publicado pela /Lancet / (sem investigação
séria nem processo contra os autores financiados pela Gilead) era uma
prova de cientificidade! Que teriam dito se uma publicação assim tivesse
sido realizada pelo IHU a favor da hidroxicloroquina?
Hoje, o conjunto dos estudos realizados em torno deste tratamento mostra
que o medicamento funciona. Não é um "remédio milagre", coisa que
ninguém apregoou. Mas como a sua inocuidade já é reconhecida (sem ter
ocorrido nenhum escândalo sobre as proibições governamentais do verão!),
a questão da sua eficácia já não é polémica para quem se informar com
dados atualizados. [3] <#notas> Para acalmar uma vaga epidémica num
período de urgência é necessário utilizar todos os meios e, portanto,
deve ser utilizado um tratamento acessível, pouco custoso, suscetível de
reduzir tendencialmente o período de incubação e de contágio e de
limitar as complicações nos doentes vulneráveis (e, portanto, a
mortalidade). É o caso em numerosos países, como outros tratamentos
antivirais, em especial nos países emergentes e do hemisfério sul.
Curiosamente, a estratégia político-mediática anti-cloroquina conheceu
duas fases contraditórias: a primeira, na primavera, consistiu em
justapor todos os estudos (na altura pouco numerosos) para mostrar que
havia mais provas de falta de eficácia do que de eficácia.
Evidentemente, calavam-se as evidências: essa justaposição misturava as
sobredoses tóxicas e os tratamentos tardios, ou mesmo em reanimação e o
tratamento precoce a 400/600 mg preconizado pelo IHU Méditerranée. O
argumento era pois puramente formalista. A segunda estratégia, este
inverno, face a uma justaposição muito mais completa (incluindo sempre
as sobredoses e os tratamentos tardios) que passa a mostrar a eficácia
do tratamento, recua no modo da lógica formal: "com o tempo, se isto
funcionasse, já o saberíamos!" ou "de qualquer modo, não se pode
demonstrar nada com um tratamento precoce!" E se tivessem deixado os
médicos receitarem?
Porque é que a hidroxicloroquina "desagradou" tanto? Sabe-se: porque é
um tratamento antigo, inicialmente prescrito contra o paludismo e o
lúpus e que foi "reposicionado" como antiviral. Na realidade, este
problema do "reposicionamento" das moléculas amplamente experimentadas
ultrapassou a cloroquina enquanto tal. Ninguém deu sequência às
esperanças fornecidas pelo reposicionamento do /interferon / 2B que os
investigadores cubanos propuseram (moléculas que estimulam ou modulam,
como a hidroxicloroquina (HCQ), as defesas imunitárias do doente contra
o agente infeccioso). A mesma experiência feita pelo Instituto Pasteur
em França, que depositava esperanças num reposicionamento (a que não deu
publicidade com medo de voltar a cair no cenário polémico da cloroquina)
para o qual os financiamentos acabaram por não ser suficientes.
Conhece-se agora muito bem o impasse que constitui a sistematização dos
antibióticos contra as doenças bacterianas. Os micróbios defendem-se
evoluindo, armados de funcionalidades infinitamente complexas que lhes
permitem escapar às moléculas tóxicas por meio de um reforço da sua
capacidade de mutação e do efeito duma seleção natural proporcional à
intensidade da sua exposição. De certa forma, quando a luta contra as
bactérias patogénicas optou pela química dos antibióticos (a
industrialização e a produção maciça) depois da descoberta de Fleming
nos anos 20, preferida até certo ponto à luta biológica dos soviéticos
na mesma época com a fagoterapia [4] <#notas> (utilização de vírus
antibacterianos, capazes de evoluir por si mesmos) a partir das
descobertas de Felix D'Herelles, abriu-se uma nova era na química dos
antibióticos para a "obsolescência programada", de que obviamente não
negamos os imensos benefícios no decurso do século XX.
Quanto aos antivirais, que não são antibióticos, a questão é mais
complexa. Mas entre a hidroxicloroquina, cujos efeitos no organismo são
mais gerais, mais moderados e multiformes e o remdesivir, "nova
molécula" cuja ineficácia recente contra o vírus Ébola comprometeu as
finanças do grupo Gilead, mas que se mostrou "promissor" contra o
Sars-CoV-2, a batalha foi infinitamente mais mediática do que o
escândalo que se seguiu.
Na realidade, submeteu-se o remdesivir aos mesmos testes que os da HCQ
durante vários meses. A grande diferença entre os dois tratamentos era
sobretudo a toxicidade do remdesivir (embora já conhecida há muito) a
nível renal. Isso não impediu a Gilead de o vender a preço de ouro à
União Europeia no outono, por várias centenas de milhões de dólares,
enquanto a OMS declarava, ao fim de meses de tergiversações e anúncios
favoráveis, que o medicamento já não é recomendável. A mentira
manteve-se imperturbável até se passar à fase das vacinas, altura em que
os tratamentos antivirais regressam a um segundo plano na imprensa.
De certa forma, o remdesivir podia aparecer, como a "nova molécula" de
síntese produzida por um gigante da indústria farmacêutica, como um
"remédio milagre", específico a esta estirpe viral (que ataca
diretamente, e independentemente do sistema imunitário do doente, como
um antibiótico ataca as bactérias) enquanto que a hidroxicloroquina, um
medicamento genérico produzido maciçamente no hemisfério sul a um custo
baixo, só podia fazer o papel de "muleta", na falta de melhor. Num
contexto de intensa propaganda anti-chinesa, dificilmente podemos deixar
de incluir este assunto naquilo a que o grande epistemólogo Paul
Feyerabend chamava, para a história a longo prazo, o "chauvinismo
científico ocidental".
É forçoso compreender o que uma crítica deste género pode significar
para lá do campo estritamente científico. Na realidade, toda a análise
marxista tem em conta o facto de que o capitalismo não consegue impedir
o progresso científico, técnico ou médico, mas pode refreá-lo, por vezes
consideravelmente. Isto pode parecer paradoxal se preferirmos as "novas
moléculas" aos "remédios antigos" mas, num período, o do início do
século XXI, em que caíram todos os dogmas da genética molecular e em que
a epigenética obriga a ter em consideração todas as epidemias numa base
ecossistémica, é posta em causa a questão do "mecanicismo" reducionista
permanente, a das "moléculas milagrosas".
O único baluarte suficientemente "evoluído" para uma infeção viral
envolvida em metabolismos altamente complexos é o sistema imunitário
humano, um sistema que resulta de milhões de anos de evolução e que é
preciso ter em conta seriamente para o apoiar com hipóteses de eficácia.
Para a agroecologia que concentra as suas forças a reforçar as defesas
naturais altamente complexas (e ainda muito imperfeitamente conhecidas
pela investigação reducionista), o objetivo é aumentar a fertilidade dum
solo sem as "substituir" pura e simplesmente por contributos
agroquímicos resultantes da agricultura intensiva. É este o futuro da
investigação altamente complexa da agronomia moderna, perante a qual a
agroquímica do século XX parece obsoleta e simplista. Do mesmo modo, a
ideia de que podemos lutar por um veneno molecular milagroso contra um
agente infeccioso formado por milhões de anos de seleção natural é
obsoleta face a uma investigação abrangente que tenha em conta o sistema
imunitário humano em vez de entrar em concorrência com ele.
Esquecemo-nos frequentemente que todos os agentes infecciosos dispõem de
meios ilimitados para resistir às moléculas prejudiciais, enquanto que o
sistema imunitário consegue quase sempre, visto que evolui e também se
aperfeiçoa ao longo da vida para destrui-lo. A este título, a vacinação
é uma estratégia muito mais "moderna" do que todos os supletivos
medicamentosos [5] <#notas> , apesar de a investigação ser sem dúvida
mais empírica e balbuciante.
*Vacinas ocidentais "futuristas" contra as vacinas "à moda antiga"
chinesa e cubana? *
É com efeito o que sugerem as autoridades sanitárias dos Estados Unidos
[6] <#notas> a propósito das vacinas "clássicas", nomeadamente a
chinesa, desconfiando da inexperiência dos investigadores chineses, ou
mesmo subentendendo que os protocolos experimentais são fraudulentos…
perante o "futuro" que as "vacinas por ARN mensageiro" representam.
É uma forma muito perturbadora de simplificar o problema porque se,
evidentemente, não se trata de contestar o imenso progresso que as
vacinas de ácidos nucleicos constituem, o seu uso apressado em milhares
de milhões de indivíduos, coberto por uma propaganda mediática
claramente favorável às vacinas ocidentais e hostil às vacinas russas e
chinesas, supõe uma confiança que muitos perderam (ou nunca tiveram).
As vacinas russas, cubanas e chinesas baseiam-se em técnicas claramente
provadas desde há muito: uma delas resulta duma modificação genética de
um adenovírus inofensivo utilizado como "veículo" injetável. As outras,
cubanas e chinesas, são vacinas ainda mais clássicas, fundadas na
atenuação do próprio vírus, na tradição pasteuriana mais pura. A
novidade é contudo importante: sua engenharia genética pode passar a
produzir os vírus atenuados /in vitro / de modo extremamente rápido e
maciço.
Do lado ocidental, as vacinas Pfizer e Moderna, para citar as mais
conhecidas, constituem claramente uma nova geração de vacinas que nunca
foi utilizada a esta escala. As vacinas por ARN mensageiro apresentam
evidentemente vantagens muito grandes, sendo a primeira a vantagem
económica. Não precisam de adjuvantes dispendiosos (e frequentemente
responsáveis potenciais de efeitos secundários) e são suscetíveis de ser
produzidas maciçamente e a baixo custo (apesar de o condicionamento e as
condições de injeção, que os Estados financiarão, ou seja, os impostos,
serem em contrapartida vinculativos, dado que o ARN é muito frágil,
contrariamente às proteínas). Outra vantagem importante: se o vírus
sofrer uma mutação numa sequência genética fundamental determinando as
suas proteínas de ancoragem às células humanas, é possível "reescrever"
rapidamente o ARN da vacina em consequência, sem novas experimentações e
de forma muito simples.
Digamos desde já que esta última modalidade coloca mais um problema de
dependência económica do que um problema sanitário. Se o vírus sofrer
uma mutação (e isso já aconteceu várias vezes), a Big Pharma poderá
afirmar sempre, com razão ou sem ela, que, apesar da venda
ultra-lucrativa de /stocks / duma primeira versão aos Estados, dispõe
duma versão "melhor" já atualizada, que será necessário comprar de novo,
e por aí fora. A inovação científica ainda se combina aqui com a
possibilidade duma forma de "obsolescência programada" muito lucrativa.
A Big Pharma possui a partir de agora a quase totalidade das revistas
médicas outrora respeitáveis, as que publicam os artigos após serem
revistos. Possuem os grandes laboratórios estratégicos de biotecnologia
(a não ser nos países sobreviventes do campo socialista como a China ou
Cuba). Também têm, claro, a cumplicidade dos governos [7] <#notas> que
farão as encomendas! A luta contra os "antivax" torna-se extremamente
delicada num contexto de suspeição como este, bastante justificado,
digamos de passagem. Parece hoje, sem surpresa, que os que defendiam
ardentemente o remdesivir ou a ausência de tratamento contra a
hidroxicloroquina, em 2020, são os mesmos que defendem em 2021 as
vacinas ocidentais contra as vacinas russas, cubanas ou chinesas… Não é
por acaso. O mercado é "livre, não é falseado" … até certo ponto,
evidentemente.
O principal problema ligado ao uso das vacinas por ARN mensageiro
inscreve-se num contexto teórico raramente abordado, para lá das lógicas
estritamente especulativas e que explica talvez porque é que os grandes
laboratórios reputados do "Sul", na China ou em Cuba, preferem hoje
fabricar vacinas "clássicas" em vez de vacinas por ARN mensageiro,
apesar de estas serem mais "modernas" (vacinas que eles seriam capazes
de produzir). Mas para falar disto são necessárias algumas noções
técnicas sobre as modalidades de umas e de outras.
Um vírus é uma partícula mais simples que uma célula e muito mais
pequena. Contém alguns genes, inertes, que depois de entrarem na célula
alvo, vão exprimir-se para reproduzir todos os componentes moleculares
que permitem a formação de milhões de cópias virais (que sairão depois
matando a célula alvo).
A vacina clássica consiste em fazer absorver, às "células
apresentadoras" do sistema imunitário do hospedeiro, moléculas
escolhidas do próprio vírus, a que chamamos "antigenes" (moléculas
"estrangeiras" que desencadeiam por exemplo a produção de anticorpos
específicos, para os neutralizar). Consegue-se estimular o sistema
imunitário de boa forma, incluindo na vacina a(s) boa(s) molécula(s),
apresentadas de forma pertinente (quase sempre a face exposta duma
molécula viral da membrana de adesão às células parasitárias, no caso do
Sars-Cov-2, a famosa proteína "Spike"). De certo modo, a vacina não
apresenta nenhuma diferença com a instalação real de um agente
infeccioso no organismo: é "digerida" por células apresentadoras que, a
seguir, o expõem na superfície dos "pedaços" antigénicos estimulando uma
resposta imunitária especificamente dirigida.
A vacina por ARN mensageiro atinge o mesmo objetivo, mas por uma via
completamente diferente. Com efeito, contém pelo menos um gene viral
(não tóxico, visto que está sozinho e não consegue reproduzir todo o
vírus) que entra nas células apresentadoras, é expresso por elas, o que
cria uma produção maciça de proteínas virais (inúteis e não tóxicas,
falsamente endógenas) suscetíveis de serem depois expostas de forma
clássica. Em geral, pensa-se reproduzir por esta via o processo natural
de reprodução viral, mas através de uma única molécula e não do conjunto
do genoma.
O problema reside na abordagem muito reducionista, muito mecanicista
desse processo, extremamente complexo. Já descrevemos e percebemos uma
grande parte dos mecanismos do ciclo de reprodução viral no seio da
célula hospedeira, mas será que dominamos a totalidade dos processos
metabólicos afetados por este ciclo? A questão pode parecer fácil, mas a
genética molecular (muito mecanicista e reducionista, ou mesmo
"química", para ilustrar a falta de abordagem ecossistémica) outrora
triunfante, é hoje profundamente abalada por uma revolução epigenética
que aboliu todos os seus dogmas. A epigenética é o reconhecimento de
processos extremamente complexos de interações entre os genes e o seu
ambiente na célula. Há muito desapareceu o famoso "dogma central da
genética molecular" que postulava que os genes agiam exprimindo-se no
meio ambiente, mas que esse meio não podia afetar os genes, e sabemos
nomeadamente que não basta introduzir genes no citoplasma duma célula,
mesmo que sejam de ARN, para garantir a proteção dos genes dessa célula
(no seu núcleo). Um grande número de reguladores naturais de ARN está
permanentemente a ser derramado no sangue por todo o organismo, no
citoplasma de todas as nossas células, nos núcleos delas, implicando uma
infinidade de interações reguladoras com os nossos genes.
Claro que um vírus também injeta os seus genes na célula alvo para que
eles se exprimam. Mas é um genoma inteiro que é injetado e existem
potencialmente regulações entre o novo coronavírus e o material genético
da célula hospedeira, dois parceiros já muito complexos (e ainda não
totalmente conhecidos, tanto mais que se trata de um novo coronavírus).
Há portanto uma grande diferença entre as situações "naturais" (estas
são experimentadas e selecionadas há milhões de anos) de digestão de um
vírus inteiro por uma célula que tem essa vocação, ou a incorporação de
um genoma viral completo numa célula infetada, e a obriga a "imitar"
esse processo em miniatura, com um único gene que, por sua vez, está
equipado com genes reguladores adicionados pelo génio genético (para
multiplicar o ARN na célula, por exemplo, e aumentar a exposição das
moléculas na membrana).
Será que há a certeza de que a manipulação do vírus por um gene genético
de tecnicidade muito alta, mas que se apoia numa abordagem teórica já
"ultrapassada", não coloca problemas sanitários futuros, perfeitamente
insuspeitos atualmente? [8] <#notas> A modernização necessária das
vacinas, sem dúvida por esta via dos ácidos nucleicos, deverá ser
acelerada desta forma, na prática, em nome da "modernidade", enquanto
existem as vacinas clássicas, há muito experimentadas e reconhecidamente
eficazes, e que também se vão aperfeiçoando? Para a China, parece que os
avanços teóricos da genética convidam precisamente à prudência (nós
estamos apenas no início da epigenética que permitirá dominar realmente
as vacinas por ácidos nucleicos e, além deles, toda a terapia genética),
razão pela qual, em parte sem dúvida, eles optam pela forma clássica,
pelo vírus atenuado, com a preocupação pela saúde pública… uma
preocupação posta de lado nos países ocidentais onde se sucedem os
escândalos da Big Pharma. Nesses países que geriram muito melhor a crise
sanitária do que o ocidente capitalista e onde os Estados conservaram
manifestamente a confiança dos seus cidadãos, a prioridade é para a
gratuitidade das vacinas e para a sua produção segura e tão maciça
quanto possível. Nos países ocidentais imperialistas, pelo contrário,
diabolizando um medicamento antidiluviano (a hidroxicloroquina) em favor
de uma "nova molécula promissora" (mas tóxica para os rins),
desenvolvendo uma técnica balbuciante, incerta a longo prazo contra as
vacinas clássicas e experimentadas promovidas pela China, por Cuba e
pela Rússia, o princípio de precaução nunca foi posto em primeiro lugar…
O ano que já terminou permite tirar alguns primeiros ensinamentos das
políticas sanitárias de uns e dos outros: a distinção entre o ocidente
imperialista e o resto do mundo salta aos olhos e seria necessária uma
lavagem ao cérebro mediático para tentar obscurecê-la. Cuba, o Vietname,
a China e a Venezuela situam-se entre os principais atores duma gestão
da crise exemplar… a tal ponto que países ocidentais tiveram de recorrer
à sua ajuda internacionalista para se manterem à tona de água. O mesmo
em relação aos tratamentos de urgência que constituíram uma polémica
inédita e reveladora da influência assassina da Big Pharma no mundo
ocidental, pelo menos.
O próximo ano constituirá uma nova aposta de monta, especialmente com as
campanhas de vacinação. Mas será necessário adicionar à capacidade de
cada "modelo" para vencer a pandemia a sua capacidade para resolver as
consequências económicas, sociais e mesmo psicológicas que essa pandemia
continua a gerar. Esse balanço que as forças progressistas de todo o
mundo deverão realizar e divulgar, será fundamental para as revoluções
futuras e será necessário estar à altura das desilusões dos povos para
liderar revoluções duradouras e travar as vinganças assassinas em que o
capitalismo é costumeiro.
Notas
[1] Sobretudo estatísticos e sábios formalistas, afastados dos meandros
da prática médica, físicos, químicos mediáticos (Etienne Klein…)
[2] Sobre este tema, ver os dois artigos seguintes: Chloroquine: Ce sont
les 'antiRaoult' qui mélangente science et politique
<https://germinallejournal.jimdofree.com/2020/05/30/chloroquine-ce-sont-les-anti-raoult-qui-m%C3%A9langent-science-et-politique/>
(maio 2020) e L'hydroxychloroquine et les méthodologistes
<https://germinallejournal.jimdofree.com/2020/09/04/l-hydroxychloroquine-et-les-m%C3%A9thodologistes/>
(setembro 2020). Guillaume Suing, Germinallejournal.
[3] Podemos encontrar o conjunto dos estudos atuais e as suas
referências num /site, / compilando, como os detratores fizeram uns
meses antes, o conjunto das meta-análises relativas à hidroxicloroquina
(HCQ) no site hcqmeta.com: "O HCQ é eficaz para a Covid-19 quando é
utilizado precocemente: meta-análise de 185 estudos (reactualizações
regulares)
[4] Ler Une belle histoire de virus (contre la virophobie ambiante)
<https://germinallejournal.jimdofree.com/2020/03/27/une-belle-histoire-de-virus-contre-la-virophobie-ambiante/>
Guillaume Suing, março 2020. Germinallejournal.
[5] A vacina "educa" o sistema imunitário do hospedeiro, quando as
"moléculas milagre" de obsolescência programada o suplantam.
[6] Sobre este tema ver a entrevista do investigador belga Johan Hoebeke
pelo jornalista Michel Collon (Investig'action/Michel Midi : Le vaccin,
oui ou non?)
[7] Os lobistas escondidos ou explícitos pululam nos meios de
comunicação e até nos ministérios. Macron teve de despedir um deles,
notoriamente enfeudado à Gilead, embora o tenha designado como o seu
"Senhor vacina" em dezembro, com medo de mais um escândalo: Louis
Charles Voissart.
[8] Já se suspeita da possibilidade do aumento das doenças autoimunes
com as vacinas por ARN mensageiro, o que não é para admirar: As células
apresentadoras expõem às outras células do sistema imunitário as
moléculas "estrangeiras" que devem ser distinguidas das moléculas de "si
mesmo". O menor disfuncionamento produz uma confusão pontual e suscita
ataques imunológicos contra células do mesmo organismo.
NT
CAC40: Cotation Assistée en Continu, índice da bolsa de valores francesa
Ukases: é um ato normativo no direito russo e sérvio. Na terminologia do
Direito Romano, o ukaz equivaleria ao édito ou decreto.
Uberização: termo cunhado para expressar um novo formato de fazer
negócios, apoiado nas tecnologias móveis, que ligam o consumidor ao
fornecedor de produtos e serviços da forma mais direta possível,
agregando-lhe uma personalização.
IHU: Institutos hospitalo-universitários, para formação e investigação
médica.
INSERM: Institut national de la santé et de la recherche médicale
Ver também:
# Principal cientista da Moderna: 'Na verdade, estamos hackeando o
software da vida'
<https://pt.technocracy.news/modernas-top-scientist-we-are-actually-hacking-the-software-of-life/>
*[*] Professor agregado de Ciências da Vida e da Terra. Autor de
/Evolution: La preuve par Marx/
<http://www.librairie-renaissance.fr/9782915854930-evolution-la-preuve-par-marx-depasser-la-legende-noire-de-lyssenko-guillaume-suing/>
(2016), /L'Ecologie réelle, une expérience soviétique et cubaine/
<http://www.librairie-renaissance.fr/9782376071341-l-ecologie-reelle-une-histoire-sovietique-et-cubaine-guillaume-suing/>
(2018), /L'origine de la vie: Un siècle après Oparine/
<http://www.librairie-renaissance.fr/9782376071938-l-origine-de-la-vie-un-siecle-apres-oparine-suing-guillaume/>
(2020), éditions Delga
O original encontra-se em germinallejournal.jimdofree.com/...
<https://germinallejournal.jimdofree.com/2021/01/03/remdesivir-vaccins-%C3%A0-arn-et-obsolescence-programm%C3%A9e-des-mol%C3%A9cules-le-capitalisme-est-un-frein-pour-la-science/>
Tradução de Margarida Ferreira. *
In
RESISTIR.INFO
https://www.resistir.info/pandemia/big_pharma_06jan21.html
10/3/2021
Thierry Meyssan
A França, e vários outros países europeus em menor escala, é atravessada
por um debate sobre « o islamo-gauchismo » ; personalidades de esquerda
que apoiam o islão político apesar do exemplo do Daesh (E.I.).
Contrariamente ao que se poderá crer, não se trata de uma táctica
eleitoral momentânea, mas da consequência de uma estratégia da guerra
fria, reavivada pela Administração Biden.
Nos séculos XVI e XVII, os Europeus distinguiam a «esfera pública»
visível para todos, da «esfera privada» mais íntima. No entanto, no
século XVIII, a Revolução Francesa deu uma definição diferente a estas
duas expressões: a «esfera privada» passou a ser o domínio do trabalho,
da família e da religião, enquanto a «esfera pública» o da política e da
nação. Desde logo, se militantes políticos encontram nas religiões a
força para o seu activismo, parece incongruente que apoiem religiões
particulares.
Ora, esta visão é agora minada pelo apoio dado por algumas
personalidades e grupos políticos a movimentos «islamistas». Por
islamismo, não designo nada que tenha a ver com a religião muçulmana,
mas uma ideologia política que instrumentaliza essa religião. Tendo
Maomé sido simultaneamente um profeta, um líder político e um chefe
militar, a sua herança é fácil de manipular.
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*Rouhollah Khomeiny encontrou Hassan el-Banna em 1938 no Cairo. Os dois
homens concluíram um pacto de não-agressão mútuo e partilharam o
Médio-Oriente.*
O islão político
Na prática, o islão político consiste na mobilização de multidões
invocando a religião muçulmana. Isso pode ser feito com meios muito
diferentes e objectivos opostos, segundo a concepção que se tem desta
religião. O facto de recorrer a argumentos religiosos para fazer
política permite obter um senso de sacrifício sem limites que pode
rapidamente se transformar em fanatismo. A língua árabe, que dá mais
valor às emoções do que à razão, provavelmente torna os Árabes muito
mais receptivos do que outros a este tipo de envolvimento.
No século XX, os Britânicos pediram ao mufti de Al-Azhar para consagrar
uma versão única do /Corão/ a fim de combater a seita do Mahdi no Sudão.
Nessa altura, havia umas quarenta versões diferentes. Eles pediram
igualmente a Hassan al-Banna para criar uma sociedade secreta, a
Confraria dos Irmãos Muçulmanos, decalcada do modelo da Grande Loja
Unida de Inglaterra, para dispor de um meio de pressão sobre o Poder
egípcio. Durante a Guerra Fria, a CIA colocou dois dos seus agentes,
Sayyed Qtob e Saïd Ramadan, nesta sociedade secreta sunita para aí
teorizar a jiade.
Outras escolas contemporâneas do islão político desenvolveram-se
primeiro no seio do Sufismo contra os Impérios Russo e Chinês, depois
com Rouhollah Khomeini no seio do Xiismo contra o Império Britânico. Se
a escola Sufi fez aliança com a Confraria dos Irmãos Muçulmanos em torno
do Presidente Recep Tayyip Erdoğan, a escola Xiita, pelo contrário, fez
um acordo recíproco de não-ingerência com eles. No entanto, todos se
bateram juntos contra os Russos e sob as ordens da OTAN durante a guerra
na Bósnia-Herzegovina. À época, eles julgavam partilhar a mesma
ideologia, mas hoje todos acreditam que isso não era e continua a não
ser o caso.
Os Franceses fazem remontar o apoio de pensadores de esquerda ao
islamismo ao exílio do Aiatola Khomeini na região parisiense (1978-9). À
época, Jean-Paul Sartre e Michel Foucault encontraram-se com ele e
deram-lhe o seu apoio. Eles tinham compreendido perfeitamente a sua luta
contra o imperialismo ocidental, enquanto Zbigniew Brzeziński (o
Conselheiro de Segurança Nacional do Presidente Jimmy Carter) o
considerava, erradamente, como superficial.
Mas aquilo de que tratamos hoje é de uma natureza completamente
diferente: os pensadores de esquerda atribuem aos muçulmanos no seu
conjunto a mesma função de vanguarda popular que ao proletariado do
século XIX. O que é uma estupidez. Com efeito :
- os muçulmanos são oriundos de todas as classes sociais ;
- o islão é absolutamente compatível com o capitalismo mais desenfreado.
Na realidade, eles veêm os muçulmanos de forma diferente, dependendo se
são sunitas ou xiitas. Os primeiros seriam progressistas, enquanto os
segundos seriam reacionários. Eles apoiaram no Egipto o irmão muçulmano
pró-EUA Mohamed Morsi, mas atacam o nacionalista Mahmoud Ahmadinejad no
Irão. Ora, o Presidente Morsi jamais procurou melhorar as condições de
vida dos mais pobres, enquanto o Presidente Ahmadinejad o fez com
sucesso até ao fim dos seus mandatos. Da mesma forma, Mohamed Morsi só
se tornou presidente ameaçando de morte os magistrados do Conselho
Eleitoral e suas famílias [1 <#nb1>], enquanto Mahmoud Ahmadinejad foi
eleito democraticamente. Deve-se constatar que os islâmicos esquerdistas
não se guiam em relação à acção interna das pessoas que apoiam, mas pela
sua política externa. Eles aprovam o islão político que é pró-EUA e
denunciam o islão político anti-imperialista.
O islamo-esquerdismo só existe, à excepção da Tunísia, nos países
ocidentais. O opositor no exílio Moncef Marzouki dá o seu apoio à
Confraria dos Irmãos Muçulmanos e torna-se o primeiro Presidente da
República da Primavera Árabe. Ele servirá de cortina aos Irmãos do
Ennahdha e é afastado do Poder nas eleições presidenciais de 2014.
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*O revolucionário bolchevique Léon Trotski (1879-1940) serviu os
interesses britânicos contra a Rússia. Ele entrou em conflito com
Staline que o expulsou da URSS e o mandou assassinar no México. Alguns
dos seus partidários não hesitaram em prosseguir a sua obra colocando-se
ao serviço dos Estados Unidos.*
A estratégia da NED :
aliança de certos trotskistas com certos islamistas
A apoio de personalidades de esquerda à Confraria dos Irmãos Muçulmanos
e à Ordem dos Naqshbandi foi organizada pela National Endowment for
Democracy (NED) no quadro da Guerra Fria, a partir de 1983. O Presidente
Ronald Reagan acabava de juntar a si um grupo de trotskistas judeus e
nova-iorquinos para lutar contra a URSS. Em virtude do conflito que
opunha o pró-Britânico Trotski [2 <#nb2>] e Staline, estes discípulos
juntaram-se aos serviços secretos dos « Cinco Olhos » (Austrália,
Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Reino Unido). Entre outras,
fundaram a NED. No contexto de escândalos envolvendo a CIA, eles
pensaram concretizar certas partes das suas operações por via legal.
Recrutaram personalidades trotskistas de uma parte do mundo para se
juntarem ao seu combate, particularmente nos dois teatros de operação da
época : o Afeganistão e o Líbano.
Para o seu combate anti-soviético no Afeganistão, a NED recruta o «
/french doctor/ » (médico francês) Bernard Kouchner. Este é um antigo
membro da União dos Estudantes Comunistas que deixou essa organização
durante a purga contra os trotskistas. O jovem tratará no Paquistão os
anti-comunistas afegãos e os mujahedins árabes de Osama bin Laden. À
época, estes últimos são aplaudidos no Ocidente como «combatentes da
Liberdade».
Simultaneamente, durante a guerra civil libanesa, a NED sofre para
recrutar. Finalmente, ela escolheu os secessionistas do Partido
Comunista Sírio, Riyad Al-Turk, Georges Sabra e Michel Kilo. Os três
homens assinam um manifesto que equipara os Irmãos Muçulmanos a um novo
proletariado e advoga por uma intervenção militar norte-americana no
Médio-Oriente. Para a Síria, é um apoio claro ao putsch dos Irmãos
Muçulmanos em Hama. O Presidente Hafez al-Assad, manda, pois, detê-los e
prendê-los até que abjurem este texto.
A guerra na Bósnia-Herzegovina é a ocasião para a NED recrutar o
ensaísta Bernard-Henri Lévy. Este tornar-se-á o conselheiro mediático do
Presidente Alija Izetbegović. Na mesma altura, este toma o
neoconservador Richard Perle como conselhe iro político e Osama bin
Laden como conselheiro militar.
No contexto da Guerra Fria, todas as personagens citadas acima
provavelmente acreditaram, genuinamente, que estavam a agir no melhor
sentido. Mas uma vez a URSS dissolvida, alguns deles continuaram o seu
percurso nesta via nauseabunda.
Assim, Riyad Al-Turk, Georges Sabra e Michel Kilo tornaram-se
porta-vozes do Pentágono durante os eventos na Síria. Em nome do seu
passado comunista, convenceram a esquerda europeia que se tratava de uma
guerra civil e não de um ataque por meio de jiadistas internacionais.
Eles conseguiram até fazê-los acreditar que a Frente Al-Nusra (braço da
Alcaida na Síria) era uma organização revolucionária síria.
Ou ainda Bernard-Henri Lévy, o qual, depois de defender Guantanamo, se
tornou o porta-voz dos jiadistas líbios. Ele apresentou a Jamahiriya
Árabe Líbia —um regime inspirado nos socialistas utópicos franceses do
século XIX— como uma ditadura. Ele apoiou o bombardeamento de Trípoli
pela OTAN e a nomeação de um dos chefes históricos da Alcaida,
Abdelhakim Belhaj, como Governador militar de Trípoli. Finalmente, até
ajudou na recepção oficial deste no Ministério dos Negócios Estrangeiros
(Relações Exteriores-br) da França em Paris.
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*O Colectivo contra a islamofobia em França, associação próxima da
Confraria dos Irmãos Muçulmanos, foi dissolvida em 2020 precisamente
antes que o governo francês a interditasse. Líderes de esquerda de
primeiro plano participaram nas suas manifestações.*
A teorização do islamo-gauchismo
Se o islasmo-gauchismo é antes de mais uma prática dos Serviços Secretos
ocidentais, acabou por se tornar uma teoria política, em 1994, por obra
de Chris Harman. Este ideólogo trotskista britânico é um militante do
Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores). Em 1994,
ele publicou no /Socialism International/ um artigo intitulado « /The
prophet and the proletariat/ » (O profeta e o proletariado). Aí, ele
tenta demonstrar que os muçulmanos não são nem fascistas, nem
progressistas, mas que formam o novo proletariado.
Os trotskistas de Reagan, como Claude Harman, aderiram todos à teoria de
Ygael Gluckstein (dito «Tony Cliff») da «revolução permanente desviada»,
segundo a qual todos os Estados ditos «comunistas» (China, Coreia do
Norte, Cuba) são na realidade estalinistas. Esta maneira de ver
permite-lhes simultaneamente fazer campanha pela revolução mundial e
atacar os adversários dos Estados Unidos. Eles acabaram expulsos da
Quarta Internacional. Não se trata aqui, portanto, de igualar todos os
trotskistas à sua deriva.
Perante estes elementos, o islamo-esquerdismo não se explica tanto por
ser uma corrida aos votos dos muçulmanos imigrados na Europa mas mais
pela inversão de valores desde a dissolução da União Soviética. O
desaparecimento dos partidos comunistas deixou o campo livre a uma
esquerda atlantista. Esta espontaneamente escolheu a direcção ideológica
dos seus aliados EUA. Ela assumiu-a a ponto de participar nos seus
golpes sujos, nomeadamente à sua instrumentalização do islão político
sunita.
Agora, a lógica dos Serviços Secretos, como a das ideologias, é
subvertida pelo despertar (woke) do puritanismo norte-americano. Estes
últimos encontram nos Irmãos Muçulmanos a mesma busca pela Pureza que os
anima. Vários dos actuais membros da Administração Biden participaram,
em 13 de Junho de 2013, na reunião do Conselho de Segurança Nacional
para a qual um delegado oficial da Confraria, o Xeque Abdullah Bin
Bayyah, fora convidado. Existe agora, portanto, um real perigo de ver o
islamismo-gauchismo instalar-se a longo prazo nos partidos políticos,
tanto mais porque os Ocidentais ainda não assimilaram que todos os
chefes da Alcaida e do Daesh (E.I.) são, ou foram, membros da Confraria
dos Irmãos Muçulmanos.
In
VOLTAIRE.NET
https://www.voltairenet.org/article212391.html
9/3/2021
*WIM DIERCKXSENS Y WALTER FORMENTO *
*Introducción*
En enero de 2021 entramos en una nueva fase de la crisis sistémica del
capitalismo. Después de cuatro años con todo tipo de contradicciones
internas, entre las tres facciones de capital financiero de EEUU- el
resulto es que Joe Biden ha sido elegido presidente de en unas
elecciones contradictorias y cuestionadas.
En 2016, la posible elección de Hillary Clinton hubiera significado una
confrontación directa y casi segura con Rusia. La administración Trump
fue un período donde un debilitato capital financiero unipolar
globalista y a su brazo militar la OTAN no declaró ninguna guerras abierta.
Con la administración Biden 2021-2024, un representante de los intereses
globalistas, vuelve un gobierno que puede colocar al mundo en peligro,
por el carácter belicista de su política exterior y por la pérdida de
las capacidades de maniobra del Imperio, en el terreno de la guerra
económico- financiera y de la política internacional, tanto en el
Consejo de Seguridad como en la Asamblea General de la ONU.
No han pasado cinco semanas de la asunción del nuevo gobierno
estadounidense y ya han bombardeado Siria. Putin describió acertadamente
esta amenaza en enero de 2021 en el Foro Económico Mundial de Davos
(digital por la pandemia), al afirmar que “existe la posibilidad de un
colapso real en el desarrollo mundial, plagado de una lucha de todos
contra todos, con intentos de resolver las contradicciones mediante la
búsqueda de enemigos ´internos y externos´, con la destrucción no sólo
de los valores tradicionales (…) ´como la familia´, pero también de
libertades básicas, incluida la privacidad”.
En nuestros análisis de los últimos cuatro años hemos analizado estas
contradicciones en el mundo con acento en los conflictos internos en
EEUU, producidos entre las principales facciones del capital financiero
en medio de un avance del proyecto multipolar y pluriversal-cultural
liderado por China y Rusia.
La politica internacional de Trump dejo al mundo sin conflictos bélicos
abiertos, pero con una guerra económica contra China, la que en buena
medida le abrió aChina y Rusia avanzar con su proyecto multipolar. La
guerra económica comercial de EEUU contra China que inició Trump, ha
“empujado” con determinación el proyecto de un mundo multipolar y las
Nuevas Rutas de la Seda, sin que Occidente /(la OTAN GLOBALISTA)/ haya
intervenido con aventuras bélicas por el momento.
A partir de las sanciones económicas de EEUU, China ha creado sus
propias instituciones internacionales de comercio, su propia moneda
digital con proyección mundial e integrando las finanzas con acuerdos
económicos con la mayor parte del mundo, incluyendo a la Unión Europea y
Japón. La vía hacia una nueva civilización multipolar se torna un tema
central para los próximos años.
Tras meses de negociaciones, un grupo de 14 expertos internacionales
llegaron, el pasado 14 de enero, a Wuhan, lugar donde se detectaron los
primeros casos oficiales de Covid-19. La Misión de la Organización
Mundial de la Salud que viajó a China aseguró que la Covid circulaba por
Wuhan antes de ser detectado en el mercado. Señalaron que los primeros
casos que pudieron identificar son de principios de diciembre. No
encontraron pruebas de grandes brotes antes de diciembre. Con el
resultado de esta investigación se hace probable que el virus haya sido
introducida durante los juegos olímpicos militares en Wuhan fines de
octubre de 2019, donde participaron miles de militares y entre ellos los
norteamericanos.
Los globalistas han venido preparando desde hace tiempo el ´Economic
Reset´/(Gran Reinicio de la economía real bajo su dominación)/. Para
algunos analistas la pandemia podría haber hecho el trabajo
preparatorio. Durante el Foro Económico Mundial los organizadores
globalistas se “dieron el lujo” de dar la palabra inaugural a Xi Jinping
seguida inmediatamente después por Angela Merkel. El presidente de China
dejó en claro que el mundo en su mayoría ha optado por la opción del
mundo multipolar. Para colmo la canciller de Alemania se manifestó a
favor del proyecto multipolar y manifestó la esperanza de no estar en la
situación de tener que “escoger un lado” (uni-polarismo o globalismo)por
un “hipotético” conflicto bélico.
Tan sólo una semana después de que asumiera el gobierno
/Biden-Harris-(Pelosi)/ los Big Five (/GAFAM, acrónimo de Google, Apple,
Facebook, Amazon y Microsoft/), los verdaderos anfitriones de Davos
2021, reconocieron que la estrategia del Gran Reinicio o Global Reset ha
fracasado.
China y Rusia la vanguardia del proyecto multipolar que, a partir de las
Nuevas Rutas de la Seda
-comercial-bancaria-industrial-tecnológica-científica- ha logrado
establecer redes de cooperación en todos los continentes y ha dado un
gran paso con la consolidación de los Acuerdos en el Asia-pacifico y la
Paz con la India. Biden reaccionó inmediatamente levantando la voz.
El proyecto del Gran Reinicio planteado por el Globalismo Unipolar,
desde el Foro Económico de Davos, propone la centralización del poder
político mundial en manos de una meritocracia corporativa que
determine centralizadamente las “necesidades y deseos” de los
consumidores, limitando la producción solo a ciertos bienes y servicios
que se planifican y consideran aceptables (/una relación entre una
Meritocracia Global en el vertice -Consumidores Locales individuales en
el llano/).
Para entender mejor la alternativa al Globalismo Unipolar es necesario
analizar las raíces históricas de la via Oriental -Multipolar y
Pluriversal- hacia otra civilización y contraponerla a la vía
Occidental. En modo resumido, podemos afirmar que en la “/línea
occidental” /de la historia se parte de la concepción que /la sociedad
se construye a partir de individualidad/, mientras que en la concepción
oriental /la sociedad se construye a partir de comunidad/ . Estas dos
vías no tienen la misma posibilidad de construir una civilización nueva.
Con Biden en la presidencia,las contradicciones entre el Unipolarismo
Globalista, encabezado por el Foro Económico y el Multipolarismo
Pluriversalista, encabezado por China y Rusia, sube al primer plano de
las noticias del mundo. Con ello no queremos decir que las
contradicciones internas entre facciones de los capitalistas
desaparecen, pero pasan a un segundo plano.
Las derrotas en el primer mes /(20 enero-20 febrero 2021)/ de gobierno
de Biden han sido poco señalados por las grandes plataformas digitales
de comunicación. Estados Unidos por segunda vez consecutiva, no han
logrado imponer el ´impeachment´ de Trump y con ello tampoco ha
conseguido una fractura significativa al interior del partido
republicano. La peor derrota para los Demócratas Globalistas /(Clinton,
Obama, Pelosi, Harris, Biden, etc)/ es que Trump, está vivo
políticamente y puede retomar la iniciativa. *Una encuesta de *USA
Today/Suffolk University
<https://www.usatoday.com/story/news/politics/2021/02/21/exclusive-trump-party-he-still-holds-loyalty-gop-voters/6765406002/>*,** publicada
el 21 de febrero, revela que alrededor de la mitad de los republicanos
están dispuestos a dejar atrás al partido y formar un tercer partido
liderado por Trump.* De quedarse Trump en el partido Republicano, el 85%
afirmó que votaría por él en una elección general y el 76% dijo que lo
apoyaría para la nominación republicana.
A menos de un mes de la instauración de la administración Biden/Harris
también hay fuertes contradicciones internas en el Partido Demócrata. La
ex asesora de Clinton, Naomi Wolf, advirtió el 22 de febrero que los
Estados Unidos:/“se estáconvirtiendo en un estado totalitario ante los
ojos de todos»/. En otras palabras, podemos esperar crecientes
contradicciones internas en el propio Partido Demócrata. La demócrata
Marcy Kaptur afirma sentirse alejada del Partido Demócrata que ha
representado en el Congreso desde 1983.
“Históricamente, los demócratas representaban a las familias que menos
tienen y los republicanos a los que tienen más, pero los demócratas
están perdiendo a la clase trabajadora, afirma la reprresentante
demócrata . De los 435 distritos del Congreso, los distritos azules
(demócratas) tienden a estar en la parte superior, mientras que los
distritos rojos (republicanos) tienden a estar clasificados en la parte
inferior. En el top 25 del país, en términos de ingresos familiares
medios, solo hay un distrito republicano. El partido Republicano, en
otras palabras, es cada vez más un partido con trabajadores y el partido
Demócrata el partido de la ´meritocracia´.
Un escenario que no hemos de descartar es la desintegración de Estados
Unidos. Una verdadera Perestroika no se despliega de la noche para la
mañana. Sin embargo, hay voces al interior del partido republicano, y no
exclusivamente en Texas, que hablan de ir a un /referéndum para provocar
la secesión/ de EEUU.
En otras palabras, un posible escenario futuro no solo es la división o
fractura de los partidos Demócrata y Republicano, incluso con un Trump
liderando un tercer partido, sino también es posible el camino hacia una
Perestroika Norteamericana[1] <#_ftn1> que podría desplegar después de
noviembre de 2022, a partir de las elecciones de medio término.
Recordemos que, también llevo varios años la desintegración o
perestroika de la Unión Soviética. Luego del punto de inflexión que fue
la Caída del Muro de Berlín en noviembre de 1989 se produjo el fin de
la división del Mundo en dos Bloques: EEUU y el Bloque Occidental por un
lado y la URSS y el bloque oriental por el otro.
Tampoco hay que olvidar que en 1955, se lanzó el movimiento de países no
alineados (MNOAL) en Bandung, con India y Egipto encabezándolo y
mostrando un camino que llevaría luego a abrir la vía al multipolarismo.
Ante derrotas en el campo político, en menos de un mes, Joe Biden y el
globalismo pueden llevar el conflicto al terreno militar, terreno donde
también perdieron fuerza durante la administración Trump. La decisión de
la Unión Europea de mirar hacia el Este y optar por la vía del
multipolarismo complica seriamente la posibilidad de utilizar a la OTAN
para un conflicto bélico contra Rusia o China.
Europa ha perdido la “fe” en el aliado del otro lado del Atlántico y,
luego del Brexit que debilito el /eje financiero Londres-Paris/,se
encuentra en un momento de recuperar la libertad en la toma de las
decisiones, optando más por un sistema de defensa propio. Esto se
observa en los grados de libertad frente a EEUU de la Unión Europea.
Alemania, Francia e Italia, están cada vez más cercana al
multipolarismo. Por otro lado la pugna interna entre los estadounidenses
complicaría el poder contar fácilmente con el Congreso y el Pentágono
para otra aventura bélica. El Congreso ya reaccionó duramente a los
bombardeos en Siria /(26 de febrero 2021) /sin su conocimiento y su
autorización.
Hemos entrado en un /periodo de transición hacia otra civilización/. En
más de un trabajo de investigación hemos sostenido que el final de una
civilización se caracteriza invariablemente por el predominio del
trabajo improductivo (por su contenido) sobre el trabajo productivo con
una fuerte tendencia a la recesión económica. Esta situación es muy
evidente en el capitalismo Occidental/subordinado desde 2008 claramente
al ámbito financiero/. En Oriente, por el contrario, se observa el
predominio del trabajo productivo sobre el improductivo , tiene como
estandarte la Nuevas Rutas de la Seda y su consecuente crecimiento
económico sostenido (Incluso en 2020 con la pandemia global ).
Cada vez que en la historia de la humanidad, lo improductivo subordina a
la órbita productiva, se produce una /Crisis Sistémica *[2]* <#_ftn2>/,
como la que actualmente observamos en Occidente.
Podemos distinguir en la historia dos vías para la construcción de vida
humana en común: la “Occidental” y la “Oriental”. La línea occidental
busca construir sociedad a partir de intereses particulares en
conflicto. La línea oriental construye comunidad e interés comunitario
por encima del interés individual. En la modernidad vale afirmar “pienso
luego existo”, mientras en Oriente prevalece “somos comunidad luego
existimos”.
En el capitalismo no hay forma de construir sociedad que logre alcanzar
el Bien Común ya que opera a partir de intereses individuales privados
en conflicto por la competencia. La tendencia más bien es una
centralización de riqueza en manos corporativas en conflicto entre si y
con la exclusión de grandes y crecientes mayorías de la población (que
en el extremo no solo sobran, sino que están “sujetos” a ser eliminados
al considerarlos sobrepoblación). Es decir, la línea occidental ha
pavimentado el camino al fascismo del Siglo XX y también en el siglo XXI.
En la historia oriental, se conserva el concepto de lo
comunitario/pueblo frente al desarrollo de intereses individuales. Es la
histórica de una comunidad directiva que dirige las obras colectivas
para la sociedad como un todo. Esta meritocracia tiene márgenes de para
servirse de la comunidad-pueblo al apropiarse de una parte determinada
del excedente para sí. Servirse y solidaridad con el pueblo no son
excluyentes en la historia oriental. Mientras lo colectivo predomina
sobre lo privativo, existe legitimación. Si sucede lo contrario estalla
la rebelión. La caída de una dinastía será sucedida por otra que se
concentrará de nuevo en obras productivas colectivas, legitimándose.
Esta es la historia cíclica y milenaria de China y la realidad de hoy es
que los trabajos colectivos predominan, aunque no se excluye la
apropiación privada. No es extraño en este contexto observar un apoyo
popular muy grande para su gobierno en China.
En verdad creemos que, acorde con la dialéctica de la historia, se
requiere la unidad de estos dos contrarios (de occidente y oriente)
logrando el mayor Bien común posible, pero con una mayor libertad
personal. El camino más probable para lograr la transición a esa nueva
civilización es aquella que parte de y prioriza lo comunal para liberar
luego lo individual, en vez de llevar el interés individual al extremo
para construir a partir de ahí lo comunal. Lo último es el proyecto del
Gran Reinicio o Big-Reset del Davos Globalista. De ahí que cada vez más
países optan y se suman a la vía o camino multipolar.
*El Globalismo en su trayectoria a la Coyuntura Actual*
*Ascenso y caída de los globalistas*
El proceso histórico desde el Unipolarismo transnacional occidental al
Multipolarismo pluriversal, se despliega desde la Perestroika soviética
de 1987-1991, donde Continentalistas y Globalistas unipolares
financieros pactan una tregua, que se manifiesta en el */“Consenso de
Washington^*^[3] * <#_ftn3>”/* en 1989, que fue formulado y hecho
público por iniciativa de los Globalistas desde la City de Londres. Este
es el contexto de la Perestroika o Caída de la Unión Soviética en 1991.
Luego, en las elecciones generales de noviembre de 1993, triunfa el
Partido Demócrata en Estados Unidos, con Bill Clinton como presidente.
Con Clinton, los Globalistas llegan por primera vez a la presidencia en
Estados Unidos el 20 de enero de 1994. Que se reelegirá en 1997 para un
segundo periodo.
En 1999, Bill Clinton y las Transnacionales Globalistas unipolares
derogan la Ley Glass Steagall. Esta Ley /(Act)/ vetaba y bloqueaba que
la banca de inversión /(fondos financieros de inversión global
instituciones todas radicadas en paraísos fiscales hoy principalmente
Delaware, Islas Jersey, Luxemburgo, etc.) /se asociara con la banca
comercial subordinándola y distanciándola de su histórico vínculo con el
desarrollo de la industria, la ciencia y la tecnología, con proveer de
crédito a la economía real. Tal cual lo observo, estudio y legislo el
presidente Franklin D. Roosevelt entre 1929-33, cuando promulgo e impuso
la Glass Steagall en junio de 1933 como ley, que impedía y vetaba la
existencia de la Banca de Inversión /(de timba financiera desde
posiciones en paraísos fiscales extra nacional y constitucional)/.
Porque los encontraba actores de poder responsables de provocar la
crisis de Wall Street en 1929 en su beneficio, contra la nación y la
economía real, en favor de un poder que se relacionaba con los intereses
financieros globales angloholandeses^[4] <#_ftn4>.
Roosevelt no solo lanzo la ley Glass Steagal como bandera en la guerra
contra la banca de inversión global, sino que también lanzo, potencio y
consolido la alianza entre las cámaras de empresarios industriales y los
sindicatos de trabadores obreros y empleados con el llamado New Deal
(Pacto Social) entre el capital y el trabajo, constituyendo y
sosteniendo el Estado Benefactor como tercera pata del New Deal y
garante de que los acuerdos se constituyeran en ley y políticas de
gobierno. Este Pacto Social fue la alianza sociopolítica, económica y
cultural para constituir un movimiento y fuerza política, que le
permitió afrontar y sostener la guerra contra los Globalistas de su
tiempo. Esta es la Ley^[5] <#_ftn5> que deroga Bill Clinton en 1999, la
que rehabilita y da vía libre a los Fondos Financieros Globales de
Inversión. Luego de este hecho crucial, lo que continua es la crisis
financiera de las empresas tecnológicas de la información y comunicación
PuntoCom[6] <#_ftn6> en el 2000[7] <#_ftn7>.
Luego, los demócratas Globalistas, con Al Gore como candidato, pierden
las elecciones del 7 de noviembre de 2000 por una mínima diferencia,
obtenida de un recuento /“controvertido”/ de los votos de Florida, que
al final dio los electores al colegio electoral, de este modo logran
imponerse 271 a 266, por una mínima diferencia lograda de modo “difuso”
por los continentalistas Republicanos. Los demócratas Globalistas
pierden así las elecciones contra el Republicano anti-globalista George
W Bush, oriundo de Texas. Quien será presidente de Estados Unidos en el
año de la “Caída” de las Torres ´financieras globales´ Gemelas del 11 de
septiembre de 2001. Donde las plataformas de comunicación impusieron el
relato que el gran responsable y comandante de esta operación fue Osama
Bin Laden. El jeque saudita hijo de una familia de gran poder y gran
fortuna por la propiedad de yacimientos de petróleo en Arabia Saudita.
Pero, además, socio de la familia Bush y del complejo petrolero fósil de
Texas^[8] <#_ftn8>.
La gran Crisis político estratégica que significo la llamada “Caída” de
las Torres -financieras globales- Gemelas de Wall Street en setiembre de
2001. Donde fueron derribadas tres torres, no solo las /Torres
financieras globales Gemelas/ sino también la Torre 7, una torre clave y
olvidada.
*Continentalistas frente Globalistas 2001-2008-2014*
George W Bush será reelegido nuevamente en diciembre 2004, estará
presente como presidente cuando la crisis financiera global estalle en
septiembre de 2008 con la llamada “caída” de la banca financiera global
Lehman Brothers, controlada por el globalista supermercado financiero
global el CitiTravellers Group. La “Caída” del CitiTravellersGroup
arrastro a muchos de los bancos financieros de inversión y a los más
grandes bancos comerciales. La gran banca global acuso el golpe, fue
dejada caer y la gran banca continentalista JPMorgan, Bank Of America,
Goldman Sachs se consolido y creció con la “absorción” de las
instituciones en quiebra^[9] <#_ftn9>.
Luego de esta segunda gran batalla interna del Unipolarismo Financiero,
entre Globalistas y Continentalistas norteamericanos, se consolida la
fractura entre ambas fracciones del poder financiero transnacional. La
lucha seguirá en otros países: Inglaterra, España, Grecia, la UE como un
todo. Esta crisis y la lucha entre estos dos grandes actores del poder
financiero transnacional, Globalistas /(las Cities Financieras Globales
de Londres-NY-Paris-Ámsterdam-Milán-etc.)/ versus Continentalistas
norteamericanos, continentalistas británicos, continentalistas europeos
/(Alemania-Francia-Italia-España-Holanda-etc.)/ se desplegará bajo
diferentes modos y formas hasta el 2013. Cuando Ben Bernanke
/(presidente de la Reserva Federal y de la City “Global” de Nueva York)/
inicia el primer golpe de estado financiero global^[10] <#_ftn10>, la
primera corrida financiera globalista.
La gran batalla iniciada por Clinton y los Globalistas con la derogación
en 1999 de la ley Glass Steagall de 1933, que prohibía a sus Fondos
Financieros de Inversión global operar en EEUU, y la dura respuesta de
los continentalistas norteamericanos con la llamada crisis del 2001, que
consistió en la “caída” de las Torres Financieras Globales. Seguida,
luego, con la gran batalla de 2008 entre Globalistas y Continentalistas
norteamericanos donde estos vuelven a realizar una movida, ahora de
guerra financiera, que culmina en la Caída del fondo de inversiones
globalista, Lehman Brothers y de otros fondos de inversión que
resultaron ser “absorbidos” por los continentalistas norteamericanos.
Todo esto paralizara la economía real y potenciara la economía
financiera, la burbuja financiera, el dinero de helicóptero, la emisión
de dinero sin respaldo en la economía real por parte de los bancos
centrales de las principales potencias: /EEUU, UE y Japón./
Todo este periodo cierra en el año 2013/14, cuando el presidente de la
reserva federal Ben Bernanke, durante el segundo mandato del presidente
demócrata Obama, anuncia la decisión de reducir el denominado paquete de
estímulos /(emisión mensual 85 mil millones de dólares) /para los bancos
a tasa 0%, lo cual “enciende” la crisis que hace estallar el banco
central de EEUU, de la UE, de Japón y que produce fugas simultaneas y
muy significativas de capital global invertido en más de 20 países o
economías globales emergentes como las empezaba a llamar el Globalismo.
Este golpe financiero de estado pone de manifiesto, muestra y reconoce
por contraparte la existencia de los nuevos actores multipolares en el
terreno de lucha de poder mundial. Es justamente en 2013-2016 el momento
donde el multipolarismo decide lanzar su propio programa de
instituciones financieras multipolares, alternativas a las de Bretton
Woods y, lo hará en la Reunión de los BRICS en Fortaleza, Brasil, en
junio de 2014. Pero particularmente alternativas al Bretton Woods
actualizado de 1971-73, no el del patrón dólar-oro de 1944-1966, sino la
versión tricontinentalista norteamericana de 1973 del patrón
petro-dólar, la del dólar sin respaldo en el oro sino en la OTAN.
*El Multipolarismo frente al Continentalismo 2014-2017 *
A partir de 2014-2017 se abrirá ya un nuevo periodo de hechos. Todo se
complejiza cuando tanto China como Rusia plantean y avanzan con la
estrategia y proyecto multipolar, primero desarrollando aceleradamente
sus economías y sus capacidades científico tecnológicas aplicadas a las
industrias estratégicas, que producen soberanía y reducen dependencia
/(mas educación, más salud, previsión social, más inclusión y desarrollo
humano integral)/, hasta poder dar el salto para desplegar sus propias
instituciones alternativas a las del TriContinentalismo Pos-Bretton
Woods con patrón Petro-Dólar (1966-1971). En síntesis, para desplegar un
sistema institucional económico-financiero alternativo al de Bretton
Woods: FMI, BM, BID, SWIFT.
El patrón Petro-Dólar expresa al TriContinentalismo norteamericano,
expresa el interés de las multinacionales norteamericanas, las grandes
vencedoras en la segunda guerra mundial, guerra que se inició en 1929
con la crisis-guerra financiera multinacional y concluyo en 1944-1950
con los acuerdos de Breton Woods, el mundo dividido en dos, en el
Bipolarismo Estados Unidos – Rusia, el occidente-norteamericano y el
oriente-Soviético; y el plan Marshall de reconstrucción del polo
occidental norteamericano. Desde donde éste reconstruirá, a Europa a
partir de la Alemania derrotada y el Asia pacifico a partir del Japón
derrotado a base de bombas nucleares.
*De la Perestroika norteamericana a Davos 2018-2021*
A la crisis sistémica, manifiesta en marzo de 2020, en el proceso
general de perestroika^[11] <#_ftn11> norteamericana que se abre en
septiembre 2019, se viene a sumar en febrero de 2021 está derrota de los
senadores Demócratas Globalistas y algunos senadores republicanos
asociados. Derrota en el proceso de impeachment o veto político al
expresidente Trump. Donde los pro-impeachment no pudieron movilizar los
dos tercios de votos que se requieren para que éste no pueda nunca más
hacer política públicamente y presentarse nuevamente para las elecciones
a presidente en noviembre de 2024. Particularmente para que no pueda
ponerse a frente de un nuevo movimiento político que sea relevante en
las internas republicanas de 2022, eligiendo candidatos a gobernadores y
en 2024 pueda ser decisivo para postularlo nuevamente como presidente,
ya sea por el partido Republicano o incluso en un eventual nuevo partido
político bajo su liderazgo.
Los globalistas perdieron, además, la opción para “sacarlo fuera” de la
política, algo que no solo amenaza a los mismos en el partido demócrata
sino también a los neo-conservadores pro Globalistas en el Partido
Republicano. Trump, y su movimiento, también son una amenaza para los
conservadores continentalistas en el partido republicano por ejemplo en
Texas, Florida, etc. Pues estos últimos también lo necesitan para ganar
las gobernaciones en sus estados federales en 2022. Esta derrota de la
opción de /doble impeachment/ marca un salto hacia adelante de la crisis
política y cultural integral en Estados Unidos.
La derrota de la movida política encabezada principalmente por Nancy
Pelosi (California) y los Globalistas en el Partido Demócrata y por
Mitch MacConnell por el Partido Republicano da muestras que la crisis
sistémica^[12] <#_ftn12>, que observamos desde marzo de 2020 en Estados
Unidos, ha calado profundo en la estructura económica, cultural,
política y social. Esto se manifiesta en la imposibilidad de la
oligarquía globalista para “juntar” los dos tercios de los votos en el
senado norteamericano.
La triple fractura expuesta de la oligarquía financiera en Estados
Unidos entre Globalistas, Continentalistas y Nacionalistas se observa en
la dinámica de la crisis y la puja de poderes que le dan sustrato, es
aquello que subyace en el fondo de la imposibilidad de imponer el
/impeachment /y la debilidad cada vez mayor de la oligarquía globalista
para poder /subordinar /a todas las fracciones de la oligarquía en
Estados Unidos, /a/ su proyecto y /a/ sus intereses estratégicos.
Esto sucedió justamente cuando una fracción de capital dominante –el
capital global- ya no pudo conducir construyendo hegemonía político
cultural, porque ya no /“tiene”/ /ni la capacidad económica dominante ni
los márgenes de fuerza /para incluir a otros actores económicos,
culturales, sociales y políticos. Esto sucede cuando su camino
ascendente en el desarrollo de poder económico global se paraliza y se
debilita. Porque la puja contra las fracciones Financieras
continentalistas /(la norteamericana imponiendo a Trump, la británica
imponiendo el Brexit contra la City de Londres; la europea de
Alemania-Francia-Italia imponiendo el Brexit también contra las dos
Cities, de Paris y de Londres)/ a nivel mundial se vuelve muy dura,
compleja, diversa y de paridad de fuerzas. Porque la fracción globalista
ha perdido fuerza relativamente desde 2016 en adelante con el llamado
Brexit, que en síntesis refiere a la sublevación de las oligarquías
continentalistas en GB, EEUU y Europa continental contra la oligarquía
globalista, sus transnacionales y su red de Cities financieras globales.
Este es el caso para la oligarquía globalista, que construye poder
haciendo y proyectándolo desde las “Cities” financieras globales en cada
país. A partir y a través de controlar sus bancos centrales imponiendo
sus directorios, elegidos por los gerentes de los propios bancos en la
city financiera local de cada país. Y sus monedas, que es su modo para
subordinar a los gobiernos elegidos democráticamente por la
comunidad/pueblo vía una dictadura de la deuda externa, de la moneda y
del FMI.
Controlando la moneda organizan la actividad económica comercial,
industrial y el consumo potenciando o des-potenciando la economía
nacional pero siempre subordinada, dependiente y subdesarrollada en sus
áreas estratégicas que son las que producen soberanía desde la economía
nacional. En síntesis, con el objetivo siempre de transformar la
economía nacional en una economía local dependiente de la economía
global. Todo esto tuvo su punto o periodo de inflexión entre 2008-2014.
*Perestroika y Crisis Sistémica de los Unipolarismos 2016-2021*
El 1ro de enero de 2021 entro en vigencia el Brexit. Un tipo de Brexit
que se presenta en su modelo que por ahora oscila entre su modelo Duro e
Intermedio. Pero claramente anti-globalista, contra el poder de la City
Globalista de Londres y la City Globalista de Paris, Amsterdam, etc. La
lucha por el Brexit fue y es la lucha por la salida de gran Bretaña de
la subordinación al programa estratégico de la City de Londres. Pero
también es la lucha por la salida de la Unión Europea /(Alemania,
Francia, Italia, España, etc.)/ del programa estratégico de
subordinación a la City de Londres y a la City de Paris /(al programa
globalista angloholandés de una UE subordinada a la city financiera)/
para recuperar actualizado el histórico programa industrial estratégico
de UE liderado por Alemania-Francia-e-Italia, que plantea la City
continentalista de Frankfort como el gran centro financiero de la UE,
subordinada al poder político de Bruselas, a la Comisión Europea.
La derrota de la City de Londres con el Brexit y la derrota parcial de
la City de Nueva York con el Programa Trump, de la oligarquía
continentalista norteamericana en conjunto con la oligarquía
nacionalista norteamericana, de 2016-2021, crearon las condiciones para
la /crisis sistémica en Estados Unidos/ en septiembre 2019 y para la
/Perestroika Norteamericana/ partir de marzo-abril de 2020, como
resultado de la “dinámica” de la lucha de poder entre estas tres
fracciones de oligarquía /(Globalista vs Continentalista y
Nacionalista)/. Esto incluso se observará luego, en la posibilidad y
capacidad de que Trump pueda salir absuelto el 14 de febrero del doble
veto político /(impeachment)/ para poder seguir actuando en política.
Situación y escenario que le planteo y sometió el globalismo desde el
partido demócrata, con la complicidad expresa de algunos senadores
republicanos neoconservadores y socios de los Globalistas encabezados
por /el senador (R) Mitch MacConnell/.
El tercer hecho relevante en el debilitamiento de las capacidades de
proyectar poder del globalismo fue la pérdida de control de la City
Financiera globalista de Hong Kong –HK- por el globalismo, en este hecho
coincidieron, desde diferentes posiciones y acciones estratégicas, tanto
Xi Jimping como Trump^[13] <#_ftn13>. Luego de estar HK bajo control
globalista desde 1842, cuando se impuso el dominio británico. La pérdida
del control de las Cities de Londres, de Paris, de HK y la disputa y
debilitamiento en la de Nueva York, permiten observar una pérdida
significativa en sus capacidades de proyectar e imponer su poder, su
programa estratégico.
Este hecho es lo que hace observable Putin en Davos para todos, cuando
afirma que:
“/“/*/la era/*/asociada con los intentos de construir un *orden mundial
centralizado y unipolar*, esta era ha terminado. *De hecho, no empezó*.
Solo se hizo un intento en esta dirección. Pero eso ya pasó. Tal
monopolio simplemente por su naturaleza contradecía la diversidad
cultural e histórica de nuestra civilización. (…) La realidad es que han
surgido en el mundo centros de desarrollo verdaderamente diferentes y se
han declarado, con sus propios modelos, sistemas políticos e
instituciones sociales distintivos. Y hoy es sumamente importante
construir mecanismos de articulación de sus intereses para que la
diversidad, la competencia natural entre polos de desarrollo no se
transforme en anarquía, una serie de conflictos prolongados.””/
/Discurso de *Putin en Davos, *7 de enero de 2021./
El otro gran hecho, en el mismo sentido, fue la construcción y el
lanzamiento de los acuerdos de mercado común */RCEP,/* con iniciativa de
la China multipolar / multilateral. Quince países de Asia y Oceanía han
firmado el domingo 15 de noviembre de 2020, el acuerdo para formar la
mayor asociación comercial del mundo, en lo que representa una gran
victoria para la China multipolar-y-multilateral, el principal promotor
del proyecto desde que comenzó a negociarse en 2012. La Asociación
Económica Integral Regional /(RCEP, en sus siglas en inglés)/, que no
incluye a Estados Unidos, abarcará a 2.100 millones de personas y el 30%
del PIB mundial.
/China, Japón, Corea del Sur, Australia y Nueva Zelanda/ suscribieron el
pacto junto a los diez países miembros de la Asean /(la Asociación de
Naciones del Sudeste Asiático) integrada por Indonesia, Tailandia,
Singapur, Malasia, Filipinas, Vietnam, Myanmar, Camboya, Laos y Brunei./
Al término de la cumbre de esta organización, celebrada el 15 noviembre
de 2020, siendo Vietnam el /país anfitrión/. La /India/, que había
decidido retirarse el año pasado de las negociaciones debido a la
preocupación de que los bienes baratos chinos pudieran inundar su
mercado, podrá incorporarse en el futuro si así lo decide. Pero la firma
del Acuerdo RCEP ya implica la consolidación del primer ministro Indio
Narendra Modi y de la estrategia general de ser miembro fundador del
BRICS multipolar. Una política que viene desarrollando por lo menos
desde 2014, cuando se lanzaron las instituciones económicas y
financieras de los BRICS como alternativas a las del FMI.
“Estoy encantado de que después de ocho años de complejas negociaciones,
finalmente demos hoy por terminadas de manera oficial las negociaciones
del RCEP”, ha afirmado el primer ministro vietnamita, Nguyen Xuan Phuc,
cuyo país es el presidente de turno de la Asean y un actor
históricamente relevante.
“El éxito de las negociaciones, y la firma del acuerdo, representa un
espaldarazo económico, pero especialmente político y cultural para
Pekín. Como principal motor de esta iniciativa, consolida su influencia
en Asia en detrimento de Estados Unidos.”^[14] <#_ftn14> Este hecho
fortalece también la posición de dialogo multipolar seguida por el
primer ministro de la India Narendra Modi desde siempre. Porque muestra
que el camino a seguir es el de dialogo multipolar que resulta en
beneficios económicos, pero también en los beneficios que trae la
producción y la paz.
Luego, el 10 de febrero de 2021, Pekín y Nueva Delhi, acuerdan la
retirada de las fuerzas militares en frontera común. Diluyendo toda
posibilidad para las provocaciones y operaciones británicas y
norteamericanas, Globalistas y Continentalistas. El comunicado de la
cartera de Defensa de Beijing dice que «según el consenso alcanzado
durante la novena ronda de negociaciones a nivel de comandantes, las
fuerzas indias y chinas comenzaron el 10 de febrero una retirada
simultánea planificada de las tropas en la primera línea en las costas
sur y norte del lago Pangong Tso».^[15] <#_ftn15>
*La batalla por una nueva civilización: Occidente vs Oriente*
*El Gran Reinicio: Hacia el Neofascismo del Siglo XXI*
Aunque ya hemos podido observar cómo el globalismo ha sido frenado en su
proyección de poder crear/imponer un estado global, no deja de ser
importante conocer su proyecto más a fondo. La civilización global
unipolar que proponen los globalistas vía Klaus Martin Schwab, fundador
del Foro Económico Mundial, es lo que denominan el ´/socialismo
corporativo/´. El cual sería un sistema de dos niveles: a- de
«socialismo de la pobreza» en la comunidad mundial de base/pueblo; b-
dirigida por una meritocracia de monopolios corporativos, o sea, una
comunidad dirigente elitista (GAFAM, BlackRock, etc.). El Gran Reinicio
(Great Reset[16] <#_ftn16>) se propone una gran reducción de los
derechos individuales, incluidos los derechos de propiedad, de la
libertad de expresión, de movimiento, de asociación, de religión y del
sistema de libre empresa tal como lo conocimos. La pandemia sirvió de
vehículo para crear este ambiente.
Implementaría el sistema político con vigilancia inteligente de ciudades
habilitada por el 5G /(que aún no controla)/, dando puntaje de crédito
social, pasaportes médicos y otros medios de represión para el control
social y político. De esta forma pretende lograr al final una sociedad
con características y capacidades para alcanzar a la china multipolar
comunitaria y así tener como disputarle poder, específicamente.
La *agenda del «Gran Reinicio»*
<https://www.weforum.org/agenda/2020/06/now-is-the-time-for-a-great-reset/>
tiene un conjunto de objetivos formulados por el Foro Económico Mundial
que pretendían lanzar en el Foro Digital en enero de 2021.
1. Confinamiento perpetuo de pandemia y controles económicos hasta que
la población se someta a la tiranía médico-sanitaria. Este proceso
continuará en 2021, con eventuales terceras y cuartas olas de Covid-19 y
sus mutaciones, que tienen un efecto destructor particularmente sobre la
economía. La OIT revela que como resultante de este plan globalista se
perdieron en 2020, un equivalente de /225 millones de puestos de trabajo
a tiempo completo/. Lo cual llevará a que haya cada vez más rebeliones,
por ahora solo con conducción desde las élites financieras, y podemos
esperar una rebelión cada vez más generalizada.
2. Pasaportes médicos como prueba de haber sido vacunado y rastreo de
contactos como parte de la vida cotidiana. Para poder viajar, obtener un
empleo o beneficio social pronto se tendrá que disponer de ese
´pasaporte´ que ya se introdujo en Dinamarca, Suecia y Estonia. La
introducción generalizada podrá conllevarnos, según el uso y abuso, a
una sociedad orwelliana de control total. Vimos como Alemania y la Unión
Europea en su conjunto “fue dejada” sin vacunas en febrero de 2021, a
pesar de haberlas pagado y de ser productor de las mismas, lo que a su
vez genero protestas dentro de misma. Y el principio de una solución
segura podrá venir de acuerdos entre Alemania y Rusia por la vacuna
Sputnik V, o de alguna de las vacunas de origen en China, es decir
mirando hacia el Este.
3. La censura y des-plataformas de las voces que se oponen a la agenda.
Hemos visto como un presidente de EEUU que no se alineaba con las
exigencias globalistas unipolares ha sido silenciado por Twitter,
Facebook y otras plataformas. Los republicanos que votaron contra el
globalismo (Biden) corren el riesgo de sufrir el mismo destino. Si Biden
se atreve hacer algo para poner a las Big Tech, las GAFAM
específicamente, bajo control y supervisión del gobierno en Estados
Unidos sufriría la misma suerte que Trump.
Para Robert F. Kennedy, sobrino del presidente John F. Kennedy, el
Covid-19 ha creado “una crisis conveniente” a los intereses globalistas
Unipolares porque está destruyendo a la clase media, empobreciendo y
excluyendo a la mayoría población mundial y haciendo más poderosa a la
élite financiera /(0,001% de la población mundial)/ de actores
estratégicos que pretenden dirigir el mundo: con nombre y apellido y
principalmente las GAFAM, aunque no haya unidad monolítica en ella. Para
Kennedy /los gobernantes de hoy explotan el miedo para obtener el
control sobre las personas/, como hizo el fascismo en su tiempo. “Aman
la pandemia porque les permite someter a los pueblos”. Y si “encontrar”
algo para asustarlos puedes hacer que hagan lo que quieras. Con ello
comprendemos que estamos, con el globalismo unipolar, ante el “Fascismo
del siglo XXI”.
Estos primeros tres puntos de agenda están en plena marcha. Pudimos
observar, sin embargo, que no tuvieron mayor éxito. Lo anterior para
nada significa que abandonen su proyecto y objetivos, sino que cambiaran
de tácticas, en diferentes fases y de pronto con más agresividad. Lo que
sigue es:
1. /Reducir la actividad económica en nombre de detener el «cambio
climático»./ Se pretende lograr una reducción del CO2 /(causante
aparentemente único del cambio climático)/ al eliminar drásticamente
la energía fósil y todas las empresas que hagan uso de ella. Lo
anterior significa, entre otras cosas, la sustitución acelerada del
automóvil a combustión de origen fósil o enquisto, por otro a
electricidad y con ello el cierre de todas las plantas de generación
eléctrica a base de carbón y derivados de petróleo y gas. Es la
modalidad de destrucción creativa del siglo XXI descrito por
Schumpeter, como el proceso mediante el cual aquellas empresas que
no son capaces de innovar y mantener relevancia, han de desaparecer
con darwinismo, dejando así su lugar a las empresas innovadoras en
energía verde, es decir, en beneficio de las grandes plataformas y
en detrimento de otras tantas empresas y empleos que quedaran en la
ruina.
El presentador de Sky News Australia , Cory Bernardi, demuele (28 de
febrero 2021 Zero Hedge) el Programa Mundial de Alimentos, la
Organización Meteorológica Mundial, la Organización Mundial del Turismo
y la Organización Mundial de Comercio: por mentiras, desinformación y
lógica pretzel relacionada con el clima para justificar la política.
Todas estas autoridades estarían impulsando una agenda: es la misma
agenda, para des-carbonizar, desindustrializar y des-empoderar a la
población en Occidente. Son parte de un plan concertado para rediseñar
el capitalismo en una nueva imagen: la del socialismo.
Lo anterior permite abrir otros interrogantes acerca de hacia dónde nos
conduciría realmente el plan globalista. ¿A una reducción de población
de 5 mil millones de seres humanos?
Si bien el programa del Gran Reinicio ha sido pospuesto, pero los 4
puntos anteriores están estrechamente entrelazados con el Gran Reinicio
o Great Reset o Nuevo Bretton Woods del siglo XXI, que implica:
* La centralización del poder político mundial en manos de una
comunidad Élite Meritocrática Corporativa a imagen de la historia de
China.
* La meritocracia corporativa determina centralizadamente las
necesidades y deseos de los consumidores limitando la producción a
ciertos bienes y servicios que se consideran aceptables.
* La supresión de las fronteras nacionales y el fin de la soberanía
nacional y la libre determinación.
* Un sistema de moneda digital donde toda acción comercial es
rastreable para el interés de la Élite Dirigente.
* La introducción de la «Renta Básica Universal» en la que el Gobierno
global se convierte en el todopoderoso proveedor del ´bienestar´,
gobernando un gran rebaño de personas totalmente dependientes que
han de brindar tributo en dinero o trabajo cuando así lo demandan,
creando una nueva civilización tributaria.
El Foro Económico Mundial se imaginaba poder crear de este modo una
«economía en espejo de la china» procurando subordinar a China como
estado vasallo. Si no lo logran por las “buenas” estará abierta la
posibilidad concreta de hacerlo por las “malas”, a fin de crear el
primer imperio global. Para lograrlo han de subordinar militarmente no
solo a China, en primer lugar, a Rusia y ahora también a la India y a
Alemania. Al intentarlo ya amenaza con una nueva guerra mundial, aunque
no de modo explícito. En realidad, /elfascismo del siglo XXI con la
//militarización de las relaciones de poder/, se podría estar haciendo
presente. En este contexto la canciller de Alemania, Angela Merkel,
manifestó en el Foro Económico Mundial de fines de enero que /“espera no
tener que tomar posición entre Este y Oeste”/, al tiempo que dejó en
claro que /“prefiere alinearse con el proyecto del Mundo Multipolar”/.
*Una Civilización Alternativa a partir del Multipolarismo*
Como los ´factores de producción´: el trabajo, el capital y la
naturaleza (utilizados en la economía vulgar), ya no explican más que el
50% o máximo 70% del crecimiento económico, la economía vulgar atribuye
la diferencia a la intervención de la Investigación y Desarrollo (I&D),
como un cuarto factor independiente. Con el desarrollo del Big Data
(GAFAM) y el Complejo Estratégico de Inteligencia Artificial /(CE-IA)/,
esta élite afirma que la ley de valor está superada y fue sustituida por
el concepto de “capitalismo cognitivo”. Se podrá hablar de una
/economía cognitiva, /afirma Samir Amin (2011)/,/ solamente cuando
existan unas relaciones sociales ya diferentes de aquellas en las que se
basa el capitalismo.
Con la globalización estamos cada vez más ante un capitalismo llevado al
extremo. Corporaciones como Microsoft y Apple han desarrollado hardware
en su fase más productiva. Con ello se pudo dar auge a las plataformas
Virtuales Digitales como Facebook, Netflix y Amazon. A partir de ahí
comienza la fase de trabajar en base a enormes agregados de datos (Big
Data) que con Inteligencia Artificial (IA) va aún más allá de la
recolección de datos. No solo participan cada vez más en el ámbito de la
circulación con anuncios para vender productos, sino que son capaces de
hacer llegar información prácticamente individualizada a sus usuarios
para que cambien sus preferencias, opiniones, estilo de vida,
inclinación electoral, etc. En otras palabras, el usuario termina siendo
el producto final de la Inteligencia Artificial. También Apple y Google
han pasado cada vez más al trabajo de Big Data, entrando en la esfera de
circulación a costa de inversiones productivas. El resultado es una
economía donde ya casi no hay acumulación de capital y riqueza, sino
solo la centralización de la misma en cada vez menos manos corporativas.
En esencia estamos yendo más allá del capitalismo.
En estas condiciones, es ínfima la creación de riqueza en términos de
valor. El ´capital´ se fuga del ámbito productivo y se centra en el
ámbito de circulación para lograr centralizar la riqueza en cada vez
menos manos corporativas. El concepto de valor y capital subsisten,
porque la sociedad permanece alienada en el economicismo. Las lógicas de
las fuerzas que rigen en esta dirección, nos llevan, afirma Amin, hacia
un mundo de barbarie individualista, de elevados grados de exclusión y
hasta de eliminación de personas sin valor. Se trata de un sistema
neo-tributario basado en el ejercicio de una violencia política
sistemática. Con esta descripción podemos comprender mejor la pretendida
implementación del Gran Inicio o Great Reset que nos plantea el
Globalismo Financiero Unipolar.
El Gran Reinicio pretende partir del interés privado, buscando lo que
llaman el ´Bien Común´, que ellos definan desde arriba. De hecho al
recorrer el camino trazado se desemboca en el fascismo del siglo XXI.
Mucho más plausible sería partir de un sistema que prioriza el Bien
Colectivo para luego, con Inteligencia Artificial, pasar a trazar las
necesidades colectivas e individuales, cosa imposible en tiempos
soviéticos. Simplemente no existía la tecnología necesaria para poder
pensar en una determinación de los intereses colectivos desde la
comunidad de base-Pueblo. De este modo, es posible que haya mayor
participación comunitaria en la construcción del Bien Colectivo y no
solo en lo económico, sino también en lo político y cultural. La
síntesis de las dos vías históricas parece encontrarse a través de la
línea oriental y no es extraño que la Unión Europea prefiere optar por
el mundo multipolar y no por el Unipolarismo globalista.
La herencia histórica de China en sus relaciones internacionales fue la
antigua Ruta de la Seda que hoy con una filosofía parecida está llevando
adelante con cada vez más países que se integran. Históricamente estos
intercambios solo eran accesoriamente mercantiles, es decir que no
estaban basados en el valor de cambio (ley de valor) sino en el valor de
uso (las utilidades comparativas). Mientras coexiste el capitalismo y el
mercado mundial, China operará con la ley de valor hacia afuera. Por su
economía auto-centrada los términos de intercambio desigual con EEUU,
por ejemplo, no solo son cada vez menos negativos, sino en cada vez más
ámbitos China ha logrado invertir dichos términos. De ahí también la
guerra comercial que inició EEUU con Trump y que la administración
globalista de Biden-Harris pretende intensificar. Hacia adentro de China
puede predominar el concepto de Valor de Uso sobre el Valor de Cambio,
esencia para una transición hacia otra civilización poscapitalista
financiera.
Explotación y Bien Común no son mutuamente excluyentes en la historia de
China, pero la historia ha demostrado también cuando el trabajo para el
Bien Común reduce el grado de explotación. Existen condiciones objetivas
para que la humanidad en conjunto recorre el camino hacia una
civilización donde se concentra en el trabajo para la colectividad y por
la colectividad (Bien Común) y que se logre reducir la explotación a
expresiones mínimas. Cada vez más países, en Eurasia incluyendo a Rusia,
África, América Latina e incluso en Europa, se alinean con el proyecto
multipolar y la Nueva Ruta de la Seda donde prevalece la cooperación por
sobre de la explotación, ganando terreno hacia el Bien Común como
proceso que avanza pero que también nunca concluye, sigue abierto a las
nuevas necesidades de la comunidad pueblo.
*Bibliografía*
Amin Samir 2011, La ley del valor mundializada; Por un Marx sin
fronteras, Ed. Viejo Topo, España.
Amin Samir 2010, Modernidad, religión, democracia; Crítica del
eurocentrismo, crítica de los culturalismos, Ed. Iepala, Madrid.
Dierckxsens Wim 1983, Formaciones precapitalistas, Ed. Nuestro Tiempo,
México DF.
Dierckxsens Wim 2013, La transición hacia una nueva civilización, Ed.
Abril, La Habana, Cuba.
Dierckxsens Wim 1994, De la globalización a la Perestroika Occidental,
Ed. DEI, San José Costa Rica.
Dierckxsens Wim y Formento Walter octubre de 2019, Perestroika: De la
caída Soviética a la de Washington – 1989-2020, ALAI, Quito Ecuador.
Dierckxsens Wim y Formento Walter junio de 2020, Del Choque al Dialogo:
De la Globalización a la Perestroika en Estados Unidos, Observatorio
Internacional de la Crisis.
Dierckxsens Wim y Formento octubre 2020, Fascismo del Siglo XXI o nueva
civilización poscapitalista; EEUU, elecciones presidenciales y guerra.
ALAI, Ecuador.
Dierckxsens Wim y Formento Walter, noviembre 2020, Trump vs Biden 2020:
Estado Nacional-vs-Estado Global, La Batalla Inconclusa por Estados
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Durden Tyler, 2021, Biden advierte que China debe esperar «competencia
extrema» de EE. UU., Zero Hedge, 8 de febrero.
Durden Tyler, 2021, «Socialismo a escala global»: el presentador de Sky
News derriba a las élites de Davos y el esquema de ‘gran reinicio’, Zero
Hedge, 28 de febrero.
Herrera Rémy 2020, Guerra comercial entre Estados Unidos y China, ¿El
verdadero «ladrón» finalmente desenmascarado?, CNRS, Paris
Houtart François 2013, El bien común de la humanidad, Quito Ecuador.
Knightly Kit, 2021, Warning Signs From Biden’s First Week In Office,
www.Off-Guardian.org <http://www.off-guardian.org/>, 30 de enero.
MacLeod Alan 2021, Jefe de Comando Estratégico: Estados Unidos debe
prepararse para la «posibilidad muy real» de la guerra nuclear con
China, Mint Press Noticias, 5 de febrero.
McMaken**Ryan, 2021, Si Estados Unidos se divide, ¿qué pasará con las
armas nucleares? Instituto Mises, 24 de Febrero.
Piqueras Andrés 2018, Las sociedades de las personas sin valor, Cuarta
revolución industrial, des-substanciación del capital, desvalorización
generalizada, Ed. Viejo Topo, Barcelona.
Rectenwald Michael, 2020, EL GRAN REINICIO I, II y III, Parte I, ¿Qué es
el gran reinicio? : Expectativas reducidas y biotecnofeudalismo. Alambre
de Mises, 16 de diciembre.
Watson Steve, El exasesor de Clinton admite que Estados Unidos se está
convirtiendo en un «Estado totalitario» bajo Biden, Summit News 24 de
febrero.
*NOTAS*
[1] Perestroika Norteamericana
[2] Coronavirus y crisis sistémica del capitalismo, Wim Dierckxsens,
Walter Formento, 30/03/2020, https://www.alainet.org/es/articulo/205577
<https://www.alainet.org/es/articulo/205577>
[3] <#_ftnref3> */Los 10 puntos del Consenso de Washington:/* 1.-
Disciplina fiscal: No más déficit fiscal. Presupuestos balanceados. 2.-
La inflación como parámetro central de la economía. Para los impulsores
del Consenso de Washington, las políticas de ajuste y reforma
estructural tienen su origen en la crisis de la deuda. 3.- Prioridades
en el gasto público. La necesidad de cubrir el déficit fiscal presenta
la disyuntiva entre aumentar los ingresos fiscales o reducir el gasto
público. 4.-Reforma Tributaria. El aumento del ingreso vía impuestos se
considera una alternativa a la reducción del gasto público para paliar
déficits fiscales. 5.- Tasas de interés. A) las tasas de interés deben
ser determinadas por el mercado. B) la necesidad de tasas de interés
real positivas, para incentivar el ahorro, por un lado y desalentar la
fuga de capitales. 6.- Tipo de cambio. Se considera que el tipo de
cambio real debe ser lo suficientemente competitivo como para promover
el crecimiento de las exportaciones a la tasa máxima que el potencial
del lado de la oferta del país lo permita, al mismo tiempo que se
mantenga un eventual déficit de cuenta corriente a un nivel sustentable.
7.- Política comercial. La liberalización de las importaciones
constituye un elemento esencial en una política económica orientada
hacia el sector externo (orientación hacia afuera). 8.- Inversión
Extranjera Directa (IED). La liberalización de los flujos financieros
externos no es alta prioridad. 9.- Privatizaciones. En general, se
considera que las privatizaciones de empresas de propiedad estatal
constituyen una fuente de ingresos de corto plazo para el Estado y la
lógica subyacente, que la empresa privada es más eficiente que la
estatal. 10.- Desregulación. Una forma de promover la competencia es
mediante la desregulación.
*[4] <#_ftnref4> *Estos tenían historia en Estados Unidos desde la
guerra de conquista de territorios-países que inicia la Compañía
Holandesa de las Indias Occidentales (hoy llamados Globalistas), que
luego participaron en la batalla de las Dos Manhattan cuando se
enfrentaron con George Washington, Julio de 1776 – marzo de 1777, para
tomar control de Estados Unidos.
*[5] <#_ftnref5> *https://es.wikipedia.org/wiki/Ley_Glass-Steagall
<https://es.wikipedia.org/wiki/Ley_Glass-Steagall>
[6] <#_ftnref6> No buscarías en un buscador que no fuera el número uno y
Google terminó siéndolo. En Internet solo vale ser el mejor”. Yahoo! con
la nostalgia del coloso que fue para Internet. La web y los buscadores
serían un espejismo sin su comparecencia. “Era la gran referencia, el
Google de la época por mucho que fuera un directorio de contenidos más
que un buscador propiamente dicho”. Precisamente fue Google quien clavó
más de un clavo en el ataúd de Yahoo.
https://elpais.com/tecnologia/2020-03-02/yahoo-asi-fue-la-caida-estrepitosa-de-un-coloso-de-internet.html
<https://elpais.com/tecnologia/2020-03-02/yahoo-asi-fue-la-caida-estrepitosa-de-un-coloso-de-internet.html>
*[7] <#_ftnref7> *La tulipomanía o */«crisis de los tulipanes» es
considerada la primera burbuja especulativa masiva de la historia
mundial/*. En el siglo XVII se produjo una euforia colectiva por la
compra de tulipanes exóticos multicolores */en Holanda/*. El precio de
los bulbos de la flor llegó a niveles tan desorbitados que la gente
comenzó a vender sus casas para conseguirlos. */La burbuja de los
tulipanes es considerada la primera burbuja especulativa masiva de la
historia mundial. /*Incluso se creó un mercado de ventas a futuro a
partir de bulbos no recolectados. Sin embargo, */la escalada de precios
encontró su fin, cuando un día de 1637/*, ningún inversionista quiso
comprar.
Sea porque se había agotado el dinero, */por el nuevo brote de peste
bubónica, o simplemente por rumores de un eventual colapso/*, los
compradores empezaron a vender desesperados y así se produjo una
estrepitosa caída de los precios. El pánico financiero se apoderó de los
dueños de los bulbos de tulipán y de un segundo a otro, la economía
holandesa se fue a la quiebra.
https://www.bbc.com/mundo/noticias-44162659
<https://www.bbc.com/mundo/noticias-44162659>
[8] <#_ftnref8> *Los lazos financieros ocultos entre las familias Bush y
Ben Laden*, Thierry Meyssan,
https://www.voltairenet.org/article120008.html
<https://www.voltairenet.org/article120008.html> ; *La azarosa aventura
empresarial de George W.*
El presidente de EE UU se ha aprovechado de contratos dudosos y lazos
familiares en su discutida carrera como hombre de negocios,
https://elpais.com/diario/2002/07/14/internacional/1026597602_850215.html <https://elpais.com/diario/2002/07/14/internacional/1026597602_850215.html>
[9] <#_ftnref9> */Crisis financiera global, La lucha por la
configuración del orden mundial/*; Walter Formento, Gabriel Merino.
https://www.clacso.org.ar/libreria-latinoamericanacm/libro_detalle_resultado.php?id
libro=1685&campo =cm&texto=434
<https://www.clacso.org.ar/libreria-latinoamericanacm/libro_detalle_resultado.php?id%20libro=1685&campo%20=cm&texto=434>
[10] <#_ftnref10> El mundo ha cambiado… Se ha producido la primera
corrida financiera global en el marco de un golpe de Estado. El
presidente del “Banco Central de EEUU” [1] (BC-EU) plantea en junio de
2013, que debe pensarse la reducción o cese de la política de
flexibilización cuantitativa (política de estímulo financiero para la
salida de la crisis financiera) que implica billones de dólares
entregados a los Big-Banks (a los bancos demasiado grandes para quebrar)
a partir de diciembre de 2008, a una tasa de interés que resulta
negativa. Ver Crisis financiera global, oportunidad histórica para los
Pueblos del mundo. Autores: Walter Formento. Localización: Pasos, ISSN
1016-9857, Nº. 167, 2015, págs. 31-45.
https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5350782
<https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5350782>
[11] <#_ftnref11> *Perestroika: De la caída Soviética a la de Washington
– 1989-2020.* Wim Dierckxsens, Walter Formento, 18/10/2019.
https://www.alainet.org/es/articulo/202728
<https://www.alainet.org/es/articulo/202728>
[12] <#_ftnref12> *Coronavirus y crisis sistémica del capitalismo*, Wim
Dierckxsens, Walter Formento, 30/03/2020,
https://www.alainet.org/es/articulo/205577
<https://www.alainet.org/es/articulo/205577>
[13] <#_ftnref13> Pekín (Beijing) impondrá directamente una ley
draconiana de seguridad nacional en Hong Kong, evitando por completo la
legislatura local. Muchas voces lo llaman “un golpe fatal para ‘One
Country, Two Systems’”. La pregunta siguiente sería ¿cómo continuará
Hong Kong como centro financiero? La verdad es que este es un ataque
directo a los intereses de las fuerzas globalistas. Al cual Trump se
suma anunciando que derogaría la ley que permite un trato preferente a
la antigua colonia británica como centro financiero globalista. Las
autoridades chinas guardaron silencio sobre el anuncio de Trump al
tiempo que el gobierno de Hong Kong rechazó su decisión. El hecho que
Pekín esté preparado para avanzar con tal decisión, hace que no sea
extraño que haya una profunda preocupación entre las fuerzas globalistas
que tienden a “salir” de este centro financiero. En este contexto Lord
Jacob Rothschild, en tanto que ‘emperador’ de las fuerzas globalistas,
ha manifestado ante los grandes medios que Donald Trump está amenazando
con destruir el Nuevo Orden Mundial, para siempre. De este modo acusa
recibo que la acción de Trump afecta directamente sus intereses
estratégicos. De la transnacionalización global a la nacionalización
pluriversal multipolar del poder. Wim Dierckxsens, Walter Formento,
05/06/2020https://www.alainet.org/es/articulo/207043#_ftnref8
<https://www.alainet.org/es/articulo/207043#_ftnref8>
[14] <#_ftnref14> */China y otros 14 países firman el mayor acuerdo
comercial del mundo,/* https://elpais.com/internacional
/2020-11-15/china-y-otros-14-paises-firman-el-mayor-acuerdo-comercial-del-mundo.html
<https://elpais.com/internacional%20/2020-11-15/china-y-otros-14-paises-firman-el-mayor-acuerdo-comercial-del-mundo.html>
[15] <#_ftnref15>
https://www.telesurtv.net/news/china-india-distension-frontera-militares-20210210-0023.html
<https://www.telesurtv.net/news/china-india-distension-frontera-militares-20210210-0023.html>
[16] <#_ftnref16> The Big Reset es como se nombra al Gran Reinicio de la
economía en el momento en que se impone el Globalismo como actor
estratégico. El Gran Re-Inicio es una clara referencia también al Gran
Stop o la Gran Crisis de la economía real qué sucedió a partir de las
crisis de 2001-2008. Implica que, solo si se impone el Globalismo
transnacional podrá haber un Re-inicio de la economía real existente,
una re-conexión de la economía de casino o de helicóptero y burbuja con
la economía real existente.
In
OBSERVATORIO DE LA CRISIS
https://observatoriocrisis.com/2021/03/01/occidente-versus-oriente-hacia-una-nueva-civilizacion-multipolar/
1/3/2021